Arquivo para Fevereiro, 2008
No Vazio nos preenchemos
Nós nos esvaziamos para sermos preenchidos por Deus. Mesmo Deus não pode encher o que está cheio.
– Madre Teresa
Não acho que ela estava a falar de jejum, embora hajam definitivamente algumas semelhanças aqui. Acho que ela quiz dizer que nos esvaziamos na oração, na meditação, na vida, através da entrega total, deixando as dificuldades, deixando passar por um momento todas aqueles ameaças que estamos sempre tecendo, tornando-nos humildes, deixando algumas das medidas de controlo das nossas Vidas e permitindo uma pequena ajuda para chegar até nós. Pelo menos, é assim que fala para mim neste momento.
Em Alegria!
Jinjee
http://www.TheGardenDiet.com
Escuridão mundial: No dia 29 de Fevereiro de 2008 das 19:55 às 20:00 horas
Propõe-se apagar todas as luzes e se possível todos os aparelhos elétricos,
para o nosso planeta poder “respirar”.
Se a resposta for massiva, a poupança energética pode ser brutal.
Só 5 minutos, para ver o que acontece.
Sim, estaremos 5 minutos às escuras, podemos acender uma vela e
simplesmente ficar a olhar para ela, estaremos a respirar nós e o planeta.
Lembrem-se que a união faz a força e a Internet pode ter muito poder e
podemos mesmo fazer algo em grande escala.
Escuridão mundial: No dia 29 de Fevereiro de 2008 das 19:55 às 20:00 horas
Passe a notícia, se tiveres amigos a viver noutros países envia-lhes e
pede-lhes que façam a tradução e adaptem as horas.
Encaminhem!
Doenças já erradicadas poderão reaparecer no Sul da Europa
Doenças já erradicadas poderão reaparecer no Sul da Europa
Opinião do presidente da AMI
Suplemento de cálcio aumenta risco de Enfarte do Miocárdio em idosas
Portugal tem 900 mil diabéticos
Portugal terá cerca de 900 mil diabéticos, um terço dos quais não sabe que o é, estimou o presidente do 8º Congresso Português de Diabetes, que começa esta quinta-feira em Vilamoura, Algarve.
O congresso, que termina sábado, contará com a participação de cerca de 1.400 médicos, enfermeiros, psicólogos e quadros ligados à doença e sua cura.
Segundo o especialista, José Boavida, o número de doentes já diagnosticados aproxima-se dos 6,5% da população total, mas a tendência é para subir para percentagens próximas dos 10%, em grande parte devido ao avanço dos chamados “malefícios da civilização”.
Fonte: MNI
Noruega inaugura ‘cofre do fim do mundo’ para proteger sementes
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| Sementes serão guardadas em cofres construídos no final de túneis |
Apelidada de o “cofre do fim do mundo”, a Caixa Forte Internacional de Sementes, uma joint-venture da Noruega e da ONU, foi construída em uma ilha remota, Svalbard, em uma parceria entre o governo norueguês e a Organização das Nações Unidas (ONU).
A caixa forte, que começou a ser construída em março de 2007, fica a uma profundidade de 120 metros dentro da montanha de Spitsbergen, uma das quatro ilhas que compõem Svalbard.
O diretor do projeto, Kerry Fowler, afirmou que a iniciativa visa salvaguardar a agricultura mundial no caso de catástrofes futuras, como guerras nucleares, queda de asteróides e mudanças climáticas.
“Este é o plano B, a rede de segurança, a política de seguro. E sabemos que grande parte da diversidade está sendo perdida mesmo em bons bancos genéticos”, disse.
Bilhões
Ao construir uma caixa forte dentro da montanha, o solo permanentemente gelado continuaria a fornecer refrigeração natural em caso de falha do sistema mecânico, explicou Fowler.
A Caixa Forte Internacional de Sementes é composta por três câmaras com a capacidade de guardar 4,5 bilhões amostras de sementes.
O professor Tore Skroppa, diretor do Instituto de Florestas e Paisagens da Noruega, que também participa do projeto, afirma que a mudança climática é um dos motivos da criação do banco de sementes, mas não é o único.
O professor disse à correspondente da BBC em Svalbard, Sarah Mukherjee, que mais de 40 países tiveram parte ou a totalidade de seus bancos de sementes destruídos nos últimos anos. Seja devido à guerra, como no Afeganistão e Iraque, ou devido a inundações ou outros desastres naturais, como nas Filipinas.
Embora a caixa forte norueguesa tenha sido projetada para proteger espécies de acontecimentos catastróficos, ela pode ser usada também como fonte de realimentação de bancos de sementes nacionais.
Fonte: BBC Brasil
Estudo britânico questiona eficácia de antidepressivos
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| Pesquisadores questionaram efeito do Prozac |
Os pesquisadores, da Universidade de Hull, argumentam que os medicamentos “ajudam apenas um pequeno grupo de pessoas que sofrem de depressão severa”.
A equipe de especialistas, cujo estudo foi publicado na revista especializada PloS Medicine, revisou os dados de 47 testes clínicos.
Os cientistas se concentraram nos medicamentos conhecidos como Inibidores Seletivos da Recaptura de Serotonina (ISRS), que atuam aumentando o nível da serotonina no cérebro, um hormônio que controla o humor.
Entre os remédios examinados estavam o Prozac, Seroxat e Efexor, todos eles amplamente receitados na Grã-Bretanha.
Os pesquisadores descobriram que os efeitos positivos das drogas em pacientes com depressão profunda foram “relativamente pequenos”.
O coordenador da pesquisa, Irving Kirsch, afirmou que a diferença entre os pacientes que tomaram placebo e os que tomaram remédios para combater o mal “não foi muito grande”.
“Isso significa que pessoas com depressão podem melhorar sem tratamentos químicos”, disse o pesquisador.
Fonte: BBC Brasil
Antidepressivo de nova geração com eficácia semelhante a placebo
Estudo publicado na Public Library of Science-Medecine
Os antidepressivos de nova geração, como como a fluoxetina e a paroxetina, não são mais eficazes do que o placebo na maioria dos doentes com Depressão, segundo um estudo da Hull University, no Reino Unido.
“A diferença na melhoria entre os pacientes que tomam placebo e os que tomam antidepressivos não é significativa. Isso significa que as pessoas que sofrem de depressão podem passar melhor sem um tratamento químico”, explicou o professor Irving Kirsch, do departamento de psicologia da Universidade.
Kirsch faz parte de um grupo de especialistas que analisou os dados publicados e não publicados – mas colocados à disposição de organismos certificados – relativos a 47 ensaios clínicos de inibidores selectivos da recaptura da serotonina (ISRS) – os antidepressivos da terceira geração.
Segundo o estudo, publicado pela revista especializada Public Library of Science-Medecin, os ISRS não são mais eficazes que placebo nas depressões ligeiras e na maior parte das depressões graves. No caso das depressões muito graves, a diferença de resposta deve-se mais a uma menor reacção dos pacientes ao placebo do que a uma reacção positiva aos antidepressivos, segundo o estudo.
Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
As primeiras 30 mil páginas de uma vasta enciclopédia, cujo objectivo último é catalogar cada uma das 1,8 milhões de espécies vivas do nosso planeta, foram dadas a conhecer.
Este imenso recurso online é construído para aumentar dramaticamente o nosso conhecimento da biodiversidade ameaçada do nosso mundo.
Os criadores desta base de dados dizem que ela pode ter um impacto sobre o conhecimento humano só comparável ao que se seguiu à invenção do microscópio, no século XVII.
A base de dados está construída de forma a poder ser usada por todos, de cientistas a curiosos da Biologia, e é descrita como “o guia de campo supremo”. A Encyclopedia of Life (EOL) pretende abranger todos os seis reinos da vida e mesmo os vírus, que a maioria não considera seres vivos.
Os responsáveis por esta base de dados em permanente expansão dizem que irá ajudar os cientistas a avaliar o impacto das alterações climáticas em animais e plantas. Também pode ajudar a desenvolver estratégias para reduzir a dispersão de espécies invasoras e permitir seguir a propagação de uma doença.
Outro objectivo declarado da base de dados é consciencializar o público para a biodiversidade, num momento em que o nosso planeta está, diz-se, em plena sexta extinção em massa.
A monumental quantidade de informação presente na enciclopédia esta a ser recolhida de uma grande variedade de fontes, incluindo várias bases de dados especializadas, como a AmphibiaWeb ou a FishBase.
“O que torna a enciclopédia possível agora, quando não o poderia ter sido há cinco anos, é o facto de existirem muitos recursos online que têm vindo a ser desenvolvidos e de que podemos tirar partido”, explica James Edwards, director executivo da Encyclopedia of Life.
“Em segundo lugar, a tecnologia da informação atingiu um tal ponto que podemos retirar pedaços de informação de muitas fontes diferentes e apresentá-los de uma forma semelhante à que tem o, por exemplo, Google News, estamos a utilizar o mesmo tipo de abordagem.”
Estas fontes que fornecem informação à enciclopédia fazem-no de graça, com o objectivo de levar os novos utilizadores aos seus websites para informações, com base em subscrições, adicionais.
“Se alguém tivesse que se sentar e escrever, do nada, uma enciclopédia da vida, levaria pelo menos 100 anos a completar mas nós achamos que vamos ser capazes de o fazer num décimo desse tempo”, explica Edwards.
O projecto teve início na Primavera de 2007 e já tem páginas reservadas para um milhão de espécies, das quais 30 mil já foram preenchidas com informação detalhada. Também existem cerca de uma dúzia de páginas multimédia altamente desenvolvidas para dar um gostinho do que se pode esperar da EOL ao longo do tempo.
Todas as 1,8 milhões entradas devem estar completas por volta de 2017.
“Em todas as páginas, há informação fornecida pela World Conservation Union sobre o estatuto de conservação da espécie, mostrando se está ameaçada, em perigo ou extinta”, diz Edwards, “pensamos que é importante ter informações sobre as espécies vivas mas também sobre as extintas.”
Os criadores da enciclopédia também tencionam colocar a informação online o mais depressa possível, logo que novas espécies sejam identificadas. O projecto vai solicitar a ajuda dos utilizadores para a obtenção de fotografias e informação, que será avaliada por uma equipa de autenticação.
Apesar da ideia do catálogo da vida já existir há uns tempos, esta versão em particular teve as suas origens num artigo escrito em 1993 pelo famoso biólogo de Harvard Edward O Wilson. Nele, ele argumenta que as ciências biológicas precisavam do que apelidou “uma fotografia da Lua”. Em 2006, Wilson escreveu uma carta à Fundação MacArthur de Chicago, delineando a sua ideia, o que permitiu a obtenção dos fundos preliminares para o projecto.
Fonte: Simbiotica
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Glaciares antárcticos precipitam-se no oceano
Cientistas ingleses a trabalhar na Antárctica descobriram uma das provas mais evidentes até à data da instabilidade do gelo na zona ocidental do continente gelado. Se a tendência que observaram continuar, alertam eles, pode conduzir a uma subida significativa do nível do mar em todo o globo.
As novas evidências provêm de um grupo de glaciares que cobre uma área do tamanho do Texas, numa zona remota e raramente visitada da zona ocidental da Antárctica. Os ‘rios’ de gelo aumentaram drasticamente a velocidade com que se deslocam para o mar.
David Vaughan, do British Antarctic Survey, explica: “Tem sido chamada a barriga fraca da camada de gelo da Antárctica ocidental e a razão para isso reside no facto de ser a zona onde a base por baixo do gelo ter a maior inclinação em direcção ao interior. Se existir um mecanismo de feed-back que torne o gelo instável, é nesta zona que ele se tornará mais instável.”
E existem muito boas razões para preocupação com esta descoberta.
Medições feitas por satélite demonstraram que três enormes glaciares da zona estão a acelerar desde há mais de uma década. O maior dos glaciares, o Pine Island, está a ser a fonte de maior preocupação.
Julian Scott regressou há pouco tempo da zona e comenta: “Trata-se de um glaciar muito importante, ele está a colocar mais gelo no mar que qualquer outro em toda a Antárctica. Tem vários quilómetros de espessura, 30 Km de largura e está a deslocar-se a uma velocidade de 3,5 Km por ano, logo está a despejar muito gelo no oceano.”
Trata-se de uma região muito remota e pouco hospitaleira. Foi visitada brevemente em 1961 por cientistas americanos mas ninguém lá tinha regressado até esta estação, quando Julian Scott e Rob Bingham, do British Antarctic Survey lá passaram 97 dias acampados na planície de gelo.
Por vezes, a temperatura atingiu os 30ºC negativos e os ventos fortíssimos tornavam qualquer trabalho impossível. A dada altura, os cientistas ficaram confinados às suas tendas durante oito dias.
“O vento realmente faz-nos sentir incrivelmente mais frios, logo só para nos motivarmos a sair para o vento é um grande esforço”, diz Rob Bingham. Mas quando o tempo melhorou, os investigadores passaram a maior parte do tempo a percorrer em veículos motorizados a planície de gelo. “Conduzimos os nossos skidoos durante mais de 2500 Km cada um e nenhum observou o menor relevo topográfico.”
Rob Bingham rebocava um radar com uma linha de 100 metros de comprimento e detectava as reflexões emitidas pelo gelo com um receptor outros 100 metros atrás do primeiro aparelho. Os sinais estão a revelar que as linhas ancestrais de deslocação do gelo e a esperança é que se possa reconstruir a forma como se deslocava no passado.
Julian Scott realizou estudos sísmicos, utilizando água quente pressurizada para perfurar buracos com cerca de 20 metros e colocar cargas explosivas. Ele utilizou filas de geofones para detectar as reflexões, em busca, entre outras coisas, de sinais de sedimentos macios debaixo do gelo que podem estar a lubrificar o seu deslizar.
Ele também colocou gravadores associados ao sistema de posicionamento global (GPS) por satélite sobre o gelo para seguir o movimento do glaciar, registando a sua posição a cada 10 segundos.
Ao longo de toda a década de 90 do século XX, de acordo com as medições por satélite, o glaciar acelerou cerca de 1% ao ano. A sensacional descoberta de Julian Scott esta temporada é que agora o glaciar parece estar a acelerar 7% numa única época, enviando mais e mais gelo para o mar.
“As medições da última época parecem revelar uma incrível aceleração, uma taxa de cerca de 7%, o que é de longe superior às acelerações com que já nos preocupávamos na década de 90.”
A razão para esta aceleração não parecem estar relacionadas com o aquecimento do ar envolvente.
Uma possibilidade pode ser uma corrente oceânica profunda que esta a ser canalizada para a plataforma continental próximo da boca do glaciar. Não há muito gelo marinho a proteger o glaciar da água quente, o que parece estar a minar o gelo e a lubrificar o seu movimento.
Julian Scott, no entanto, pensa que devem existir outras forças a actuar no local.
Muito mais acima ao longo do glaciar há evidências de que um vulcão entrou em erupção através do gelo há cerca de 2 mil anos e toda a região pode ser vulcanicamente activa, libertando calor geotérmico que está a derreter a base do gelo e ajude a faze-lo deslizar para o mar.
David Vaughan acredita que o risco de um colapso importante desta secção da Antárctica ocidental deve ser tomado muito a sério. “Já existia a expectativa de que esta era uma zona vulnerável, e agora temos dados que mostram que ela está em mudança. A coincidência destes dois aspectos é muito preocupante.”
A grande questão agora é se o que foi registado é um aumento excepcional da velocidade ou se é o prenúncio de um colapso importante do gelo, algo que Julian Scott espera descobrir em breve.
“É extraordinário, por isso deixámos o GPS lá ao longo de todo o Inverno para ver a tendência continua.”
Se o glaciar continuar a acelerar e a descarregar grande parte do seu gelo no mar, dizem os investigadores, só o glaciar Pine Island pode fazer subir o nível do mar 25 cm em todo o globo.
Pode demorar uma década ou um século mas os glaciares vizinhos também estão a acelerar e se toda a região perder o seu gelo, o nível do mar subirá 1,5 metros em todo o mundo.
Fonte: Simbiotica
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Aquecimento ameaça vida selvagem antárctica



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