Arquivo para Julho, 2007

Os prós e os contras de consumir carne no Repórter Record

Hoje, dia 16 de julho, às 23 horas, o Repórter Record questiona se consumir carne faz bem ou mal à saúde. Para alguns, a carne é sinônimo de doenças e de maus tratos aos animais. Para outros, um item indispensável ao paladar e fundamental para a energia do corpo. O Repórter Record sai em busca dessa resposta e conversa com especialistas, vegetarianos e loucos por carne. Por que matar um animal?. É o que nos pergunta Éder Jofre, ícone do pugilismo mundial e vegetariano há anos.

Nossos repórteres flagraram imagens de abatedouros clandestinos e, com uma microcâmera, registraram todo o sofrimento dos animais, além da venda ilegal de carne de cavalo. Imagens impressionantes de animais confinados e do abate. O choque elétrico, o corte no pescoço e o sangramento até a morte. O que é carne vermelha? Descobrimos que o avestruz e a baleia são animais de carne vermelha e que algumas partes do pato e da galinha também são! Uma conversa com uma especialista em reprodução humana desmistifica e alerta sobre os hormônios que ingerimos através das carnes.

O fim de semana em uma churrascaria rodízio. Que tal uma feijoada vegetariana? No lugar do porco e da carne-seca, coco e beterraba. Alguns optam por esse tipo de alimentação por se preocupar com a camada de ozônio… Nós explicamos o motivo. E para quem ama carne, mas fica com peso na consciência ao saber que os animais são maltratados, apresentamos o boi feliz. Ele é livre, calmo, bem cuidado e muito saboroso! No Japão, mais um boi especial… ele é massageado!

No Oriente, a carne de baleia e até… a carne de cachorro! E entre um assunto e outro, especialistas respondem as dúvidas mais freqüentes dos comilões brasileiros.”,”\u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp\>\u003cfont color\u003d\”black\” face\u003d\”Verdana\” size\u003d\”1\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana\” lang\u003d\”PT-BR\”\> \u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp\>\u003cfont color\u003d\”black\” face\u003d\”Verdana\” size\u003d\”1\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana\” lang\u003d\”PT-BR\”\>Entre os \nvegetarianos, foi entrevistada uma família vegetariana, um nutricionista \nvegetariano (o Dr George Guimarães da nutriVeg) e outros três especialistas que \ndefenderam o consumo da carne. O VEGETHUS colaborou mostrando um pouco da \nculinária vegetariana.\u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp\>\u003cfont color\u003d\”black\” face\u003d\”Verdana\” size\u003d\”1\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana\” lang\u003d\”PT-BR\”\> \u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp\>\u003cfont color\u003d\”black\” face\u003d\”Verdana\” size\u003d\”1\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana\” lang\u003d\”PT-BR\”\>Lembrando que em 10 \nanos de história, a edição de maior audiência do Repórter Record foi "Nas Mãos \ndo Bicho Homem", que mostrou uma série de atrocidades cometidas contra os \nanimais.\u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp\>\u003cfont color\u003d\”black\” face\u003d\”Verdana\” size\u003d\”1\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana\” lang\u003d\”PT-BR\”\> \u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp\>\u003cfont color\u003d\”black\” face\u003d\”Verdana\” size\u003d\”1\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana\” lang\u003d\”PT-BR\”\>Vai ao ar nesta \nsegunda-feira, 16 de julho, às 23 horas. Este vale a pena gravar \neste!\u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp\>\u003cfont color\u003d\”black\” face\u003d\”Verdana\” size\u003d\”1\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana\” lang\u003d\”PT-BR\”\> \u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp\>\u003cfont color\u003d\”black\” face\u003d\”Verdana\” size\u003d\”1\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana\” lang\u003d\”PT-BR\”\>Saudações!\u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp\>\u003cfont color\u003d\”black\” face\u003d\”Verdana\” size\u003d\”1\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana\” lang\u003d\”PT-BR\”\> \u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp\>\u003cfont color\u003d\”black\” face\u003d\”Verdana\” size\u003d\”1\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana\” lang\u003d\”PT-BR\”\> \u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\u003c/div\>\u003c/div\>\u003cbr clear\u003d\”all\”\>\u003cbr\>– \u003cbr\>Alex\u003cbr\>Webmaster \u003cbr\>\u003cbr\>          __o\n\u003cbr\>”,1] ); //–>

Entre os vegetarianos, foi entrevistada uma família vegetariana, um nutricionista vegetariano (o Dr George Guimarães da nutriVeg) e outros três especialistas que defenderam o consumo da carne. O VEGETHUS colaborou mostrando um pouco da culinária vegetariana.

Lembrando que em 10 anos de história, a edição de maior audiência do Repórter Record foi “Nas Mãos do Bicho Homem”, que mostrou uma série de atrocidades cometidas contra os animais.

Vai ao ar hoje, segunda-feira, 16 de julho, às 23 horas. Este vale a pena gravar!

Fonte: Guia Vegano

Mais:

www.alimentacaosemcarne.com.br
www.guiavegano.com.br
www.svb.org.br

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Ursos acumulam o que os peixes excretam

Esforços para controlar a poluição química podem estar a deixar passar milhares de toxinas que se concentram à medida que se sobre na cadeia alimentar, dizem os investigadores.

Compostos que não se acumulam nos peixes podem, ainda assim, acumular-se nas aves e nos mamíferos marinhos, e mesmo nas pessoas que se alimentam deles, descobriu-se agora.

A descoberta coloca até um terço dos químicos industriais, incluindo alguns perfumes e pesticidas, sob suspeita. As regras têm que ser alteradas, diz o toxicólogo ambiental Frank Gobas, da Universidade Simon Fraser em Burnaby, Colúmbia Britânica: “Temos que reavaliar a forma como estamos a classificar estas substâncias.”

Alguns químicos orgânicos, como o DDT e os PCB, usados como agentes refrigerantes, são conhecidos por se acumularem quando um animal como outro, num processo conhecido bioampliação.

A medida mais comum da tendência de um químico para se bioacumular é a facilidade com que se mistura com a água. Quanto menos solúvel for esse químico, mais difícil será para um animal com guelras expeli-lo. A concentração de PCB num peixe, por exemplo, pode ser até 100 vezes mais elevada que a encontrada nas algas que estão na base da cadeia alimentar.

Mas para estudarmos a bioacumulação em aves e mamíferos também temos que medir a facilidade com que um químico atravessa o ar, diz Gobas. Estudando mais de uma dúzia de animais, incluindo patos, belugas e ursos polares, detectaram vários compostos que os reguladores ignoraram porque são excretáveis para a água mas não para o ar.

Por exemplo, o hexaclorociclohexano, um ingrediente do pesticida lindano, tem a mesma concentração nas algas, nos bivalves e nos peixes mas acumula-se em níveis muito elevados nos ursos polares. “Estes químicos ficam encurralados nos nossos corpos porque não são expelidos através da exalação”, diz Gobas.

O estudo, publicado na última edição da revista Science, não analisou os efeitos na saúde humana de qualquer destes químicos.

Um modelo de computador da dieta das populações Inuit no norte do Canadá descobriu que alguns destes químicos se podem concentrar 2 mil vezes quando comparados com os níveis na base da cadeia alimentar.

Os Inuit, que caçam mamíferos marinhos como as belugas, que são conhecidos por conter níveis elevados de PCB, são especialmente vulneráveis aos poluentes bioampliáveis, acreditam os investigadores.

Derek Muir, um toxicólogo ambiental da Environment Canadá em Burlington, Ontário, apoia a incorporação das descobertas mais recentes numa avaliação de risco químico mas tem dúvidas sobre a actuação dos legisladores. “É uma coisa estar consciente da situação e outra é chegar mesmo a alterar os regulamentos.”

Os governos podem estar à espera de melhores dados acerca da forma como os químicos são metabolizados, algo que este novo estudo não explorou, antes de agirem, diz ele. Se um animal degrada um poluente antes deste ter hipótese de se deslocar para cima na cadeia alimentar, não ocorre bioampliação.

A utilização da maioria dos químicos perigosos, como as dioxinas e o DDT, está sob a alçada da Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, assinada por 131 países em 2004. Para lidar com ameaças mais subtis, os governos começaram a avaliar a toxicidade, persistência e a bioacumulação de dezenas de milhar de químicos industriais.

Uma nova Convenção de Estocolmo é precisa para convencer os governos de que devem analisar a bioampliação em mamíferos, diz Gobas, pois não será cada país individualmente a faze-lo. “Estão tão ocupados a lidar com os critérios existentes que o seu apetite por novos critérios é muito limitado.”

Saber mais:

Convenção de Estocolmo

Orcas são os animais árcticos mais contaminados

Ursos polares afogados preocupam investigadores

Estudo sobre ursos polares relembra perigo de alterações climáticas

Habitat do urso polar ameaçado

Este boletim é mantido por simbiotica.org, a Rede Simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

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Video de apresentação do Ecocentro IPEC

Video de apresentação do Ecocentro IPEC – Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado, localizado em Pirenópolis, Goiás, Brasil. Visite WWW.ECOCENTRO.ORG

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Nosso sangue não pode ser ácido

Quando falamos de saúde física – prevenção, manutenção e revitalização -, equilíbrio emocional e inteligência plural, única proposta verdadeira para desfrutarmos ao máximo a nossa condição humana, é necessário que tenhamos consciência de que, verdadeiramente, tudo isso depende essencialmente da qualidade de vida de nossas células que, por sua vez, depende do equilíbrio ácido-base dos líquidos que se encontram dentro e fora delas.

No mundo da química as substâncias, quando dissolvidas em meio aquoso, classificam-se como ácidas ou alcalinas.

Substâncias ou meios ácidos são aqueles com excesso de carga positiva, e alcalinos são aqueles com excesso de carga negativa. Para simplificar, nós químicos, usamos uma unidade de medida desta acidez ou alcalinidade que chamamos de “pH”. Assim, existe uma escala de pHs que varia de zero a 14, onde:

pH = zero » indica o máximo de acidez ou carga positiva;

pH = 7,00 » indica a neutralidade;

pH = 14 » significa o máximo de alcalinidade ou carga negativa.

Nossos líquidos corporais – linfa, sangue e líquido crânio-sacral – representam cerca de 65% da massa total de um corpo adulto, e o sangue, pelas suas funções de grande transportador, mediador, solvente, provedor e agente de ligação entre os órgãos e tecidos, é o mais importante. A faixa ideal de pH do sangue humano está entre 7,36 a 7,42; portanto, levemente alcalino.

Variações bruscas deste pH sangüíneo irão comprometer não só o estado de consciência do Ser, como também poderá colocar em risco a sua própria vida. Se este pH baixa a um valor de 6,95 (levemente ácido), a pessoa poderá entrar num estado de coma, e, no outro extremo, um sangue humano com pH a partir do 7,7 irá desencadear um estado de irritação extrema, espasmos, propensão à tetania e convulsões.

Em síntese, a qualidade de vida de uma célula está diretamente relacionada ao pH do sangue que a irriga continuamente.

Reforçando: o sangue, o líquido no qual a célula está mergulhada, tem de ser mantido constantemente com o pH ideal: entre 7,36 – 7,42.

Qualquer diminuição no pH do sangue, que é a situação mais comum em nossa sociedade, irá refletir-se na desvitalização das células, ou seja, células com vida mais curta e, necessariamente, envelhecidas.

A causa mais natural desta situação metabólica é a ingestão freqüente de alimentos que acidificam rapidamente o sangue: açúcar branco, farinha branca, carnes (principalmente a vermelha e a de suínos), frituras, alimentos “aditivados” pelo progresso industrial, alimentos instantâneos, congelados ou excessivamente cozidos, bebidas gasosas, etc. Enfim, tudo aquilo que conhecemos como alimentos de natureza biocida (bio = vida + cida = mata), ou seja, alimentos que matam a vida.

Estes alimentos são os grandes protagonistas para acelerar o processo de envelhecimento, a baixa vitalidade e produtividade, os desequilíbrios emocionais e, finalmente, as doenças.

Pelo tempo que esse ciclo vicioso (maus hábitos alimentares) durar, o organismo irá manter-se sob padrões de degeneração orgânica contínua, e a chegada da doença será inevitável.

Eternamente jovem

Após conseguir manter, perfeitamente vivas, por 28 anos, as células cardíacas de um embrião de galinha, o fisiologista francês, prêmio Nobel e falecido em 1944, Dr. Alexis Carrel, nos proporcionou uma boa prova dessa possibilidade.

Como? Conservando estas células constantemente banhadas por um fluido ligeiramente alcalino.

Portanto, qualquer atitude mental ou hábitos alimentares que proporcionem a adequada alcalinização dos líquidos corporais, irá desencadear a possibilidade da “eterna juventude” celular.

Contrariamente, atitudes mentais e hábitos alimentares que gerem resíduos ácidos ou radicais livres devem ser reconhecidos e tratados como os verdadeiros vilões do envelhecimento.

Finalizando: há um consenso médico que admite que as doenças encontram em ambientes ácidos, condições mais propícias para prosperarem.

Que alimentos e atitudes alcalinizam o sangue?

Os mais potentes modificadores do pH dos nossos líquidos corporais, funcionando como instrumentos de manutenção da saúde celular, são os sais minerais, que alcalinizam ou acidificam, conforme a necessidade do organismo.

As frutas frescas e secas, as sementes, as raízes, os legumes e as hortaliças (principalmente os orgânicos) quando ingeridos crus – por seu elevado teor de sais minerais, vitalidade, água e fibras – são exatamente os alimentos mais alcalinizantes à nossa disposição.

Entretanto, o limão é incomparável. Seu potencial de alcalinizar o sangue humano acontece imediatamente após sua ingestão. Interessante que ele apresenta um sabor ácido, mas não se engane, ele mal alcança o estômago e já está afetando os líquidos corporais, combinando-se com os minerais alcalinizantes.

Pois é, esta frutinha tão barata, comum e discreta, tem o poder de mudar radicalmente a nossa vida: no físico, emocional, mental e espiritual. Como? Alcalinizando o nosso sangue.

Mas as emoções, os sentimentos, a agitação mental e física também têm potencial para alcalinizar ou acidificar partes do organismo em questão de frações de segundos.

Assim, o estresse tende a acidificar o sangue, e a acidez do sangue é um fator negativo, porque provoca mais estresse. Um organismo acidificado tende a manifestar sentimentos, emoções e reações “ácidas”. A raiva, inveja, ansiedade, ciúme, excesso de julgamentos e críticas, exercícios físicos obsessivos, competições, calor em excesso, desidratação, etc. também induzem rapidamente à acidificação do organismo.

Ao contrário, é comum ao organismo devidamente alcalinizado compartilhar freqüências, sentimentos e emoções prazerosos. Afetuosidade, compaixão e compreensão são estados típicos de um corpo em harmonia metabólica, sereno e pacífico. Assim, o estado meditativo ou de oração, a vivência do amor, bom humor, do belo, do positivismo, da verdade e do prazer de estar vivo podem ser considerados “alimentos” de grande potencial alcalinizante. Estas emoções, por sua vez, alcalinizam o sangue. Pronto! Instalou-se um círculo vicioso positivo.

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citada a autora e fonte.

Recomenda-se a leitura na íntegra dos livros O poder de cura do Limão e Alimentação Desintoxicante – editora Alaúde, que fornecem indicações de uso e receitas. O fato de o limão ser um alimento natural não elimina a necessidade de seu consumo com responsabilidade.

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Mundo saudável precisa de muitas espécies

A perda da biodiversidade pode ter um enorme impacto na produção de alimentos, na qualidade da água e nos níveis de dióxido de carbono presentes nas atmosfera, muito mais do que antes se pensava, alertam os cientistas.

Andy Hector, da Universidade de Zurique, Suíça, e o seu colega Robert Bagchi, da Universidade de Oxford, Reino Unido, desenvolveram um método de análise da forma como o número de espécies de um dado local afecta o conjunto total de processos do ecossistema, como a decomposição, a formação do solo, reciclagem de nutrientes e água ou o crescimento vegetal.

Uma estimativa feita em 1997 colocava o valor económico desses serviços, prestados pelos ecossistemas à humanidade, em cerca de US$33 triliões por ano.

Usando dados das planícies europeias, Hector e Bagchi descobriram que à medida que mais processos ecológicos são tidos em conta, o número de espécies necessárias para os manter também aumenta drasticamente. A maioria dos estudos anteriores analisaram cada um dos processos, ou seja, serviços prestados pelos ecossistemas, de forma isolada.

“As análises anteriores focavam-se de forma demasiado estreita e assumiram efectivamente que as espécies que são importantes num processo de um dado ecossistema também são capazes de realizar todos os restantes serviços”, diz Hector. “Mas afinal essa situação não é real.” Os resultados deste estudo aparecem publicados na última edição da revista Nature.

O estudo fornece as primeiras evidências de que os diferentes processos de um ecossistema de um dado local são afectados por diferentes grupos de espécies. “As pessoas já tinham falado disto antes mas não havia dados que o apoiassem até agora”, diz Owen Petchey, da Universidade de Sheffield, Reino Unido.

“Este estudo sugere que para um ecossistema plenamente funcional, com muitas funções portanto, o número máximo de espécies tem que ser preservado”, diz Petchey. “Toda a biodiversidade é essencial e nenhuma é redundante. Esta descoberta tem um potencial enorme em termos de políticas de conservação, porque a humanidade depende de muitos serviços essenciais prestados pelos ecossistemas.”

Um relatório de 2005 das Nações Unidas concluiu que o Homem causou mais danos à diversidade biológica nos últimos 50 anos que em qualquer outra época da história.

A não ser que esta tendência seja parada e revertida, alertava já o relatório nesse ano, as populações irão perder os benefícios vitais concedidos pelo mundo natural.

Saber mais:

Millennium Ecosystem Assessment

Lançada Enciclopédia da Vida

Biodiversidade está a desaparecer

Salve-se as espécies emblemáticas em primeiro lugar

Século passado assistiu ao declínio da biodiversidade

Nove novas áreas de crise para a biodiversidade

Este boletim é mantido por simbiotica.org, a Rede Simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

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Cozinheiros sem forno nem fogão

Consumo de alimentos naturais e hipocalóricos, aquecidos a uma temperatura inferior a 40 graus centígrados, é o primeiro passo para quem pretende seguir à risca a culinária viva

Ele não prega uma mudança radical de hábitos alimentares. Aprendeu com sua mestra, Ana Branco, professora do Departamento de Artes e Design da PUC-Rio, adepta da alimentação viva há mais de 20 anos, que é perigoso mudar de repente. “Os alimentos industrializados e as misturas de amido com proteína são altamente acidificantes e causam dependência. Seria um choque passar, de repente, para os alimentos crus. É como a desintoxicação de drogas pesadas. Tem que ser aos poucos”, diz o gastroenterologista Alberto Peribanez Gonzalez.

Como endoscopista do Hospital Universitário Estácio de Sá e coordenador da Oficina da Semente, Alberto propõe uma mudança cultural, já que alguns alimentos estão muito arraigados desde a infância. “São docinhos de leite, sorvetes, pudins, feijoada, churrasco, bolos e tortas, gorduras hidrogenadas, como a da margarina, amidos, açúcares e proteínas animais, como ovos, carnes vermelhas e brancas. Não importa o que a pessoa coma, mas é preciso pegar o caminho de volta para uma alimentação natural, com o leite da terra, os sucos verdes, as sementes germinadas e o pão dos essênios”, explica.

É por isso que ele gasta mais de uma hora só na prescrição da receita. Depois de ouvir o histórico do paciente, de fazer o exame clínico e pedir exames laboratoriais de rotina, “dou uma longa aula sobre culinária viva. O primeiro segredo é não perder as enzimas ativas com o cozimento dos alimentos, que não devem passar de 40 graus centígrados, o mesmo calor do corpo. O termômetro é a mão, colocada dentro da panela morna, com ou sem luvas. Se estiver na temperatura da mão, é hora de desligar o fogo”.

Outro segredo é que alimentação viva é hipocalórica. Os amidos usados são crus, como batata, cará, mandioca. Na Oficina da Semente , não há farinhas nem açúcares. O único pó branco usado é o sal grosso ou marinho. “Reduzindo o gasto energético do corpo, a carga micótica será menor, pois os animais microscópicos chegam por meio da alimentação. As fezes desses fungos que vivem em nosso organismo produzem as micotoxinas. Sabemos que essas toxinas são excrementos dos fungos.” Uma delas, por exemplo, é a toxina aldeídica, responsável pela formação do colesterol LDL no fígado, em decorrência do excesso de amido e açúcar. Esse é o outro segredo da alimentação viva. Reduzir a ingestão de amido e açúcar e, conseqüentemente, a população de fungos no organismo.

A consulta ainda não acabou, porque Alberto quer denunciar uma outra microtoxina poderosa, um veneno protoplásmico, que atua no núcleo celular, retirando todas as suas vitaminas: o álcool, que desarranja a célula. “Sou um professor universitário e, pelo menos duas vezes ao ano, faço um discurso para os meus alunos contra o álcool, que é uma toxina de fungo. Tanto o álcool do vinho, passando pela cerveja, até o uísque e a cachaça. Primeiro, há a fermentação por animais microscópicos que defecam no organismo. E o excremento desses animais chama-se álcool.”

No receituário de Alberto entram também os segredos do liqüidificador; da moagem; do biossocador feito de pepinos e cenoura para triturar os alimentos; e também como retirar o amido dos produtos, como ralar, hidratar, desidratar, prensar, germinar os brotos e sementes e até como abrir cocos, refogar verduras e amornar pratos.

Na cozinha

Indiferentes ao pagode que grita nos rádios das casas da Lapa, na zona boêmia do Rio, Alberto recebe os primeiros clientes para o almoço vegetariano. Há cinco meses no Brasil, o francês Arzhel Racine, de 24 anos, prepara a sobremesa sem nenhuma pitada de açúcar. É dele também o leite da terra com vegetais e água de coco. Já Ana Luzia da Silva, de 35, também agente de saúde da Oficina da Semente, faz uma caldeirada de frutos do mato. Depois de morar 10 anos no Canadá e quatro meses na Índia e na Tailândia, ela coordena os cursos da alimentação viva. Apesar de ter sido macrobiótica por mais de 15 anos, Ana está gostando dessa nova culinária. Reconhece que alguns pratos ainda não foram bem digeridos, mas está livre dos gases que bloqueiam o fluxo de energia.

Mesmo não comendo carne há mais de 20 anos, a passagem para a alimentação viva já trouxe vantagens. “Minha pele melhorou, não tenho mais sono e cansaço depois do almoço”, diz ela, enquanto rala cenoura e cará, pica cebola fininha, brócolis americano, trigo de quibe germinado.” Separada e sem filhos, ela foi ao Rio de Janeiro para aprender que os grãos germinados potencializam o poder dos nutrientes em até 20 mil vezes.

Alheia aos gritos dos bêbados lá fora, ela vai plantando as sementes de um mundo melhor, junto com Arzhel e seus alunos Priscila Ramalho, Marcos Odara, Ângela Santana e José Cláudio Leal, ávidos por saúde. O contraste entre o que se passa fora e dentro do casarão de três andares não incomoda os aprendizes dessa medicina integrativa. “Estamos harmonizando a Rua Joaquim Silva”, proclama ela, sob os olhos orgulhosos de Alberto, que tem muitos projetos comunitários para os morros do Vidigal e do Turano, no Rio, e também na Favela do Preventório, em Niterói – a laje biogênica, com o uso da energia solar na preparação dos alimentos. Seu maior sonho é que os moradores transformem as lajes de seus barracos, com a germinação das sementes. “A laje passa a ser um local de alimentos vivos, energizados, prontos para serem consumidos por famílias de classes sociais menos favorecidas. É um projeto embrionário ainda, mas que pode mudar a vida na Terra, sem guerras, destruição da natureza. É o primeiro passo no caminho da paz”, diz.

Déa Januzzi
Do Rio de Janeiro

Alimentos vivos

Técnica culinária usa produtos crus, orgânicos e funcionais, deixando de lado processos de industrialização e de cozimento, para a prevenção de doenças e preservação da saúde

Você já experimentou leite da terra, suco do Sol, pão dos essênios e musse de rosas? Não? Então, venha e esqueça o árido estilo da alimentação contemporânea. Nada de fast food, delivery, microondas e freezer, pesticidas ou aditivos químicos, pois um novo conceito de alimentação está ganhando adeptos em todo o mundo: a culinária viva, vega ou crudivorista, uma dieta à base de alimentos vegetais in natura, que não passam pelo processo de industrialização ou de cozimento. É o que mostra o médico gastroenterologista carioca, Alberto Peribanez Gonzalez, de 45 anos, formado em medicina pela Universidade de Brasília (UnB), mestre e doutor pelo Instituto de Pesquisa Científica de Munique, na Alemanha, e autor do livro Lugar de médico é na cozinha, lançado pela editora Universidade Estácio de Sá, onde ele é professor de fisiologia cardiovascular.

Para conhecer as idéias do médico, é preciso visitar um casarão histórico de três andares, na Lapa, na zona boêmia do Rio de Janeiro. Num dia de chuva fina, sob os arcos da Lapa, a equipe do caderno Bem Viver chegou à Oficina da Semente, com pequeno restaurante logo na entrada e uma cozinha, que é espécie de laboratório vivo, onde ele desenvolve técnicas culinárias para que os alimentos funcionais, orgânicos, germinados e crus possam ser assimilados por famílias de todas as classes sociais, na prevenção de doenças e preservação da saúde.

Na mesa posta do bistrô, o almoço começa a ser servido: salada verde, com chicória, alface, abacate, tomate e uva passa. Em seguida, vem a cevadinha, sopa, verduras amornadas e uma sobremesa que não leva açúcar, mas encanta o paladar. O leite da terra, com água de coco e castanhas é um néctar dos deuses.

Ao fundo, os cozinheiros Arzhel Racine, um francês de 24 anos; Ana Luiza da Silva, de 35, de Maceió; e outros alunos que são considerados pelo médico como agentes de saúde, pois estão ajudando a divulgar a alimentação viva. Na bancada da cozinha, germinam brotos de girassol e de trigo. Uma velha geladeira, que funciona no frio mínimo, guarda legumes, hortaliças, ervas frescas e frutas de todas as cores e sabores. O azeite extravirgem é o único usado no preparo dos alimentos. Assim, nenhuma gordura saturada vai ficar colada nas paredes da cozinha ou das artérias do coração. E, como não há cozimento, os nutrientes são inteiramente preservados.

Por instantes, Alberto sobe as escadas até a laje da casa, onde está preparando o pão dos essênios, cuja receita foi ensinada por Jesus Cristo e retirada dos manuscritos do Mar Morto. Como Hipócrates, o pai da medicina, Alberto Gonzalez, acha que o alimento é um dos caminhos da cura, o melhor remédio. E veste o avental para ensinar 88 receitas de alimentos crus e fáceis de preparar. Mas vai logo avisando: “Sou um médico normal. Em minhas consultas, o que muda é a prescrição”.

Déa Januzzi
Do Rio de Janeiro

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Nova York incentiva consumo da água da torneira

A prefeitura de Nova York está tentando convencer a população a beber água da torneira em vez de água mineral engarrafada, com o objetivo de proteger o meio-ambiente.

A cidade lançou uma campanha para promover a causa, e restaurantes locais estão sendo chamados a aderir. As autoridades dizem que a campanha vai ajudar os nova-iorquinos a economizar dinheiro e reduzir o desperdício.

De acordo com grupos ambientalistas, quatro entre cinco garrafas plásticas acabam em lixões, e o processo de produção de mais garrafas contribui para o aquecimento global.

Eles lembram ainda que a distribuição da água mineral engarrafada muitas vezes envolve o transporte do produto por longas distâncias. Em pleno calor, os novaiorquinos estão divididos quanto aos méritos da campanha.

“O problema é que gosto de água com gás”, disse um deles, rindo e acrescentando que não tem nada contra a campanha. Restaurantes na Califórnia começaram a servir apenas água de torneira, e alguns em Nova York estão seguindo o exemplo.

A entidade Bottled Water Association, entidade que reúne as empresas que comercializam água engarrafada, disse que é injusto penalizar uma indústria que está promovendo a reciclagem e introduzindo embalagens biodegradáveis.

BBC Brasil

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Ratos desabrigados espalham pânico na China


ratos
Mais de dois bilhões de ratos invadiram 20 cidades chinesas

Mais de dois bilhões de ratos invadiram 20 distritos da província de Hunan, na China, destruindo plantações numa área de 1,6 milhão de hectares – mais de dez vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

Os roedores estão fugindo da água desde o mês passado, quando a cheia no rio Yangtze elevou o nível do lago Dongting, alagando as tocas dos roedores que habitavam as redondezas.

Os animais tiveram de deixar seus ninhos em busca de terra seca e agora espalham terror por onde passam.

Apenas no distrito de Dahu, 2,3 milhões de roedores foram exterminados, o que equivale a 90 toneladas de ratos mortos.

“É como tropas inimigas que saqueiam em uma guerra. Não nos restou nada”, disse Yin Xinjin, de 65 anos, sobre o ataque dos roedores à sua colheita.

A invasão se concentra próximo às cidades de Yueyang e Yiyang, regiões conhecidas pela prosperidade agrícola.

Camponeses lamentam a destruição das plantações. As áreas afetadas são famosas por cheirar a “perfume de arroz e melão doce” na época da colheita, dois alimentos considerados nobres na culinária chinesa.

Para o jornal South China Daily, além das cheias, o desequilíbrio do ecossistema ao redor do lago de Dongting também pode ser uma razão do problema.

“As cobras, consideradas uma iguaria na culinária da região, têm sido caçadas para atender a demanda dos restaurantes. Sem um predador natural, os ratos de Hunan procriaram descontroladamente”, diz uma reportagem do jornal chinês.

Medidas de combate

As autoridades alertam para o alto risco de contágio de doenças como a leptospirose, mas até agora nenhum caso foi registrado.

O governo está distribuindo veneno de rato e enviou equipes para exterminar os roedores e também promove uma campanha de conscientização.

“O foco está na educação dos moradores, para que eles se protejam enquanto matam os ratos e supervisionem as condições de saúde local”, disse à imprensa oficial Peng Zaizhi, diretor da divisão de contenção de emergências do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da província de Hunan.

As autoridades aconselham os moradores a queimar e enterrar os animais em áreas remotas e ainda oferecem uma “recompensa” de 50 centavos de Yuan por rato morto (R$ 0,12).

Mas quem quiser receber o dinheiro deve mostrar o rabinho do rato como prova.

Fonte: BBC Brasil

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Tribunal da UE proíbe pesticida por apresentar riscos à saúde

11/0707:09EFE

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Bruxelas, 11 jul (EFE).- O Tribunal de Primeira Instância da União Européia anulou hoje a norma que permitia o uso da substância “paraquat”, uma das mais usadas do mundo para herbicidas, porque considera que a autorização “viola as exigências de proteção da saúde humana e animal”.

A Justiça comunitária determinou, em sua sentença, que quando a Comissão Européia (órgão executivo do bloco) aprovou o produto não levou em conta estudos sobre a relação com doenças como o Parkinson e nem um relatório sobre os danos a trabalhadores da Guatemala.

O “paraquat” é uma substância ativa que faz parte da composição de um dos três herbicidas mais utilizados do mundo. É usado em mais de 50 variedades de cultivos em 120 países e comercializado como pesticida há 60 anos.

Na UE, 13 países proíbem a substância, entre eles Dinamarca, Áustria, Finlândia e Suécia, que pediram ao tribunal que impugnasse a norma que autorizava o uso.

O Tribunal de Primeira Instância apontou que houve uma “infração” no procedimento de autorização, porque omitiu estudos desfavoráveis aos pesticidas.

A Comissão Européia pode apresentar um recurso contra a decisão, num prazo de dois meses. EFE ms mf

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Aquecimento global não é provocado pelo Sol, diz estudo



Um novo estudo científico concluiu que mudanças na atividade do Sol não podem estar causando mudanças climáticas no mundo moderno.


Sol
A atividade do Sol passa por ciclos, dizem os cientistas

Ele mostra que nos últimos 20 anos a atividade do Sol diminuiu, embora temperaturas na Terra tenham aumentado.

O estudo mostra ainda que as temperaturas modernas não são determinadas pelo efeito do sol em raios cósmicos (um tipo de radiação emitida por estrelas e galáxias), como foi alegado.

Por esta teoria, os raios cósmicos ajudam a formação das nuvens ao fornecer pequenas partículas em torno das quais o vapor d’água pode se condensar.

De maneira geral, nuvens resfriam a Terra.

Durante certos períodos de atividade solar, raios cósmicos são bloqueados parcialmente pela maior intensidade do campo magnético do Sol. A formação de nuvens diminui e a Terra se aquece.

Em artigo na revista científica da Sociedade Real Proceedings A, os pesquisadores dizem que raios cósmicos podem ter afetado o clima no passado, mas não no presente.

“Isto deve resolver o debate”, disse Mike Lockwood, do Laboratório Rutherford-Appleton, na Grã-Bretanha, que realizou o novo estudo juntamente com Claus Froehlich, do World Radiation Center, na Suíça.

Lockwood iniciou o estudo em parte como resposta ao documentário exibido na televisão britânica em meados do ano The Great Global Warming Swindle (A Grande Enganação do Aquecimento Global), que apresentou a hipótese dos raios cósmicos.

“Todos os gráficos que eles mostraram paravam por volta de 1980, e eu sei por que – é porque as coisas mudaram depois daquilo”, disse Lockwood.

“Não se pode ignorar dados de que não se gosta”, afirmou.

Tendência

A principal abordagem dos cientistas nesta nova análise é simples: observar a atividade do sol e a intensidade dos raios cósmicos nos últimos 30 ou 40 anos, e comparar estas tendências com o gráfico para média global das temperaturas da superfície, que aumentou cerca de 0,4ºC nesse período.

O Sol varia em um ciclo de cerca de 11 anos entre períodos de atividade intensa e baixa.

Mas este ciclo ocorre junto com outras tendências de longo-prazo e a maior parte do século 20 viu um aumento leve, mas persistente, da atividade solar.

Mas por volta de 1985, esta tendência parece ter se revertido, com a atividade solar diminuindo.

Apesar disso, neste período temperaturas subiram tão depressa, ou talvez até mais depressa, do que qualquer época nos cem anos anteriores.

“Este estudo reforça o fato de que o aquecimento nos últimos 20 ou 40 anos não pode ter sido causado por atividade solar”, disse Piers Forster, da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, um dos principais cientistas que contribuíram para a avaliação científica do clima feita pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês).

O relatório do IPCC apresentado em fevereiro concluiu que gases do efeito estufa eram cerca de 13 vezes mais responsáveis do que as mudanças no Sol pelo aumento das temperaturas na Terra.

Mas a organização foi criticada em algumas áreas por não levar em conta a hipótese dos raios cósmicos, desenvolvida por, entre outros, Henrik Svensmark e Eigil Friis-Christensen, do Centro Espacial Nacional da Dinamarca.

A análise de Mike Lockwood parece ter colocado um grande fim nesta hipótese intrigante.

“Eu acho que há um efeito dos raios cósmicos sobre a cobertura oferecida por nuvens. Funciona no ar marítimo limpo, onde não há muito mais onde o vapor d’água pode se condensar”, afirmou.

“Pode até ter tido um efeito significativo no clima pré-industrial. Mas não se pode aplicar isto ao que estamos vendo agora, porque estamos em uma situação completamente diferente.”

Svensmark e Friis-Christensen não foram encontrados para comentar o caso.

Fonte: BBC Brasil

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