Arquivo para Outubro, 2007
Franken Foods!
The crazy story about genetically modified food…
The crazy story about genetically modified foods… and what it means for your health.
Mutant Milk: The World’s Most Dangerous Beverage!
Does milk really do a body good? In this shocking video, you will discover what milk really is and what it does to an otherwise healthy person.
Tão semelhantes mas tão diferentes …
No seu discurso sobre o estado da nação em 2000, Bill Clinton optou por enfatizar algo que tinha ouvido recentemente de um investigador do genoma: os humanos são todos, independentemente da raça, 99,9% iguais geneticamente. “A ciência moderna”, disse ele, ”confirmou o que as fés antigas sempre nos ensinaram, o mais importante facto da vida é a nossa humanidade comum.”
Sete anos depois, e quatro anos depois da publicação final das sequências do Projecto do Genoma Humano, as novas tecnologias e maiores conjuntos de dados estão a permitir aos biólogos responder ao enigma escondido nessa percentagem inspiradora de unidade: se o nosso DNA é tão semelhante, porque parecemos tão diferentes em tantos aspectos?
A resposta, em parte, é que o genoma não é tão uniforme como Clinton foi levado a pensar, nem tão pouco é tão estável e homogéneo como os cientistas pensavam. É menos um ‘Livro da Vida’ e mais uma ‘wiki’: muitos dos seus elementos não se alteram mas alguns pedaços realmente interessantes estão constantemente a ser revistos.
“Talvez 99% do nosso genoma se comporte de uma forma simpática e previsível”, diz Gilean McVean, uma geneticista estatística na Universidade de Oxford, “mas está cada vez mais claro que existe um conjunto de variantes errantes responsáveis por grande parte do dinamismo do nosso genoma e nós não compreendemos as suas consequências para o risco de doença ou para uma variação normal.”
Ao longo do ano passado, dois grandes estudos descobriram evidências de que muitas pessoas transportam muitos segmentos de DNA que são apagados, copiados, invertidos ou de alguma forma rearranjados noutras pessoas. As descobertas confirmam estudos anteriores que indicavam a presença deste tipo de variação ‘estrutural’. Um estudo do genoma do pioneiro da sequênciação Craig Venter também tinha descoberto mais variações nas sequências referência do que se esperava.
As análises maiores estimavam que essas regiões variáveis podiam compor mais de 10% do genoma, vingando cientistas como Evan Eichler da Universidade de Washington em Seattle, que há muito argumentavam que a variação estrutural era uma fonte principal de diversidade. Os cientistas ainda estão a investigar até que ponto esta situação contribui para as diferenças entre populações mas já está claramente associada a algumas diferenças entre indivíduos que podem ser correlacionadas com o comportamento ou o ambiente. Por exemplo, um estudo publicado em Setembro relata que a evolução levou à duplicação do gene da digestão do amido em populações com dietas ricas em amido.
“Estamos a fugir deste número 0,1% que estava na nossa cabeça desde que o rascunho do genoma saiu”, diz Hunt Willard, chefe do Instituto das Ciências e da Política do Genoma do Centro Médico da Universidade de Duke em Durham, North Carolina. “Estamos agora a olhar para talvez meio por cento de conteúdo que é único no genoma dos indivíduos.” A variação é, portanto, menor que a extensão das regiões variáveis mas maior do que antes se pensava.
Willard salienta que geneticistas populacionais como Luca Cavalli-Sforza e Richard Lewontin chegaram a um número semelhante em estudos pioneiros associando diversidade proteica e genética à história das populações humanas, o que é agora diferente é a escala e o tipo de dados disponíveis.
O HapMap, um catálogo da variação observada em 270 pessoas da América, Japão, China e África ocidental é disso exemplo. Actualmente, McVean e várias centenas de investigadores publicaram uma análise de segunda geração do HapMap, primeiro publicado em 2005. Esta versão mais abrangente encontra uma diversidade surpreendentemente alta nos polimorfismos de um nucleótido (SNP), partes do genoma marcadas por alterações específicas num única par de bases.
O HapMap usa os SNP para identificar pedaços de DNA que tendem a manter-se inalterados dentro das populações. Os investigadores podem então criar uma lista ordenada de SNP para cada cromossoma e escolher um ‘SNP marcador’ para representar os muitos SNP que viajam juntos em cada segmento.
Mas no HapMap actualizado, 1% dos mais de 3 milhões de SNP que foram analisados não podem ser agrupados com os seus vizinhos para marcar segmentos idênticos de DNA. Estes ‘SNP não marcáveis’ revelam partes do genoma que variam grandemente entre pessoas. “Estes SNP não marcáveis estão totalmente à vontade”, diz McVean. “Pode não ser uma percentagem elevada mas ainda são muitos.”
Os cientistas estão agora a obter DNA de mais 7 populações de origem africana, asiática e europeia que possam explicar a origem dos misteriosos SNP. Também estão a discutir uma enorme quantidade de novos dados resultantes da sequênciação num projecto internacional envolvendo fundos chineses, ingleses e americanos que usa novas tecnologias para sequenciar os genomas de mil indivíduos.
“Os dados do HapMap podem dizer-nos claramente se és chinês ou africano mas a questão é até onde podemos ir?”, pergunta o geneticista populacional Carlos Bustamante da Universidade de Cornell em Ithaca, Nova Iorque. “Podemos prever se alguém vem de uma certa aldeia? vamos conseguir ver muita coisa que nunca pensámos ser possível.”
Mas será tudo isto apenas genealogia cara e possivelmente divisora? Pardis Sabeti, do Broad Institute de Cambridge, Massachusetts, pensa que não. Ela publicou um estudo que usa o HapMap para identificar genes específicos ligados à diversidade humana. Desde há 3 anos que ela tem realizado uma série de estudos para encontrar evidências de selecção positiva em segmentos de DNA que diferem entre populações, indicando que os genes estão a evoluir de forma diferente nas pessoas de diferentes locais.
Sabeti relata que identificou genes específicos que parecem responsáveis por alguma da selecção positiva que afecta estes segmentos. Por exemplo, ela encontrou variantes de dois genes associados à infecção pelo vírus Lassa que são favorecidos nos africanos ocidentais.
Sabeti espera que estes estudos ajudem a guiar os cientistas em direcção a percursos biológicos envolvidos nessas doenças específicas de uma região mas o seu trabalho também coloca a questão sensível do significado e da relevância da raça.
Variantes peculiares das populações asiáticas noutro par de genes, associados ao cabelo, dentes e glândulas sudoríparas, não têm associações óbvias a doenças e há a possibilidade de essas variações específicas de uma população poderem conduzir em direcções pouco confortáveis.
Em 2005, por exemplo, o geneticista Bruce Lahn, da Universidade de Chicago no Illinois, sugeriu que dois genes associados ao tamanho do cérebro tinham evoluído rapidamente em grupos que tinham migrado para fora de África há dezenas de milhares de anos. Os seus resultados desencadearam críticas entre os colegas cientistas, que sentiram que não existiam provas suficientes para apoiar esta alegação incendiária.
Sabeti salienta com alívio que os genes de Lahn ainda não surgiram em nenhuma busca no genoma, outro sinal de que as suas conclusões não tinham fundamento. Lahn diz que os verdadeiros testes ao seu trabalho estão para além destas abordagens e que está a usar outras técnicas para fundamentar as suas conclusões.
“É uma altura delicada e perigosa, com as pessoas a começarem a descobrir coisas que o público em geral, ou os meios de comunicação, podem interpretar mal”, diz Sabeti. “Gosto do facto que, até agora, as evidências que encontrámos até agora de evolução em humanos só vão até à pele.”
Saber mais:
HapMap
Sanger Center Copy Number Variation Project
Eichler Lab structural variation database
Declínio da natureza está a prejudicar as pessoas
A destruição continuada do mundo natural está a afectar a saúde, a riqueza e o bem-estar das pessoas por todo o mundo, de acordo com um relatório das Nações Unidas.
O Global Environment Outlook considera que a maioria dos indicadores estão a seguir as tendências erradas e lista a degradação dos terrenos agrícolas, a perda de coberto florestal, a poluição, a redução das reservas de água doce e a sobreexploração dos stocks pesqueiros como exemplos dos problemas ambientais das sociedades modernas.
O Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) considera que existe uma “espantosa falta de urgência” em inverter estas tendências. “Continuam a existir problemas persistentes e intratáveis por resolver e que nem sequer ainda foram analisados”, diz o director executivo da UNEP Achim Steiner.
Existem provas “visíveis e inequívocas” dos impactos das alterações climáticas; muitos sistemas agrícolas atingiram o seu limite de produção; temperaturas mais elevadas e oceanos acidificados ameaçam o fornecimento de alimentos; 1,8 mil milhões de pessoas enfrentam escassez de água em 2025; três quartos das pescas marinhas estão sobre-exploradas ou já ultrapassaram os seus limites; exposição a poluentes causa 20% das doenças nos países em vias de desenvolvimento; poluição está a ser ‘exportada’ para os países em vias de desenvolvimento; cerca de 60% dos ’serviços prestados pelos ecossistemas’ estão degradados.
“As questões antigas permanecem e novas surgem todos os dias, desde o aumento rápido das zonas anóxicas nos oceanos ao ressurgimento de doenças novas e velhas, associadas à degradação ambiental.”
A UNEP conclui que o bem-estar de milhões de pessoas nos países em vias de desenvolvimento está ser posto em risco pelo falhanço em remediar problemas que já foram resolvidos nas sociedades mais ricas.
A publicação deste Global Environment Outlook (Geo-4) marca os 20 anos desde que a Comissão Mundial sobre o Ambiente e o Desenvolvimento (a Comissão Brundtland), uma conferência cimeira que colocou a ideia do desenvolvimento sustentável no ceio das Nações Unidas pela primeira vez, se reuniu.
Desde essa altura, conclui o actual Geo-4, a maioria dos indicadores ambientais agravou-se de forma drástica.
Os stocks de peixe estão em pior estado, a terra arável (especialmente em África) está a tornar-se improdutiva, mais pessoas do que nunca não têm acesso a água potável, a concentração dos gases de efeito de estufa subiram e a perda de biodiversidade está a acelerar.
“Este assalto ao ambiente global arrisca-se a minar os muitos avanços que a sociedade humana teve nas décadas mais recentes”, escreve o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon no prefácio do relatório. “Está a impedir o sucesso da nossa luta contra a pobreza e pode mesmo vir a por em perigo a paz internacional e a segurança dos povos.”
O relatório de 572 páginas do Geo-4 também contém conclusões mais positivas, incluindo o abrandamento da desflorestação da Amazónia, uma melhoria da qualidade do ar na Europa ocidental e o tratado mundial para conter a destruição da camada de ozono.
No entanto, estas boas notícias são abafadas pelas esmagadoras conclusões de que, de modo geral, os indicadores ambientais apontam para baixo e os governos não estão suficientemente empenhados, do ponto de vista de recursos e vontade política, para impedir este preocupante deslizar.
“Tem havido muitos alertas desde Brundtland”, diz Steiner. “Espero sinceramente que o Geo-4 seja o último necessário.”
Saber mais:
Global Environment Outlook [pdf 21.9MB]
UNEP
Relatório Brundtland
Estado da Terra em gráficos
Ana Branco
Este trabalho consiste em 14 microunidades de produção, em que serão apresentados e demonstrados os resultados das pesquisas: Suco de Luz do Sol, Germinação de Sementes, Desenho com Hortaliças, Desenho com Frutas, Desenhos Aquecidos, Desenhos na Pizza, Desenhos Fermentados, Surpresas Vivas, Docinhos de Festas, Pigmentos desidratados, Verduras nos vasos, Hortaliças e sementes orgânicas, Material Didático, Objetos Itinerantes.
Ana Branco – PUC – Rio de Janeiro
A professora Ana Branco apresentará no Congresso Vegetariano Brasileiro e Latino-americano as seguintes palestras/workshops:
1. Palestra: A Convivência com o Biochip.
Biochip – Grupo Aberto de Estudo, Pesquisa e Desenho com Modelos Vivos
Biochip é um Grupo Aberto de Estudo, Pesquisa e Desenho, que investiga as cores e a recuperação da informação através do desenho com Modelos Vivos. A partir da experiência direta com matérias que recordam a beleza do universo, como areias, argilas, sementes, frutas, o programa oferece ao participante o exercício simultâneo de seus modos complementares de conhecimento racional e intuitivo.As sementes, frutas, hortaliças, geradas pela vida na Terra, recuperam no nosso corpo informações matrísticas, que podem ser decodificadas a partir do contato direto, não verbal presentes nos Alimentos Vivos. Através da convivência, observação e manuseio, as frutas, hortaliças e sementes são transformadas em pigmentos para composições.Os Modelos Vivos: rabanetes, cenouras, abacates, são elementos de investigação e material para desenhos e composições. Durante a interação desses modelos com o observador são feitas leituras quanto às suas formas, cores, sabores, texturas e odores.São produzidos corpos de prova para experimentos com sementes germinadas, compostos de fibras e aglomerantes sob a ação do calor e do tempo.
2. Feira do Desenho Vivo
Demonstração dos processos de produção e revitalização dos alimentos. Os “desenhos” obtidos a partir dos pigmentos vivos são oferecidos para experimentação. Estarão sendo apresentados as seguintes microunidades de produção: SUCO DE LUZ DO SOL, DESENHO COM FRUTAS, DESENHO AQUECIDO, DESENHO COM HORTALIÇAS, ÁGUAS COLORIDAS, SURPRESAS VIVAS, DESENHO NA PIZZA, DESENHO FERMENTADO, DOCINHO DE FESTA, FARINHAS COLORIDAS
3. Convite às escolas paulistas
Oficina gratuita para crianças das 10h as 12h ou das 12h as 14h , produzindo, modelando e saboreando os resultados com MASSA DE MODELAR COMESTIVEL


Maria Luiza Branco Nogueira da Silva
O Projeto Terrapia é uma metodologia de divulgação do Alimento Vivo e do estilo de vida ecológico na cidade do Rio de Janeiro, dentro de uma instituição de ensino em saúde, com expansão em escolas, creches, centros de saúde, ongs e também na feira de produtores ecológicos na cidade de Teresópolis. Convida os usuários a freqüentarem uma horta de cultivo orgânico na zona urbana, onde são realizadas várias oficinas participativas além do cultivo de hortaliças, a saber:
Brotos e grãos germinados de produção doméstica
Suco de clorofila “brasileiro” com germinados (brasileiro porque é divulgado o conhecimento das folhas selvagens comestíveis da nossa região, ricas em clorofila) e
oficinas de preparo de alimentos vivos, desenvolvendo uma culinária viva brasileira, organizando, com esses encontros, grupos de apoio a mudança de hábitos alimentares.
São oferecidos cursos e palestras além das oficinas, abordando temas da interface da alimentação viva com a Ecomedicina e as práticas de higiene natural. A experiência em um serviço público de saúde com a alimentação viva, tem uma história para contar, dentro de um movimento solidário e participativo uma vez que as oficinas do projeto são mantidas com a colaboração dos usuários. Temos parceria com: Dep. de Artes e Design – Puc-Rio – Cootram (Coop. de Trabalhadores de Manguinhos) – Abio (Assoc. de Produtores Biológicos do Rio de Janeiro) – MAP – Movimento de Amor ao Próximo (Ong) e o Espaço Compartilharte (Oscip).
Maria Luiza estará apresentando no 1o Congresso Vegetariano Brasileiro e Latino-americano o seguinte tema:
Alimentação Viva na Promoção da Saúde
O conhecimento sobre a interferência dos hábitos alimentares nas condições de saúde ainda se restringe a alguns grupos de profissionais e saúde. Evidência disso pode se ver nos currículos das escolas médicas, onde sequer está contemplada uma disciplina sobre o assunto. Desde que foi criada a “Nutrição”, como um curso paramédico, ou a Nutrologia, como especialização, com o intuito de dividir tarefas nos cuidados com os clientes, o médico se distanciou desse conhecimento tão fundamental para a manutenção e recuperação da saúde. A nosso ver é essencial que o assunto “ Alimentação” ocupe um espaço maior em todos os ambientes da Saúde Pública, de maneira que possa favorecer não só os usuários, mas também os profissionais do serviço. Este espaço servirá para dar oportunidade aos profissionais de promover a sua própria saúde, uma vez que se trata de um grupo de trabalhadores comprovadamente com altos índices de adoecimento.
Neste sentido, mais uma vez, o caminho da Promoção da Saúde, oferece a chance de uma revisão nas relações estabelecidas entre médico-cliente, quando ambos se deparam com a mesma questão humana: é possível rever meus hábitos alimentares?
O “Terrapia-Alimentação Viva na Promoção da Saúde” é um experimento do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria – Escola Nacional de Saúde Pública, que desde 1997 vem desenvolvendo uma metodologia que envolve usuários, profissionais de saúde, alunos, e visitantes do serviço, convidando para uma vivência numa Horta, dentro do campus da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Através de oficinas, cursos e eventos, o Terrapia apresenta a Alimentação Viva como modo de estreitar o contato com o ambiente natural, com a produção de alimentos estimulando os hábitos de vida ecológica. Através de parcerias e do envolvimento de voluntários, o Terrapia registrou 14780 presenças no ano de 2005.
Iniciou este ano o experimento da “Cantina Viva”, outro espaço de divulgação, desta vez no pátio de entrada da ENSP, aonde um grupo de usuários vem comercializando o Alimento Vivo e ao mesmo tempo, divulgando como organizar a “horta” dentro de casa com a germinação de sementes e cultivo de brotos. Pretendemos com isso, sensibilizar os profissionais da Saúde Pública sobre a importância da criação de espaços de conversa sobre essa forma de olhar a alimentação humana , além da oferta de alimentos saudáveis, dentro dos ambientes públicos.
Um terço dos primatas estão ameaçados de extinção
Quase um terço dos primatas do mundo estão em perigo de extinção devido à destruição dos seus habitats, relata um grupo conservacionista. O relatório diz que muitas espécies estão a ser afastadas das florestas onde vivem ou a ser mortos para se obter medicamentos ou alimento.
O relatório foca-se no destino das 25 espécies mais ameaçadas a nível mundial, em perigo devido a uma deprimente e longa lista de problemas.
Os autores dizem que todos os membros sobreviventes destas espécies, em conjunto, caberiam num único estádio de futebol.
De particular preocupação são o gibão de Hainan da China e o colobo vermelho Miss Waldron da Costa do Marfim, ambas as espécies com apenas alguns exemplares sobreviventes na natureza.
O relatório consideras que as ameaças são mais fortes para os primatas asiáticos, onde as florestas tropicais estão a ser destruídas diariamente e muitos macacos são caçados ou vendidos como animais de estimação.
Refere também que as alterações climáticas estão a tornar muitas espécies mais vulneráveis.
Os cientistas têm vindo a alertar desde há décadas acerca da crescente ameaça humana para as espécies animais de todo o mundo mas este estudo diz que nos devemos preocupar especialmente com os primatas, quanto mais não seja porque são os nos parentes vivos mais próximos.
Biocombustíveis são crime contra a Humanidade
Um perito das Nações Unidas condenou o crescente uso de culturas de alimentos para a produção de biocombustíveis de substituição do petróleo como um crime contra a humanidade.
O relator especial das Nações Unidas sobre o direito à alimentação, Jean Ziegler, teme que os biocombustíveis venham a trazer mais fome ao mundo, pois o crescimento na produção de biocombustíveis tem conduzido o preço de algumas das culturas a preços recorde.
Os comentários de Ziegler, feitos no quartel-general das Nações Unidas em Nova Iorque, são claramente feitos com a intenção de chamar à atenção do mundo. Ele queixou-se de uma corrida mal engendrada para converter produtos alimentares, como o milho e o açúcar, em combustíveis, criando uma receita para o desastre.

É um crime contra a humanidade, diz ele, retirar terras aráveis para a produção de de culturas que irão ser queimadas como combustíveis e exigiu uma proibição de cinco anos para essa prática.
Nesse período de tempo, segundo Ziegler, os avanços tecnológicos iriam permitir a utilização de resíduos agrícolas, como as espigas ou as folhas de bananeira, em vez das próprias culturas para produzir combustíveis.
O crescimento na produção de biocombustíveis tem sido conduzida, em parte, pelo desejo de encontrar alternativas mais amigas do ambiente que o petróleo. Os Estados Unidos também estão ansiosos por reduzir a sua dependência do petróleo importado de regiões politicamente instáveis.
Mas a tendência tem vindo a contribuir para uma subida acentuada dos preços dos alimentos com os agricultores, particularmente nos Estados Unidos, a mudar da produção de trigo e soja para o milho, que depois é transformado em etanol.
Ziegler não está sozinho neste alerta para o problema, o IMF já tinha na semana passada expressado a sua preocupação com a crescente dependência do mundo dos cereais como fonte de combustíveis e para as graves implicações desse facto para os mais pobres do mundo.
