Arquivo para Abril, 2007

Só a ‘mãe natureza’ é que sabe fertilizar o oceano

As explosões de algas criadas pelo bombear de nutrientes para o oceano retirar pelo menos 10 vezes mais dióxido de carbono (CO2) da atmosfera do que anteriormente se pensava mas a descoberta não forneceu qualquer apoio aos controversos esquemas para encorajar essas explosões como forma de reduzir o aquecimento global, alertam os autores.

A conclusão surge da análise de uma dessas explosões de algas, que acontece todos os anos perto de Kerguelen, um arquipélago a meio caminho entre a África do Sul e a Austrália.

A mistura vertical natural do oceano na zona fornece de forma regular ferro e outros nutrientes dos sedimentos do fundo para as águas superficiais, estimulando o crescimento do fitoplâncton. Este crescimento converte o carbono do ar (sob a forma de CO2) em matéria orgânica, reduzindo a quantidade de gazes de efeito de estufa na atmosfera e aliviando o aquecimento global.

Stephane Blain, um oceanógrafo químico do Oceanography and Biogeochemistry Laboratory de Marselha, liderou uma equipa internacional com 47 membros na investigação desta explosão de algas no início de 2005. Os seus resultados mostram que a capacidade destas explosões em absorver CO2, e em transportar esse carbono para o fundo do oceano quando os organismos morrem, é muito maior do que os estudos de campo anteriores tinham sugerido.

Cada átomo de ferro fornecido pelo fundo retirou mais de 100 mil átomos de carbono da atmosfera ao estimular o crescimento de plâncton durante a explosão sazonal, relatam os investigadores na última edição da revista Nature.

Em 12 experiências anteriores, desenvolvidas desde 1993, durante as quais os cientistas tinham ‘fertilizado’ artificialmente pequenas áreas do oceano com nutrientes ricos em ferro, a quantidade observada de carbono exportado para as profundezas do oceano por quantidade de ferro fornecido tinha sido na ordem das dez vezes menos.

A falta de ferro limita a produtividade biológica e a absorção de carbono em um terço dos oceanos mundiais, particularmente no oceano Antárctico.

Há muito que os cientistas propuseram que ‘fertilizar’ essas zonas do oceano com ferro extra poderia fornecer um meio amigo do ambiente de reduzir o teor de CO2 na atmosfera. Esta noção foi a base para a realização das muitas experiências em que os investigadores tentaram adicionar ferro a pequenas zonas do oceano.

Para além das preocupações associadas com a ‘engenharia geológica’ e os impactos que este procedimento poderia ter sobre os ecossistemas, estas experiências tiveram variados problemas logísticos.

Muitas vezes o ferro não é o único nutriente em falta na água e muito do ferro despejado no mar oxida antes de ser utilizado pelo fitoplâncton. Estima-se que 80 a 95% do ferro nestas experiências foi ‘perdido’, frequentemente porque simplesmente flutua para longe ou se afunda no oceano antes que os organismos que vivem perto da superfície o possam usar.

Os investigadores estimam que despejar grandes quantidades de ferro para grandes zonas do oceano não irá absorver mais de 3% do CO2 resultante das emissões anuais devidas à queima de combustíveis fósseis.

O estudo de Blain mostra que a mãe natureza é capaz de fazer muito melhor na fertilização do oceano que a Humanidade. A taxa a que o CO2 é absorvido parece ser tão grande em Kerguelen porque o ferro está a ser fornecido lentamente e de forma contínua, e porque o ecossistema é rico noutros ingredientes biológicos e químicos necessários para a explosão de algas.

“O que a equipa observou é provavelmente a eficiência óptima alcançável na exportação de carbono”, diz Ulf Riebesell, um oceanógrafo do Leibniz Institute of Marine Sciences (IFM-GEOMAR) de Kiel, que tem estado envolvido num dos estudos anteriores de fertilização do oceano. “Não conseguimos, pura e simplesmente, atingir a eficiência da natureza, é por isso que fazer engenharia geológica no oceano não funciona.”

Os resultados também fornecem informações valiosas para estudos do passado e futuro das alterações climáticas. Há muito que se pensa que um aumento do fluxo de poeiras ricas em ferro de zonas secas em terra nos períodos frios pode ter levado os níveis de CO2 atmosférico a descer drasticamente. O novo estudo apoia a ideia de que este efeito contribuiu para cerca de um terço da queda do CO2 atmosférico durante as eras glaciais passadas.

Saber mais:

Kerguelen Ocean and Plateau compared study (KEOPS)

Southern Ocean Iron Experiment

Este boletim é mantido por simbiotica.org, a Rede Simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

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protesto contra Congresso Internacional da Carne em São Paulo

Para divulgação imediata à imprensa:

Grupo de defesa dos direitos animais e do meio ambiente organiza
protesto contra Congresso Internacional da Carne em São Paulo

Quando: 27/04, sexta-feira, às 13 horas (pontualmente)

Onde: em frente ao Hotel Renaissance (Alameda Santos, 2233)

O grupo VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e
Sociedade) realizará uma manifestação pacífica e contundente em
protesto ao evento “Congresso Internacional da Carne”.

Cada passo da produção da carne é marcado por destruição e sofrimento
– desde o desmatamento para a formação de pastos até o transporte e o
abate. Os ativistas do VEDDAS pretendem expor esta realidade,
denunciando em especial os danos que esta indústria acarreta ao meio
ambiente e à sociedade.

Com o objetivo de atrair a atenção da sociedade para o sofrimento e
degradação provocados pela indústria da carne, ativistas do VEDDAS
estarão expostos dentro de uma “Bandeja de Carne Humana”, com o corpo
despido e embebido em tinta vermelha.

Contato: George Guimarães, nutricionista vegetariano e presidente do VEDDAS

Celular: (11) 9135-2116 / nutriveg@terra.com.br / www.veddas.org.br

Congresso Internacional da Carne:
http://www.cnpc.org.br/ims/site/port/index.asp?id=1

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A GAFE DO ANO: Ofereceram um churrasco para agradar comissário europeu – que é vegetariano

Carne brasileira é reprovada

Europeus pedem embargo para produção nacional

Genebra

Jornal A Noticia – 25 abr 2006
http://www.an.com.br/2007/abr/25/0eco.jsp

As conclusões dos veterinários europeus sobre as condições fitossanitárias da
carne brasileira apontam que a criação do gado e a produção de carne no País
continuam fora dos padrões europeus e podem sofrer embargos, apesar das visitas
dos inspetores de Bruxelas ao País nos últimos meses. A avaliação foi
apresentada com exclusividade aos deputados do Parlamento Europeu, que agora
pedem que um embargo seja imposto sobre os brasileiros. Os representantes
pressionarão a Comissão Européia para tomar medidas contra o País nas próximas
semanas.

Bruxelas realizou uma série de inspeções no Brasil desde março e deixou claro
que essa seria a última oportunidade que o País teria para evitar prejuízos. O
Brasil é o maior exportador de carne para a Europa, com 270 mil toneladas
vendidas por ano. Mas em uma reunião com o comitê agrícola do Parlamento
Europeu, os veterinários de Bruxelas alertaram para dois problemas principais
na importação. Um deles é o registro nas orelhas dos animais, que só é feito
entre 30 e 90 dias antes de o gado ser abatido. Isso significa, para os
veterinários, que não há como ter um rastreamento prévio do animal e, portanto,
pouco controle de sua origem.

Outro problema é o uso de remédios que não são aprovados na Europa. “A carne
brasileira está abaixo dos padrões de qualidade da carne européia”, afirmou
Jonathan Evans, deputado do País de Gales no Parlamento Europeu e que lembra
que as queixas estão sendo feitas desde 2003. “Se vamos impor uma forte
regulação sobre os nossos produtores, queremos que seja válida aos do Brasil
também no que se refere à qualidade”, afirmou.

Apesar das inúmeras visitas de veterinários ao País e das ameaças feitas pela
comissão ao Brasil, as autoridades de Bruxelas admitem que a situação ainda não
é ideal e que o governo não tomou medidas suficientes para que a importação
possa ocorrer sem barreiras.

O comissário Markus Kyprianou, que se ocupa da saúde animal e da proteção aos
consumidores, viajou até o Brasil fazer o alerta há poucos meses. Não só a
mensagem não foi bem entendida como o governo passou por saia justa ao oferecer
um churrasco ao europeu, ainda que o comissário fosse vegetariano. Em Bruxelas,
as autoridades explicam que, para que um embargo seja colocado sobre a carne
brasileira, os veterinários terão de apresentar ainda o relatório final sobre o
Brasil aos ministros dos 27 países do bloco para que tomem uma decisão.

O Brasil alerta que a pressão por um embargo não passa de uma desculpa para os
setores de carne da Europa que estão perdendo com as importações brasileiras e
querem impor medidas protecionistas.

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Health, Longevity and the Art of Living



The Quintessence of Natural Living is that which provides physical health, mental and emotional poise and spiritual integrity to the human organism to suffuse it with joy and happiness.

Natural Hygiene is the art and science of living in such a way that it provides all these qualities abundantly.

“Natural Hygienists believe that, Knowledge is proud that he has learnt so much, Wisdom is humble that he knows no more.”.

The primordial needs of the human individual to supply vigour and dynamic health and longevity are as follows:

  1. Pure Air (unpolluted, without fumes, smog, etc.)
  2. Pure water (unpolluted by man’s chemicals)
  3. Wholesome food grown on unpolluted soil to which mankind is biologically suited to as a frugivore, i.e.
    The natural diet of man is basically a total vegetarian diet. Man is not a flesh eating animal according to comparative anatomy and physiology, although he has over centuries adapted himself to eat flesh foods.
    lettuceBiologically being in the same class as the primates and the big apes like gorillas. Ideally man should eschew all flesh foods at least. If dairy products and eggs are taken they should not be more than 1-2% of the total diet.
    Those who are not able to partake of a total raw diet of fresh fruits, fresh raw vegetables, nuts and seeds should see that at least 70-85% of their total diet is composed of raw fruits and vegetables, nuts and seeds or other protein food 10% and the remaining percentage as complex carbohydrates lettuce composed of cooked whole grains and their products, steamed green vegetables and finally some steamed starchy vegetables as potatoes, yams, beetroot, carrots, parsnips, turnips etc.
  4. Sunshine
  5. Physical activity and exercise
  6. Rest and sleep
  7. Relaxation and creative activity to express his creative instincts.
  8. Mental and emotional poise with which to meet the stresses and grains of life.
  9. The ability to express love and receive love essential for his spiritual growth and reproductive instincts.
  10. Faith in mother-nature and the life-force which has shaped his environment to augment his own self-esteem.
  11. The need to express humour and laughter, tears of joy and tears of sadness.
“Either mankind stops, looks and listens to his inner voice and conscious awareness or he will end up in a headlong rush – namely his own destruction.”.

Over the years mankind has instinctively abided by these precepts to go on evolving as a Homo-Sapiens for over 40,000 years.
However in last few centuries mankind has gradually moved away from his instinctive natural living habits and succumbed to the vagories of the machine orientated technological age whereby he is over the verge of annihilating himself and becoming as much extinct as the plants and animals he has already made extinct by his unnatural behaviour of destroying the very hand that sustains his life – namely his environment.

Either mankind stops, looks and listens to his inner voice and conscious awareness or he will end up in a headlong rush – namely his own destruction. That this is the trend, is observed in the rapid rise in sickness and diseases, in crime and violence, in injustices and cruelty, in greed and possessiveness on one hand and despicable poverty and suffering on the other, and last but not the least, with no foresight and formulation as to the direction we must take, not only to avoid the inevitable end but to reverse the present trend so that our immediate future generations have something to look foreword to instead of disaster.

To that end, i.e. the reversing our foot-steps to that natural life-style that the art of Natural Hygiene is dedicated to. Healing, all healing is a biological process, but Natural Hygiene is the art by which we can enhance the life force in its attempt to cleanse and heal the gaping wounds we have inflicted, not only on our physical, mental and emotional bodies, but on our planet mother-earth.

“…in Natural Living, unless we look at the problem with the heart and not just with the head, we will end up in the same mess as the so called scientist and technologist have led us into”.

Over the years I have written extensively on the various facets of Natural Hygiene, trying to formulate and make clear in my own mind the only way that is open to us. My field has always been the philosophical and psychological means whereby each individual tries to meet his primordial physical needs as well as emotional needs.
I am of the opinion that in Natural Living, unless we look at the problem with the heart and not just with the head, we will end up in the same mess as the so called scientist and technologist have led us into. That does not mean to say one is superior to the other, but to me the human organism is a Holy Trinity: mind, body and spirit, and that the heart and the head must walk hand in hand as bride and groom on the path of one’s salvation.

mountain top

Source: http://drsidhwa.com/

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Cozinhar polui e muito…e provoca cancer…

Cozinhar pode criar uma vasta quantidade de poluentes orgânicos. Num estudo publicado em ES&T (pp 99–105), uma equipe da universidade de Peking (China) caracterizou o índice orgânico da matéria “particulate” fina de quatro restaurantes, cada servindo um estilo diferente do cozinha. As análises extensivas permitiram que os autores identificassem os marcadores orgânicos potenciais que são específicos ao local em que se cozinha e calculassem a percentagem da matéria orgânica “particulate”(POM) acima na atmosfera.

Índice Em linha Da Notcia
THANH WANG

“Os aerossóis gerados por cozinhar podem ser uma fonte principal da poluição de ar interior e podem também ser um contribuinte importante à poluição de ar ambiental,” dizem Christopher Simpson, uma dos investigadores da universidade de Washington que olha “biomarkers” da exposição “particulate” da matéria. “A combustão incompleta de materiais orgânicos produz uma mistura complexa de produtos químicos; muitos são sabidos por serem irritantes, tóxicos ou carcinogenicos aos seres humanos.”

Os relatórios dos ESTADOS UNIDOS estimam que cozinhar carne contribue tanto quanto 20% do POM que entra na atmosfera. Embora o POM que se liberta ao cozinhar fosse examinado por décadas, principalmente nos ESTADOS UNIDOS, os estudos da China eram relativamente escassos.

A composição química de partículas emissoras depende fortemente do método, da fonte do combustível, dos ingredientes, do óleo, e da temperatura a que se cozinha. Os chinêses empregam geralmente o gás natural em altas temperaturas, e todos os ingredientes são cozinhados juntos. “Os fumos do óleo do calor, junto com uma mistura complexa de ingredientes, includindo carnes e vegetais, contêm determinados compostos específicos ao processo,” dizem Jim Zhang, um professor na universidade de medicina e de Novo-Jersey e da universidade de Rutgers.

Cozinhar Carne provoca cerca de 40% das emissões ácidas na área de Los Angeles.

Zhang, que está em Rutgers mas não participou na pesquisa, comentou que alguns dos compostos identificados são carcinogenicos. Os estudos identificaram associações entre a alta temperatura que frita e cancer de pulmão,” diz.

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Fungos devoram plástico resistente

Um fungo que normalmente se alimenta de madeira também pode devorar alguns dos plásticos resinosos de maior persistência no ambiente, que se acumulam nos aterros sanitários, descobriram investigadores americanos. Esta descoberta oferece uma potencial solução para a reciclagem amiga do ambiente dos resíduos sólidos urbanos.

As resinas fenólicas são usadas regularmente para unir os materiais usados no fabrico de contraplacado e nos acessórios interiores de carros.

A pressão elevada e o calor são usados para unir as moléculas em forma de anel do fenol com o formaldeído, criando-se uma molécula gigante e praticamente indestrutível.

As resinas são populares por serem tão duráveis, o que as torna, por sua vez, muito difícil de reciclar. Ao contrário do polietileno das garrafas de refrigerante, as resinas são tão rijas que não podem ser derretidas e reutilizadas. Cerca de 2,2 milhões de toneladas de resinas fenólicas são produzidas só nos Estados Unidos todos os anos, o que corresponde a cerca de 10% da produção total de plásticos.

Alguns dos resíduos de resinas fenólicas são simplesmente moídos e usados no fabrico de outros plásticos, enquanto outro tipo de método de reciclagem experimental utiliza o calor e solventes químicos mas é dispendioso e produz grande quantidade de resíduos.

Adam Gusse e a sua equipa da Universidade de Wisconsin-La Crosse considerou se o bolor branco, vulgarmente visto em troncos apodrecidos e capazes de produzir uma vasta gama de enzimas que degradam a lenhina da madeira, seria também capaz de degradar as resinas. A lenhina tem uma estrutura química semelhante à das resinas fenólicas, sendo também composta por anéis químicos unidos entre si.

Gusse deu como alimento lascas de resina fenólica a cinco espécies diferentes de bolores brancos e descobriu que a espécie Phanerochaete chrysosporium se tornava rosada após alguns dias, sugerindo que tinha degradado a resina em monómeros deste polímero que se sabe serem rosados.

A equipa confirmou esta dedução alimentando o fungo com resinas fenólicas que continham um isótopo pesado de carbono, pois veio a encontrar o mesmo isótopo incorporado no corpo do fungo. Para eliminar qualquer dúvida, usaram o microscópio electrónico para demonstrar que a resina estava cheia de pequenas crateras criadas pela digestão do fungo. “Não havia dúvida que estava a digerir a resina”, diz Gusse.

Gusse sugere que o bolor branco pode mesmos ser utilizado para reciclar os componentes das resinas fenólicas, se se descobrir uma forma de recuperar e reutilizar o fenol. No entanto, esta ideia está muito longe de ser economicamente viável, pois a equipa ainda não demonstrou até que ponto o bolor é eficiente ou rápido na degradação da resina e Gusse suspeita que lhe pode levar alguns meses para acabar uma refeição, o que tornaria difícil recuperar o fenol a preços competitivos.

Mas o gosto variado destes bolores ainda pode ter utilização interessante. Os investigadores já sabem que os bolores brancos podem digerir outros plásticos como o polistireno e poluentes como os bifenis-policlorinados (PCB).

Saber mais:

Environmental Science & Technology

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Bactérias intestinais ajudam na obtenção de calorias dos alimentos

Há praticamente um ano cientistas identificaram um microrganismo nos nossos intestinos que nos ajuda a obter mais calorias a partir dos alimentos. A descoberta apoia a ideia de que certo tipo de microrganismos do nosso sistema digestivo podem ajudar a determinar quanto peso iremos ganhar e que colocar determinado tipo desses organismos no nosso corpo pode ajudar a combater a obesidade.

Os nossos intestinos estão carregados de bactérias e outros microrganismos que nos ajudam na digestão dos alimentos mas os cientistas só agora estão a começar a compreender o que cada um destes organismos faz no meio dessa nuvem de vida que povoa os nossos tubos escuros.

Samuel Buck da Universidade de Washington em St Louis, Missouri, focou o seu estudo num microrganismo chamado Methanobrevibacter smithii, que na realidade é um organismo que remove os resíduos produzidos por outros microrganismos e os converte no metano que libertamos todos os dias. “É um componente menor da nossa flora intestinal mas com um grande impacto”, diz Buck delicadamente.

A M. smithii pode ter um trabalho sujo mas Buck e os seus colegas demonstraram que é vital. Descobriram que ao limpar os resíduos, esta bactéria ajuda outras da flora intestinal a diferir componentes fibrosos dos alimentos e a torná-los disponíveis para nosso consumo. Sem elas, os resíduos acumulam-se e bloqueiam a actividade das restantes bactérias.

Os investigadores descobriram que ratos com uma boa quantidade de bactérias M. smithii nos seus intestinos são mais gordos que os que não as apresentam.

A descoberta sugere que a contagem de calorias dos rótulos dos alimentos pode ser enganadora pois pessoas diferentes podem retirar um diferente número de calorias da mesma banana ou hambúrguer de queijo, apenas com base na composição individual da sua flora intestinal.

Até 85% das pessoas apresentam M. smithii ou alguma das suas primas no intestino. A equipa de Samuel está agora interessada em examinar se as pessoas obesas apresentam maior quantidade deste tipo de bactéria ou se as pessoas demasiado magras as têm em número reduzido.

Se a sua teoria for verdadeira para as pessoas, então pode ser possível ganhar ou perder quilos ao semear diferentes bactérias nos nossos intestinos. No entanto, nesta altura, é “tudo especulação” diz Buck.

Os investigadores utilizaram ratos criados num ambiente estéril, sem qualquer tipo de bactérias nos intestinos, e injectaram-lhes um estirpe vulgar de bactérias intestinais humanas, Bacteroides thetaiotaomicron. Alguns dos ratos também receberam uma dose de M. smithii.

Cerca de 100 vezes mais microrganismos se instalaram no cólon dos ratos injectados com as estirpes B. theta e M. smithii em simultâneo, quando comparado com os que apenas tinham recebido B. theta. Este facto sugere que a presença das bactérias removedoras de resíduos M. smithii ajudava as restantes a florescer.

Quando ambas as estirpes estavam presentes, a B. theta aumentava a actividade dos genes envolvidos na quebra e no metabolismo dos fructanos, um nutriente vulgar presente nas cebolas, trigo e espargos mas que o intestino humano não consegue digerir por si. As bactérias B. theta converteram os fructanos em ácidos gordos, que foram absorvidos pelo intestino do rato.

No Homem, cerca de 10% das nossas calorias provêem deste tipo de ácido gordo, produzido por microrganismos intestinais. Após algumas semanas, os ratos com ambos os tipos de bactéria tinham cerca de 40% mais ácidos gordos no sangue e eram cerca de 15% mais gordos.

Saber mais:

ASM

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Deverão as grávidas abdicar totalmente do café?

Novas evidências sugerem que doses baixas de cafeína, equivalentes a apenas uma ou duas chávenas de café por dia, podem afectar o desenvolvimento dos bebés.

As descobertas são quase de certeza demasiado preliminares para levar os agentes de saúde pública a alterar os seus conselhos às mulheres grávidas, presentemente recomendando que evitem doses elevadas de cafeína.

No entanto, os investigadores envolvidos, que detectaram alterações comportamentais e celulares em ratos cujas mães beberam cafeína durante a gravidez, estão eles próprios a aconselhar as mulheres grávidas a evitar completamente a cafeína.

Joseph Nunez e a sua equipa da Universidade Estadual do Michigan em East Lansing, que apresentaram os seus resultados a 16 de Outubro no encontro anual da Society for Neuroscience em Atlanta, Georgia, consideram as suas descobertas uma surpresa.

Numa experiência inicial, examinaram células nervosas de ratos recém-nascidos cujas mães tinham recebido uma dose de cafeína equivalente a uma ou duas chávenas de café em humanos, durante a gravidez. “Estava muito céptica”, diz Deborah Soellner, colega de Nunez. “Não esperava encontrar este efeito com uma dose tão baixa.”

Mas nos ratos expostos, a equipa de Nunez encontrou efeitos estranhos nas células do hipocampus, uma região do cérebro associada à memória e à percepção do espaço. As células, por exemplo, absorviam menos glutamato, que torna as células nervosas mais activas.

Para ver de que forma as alterações celulares estão a afectar o comportamento, a equipa do Michigan colocou os ratinhos cujas mães tinham recebido cafeína a fazer uma série de testes comportamentais. Nunez diz que os animais não mostraram defeitos cognitivos mas eram mais activos e menos inibidos que aqueles cujas mães não tinham recebido cafeína.

Os ratinhos eram mais dispostos a explorar novos ambientes, por exemplo. Quando colocados num espaço pequeno e escuro com uma abertura para uma área maior e iluminada, os animais controlo levavam cerca de 4 minutos em média para sair. Os ratinhos com cafeína saíam após apenas 25 segundos.

Outros testes mostraram alterações semelhantes, ainda que menos pronunciadas. Os ratinhos tinham maior tendência para explorar ambientes expostos e passavam mais tempo a interagir com outros animais. “Temos um animal que não sabe quando parar”, diz Nunez.

Apesar de não haver razão para assumir que estas diferenças são negativas ou danosas, Nunez gostava que as grávidas fossem alertadas para evitar a cafeína como medida de precaução.

As directrizes actuais de saúde pública dizem apenas que as mulheres devem limitar o consumo a 300 mililitros por dia mas isso é o equivalente ao que Nunez deu aos seus ratos. Ele salienta que a cafeína atravessa a placenta e o feto em desenvolvimento demora até 4 dias a libertar-se da cafeína de uma única chávena de café bebida pela mãe.

Nunez diz que qualquer efeito da cafeína em humanos pode ter sido negligenciado por ser tão largamente utilizada e se assumir que seja relativamente segura.

“Ninguém realizou esta pesquisa sistematicamente antes”, diz ele. A equipa de Nunez tenciona prosseguir os seus estudos analisando em maior detalhe o efeito da cafeína nas células do cérebro.

NOTA: O mesmo se pode passar com as mães que amamentam…

Este boletim é mantido por simbiotica.org, a Rede Simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

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Como lidar com o problema dos gases bovinos …

À medida que a vaca olha para nós está permanentemente a mastigar … e a arrotar. Pode estar a produzir até 500 litros de metano por dia e existem outros dois milhões como ela por todo o Reino Unido!

O gado é a maior fonte singular de metano, um gás 23 vezes mais potente que o dióxido de carbono para o efeito de estufa, do Reino Unido, sendo responsáveis por cerca de 3% dos gases de efeito de estufa do país. A redução dessas emissões não só tornava a agricultura mais verde e eficiente, como podia ajudar o Reino Unido a cumprir as suas metas para o Tratado de Kyoto.

Os cientistas de todo o Reino Unido estão, por isso, a tentar descobrir formas de lidar com o problema. “As vacas já não ruminam”, conclui David Beever, perito em nutrição da produtora de rações Richard Keenan and Co.

Ele acredita que o alimento para o gado não é suficientemente rija logo os animais não a mastigam o suficiente antes de seguir para o rúmen. Este procedimento é pouco eficaz e produz mais metano.

Uma parte da solução é cortar a ração de forma a que seja mais comprida e rija, “não seria muito diferente de ajustar o carburador”. Em vez de 35 litros de metano por cada litro de leite, poderíamos reduzir a produção do gás para 25 ou 20.”

Nos laboratórios e nas quintas os cientistas estão a tentar a inoculação, micróbios ou mesmo extractos de alho. “O metano é um gás de curta duração na atmosfera”, Christian Jardine, investigador principal do Environmental Change Institute da Universidade de Oxford.

“Logo se podermos reduzir as nossas emissões de metano isso vai-nos dar tempo para descobrir tecnologias que reduzam as nossas emissões de dióxido de carbono.”

Ele refere que o governo inglês não tem nenhuma política de redução das emissões de metano mas o Department for Environment, Food and Rural Affairs (DEFRA) discorda. “A agricultura tem um papel crucial nas alterações climáticas logo continuar a melhorar a eficiência da produção e a reduzir as emissões é parte fundamental do nosso programa One Planet Farming.”

Chris Pollock acredita que os agricultores, cientistas e políticos precisam de olhar para a pegada ecológica total da agricultura. Uma ração com aditivos que reduzam o metano, explica ele, não teria qualquer interesse se tiver que ser produzida do outro lado do mundo, queimando combustíveis fósseis. “Que quantidade de produção de leite vale um esquilo?”, diz ele.

Saber mais:

Environmental Change Institute

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Utilização intensiva do telemóvel (celular) causa danos ao esperma?

A utilização intensiva de telemóveis pode causar danos à fertilidade masculina, sugere um estudo agora dado a conhecer.

Os investigadores descobriram que os homens que usam o telemóvel durante 4 horas ou mais por dia produziam menos espermatozóides e os produzidos tinham menos capacidade de deslocação e uma qualidade geral inferior.

O estudo do Ohio envolveu 364 homens e foi apresentado no encontro da American Society for Reproductive Medicine em Nova Orleães mas um perito inglês já comentou que não lhe parece provável que sejam os telemóveis os responsáveis (pois estavam em uso e não perto dos testículos) mas antes o estilo de vida sedentário.

A equipa da Cleveland Clinic Foundation no Ohio testou o esperma de 364 homens que estavam a ser tratados em clínicas de fertilidade em Mumbai, Índia, juntamente com as suas parceiras.

Descobriu-se que os utilizadores mais intensivos, os que usavam o telemóvel durante mais de 4 horas por dia, tinham a contagem mais baixa de espermatozóides, com 50 milhões por mililitro, e o esperma menos saudável.

Os homens que usavam os telemóveis entre 2 a 4 horas por dia tinham uma média de espermatozóides de 69 milhões por mililitro e esperma moderadamente saudável, enquanto os que não usavam telemóvel tinham a média mais elevada (86 milhões por mililitro) e a melhor qualidade.

Ashok Agarwal, que liderou a investigação, disse na conferência que o estudo não provou que os telemóveis são danosos para a fertilidade mas que era necessária mais atenção ao caso.

“Houve uma redução importante nas principais medidas de saúde do esperma e isso reflecte-se na redução da fertilidade, o que se vê em todo o mundo. As pessoas usam os telemóveis sem pensar duas vezes nas consequências.”

Ele sugeriu que a radiação dos telemóveis pode danificar os espermatozóides ao prejudicar o DNA, afectando as células dos testículos que produzem testosterona ou os tubos seminíferos mas um perito inglês duvida dessa associação.

Allan Pacey, professor de andrologia da Universidade de Sheffield, diz: “É um bom estudo mas não penso que vá ao cerne da questão. Se estamos a usar o telemóvel 4 horas por dia, então ele está fora do bolso ainda mais tempo, o que coloca a questão: como é que os danos testiculares ocorrem?”

Pacey, secretário honorário da British Fertility Society, acrescenta: “Se estamos a encostar o telemóvel à cabeça para falar muito, não faz sentido que tenha efeito directo nos testículos.”

Para ele, as pessoas que usam muito o telemóvel podem ser mais sedentárias, mais stressadas ou comer mais “junk food”, o que são melhores explicações para a associação encontrada no estudo.

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