Fraudes no LEITE podem incluir urina de vaca, soda cáustica, água oxigenada, cloro e formol

NOTA: O artigo que se segue mostra mais uma razão para não consumir leite de vaca. Na minha opinião leite de vaca é só para bezerro

Brasil
Sábado, 27 de outubro de 2007, 19h17 Sabor do leite tem 21 “defeitos”
imperceptíveis

Rose Mary de Souza
Direto de Campinas

O consumidor não percebe, mas existem 21 “defeitos” no sabor do leite produzido no Brasil. A afirmação é da veterinária Georgiana Sávia Brito Aires, doutora pela Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) com pesquisa sobre a apuração sensorial do leite.
Segundo ela, esses defeitos (termo usado para classificar os pontos negativos encontrados em uma bebida) podem passar despercebidos, já que a grande maioria não consome o leite puro. É costume adicionar café ou achocolatado ao leite, o que mascara o sabor original da bebida.

“O leite puro tem que apresentar um sabor levemente adocicado e, quando degustado, não pode deixar nenhum outro gosto residual na boca”, explica. Para detalhar as imperfeições em um alimento tão importante ao ser humano, Georgiana desenvolveu uma metodologia inédita de apuração sensorial do leite: treinou equipes de degustadores.

Tipos de defeitos

Os resultados das equipes de degustadores apontaram defeitos em leite pasteurizado e no ultra pasteurizado (longa vida). As amostras de leite apresentaram defeitos relacionados, como sabor de curral, ácido, aguado, cozido, adstringente, queimado, caramelizado, ranço, amargo, doce, salgado, de plástico, sem frescor, de vaca, estranho, de alimento, frutado, maltado, oxidado pela luz, oxidado por metal e sabor de sujo.

Troca de marcas

“Se o consumidor estranhar o gosto de determinada marca de leite, aconselho que experimente outra e faça trocas sempre avaliando o sabor”, comenta, acrescentando ser importante reclamar para o controle de qualidade. Georgiana salienta que os defeitos do leite são provocados por falhas na hora da ordenha e no manuseio da bebida no laticínio.

No momento de tirar o leite da vaca, o ideal é manter a qualidade seguindo cuidados básicos de higiene. “O leite incorpora cheiros e gostos, por exemplo, da ração que a vaca come. Por isso, não é bom alimentar o animal durante a ordenha. A oxidação do leite pela luz é causada pelo excesso do sol ou da luz artificial. O sabor de frutado é aquele leite com gosto de tutifruti. O gosto de estranho, de difícil classificação, é sinal de leite ruim “, cita.

Depois de sair da granja, o leite é matéria-prima para a indústria de laticínio. Para a distribuição do longa vida em caixinha cartonada, que representa 80% das vendas no Brasil, o leite é aquecido entre 130 ºC e 150 ºC, de 2 a 4 segundos. O pasteurizado tipo A e B sofre um aquecimento de 72 ºC, por 15 a 20 segundos. Após processado na indústria, ressalta a pesquisadora, o leite está apto para o consumo, pois passou pelo rigor dos exames físico-químicos e microbiológicos. “Mas não pelo teste de sabor”, lembra.

O leite é um alimento rico em cálcio, gordura e proteína. É fonte de nutrição para jovens e adultos e o consumidor deve exigir qualidade, diz ela. “A análise sensorial é mais uma ferramenta para a melhoria da qualidade. A indústria deveria treinar pessoas para reconhecer os defeitos do leite. É uma responsabilidade da indústria”. A melhoria no sabor do leite pode ajudar a aumentar o consumo, as exportações, ampliar empresas e empregos.

Fraudes comuns

A análise sensorial e a maior fiscalização em toda a cadeia produtiva podem evitar ou controlar as fraudes no leite. Conforme a veterinária, são três os tipos de adulteração praticada com o produto. O leite batizado é imperceptível a olho nu, gosto e cheiro, mas pode causar problemas de saúde a organismos fragilizados ou se for consumido em longo prazo.

Uma fraude comum é a de incorporação do leite que consiste na adição de urina de vaca para aumentar a quantidade do produto. A segunda tem o efeito neutralizante: soda cáustica, bicarbonato de sódio, água oxigenada, cloro e formol são colocados no produto para neutralizar acidez e “matar” bactérias. A terceira maneira de adulteração é a
reconstituinte, que pretende equilibrar a densidade do leite com a adição de soro.

Redação Terra

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2025996-EI306,00.html

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