Arquivo para Março, 2008
O PLASMA DE QUINTON
(Texto de Euro Oscar, baseado em pesquisa e estudo
de texto de Xavier Bouillot e outras fontes da INTERNET)
O estudo da concentração desses sais minerais no meio vital de espécies diferentes permitiu a Quinton estabelecer uma lei de constância salina (ou osmótica): as espécies recentes têm um meio vital com o teor de salinidade dos oceanos primitivos (7 a 8/1000). As mais antigas, permeáveis ao meio externo, acompanharam a transformação da concentração salina dos oceanos (35/1000).
A partir dessa lei, Quinton inferiu que a água do mar isotônica (ou seja, com o teor de salinidade apropriado para a espécie) pode substituir o meio vital de um organismo. Essa hipótese extraordinária foi confirmada de maneira espetacular por Quinton, que substituiu publicamente o sangue de um cachorro pela solução apropriada de água do mar. No dia seguinte, o cachorro já andava e, oito dias depois, estava completamente regenerado pela solução injetada. Esse cachorro só morreu cinco anos mais tarde, em um acidente.
A medicina convencional estimulou o prodigioso desenvolvimento do mercado mundial de sangue para transfusões, enquanto o plasma de Quinton constituía uma alternativa mais sadia e eticamente mais aceitável e se constitui de água do mar esterilizada e diluída a 1/5 com água puríssima de fonte. Essa proporção é a preconizada para a espécie humana. Tal método foi empregado com sucesso de 1905 a 1925, até que com um fabuloso poder econômico e influência política os grandes laboratórios farmacêuticos impingiram ao mundo as suas drogas farmacoquímicas.

Criança antes e depois de tratada
com o plasma de Quinton
Aquilo que era uma convicção religiosa das Testemunhas de Jeová está se tornando uma preferência dos médicos de ponta. O instituto de pesquisas de Englemond, EUA, está liderando 50 hospitais americanos onde os cirurgiões não recorrem mais a transfusão. Esses estabelecimentos propõe um leque de técnicas que reduzem as perdas sangüíneas. No caso da perda de sangue de 90% é, segundo eles, ainda possível evitar a transfusão, por meio da suplementação de ferro e vitaminas em doses elevadas, assim como a eritropoietina de síntese, que estimula a fabricação de glóbulos vermelhos na medula óssea.
É pena que não se fala das transfusões de substituição pelo soro de Quinton. Em novembro de 2001 o Dr. Edwin Deitch, diretor do Hospital Universitário de Nova Iorque, EUA, declarou: “As técnicas sem transfusão usadas para as Testemunhas de Jeová mostraram como estes se recuperaram melhor das operações do que aqueles que receberam transfusão”.
Quinton reproduziu todas as experiências que realizou com o plasma de Quinton com outros produtos, especialmente o soro fisiológico. Todos os resultados confirmaram a nítida superioridade do plasma marinho.
Mesmo uma solução de água do mar, obtida evaporando metade de seu volume e depois acrescentando água destilada, não produz os mesmos resultados como o plasma feito com água do mar selecionada e água de fonte.
Muitos criticaram a cura marinha de Quinton por ignorância ou quando o método foi mal usado ou mal dosado, quando a água do mar foi impropriamente tratada ou mesmo substituída por simples soro fisiológico cuja composição está longe de ser a do plasma marinho.
A água do mar isotônica não trata apenas crianças, embora se tenha dado prioridade a essas aplicações. Ela produziu resultados notáveis em casos de anemia, doença de pele, tifo, desidratação, distúrbios do sistema nervoso, doenças hereditárias, abortos, problemas intestinais, raquitismo, anorexia, toxemia e, também, como diluente para antibióticos.
Essa polivalência do plasma se deve ao tratamento do terreno que é regenerado, não importando qual a doença ou vírus em questão. A pluralidade de efeitos é mal vista pela indústria farmacêutica, que produz centenas de medicamentos para cada moléstia, cada qual com diversos efeitos colaterais (às vezes graves ou às dezenas).
Os laboratórios julgaram ditatorialmente sofrer a “concorrência” de um produto que, embora não seja uma panacéia, é natural, “policurativo” e custa pouquíssimo e não surte efeitos indesejados. Muitos dos melhores e mais conscientes médicos consideram que as doenças chamadas da “civilização” são doenças de carência, resultantes de um meio vital enfraquecido, desequilibrado, incapaz de suprir as necessidades vitais das células que deve alimentar.
Isso se deve principalmente ao consumo de produtos refinados, processados, excesso de carnes, em detrimento dos alimentos vegetais orgânicos e frescos, repletos da vitalidade da Natureza.
Superioridade da água do mar. A água do mar isotônica (plasma de Quinton) e hipertônica (Quinton via oral) são produtos insubstituíveis. Por sua própria natureza, estão em osmose com o organismo e fornecem a totalidade dos oligoelementos necessários, na dosagem e proporção adequadas à saúde do indivíduo. Ocorre uma sinergia entre os sais da água do mar e o organismo beneficiado com a sua metódica introdução.
René Quinton fez pesquisas e mais pesquisas antes de determinar exatamente como a água do mar deveria ser captada, esterilizada a frio e diluída para obter um produto 100% de acordo com suas exigências. Compete aos médicos de hoje apreciar seu espírito de síntese e trabalhar para a unidade da medicina a serviço da saúde.
O ponto fundamental da Lei de Constância Salina de Quinton é que a vida animal (e, portanto, a vida humana) surgiu na água do mar, como uma célula única, e conservou em todos os organismos, tanto de água salgada quanto de água doce ou de terra, um meio marinho para as células, através de toda a evolução zoológica das espécies, de maneira que as células continuam a viver num ambiente semelhante ao dos oceanos, como peixes na água do mar. Aliás, os mamíferos durante a sua fase de gestação vivem em um ambiente líquido, no líquido amniótico do útero da mãe.
Uma longa série de experimentos com várias espécies confirma essa hipótese e estabelece a Lei da Constância Marinha. Esta Lei, foi formulada graças à Lei da Constância Térmica, logo depois a Lei da Constância Osmótica e a Lei da Constância Luminosa (nos anos 80 os trabalhos de Fritz Albert Popp – Kaiserlaurten Universität – nos mostram a estrutura luminosa dos campos de biofótons). Hoje, as conhecemos como Leis das Constâncias.
Esta Lei, foi formulada graças à Lei da Constância Térmica, logo depois vieram a Lei da Constância Osmótica e a Lei da Constância Luminosa a qual foi corroborada nos anos 1980 com os trabalhos de Fritz Albert Popp, na Kaiserlaurten Universität, os quais nos mostram a estrutura luminosa dos campos de biofótons. Hoje, as conhecemos como Leis das Constâncias.
René Quinton deve ser sempre admirado pelas notáveis inovações em biologia e da medicina. Ele criou um método terapêutico revolucionário e acessível a todos, muito avançado para o seu tempo, o qual originou uma verdadeira revolução na maneira de compreender a origem da vida e as teorias da evolução, com a utilização terapêutica da água do mar. O outrora famoso e hoje injustamente esquecido “plasma de Quinton”, salvou milhares de pacientes, de uma forma natural, indolor, simples, de diferentes afecções.
O preparado de Quinton utiliza água marinha profunda, conseguida em regiões privilegiadas, a qual é tratada a frio, para preservar todos os microorganismos e elementos vivos do ecossistema marinho e posta em uma solução com água pura de fonte, em proporção variável para cada espécie viva, humana ou animal.
TERRENO BIOLÓGICO E MEIO VITAL REVITALIZADOS
Adaptado por Euro Oscar de texto de Xavier Bouillot
e outras fontes da INTERNET.
Devido a essa identidade entre o meio interno (meio vital) e a água do mar isotônica, é possível estimular as forças vitais de qualquer organismo regenerando seu meio vital enfraquecido — do qual se nutrem as células — através de água do mar pura, de composição equilibrada e completa.
Assim que o meio vital recupera sua vitalidade original, as células podem novamente retirar dele os elementos necessários para seu bom funcionamento e vencer as doenças (desequilíbrios do organismo).
É agora conhecimento comum de que a vida na Terra surgiu de um ambiente marinho. Este sábio foi a primeira pessoa a entender este processo e demonstrou a identidade entre água de mar, o plasma sangüineo e a linfa, nos mamíferos. Nossos fluidos vitais são ocêanicos.
René Quinton salvou milhares de crianças na Europa e no Egito, no começo do século passado, usando um soro marinho que chamou de “aqua marina”. A população deu-lhe o nome de “Plasma de Quinton”, como ficou conhecido por quase 80 anos.
Os resultados que ele obteve foram surpreendentes e inesperados, recuperando de uma forma eficiente o vigor de pessoas que debilitadas ou enfermas. Trabalhou e aperfeiçoou seu método, ajustando dosagens e definindo protocolos.
Centros para a aplicação de seu método foram estabelecidos na França, Bélgica e Egito. Diversos trabalhos científicos pelo mundo, desenvolveram-se a partir de Quinton.
O meio vital é parte importante do terreno do indivíduo. Talvez seja, simplesmente, “o” terreno. Regenerando o meio vital pela água do mar isotônica, o doente tem reconstruído o seu terreno biológico de uma só vez. É possível trabalhar ao mesmo tempo em dois planos: estimular as defesas do organismo — reforçando ou renovando o terreno, isto é, o meio vital.
Tal ação muitas vezes já se faz suficiente e bastante; se ainda necessário, pode-se lutar muito mais seguramente contra vírus e micróbios, para ajudar um organismo enfraquecido a vencer o “inimigo”.
DISPENSÁRIOS MARINHOS
São ambulatórios beneficentes, com tratamentos e medicamentos gratuitos
Diante da mortalidade infantil muito elevada (cólera, tifo, diarréia, etc.), René Quinton criou dispensários marinhos para tratar de lactentes e crianças pequenas. O plasma de Quinton (água do mar isotônica) em injeções era o único tratamento, porém acompanhado de uma dieta natural.
Os resultados eram imediatos e espetaculares: crianças à beira da morte, recusando qualquer alimentação, comiam em pouco tempo após a primeira injeção do plasma de Quinton, e começavam a ganhar peso.
O “Quinton” ficou famoso imediatamente. Surgiram dispensários em todas as cidades da França e também no exterior. Quinton foi aclamado mundialmente como benfeitor da humanidade. Erradicou com sucesso várias epidemias de cólera infantil, especialmente na Itália e no Egito.
O Dr. Jean Jarricot, que abriu o célebre dispensário marinho de Lyon, sintetizou suas rigorosas pesquisas com milhares de crianças no livro “Le dispensaire marin, un organisme nouveau de puériculture” (O ambulatório marinho, um novo órgão de puericultura).
Esse livro continua sendo uma formidável fonte de informações práticas sobre as aplicações terapêuticas do plasma de Quinton, adaptadas a cada doença.
A utilização da “aqua-marina” Quinton, como suplemento. A “aqua-marina” é captada em uma localização particular, situada entre 10 metros do fundo e 30 metros da superfície. É chamada de zona de penetração solar, já conhecida por sua pureza excepcional.
São utilizados veículos isotérmicos especiais para transportar a água do mar até o laboratório. Da coleta ao laboratório são gastos no máximo 72 horas, sob condições de absoluta esterilidade e ausência de qualquer contato metálico ou elevação da temperatura, conforme os protocolos originais de Quinton.
Em conformidade com os modernos padrões farmacológicos, foi desenvolvido e patenteado pelo grupo Quinton International um sistema de purificação e micro filtragem a frio, o que garante (mesmo frente às exigentes regras sanitárias européias e americanas) a total qualidade para ingestão do produto.
A “forma” da ampola com duas pontas, desenhada por Quinton para manter seu bio-dinamismo característico e o equilíbrio molecular de um meio vivo até o consumidor final, teve sua comprovação pela analítica moderna, em 1997 (Prêmio Nobel de Física). A ampola com duas pontas mantém o eixo da substância nela contida.
O que são as especialidades Quinton? Desde 1897 os LABORATÓRIOS QUINTON, apresentam suas especialidades. Os Produtos Quinton são nutrientes essenciais, em sua forma natural, total e integral (o “Totum” Ionomineral marinho), que é o resultado da regulação da Biocenosis marinha.
São produtos biológicos, não irradiados ou aquecidos, garantia de que mantêm suas propriedades vitais.
Freqüentemente, se confunde o sódio contido na água do mar com o cloreto de sódio resultado da sua precipitação por evaporação: na água do mar encontram-se cátions de sódio (Na+) e ânions de cloro (Cl-), nada similar ao Cloreto de Sódio (NaCl), o sal de cozinha refinado tão prejudicial à saúde.
Ainda assim convém informar que Quinton hipertônico contém somente 0,102 gramas de NA+ por ampola. Para os pacientes com histórico de hipertensão, é indicado o uso do Quinton isotônico.
SEGUIDORES DO TRABALHO DE QUINTON
A grande descoberta de Quinton foi perceber que a constituição da água do mar, onde a vida começou, é a mesma que a do nosso meio interior. Seus trabalhos foram a base de avanços científicos em diversas áreas, com importantes mestres e pesquisadores do século XX: Alexis Carrel (Nobel Prize em Neurophysiology – 1917), Jean Jarricot (Método Marinho 1926), Walter Cannon (lei de homeostasis – 1931), Alfred Pischinger (Sistema de Regulação de Base – 1994). Mediante diversas metodologias, chegaram a conclusões semelhantes: a importância de nosso meio interno, que é um ambiente marinho.
A diferença consiste na concentração no total de sais, que na água do mar se aproxima de 33 g/l enquanto que no nosso sangue e meio interior é de 9 g/l, que corresponde ao “mar original”, existente há milhões de anos, onde surgiu a vida biológica no nosso planeta. (Fontes Dde pesquisa: texto de Xavier Bouillot e outras fontes da INTERNET, como p. ex., http://www.chez.com/12lois/coeur/vsp.html, trechos da revista “Le Lien”, de 1990 e livro “O SEGREDO DAS NOSSAS ORIGENS”, de André Mahé, /Quinton Brasil, Rio de Janeiro,2002, 170 p.)
TALASSOTERAPIA
(Autor: M.Matheus de Souza DC)
As pessoas de nossa época imaginam ter descoberto, a partir do momento em que tomam conhecimento, o que outros utilizavam muito antes delas…O progresso cientifico, no entanto, é feito de ressurreições constantes…e também de modificações constantes.
O Ministério da Saúde da França, em circular de junho/61 definiu a talassoterapia nos seguintes termos: ” Uma aplicação, com fins terapêuticos, das virtudes curativas combinadas da água do mar, ar e clima marítimo.”
O ser humano de uma certa forma tem uma necessidade atávica de voltar às origens e procura sob os mais variados pretextos a volta ao mar. Isto pode ser observado no período de ferias quando corre a ele para encontrar alívio, cura…ou simplesmente bem estar e descanso.
O mar possui tesouros terapêuticos apenas imaginados.
No entanto não devemos pensar que a talassoterapia nasceu com os males do mundo moderno. Os nossos antepassados conheciam os maravilhosos benefícios da água do mar, do litoral e dos climas marinhos.
EURÍPEDES, PLATÃO, GREGOS, ROMANOS E EGÍPCIOS
Euripides, há 25 séculos escrevia: “O mar cura as doenças dos homens”, indicando que nesta época já haviam penetrado alguns dos seus segredos, ainda que, é claro, isto fosse apenas um dado empírico.
Hipócrates (350 AC.), prescrevia o seu uso externo e interno e, Platão teria sido tratado com sucesso pelos sacerdotes egípcios por meio de banhos quentes de água do mar. Tanto os Gregos como os Romanos conheciam o uso e as virtudes dos banhos com água do mar e iam ao ponto de preconizá-lo para curar varias afecções.
Depois da decadência romana, o olhar que os homens lançaram sobre estas extensões de água salgada, foi durante muito tempo imprimido de desconfiança, desinteresse e mesmo hostilidade.
É apenas no século XVII que um londrino chamado Floyer publica uma tese (1697) intitulada “Digressão sobre o bom uso dos banhos de mar quentes e frios em Inglaterra” e será preciso esperar ainda uns cinqüenta anos para a primeira obra médica exclusivamente reservada ao mar apareça. Richard Russel, seu autor, faz um estudo sobre os benefícios da água do mar e preconiza o uso tanto externo (sob forma de banhos) como interno (em bebidas) para lutar, por exemplo, contra as perturbações digestivas ou articulares.
HOSPITAL MARINHO, EM 1791, NA INGLATERRA
A Inglaterra decididamente teve a liderança da matéria por muito tempo e funda em 1791, o seu primeiro “hospital marinho” sob o impulso do doutor John Lathan. Ai são tratadas toda a espécie de afeções, entre outras, reumatismo, anemia e certas doenças infecciosas.
Os alemães, por sua vez, abrem vários estabelecimentos marinhos no principio do século XIX e, desde então, esta terapia particular não parou de se desenvolver neste pais que chegou a ser o mais bem equipado, tanto sobre as margens do mar do Norte como do Báltico.
Em 1778 surge o primeiro instituto de talassoterapia francês em Dieppe, seguido de Bolonha, Le Croisie, Berck e por fim Roscoff (1899) fundado por Louis Bagot.
O século XIX, apesar de dificuldades técnicas muito importantes, foi o período mais florescente da talassoterapia.
A IDÉIA CIENTÍFICA
O termo talassoterapia (do grego thalassa = o mar) é um neologismo usado pela primeira vez em 1867 por um médico originário de Arcachon, o doutor Bonnardiere.
Paralelamente a este trabalho, o biologista René Quinton estabelece as bases cientificas das virtudes marinhas e publica em 1904 o seu livro fundamental “A água do mar, meio orgânico.”
Estabelece por um lado, a origem marinha das primeiras células animais: por outro a presença deste meio marinho original em toda a linha zoológica. Ele afirma que cada uma das células de um ser vivente, por mais elaboradas que sejam, se banham num meio fisiológico idêntico ao meio marinho.
Assim o plasma sangüíneo dos mamíferos é absolutamente assimilável a água do mar. Comparar o organismo animal a um aquário marinho é uma teoria no mínimo audaciosa que lhe será necessário demonstrar.
(Fontes: http://www.chez.com/12lois/coeur/vsp.html, trechos da revista “Le Lien”, de 1990 e livro “O SEGREDO DAS NOSSAS ORIGENS”, de André Mahé, /Quinton Brasil, Rio de Janeiro,2002, 170 p.)
DEMONSTRAÇÕES DE QUINTON
Ele consegue realizar três importantes demonstrações:
1-Injetar água do mar num organismo sem provocar nenhum acidente.
2-Subtrair a um organismo uma parte importante do seu meio interior para o substituir por uma quantidade equivalente de água de mar, não provocando, também ai, nenhum acidente.
3-Conseguir fazer viver normalmente na água do mar células orgânicas habituadas a evoluir no meio interior.
EXPERIÊNCIAS DE QUINTON
Quinton entrega-se a toda uma série de experiências. Por exemplo, administra a um cão, por via intravenosa e durante oito horas consecutivas, água do mar, até a concorrência de 66% do seu peso. Ele renova a operação com outro cão e vai, desta vez, ate 104% do peso do animal.
SUBSTITUIÇÃO DE TODO O SANGUE
A água do mar foi minuciosamente diluída em água de fonte, isotonicamente. A atividade renal destes animais permanece perfeitamente normal. Decide então esvaziar totalmente um cão do seu sangue e substituí-lo por uma quantidade igual de água do mar. Todos os componentes do seu sangue (dos quais glóbulos vermelhos e brancos) desapareceram. Depois de algumas horas de enfraquecimento, o animal reage maravilhosamente e retoma uma vitalidade espantosa nos dias que se seguem.
Rene Quinton demonstrou que o nosso corpo é constituído por 7/10 desta água salgada que cobre os 7/10 do globo. E também que os glóbulos brancos humanos continuam a viver na água do mar enquanto morrem em qualquer outro meio artificial.
Concluiu definitivamente: “Entre a água do mar e o meio vital do vertebrado, isto é, a organização mais elevada do reino animal e dotada do mais alto poder vital, há identidade fisiológica.”
LOUIS BAGOT E JEAN JARRICOT
Estas descobertas apaixonam o bretão Louis Bagot que, depois de ter estudado profundamente as qualidades especificas do clima costeiro e as praticas hidrológicas, acaba por fundar o primeiro instituto marinho na França. Apaixonam também a Jean Jarricot – médico homeopata- que irá introduzir vários medicamentos homeopáticos produzidos a partir não só da água do mar como também de lamas, areias, conchas, moluscos, algas e fungos marinhos.
GUERRAS NA EUROPA TOLHEM O MÉTODO DE QUINTON
No entanto, a Europa mergulha na primeira metade do século XX em guerras, disputas territoriais, econômicas, raciais, etc. e uma vez que estes conflitos tem como palco a própria Europa, a destruição provocada por invasões, bombardeios, sítios e bloqueios dificultam o desenvolvimento desta técnica. Do ódio e invejas raciais pouca coisa escapa e a Europa mergulha assim numa pequena idade de trevas.
Os EUA tomam a liderança científica do mundo e assim varias técnicas naturais e ou tradicionais própria da cultura européia caem em desuso.
RESSURGIMENTO DA TALASSOTERAPIA NA DÉCADA DE 1950
Seria preciso atingir os anos cinqüenta para que as terapias a base de cura marinha saíssem do esquecimento.
O estabelecimento de centros de talassoterapia nos últimos anos tem sido animador, atualmente temos:
10 centros na Mancha ( Le Touquet – Dieppe – Trouville – Deauville – Luc-Sur-Mer – Siouville – Granville – Perros-Guirec e Roscoff)
10 centros no Atlântico (Douarnenez – Benodet – Carnac – Quiberon – La Turballe – La Baule – Pornichet – Saint Jean De Monts – Sainte Marie De Re e Biarritz.
6 centros no Mediterrâneo (Port Barcares – Cap D’Agde – La Giotat – Saint Raphael – Villeneuve Loubet e Corse Porticcio).
2 centros na Bélgica ( Knocke Le Zoute e Oostende).
1 centro na Espanha (Mijas) e 1 em Portugal (Espinho)
Nos centros de talassoterapia hoje existentes na Europa, são agregadas varias técnicas complementares como:
Hidroterapias (banhos e duches, pedilúvios, manilúvios) -Termoterapia (saunas) – Quiroterapias (massagens e quiropraxia) – Algoterapias (aplicação de algas) – Lodoterapias (aplicação de lamas) – Climaterapia (ionização) – Aeroterapia (ar, ventos) – Helioterapia (sol) – Dietética (alimentação) – Cinesioterapia (Exercícios e trabalho muscular).
Para tratamentos de: Artroses, algias em geral da coluna vertebral, ciática, reumatismos inflamatórios, afeções metabólicas ou pós traumáticas (osteoporose), traumatismos (reeducação funcional), problemas vasculares (arterite), adiposidade e celulite, envelhecimento precoce, algumas afecções psíquicas (depressões), perturbações do sono, esgotamento nervoso, perturbações respiratórias e algumas doenças de pele.
ALGUMAS CONTRA-INDICAÇÕES À TALASSOTERAPIA
Existem algumas contra-indicações, tais como:
Problemas cardiovasculares: As grandes perturbações do ritmo cardíaco, a insuficiência coronária evidente e não estabilizada, as grandes hipertensões.
Dermatológicas: Em caso de dermatose inflamatória resultante ou infectada por exemplo, os tecidos não devem ser postos na água do mar quente porque esta água iria corroer as feridas e impediria a cicatrização.
As psicoses, uma vez que as pessoas que sofrem desta perturbações apresentam dificuldades de adaptação.
Não acontece o mesmo para os estados nevríticos, sendo estes muito numerosos (angústia, depressão, etc.) que pelo contrário encontram uma excelente indicação na talassoterapia.
NO BRASIL, HÁ CENTROS DE TALASSOTERAPIA?
No Brasil não conhecemos nenhum centro de talassoterapia, os benefícios da água do mar, são obtidos de uma maneira espontânea e inconsciente quando nos dirigimos ao litoral, principalmente nos períodos de férias. Assim são obtidos benefícios relativos à absorção, através da pele, dos micronutrientes contidos na água do mar, aproveitamos o ar ionizado das brisas e a radiação solar da orla marítima.
No entanto, um pesquisador de primeira linha, passando pelas mais diferentes agruras e limitações comuns num pais que não valoriza nem estimula a pesquisa, o Prof. Francisco Antunes, Engenheiro Químico, fundador do Instituto Augusta de Pesquisa, há mais de trinta anos, caminhando por trilhas diferentes de Quinton e outros ilustres da ciência européia, chegou a conclusões semelhantes. Afirma que na carência mineralógica reside a causa de um cem números de doenças e propõe o uso da água do mar como um meio adequado de restituir toda gama de micronutrientes aos organismos debilitados e mesmo como um meio válido para prevenção de várias doenças.
Desenvolveu um preparado que leva o nome comercial de “SKRILL”(concentrado mineral natural) – que nada mais é do que a própria água do mar que, colhida e submetida a um processo especial, onde lhe são retirados os elementos incompatíveis com a vida (como o cloreto de sódio por exemplo), permanece com mais de 50 elementos químicos em seus sais solúveis em água, e por esse motivo facilmente assimilados pelo organismo.
Esta afinal é a grande contribuição do Brasil à talassoterapia. O desenvolvimento de um produto para uso interno complementando os outros procedimentos descritos em nosso artigo e comuns nos centros europeus especializados.
Em ultima análise, a talassoterapia é uma terapia holística (não perde a visão total do indivíduo), que não só é curativa mas preventiva por excelência, de baixo custo, a sua divulgação pode ser uma alternativa viável aos procedimentos que regem a política de saúde publica.
Num país, cuja vocação para o turismo está sendo evidenciada nos últimos anos, convocamos empresários e terapeutas especializados a desenvolver centros de aplicação da talassoterapia.
O dividendo maior seria uma melhora substancial na média de saúde da nossa população.
Autor: M. Matheus de Souza DC. São Paulo/fevereiro/1998.
(Digitação desse autor revisada para este sítio, por iniciativa de Euro Oscar)
Bibliografia citada por M. Matheus de Souza DC:
PAULE OBEL – LA SANTÉ PAR LA THALASSOTHÉRAPIE 1ª-edição -1984 – M. A Editions – Paris FRANCISCO ANTUNES- CARÊNCIAS MINERALÓGICAS DA FLORA E DA FAUNA – 10ª-edição – 1982-do autor – São Paulo – SP.
(Outras fontes: http://www.chez.com/12lois/coeur/vsp.html, trechos da revista “Le Lien”, de 1990 e livro “O SEGREDO DAS NOSSAS ORIGENS”, de André Mahé, /Quinton Brasil, Rio de Janeiro,2002, 170 p.)
GELATINA VEGETAL DE ÁGAR-ÁGAR
O QUE É ESSA
GELATINA VEGETAL
Esta gelatina é muito mais saudável, rica em sais minerais. É uma mucilagem que provém de algas marinhas vermelhas e o sabor é ótimo, neutro. Só um pouco do pó já rende bem.
ONDE ADQUIRIR
Em armazéns ou entrepostos naturalistas, principalmente os atacadistas, em zonas cerealistas e de ervanários distribuidores, que possuem melhor preço do ágar-ágar (na língua portuguesa esta é a única forma correta de escrever e pronunciar a palavra).
Também em importadores ou mercados de produtos orientais, geralmente de origem japonesa, chinesa ou coreana.
Em São Paulo, o melhor preço se encontra na Zona Cerealista, atrás do Parque Dom Pedro II, a uns 500 metros de uma das saídas da estação metroviária Dom Pedro II (saída para a avenida Mercúrio/rua do Gasômetro), em 2 distribuidores de ervas medicinais da avenida Mercúrio, e nas adjacências, na rua Santa Rosa (Thauan Plantas Medicinais), rua Assunção (Casa Ban-Chá) e rua Polignano a Mare.
O Empório Roots, da Av. Mercúrio, 222, possui este importante ingrediente oriundo dos mares.
Aliás, nos mesmos distribuidores costuma haver a alga espirulina, a fonte mais rica em proteínas do reino vegetal e riquíssima em clorofila. Tanto o ágar-ágar quanto a espirulina são vendidos a granel, por quilo, portanto, e custam em média de 10% a 20% do preço de venda dos similares encapsulados encontráveis em lojinhas ou drogarias.
Em cidades pequenas onde não se encontre ágar-ágar, tente-se pesquisar pela INTERNET ou pelo catálogo telefônico, contatando para ver se entregam por transportadora e qual o custo.
PREPARO
4 gramas do pó de ágar-ágar dissolvido em meio litro de suco já preparado, com pedaços de fruta, se preferir. Aqueça em fogo lento sem deixar ferver (sinta com a mão a temperatura para não aquecer muito), mexendo com colher de pau, até dissolver. Ao esfriar endurece, não precisa ir à geladeira. Experimente!
Terrapia: dez anos de alimento vivo e vida saudável
(19/02/2008)
‘Tembiu Poran Aguijeveté! Alimento bonito, agradecido’. É cantando em tupi guarani e português que os integrantes do Projeto Terrapia Alimentação Viva na Promoção da Saúde do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/ENSP/Fiocruz) homenageiam a terra e os alimentos proporcionados por ela e iniciam o dia de atividades. No início de sua segunda década de trabalho, o Terrapia promete muitos projetos e inovações para 2008, entre eles, um site, aulas de ioga regulares e mais dias de funcionamento da Cantina Viva. Com cada vez mais participantes, o Projeto formou cerca de 70 alunos em Produtores Orgânicos de Sementes Germinadas e Brotos de Cultivo Doméstico em 2007 e contabilizou o expressivo número de sete mil visitas.
Para Maria Luiza Branco Nogueira da Silva, coordenadora do Terrapia, a mudança do sistema de Curso, adotada até 2006, para a modalidade de Seminários permitiu mais liberdade aos interessados e resultou em muito mais visitas e conhecimento do Projeto. “Isso foi principalmente um mudança de atitude, pois nem sempre as pessoas interessadas têm disponibilidade de tempo para participar de todas as reuniões. Formando blocos de temas e receitas específicas permitimos a eles uma participação mais livre, mais voltada para os seus interesses. Achamos extremamente interessante não fechar nenhuma possibilidade para ninguém”, explicou Maria Luiza. É bom lembrar que as inscrições para os Seminários estão abertas e podem ser feitas por meio do e-mail: terrapia@ensp.fiocruz.br ou pelo telefone 2598-2659.
O primeiro seminário do Terrapia de 2008 será realizado em 27 de março. Desde o início do ano, no entanto, estão sendo ministradas oficinas sobre alimentação viva e alimentos germinados às terças e quintas-feiras na Horta do Terrapia. “Além disso, a Cantina Viva, que oferece refeições vivas, já retomou suas atividades, que desde o ano passado acontecem na Horta do Terrapia todas as quartas-feiras”, contou Maria Luiza.
Os alunos que participam dos 15 seminários passam por uma avaliação prática e oral de seu aprendizado. “Nós conversamos sobre seus anseios de quando chegaram aqui, qual foi o efeito do alimento vivo na vida de cada um deles, suas experiências e expectativas. É um momento de muita emoção, todos abrem os seus corações. Além disso, os alunos fazem diversas receitas e concluímos os Seminários com um grande almoço de confraternização”, comentou.
Novas receitas e o tradicional suco de clorofila
Os alunos que participarem dos seminários em 2008 poderão aprender novas receitas que serão incorporadas. “Além de receitas de pão, leite e queijo vivos também teremos uma série de receitas líquidas interessantíssimas. Nosso novo destaque é para os consomés de legumes (ver abaixo). Eles são de fácil digestão e mais fáceis de serem consumidos por pessoas que têm dificuldade de mastigação, pessoas idosas, etc. Essas sopinhas vivas podem ser servidas frias ou amornadas e já foram incorporadas ao cardápio do cantina viva”, disse Maria Luiza.
A coordenadora contou que o suco de clorofila é a sempre a primeira receita passada aos alunos, é a primeira experiência deles com os alimentos vivos. “Nesses dez anos de Projeto, descobrimos que o suco de clorofila foi a receita que a maioria das pessoas que passaram por aqui conseguiram introduzir na sua alimentação diária. As pessoas vêm e participam, algumas adotam completamente a alimentação viva e outras apenas complementam a alimentação ‘regular’ com esses alimentos. Mas o hábito de tomar suco de clorofila pela manhã é unânime nos participantes”, disse Maria Luiza.
Ela explicou ainda que a clorofila tem uma estrutura molecular semelhante a da hemoglobina. “A diferença é que a hemoglobina tem um núcleo de ferro e a outra um núcleo de magnésio. Quando essa substância entra no organismo, ele mesmo se encarrega de trocar o magnésio pelo ferro se tornando uma nova hemoglobina, que é completamente absorvido pelo corpo ajudando a retirar toxinas e oxigenar células. O suco revitaliza o ser humano, dá um gás para começar o novo dia”. Maria Luiza afirma ainda que com uma semana as pessoas já sentem as mudanças da ação do suco no organismo.
“Fundamentalmente o Terrapia é um suporte que possibilita ambientes especiais para mudanças de hábitos de vida. Aqui no Rio de Janeiro existem muitos outros grupos que adotaram a alimentação viva. Com essa idéia, nós da Fiocruz e a PUC, que também tem um núcleo significativo de alimentação viva, funcionamos como lugares de aquecimento para disseminação de informação aos outros grupos. Em cada pequeno grupo existem pessoas específicas que ficam antenadas conosco e são encarregadas de disseminar as informações e novidades para os seus núcleos. O alimento vivo é uma idéia que vem crescendo progressivamente”, alegrou-se Maria Luiza.
A coordenadora lembrou também que ninguém sai do Terrapia como culinarista de alimento vivo. E afirmou: “Esse não é o nosso foco. Estamos voltados para a produção individual de sementes com maior consciência na idéia da alimentação e do impacto ambiental da natureza causados pelos nossos hábitos. Isso aqui é um laboratório de investigação da produção e uso de sementes orgânicas e germinadas”.
Site e ioga nos planos para 2008
A construção do site do Terrapia, cujo lançamento está previsto para este ano, já está em andamento. Segundo Maria Luiza, o trabalho está bem adiantado, faltando apenas a parte gráfica. “A estrutura já está toda definida e agora falta apenas o aspecto gráfico que dará vida ao site. Nossa idéia é usar desenhos e pequenos vídeos com a demonstração de desenvolvimento e montagem de receitas, de germinação de sementes, entre outros”, adiantou, enfatizando: “O site será muito interativo e, além disso, servirá como fonte de divulgação e alimentação de novas técnicas e experiências. Será, no meu entender, a grande janela do Terrapia para o mundo pois. De acordo com Luiza, com o site será possível suprir uma grande demanda de informação oriundas de outras cidades e países, e dar suporte a esses pequenos grupos. “Além disso, fortificar a rede de compra de sementes pelo país também é muito importante”, afirmou.
Para 2008, também estão previstas aulas de ioga com Geraldo Guimarães todas as quintas-feiras às 7h da manhã. A atividade é voltada para todos os interessados, que participam ou não dos seminários do Terrapia. As aulas são gratuitas e terão foco na respiração. “É muito importante que todos desenvolvam a respiração de forma correta porque nós nos alimentamos pelo pulmões, pela e boca. Uma dado importante que temos aprendido com as aulas é que respirar não é apenas simplesmente colocar ar para dentro e sim para fora do corpo”, contou Maria Luiza.
Veja aqui como chegar à Horta do Terrapia

Receita: consomé de legumes e sementes germinadas:
Ingredientes:
1 xícara de aveia e girassol sem casca
2 batatas baroas médias
2 tomates
¼ de um pimentão vermelho
½ abacate
½ molho de basilicão
Limão, molho shoyu, azeite e pimenta fresca à gosto
Preparo:
Processe tudo no liquidificador e coe em um pano limpo ou em um coador de voal (à venda no Bazar do Terrapia). Sirva frio ou amornado.
4Ventos Portugal – Programação para Abril
Olá Amigas(os),
Dá pelo nome de 4ventos e é um centro de retiros num vale de reserva ecológica, chamado Casal de São Pedro, em Sobral da Abelheira, perto da tapada de Mafra e a 40 min de Lisboa.
Nasceu da vontade do proprietário de proporcionar um espaço para retiros espirituais de várias tendências e sem preconceitos, a curta distância da capital, mas suficientemente longe da confusão para haver uma energia relaxada e adequada à introspecção. Tem por objectivo proporcionar conforto, mas sem luxos, para não distrair do propósito principal, que é o desenvolvimento pessoal de cada um. O centro 4ventos é composto por casas saloias recuperadas conscienciosamente e mantendo a traça original dos edifícios recuperados com algumas alterações, as cores de terra integram bem o conjunto na paisagem dando-lhe um ar misto e místico de saloio e árabe, afinal a origem da nossa arquitectura.
Não foi por acaso que este foi o local escolhido, na procura foram vistos vários locais, ao longo de um ano, e embora alguns tivessem as condições necessárias, havia sempre algum entrave, até que este surgiu como que por magia, e quando se apresentou, tudo se encaixou, e energeticamente tinha a vibração correcta. Feita a compra procedeu-se às obras que demoraram dois anos e sete meses com acompanhamento constante e muitas alterações, pois numa obra destas os desafios para soluções práticas são uma constante. Segundo diz o Miguel “muitas soluções vieram em sonhos ou inspirações espontâneas, algumas de origem divina”, e “é um lugar feito com muito amor”.
O resultado é um espaço acolhedor
de contornos suaves
que faz com que os utilizadores
se sintam seguros e confortáveis.
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A filosofia nos 4ventos é a de participação de todos os intervenientes num espírito de partilha comunitária. Os participantes têm por tarefa fazer as suas camas e lavar a própria loiça e assim tomar conta do espaço que estão a utilizar. Está pensado para retiros de fim-de-semana como mínimo e até uma semana, resultando que os participantes tiram um maior proveito do trabalho feito no retiro pois o facto de não se sair do local integra o grupo de uma forma muito proveitosa. O vale circundante proporciona passeios na natureza com vistas deslumbrantes, em que só se ouvem os pássaros e por vezes o vento.
Cidades apagam as luzes em nome do ambiente
Cidades e vilas de todo o mundo apagaram as luzes durante uma hora como forma de marcar posição e alertar para a ameaça das alterações climáticas.
Sydney foi a primeira grande metrópole a começar a “Earth Hour”, quando às 20 horas locais (9 horas em Portugal continental) as luzes se apagaram em locais emblemáticos como a Ópera ou a ponte do porto.
Seguidamente as luzes apagaram-se em Bangkok, Manila, Budapeste, Copenhaga e Dublin, à medida que essas cidades se juntavam a esta manifestação mundial. Toronto, Chicago, San Francisco e muitas outras também o fizeram às 20 horas locais.
Os críticos desvalorizaram o evento, classificando-o de fantochada que terá um impacto mínimo.
Os australianos assinalaram a Earth Hour realizando festas na praia à luz de velas, jantares e jogos de poker, juntamente com danças tradicionais aborígenes à luz de tochas.
Na Nova Zelândia, milhares de lares e mais de 100 negócios em Christchurch apagaram as luzes.
A delegação na Tailândia do WWF referiu que o apagar de luzes em Bangkok permitiu poupar 73,34 megawatts de electricidade, que para serem obtidos teriam resultado na produção de 45,8 toneladas de dióxido de carbono.
A iniciativa teve início em Sydney no ano passado, quando o que se estima terem sido mais de dois milhões de residentes participaram, reduzindo o consumo de energia em mais de 10% durante a hora.
Os organizadores esperavam que centenas de cidades e vilas em todo o mundo participassem no evento e esperam que algumas capitais não oficialmente envolvidas, como Londres e Roma, assinalem o evento reduzindo a intensidade das luzes em alguns monumentos.
Não querendo deixar de contribuir, o motor de busca da internet Google colocou um fundo escuro na sua página inicial durante a Earth Hour.
Os organizadores insistem no facto que o objectivo da Earth Hour é demonstrar que as comunidades se preocupam verdadeiramente com as alterações climáticas e querem colocar mais pressão sobre os seus governos para que ajam de forma decisiva.
Andy Ridley, do WWF, e que está por trás da iniciativa, refere que o interesse pela iniciativa foi imenso. “Estamos a par de pequenas vilas em Norfolk, Inglaterra, por exemplo, que vão participar em bloco na Earth Hour, da mesma forma que sabemos de cidades gigantes como Chicago e Sydney que também participaram.”
A Austrália é um dos piores emissores de gases de efeito de estufa per capita e muitos acreditam que as recentes secas e inundações são o resultado da influência destabilizadora do Homem sobre o clima.
O novo primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, tornou o ambiente uma das suas prioridades, assinando o Protocolo de Quioto sobre a redução das emissões causadoras de alterações climáticas logo que tomou posse do cargo.
Fonte: Simbiotica
Saber mais:
Earth Hour 2008 – 60 minutos de luzes apagadas para iluminar consciências
Sementes do poder
20/03/2008 18:05:19
Monsanto produz 90% dos transgênicos plantados no mundo e é líder no mercado de sementes. Tal hegemonia coloca a multinacional norte-americana no centro do debate sobre os benefícios e os riscos do uso de grãos geneticamente modificados. Para os defensores da manipulação dos genes, a Monsanto representa o futuro promissor da “revolução verde”. Para ecologistas e movimentos sociais ligados a pequenos agricultores, a empresa é a encarnação do mal.
Esse último grupo acaba de ganhar um reforço a seus argumentos. Resultados de um trabalho de três anos de investigação da jornalista francesa Marie-Monique Robin, o livro Le Monde Selon Monsanto (O Mundo Segundo a Monsanto) e o documentário homônimo são um libelo contra os produtos e o lobby da multinacional.
O trabalho cataloga ações da Monsanto para divulgar estudos científicos duvidosos de apoio às suas pesquisas e produtos, a exemplo do que fez por muitos anos a indústria do tabaco, relaciona a expansão dos grãos da empresa com suicídios de agricultores na Índia, rememora casos de contaminação pelo produto químico PCB e detalha as relações políticas da companhia que permitiram a liberação do plantio de transgênicos nos Estados Unidos. Em 2007, havia mais de 100 milhões de hectares plantados com sementes geneticamente modificadas, metade nos EUA e o restante em países emergentes como a Argentina, a China e o Brasil.
Marie-Monique Robin, renomada jornalista investigativa com 25 anos de experiência, traz depoimentos inéditos de cientistas, políticos e advogados. A obra esmiúça as relações políticas da multinacional com o governo democrata de Bill Clinton (1993-2001), e com o gabinete do ex-premier britânico Tony Blair. Entre as fontes estão ex-integrantes da Food and Drug Administration (FDA), a agência responsável pela liberação de alimentos e medicamentos nos EUA.
A repórter, filha de agricultores, viajou à Grã-Bretanha, Índia, México, Paraguai, Vietnã, Noruega e Itália para fazer as entrevistas. Antes, fez um profundo levantamento na internet e baseou sua investigação em documentos on-line para evitar possíveis processos movidos pela Monsanto. A empresa não deu entrevista à jornalista, mas, há poucas semanas, durante uma apresentação em Paris de outro documentário de Robin, uma funcionária da multinacional apareceu e avisou que a companhia seguia seus passos. Detalhe: a sede da Monsanto fica em Lyon, distante 465 quilômetros da capital francesa
Procurada por CartaCapital, a Monsanto recusou-se a comentar as acusações no livro. Uma assessora sugeriu uma visita ao site da Associação Francesa de Informação Científica, onde há artigos de cientistas com críticas ao livro de Robin. A revista, devidamente autorizada pelo autor, reproduz na página 11 trechos do artigo de um desses cientistas, Marcel Kuntz, diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica de Grenoble.
Não é de hoje, mostra o livro, que herbicidas da Monsanto causam problemas ambientais e sociais. Robin narra a história de um processo movido por moradores da pequena Anniston, no Sul dos EUA, contra a multinacional, dona de uma fábrica de PCB fechada em 1971. Conhecida no Brasil como Ascarel, a substância tóxica era usada na fabricação de transformadores e entrava na composição da tinta usada na pintura dos cascos das embarcações. Aqui foi proibida em 1981.
A Monsanto, relata a repórter, sabia dos efeitos perversos do produto desde 1937. Mas manteve a fábrica em funcionamento por mais 34 anos. Em 2002, após sete anos de briga, os moradores de Anniston ganharam uma indenização de 700 milhões de dólares. Na cidade, com menos de 20 mil habitantes, foram registrados 450 casos de crianças com uma doença motora cerebral, além de dezenas de mortes provocadas pela contaminação com o PCB. Há 42 anos, a própria Monsanto realizou um estudo com a água de Anniston: os peixes morreram em três minutos cuspindo sangue.
Robin alerta que os tentáculos da Monsanto atingem até a Casa Branca. A influência remonta aos tempos da Segunda Guerra Mundial e ao período da chamada Guerra Fria. Donald Rumsfeld, ex-secretário de Defesa do governo Bush júnior, dirigiu a divisão farmacêutica da companhia. A multinacional manteve ainda uma parceria com os militares. Em 1942, o diretor Charles Thomas e a empresa ingressaram no Projeto Manhattan, que resultou na produção da bomba atômica. O executivo encerrou a carreira na presidência da Monsanto (1951-1960).
Na Guerra do Vietnã (1959-1975), a empresa fornecia o agente laranja, cujos efeitos duram até hoje. A jornalista visitou o Museu dos Horrores da Dioxina, em Ho Chi Minh (antiga Saigon), onde se podem ver os efeitos do produto sobre fetos e recém-nascidos.
Alan Gibson, vice-presidente da associação dos veteranos norte-americanos da Guerra do Vietnã, falou à autora dos efeitos do agente laranja: “Um dia, estava lavando os pés e um pedaço de osso ficou na minha mão”.
Boa parte do trabalho de Robin é dedicada a narrar as pressões sofridas por pesquisadores e funcionários de órgãos públicos que decidiram denunciar os efeitos dos produtos da empresa. É o exemplo de Cate Jenkis, química da EPA, a agência ambiental dos Estados Unidos.
Em 1990, Jenkis fez um relatório sobre os efeitos da dioxina, o que lhe valeu a transferência para um posto burocrático. Graças à denúncia da pesquisadora, a lei americana mudou e passou a conceder auxílio a ex-combatentes do Vietnã. Após longa batalha judicial, Jenkis foi reintegrada ao antigo posto.
Há também o relato de Richard Burroughs, funcionário da FDA encarregado de avaliar o hormônio de crescimento bovino da Monsanto. Burroughs diz ter comprovado os efeitos nocivos do hormônio para a saúde de homens e animais e constatou que, com o gado debilitado, os pecuaristas usavam altas doses de antibióticos. Resultado: o leite acabava contaminado. Burroughs, conta a jornalista, foi demitido. Mas um estudo recente revela que a taxa de câncer no seio entre as norte-americanas com mais de 50 anos cresceu 55,3% entre 1994, ano do lançamento do hormônio nos Estados Unidos, e 2002.
Segundo Robin, a liberação das sementes transgênicas nos Estados Unidos foi resultado do forte lobby da empresa na Casa Branca, principalmente durante o governo Clinton. Uma das “coincidências”: quem elaborou, na FDA, a regulamentação dos grãos geneticamente modificados foi Michael Taylor, que nos anos 90 fora um dos vice-presidentes da Monsanto.
A repórter se detém sobre o “princípio da equivalência em substância”, conceito fundamental para regulamentação dos transgênicos em todo o mundo. A fórmula estabelece que os componentes dos alimentos de uma planta transgênica serão os mesmos ou similares aos encontrados nos alimentos “convencionais”.
Robin encontrou-se com Dan Glickman, que foi secretário de Estado da Agricultura do governo Clinton, responsável pela autorização dos transgênicos nos EUA. Glickman confessou, em 2006, ter mudado de posição e admitiu ter sido pressionado após sugerir que as companhias realizassem testes suplementares sobre os transgênicos. As críticas vieram dos colegas da área de comércio exterior.
Houve pressões, segundo o livro, também no Reino Unido. O cientista Arpad Pusztai, funcionário do Instituto Rowett, um dos mais renomados da Grã-Bretanha, teria sido punido após divulgar resultados controversos sobre alimentos transgênicos. Em 1998, Pusztai deu uma entrevista à rede de tevê BBC. Perguntado se comeria batatas transgênicas, disparou: “Não. Como um cientista que trabalha ativamente neste setor, considero que não é justo tomar os cidadãos britânicos por cobaias”. Após a entrevista, o contrato de Pusztai foi suspenso, sua equipe dissolvida, os documentos e computadores confiscados. Pusztai também foi proibido de falar com a imprensa. No artigo reproduzido à página 11, Kuntz afirma que o cientista perdeu o emprego por não apresentar resultados consistentes que embasassem as declarações à imprensa.
Pusztai afirma que só compreendeu a situação, em 1999, ao saber que assessores do governo britânico haviam ligado para a direção do instituto no dia da sua demissão. Em 2003, Robert Orsko, ex-integrante do Instituto Rowett, teria confirmado que a “Monsanto tinha ligado para Bill Clinton, que, em seguida, ligou para Tony Blair”. E assim o cientista perdeu o emprego.
Nas viagens por países emergentes, Robin colheu histórias de falta de controle no plantio de transgênicos e prejuízos a pequenos agricultores. No México, na Argentina e no Brasil, plantações de soja e milho convencionais acabaram contaminadas por transgênicos, o que forçou, como no caso brasileiro, a liberação do uso das sementes da Monsanto (que fatura com os royalties).
De acordo com a jornalista, o uso da soja Roundup Ready (RR), muito utilizada no Brasil e na Argentina, acrescenta outro ganho à Monsanto, ao provocar o aumento do uso do herbicida Roundup. Na era pré-RR, a Argentina consumia 1 milhão de litros de glifosato, volume que saltou para 150 milhões em 2005. De lá para cá, a empresa suprimiu os descontos na comercialização do pesticida, aumentando seus lucros.
Um dos ícones do drama social dos transgênicos, diz o livro, é a Índia. Entre junho de 2005 (data da introdução do algodão transgênico Bt no estado indiano de Maharashtra) e dezembro de 2006, 1.280 agricultores se mataram. Um suicídio a cada oito horas. A maioria por não conseguir bancar os custos com o plantio de grãos geneticamente modificados.
Robin relata a tragédia desses agricultores, que, durante séculos, semearam seus campos e agora se vêm às voltas com a compra de sementes, adubos e pesticidas, num círculo vicioso que termina em muitos casos na ingestão de um frasco de Roundup.
A jornalista descreve ainda o que diz ser o poder da Monsanto sobre a mídia internacional. Cita, entre outros, os casos dos jornalistas norte-americanos Jane Akre e Steve Wilson, duramente sancionados por terem realizado, em 1996, um documentário sobre o hormônio do crescimento. No país da democracia, a dupla se transformou em símbolo da censura.
Os cientistas, conta o livro, são frequentemente “cooptados” pela gigante norte-americana. Entre os “vendidos” está o renomado cancerologista Richard Doll, reconhecido por trabalhos que auxiliaram no combate à indústria do tabaco. Doll faleceu em 2005. No ano seguinte, o jornal britânico The Guardian revelou que durante 20 anos o pesquisador trabalhou para a Monsanto. Sua tarefa, com remuneração diária de 1,5 mil dólares, era a de redigir artigos provando que o meio ambiente tem uma função limitada na progressão das doenças. Foi um intenso arquiteto do “mundo mágico” da Monsanto.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=9&i=475
Os problemas dos agrotóxicos e fertilizantes solúveis
Os fertilizante solúveis de um determinado ponto de vista são bons, pois são de fácil aplicação, as plantas apresentam rápida resposta a eles e produzem mais e a área cultivada pode ser reduzida. Mas na verdade existem muito mais desvantagens que vantagens no uso desse tipo de insumo.
Eles provocam perda de fertilidade do solo, pois causam acidificação, mobilização de elementos tóxicos, imobilização de nutrientes, mineralização e redução rápida da matéria orgânica, destruição da bioestrutura e aumento da erosão.
Ocorrem também desequilíbrios minerais no solo, pois as adubações e calagens são feitas com NPK e calcário respectivamente, ocorrendo desequilíbrio com os micronutrientes. Assim, ocorrem desequilíbrios na bioquímica das plantas.
Os alimentos obtidos têm pior qualidade nutricional e biológica, ou seja, são carentes em determinadas vitaminas, minerais, aminoácidos essenciais e substâncias que prolongam a vida de “prateleira” dos produtos. Sem contar que ocorre excesso de água e de nitratos, oxalatos, etc., que são substâncias tóxicas. Os nitratos são convertidos pelos animais em nitrosaminas, que são cancerígenas.
A aplicação desses fertilizantes deve ser constante, pois exatamente por serem solúveis (principalmente os nitratos e fosfatos), são rapidamente “varridos” do solo pela chuva, e as conseqüências disso são poluição e eutrofização das águas.
Como a grande maioria das terras cultivadas possuem sistema de monocultura e recebem adubações minerais, necessitam da aplicação constante também de agrotóxicos. As conseqüências disso são muito parecidas com as da adubação mineral, mas com agravantes: mortalidade dos aplicadores devido ao seu nível precário de conhecimentos técnicos; os agrotóxicos podem muitas vezes matar insetos polinizadores, prejudicando a produção, e também os inimigos naturais das pragas e patógenos, fazendo com que ocorra seu ressurgimento em maior quantidade, tornando os prejuízos ainda maiores; podem também causar o aparecimento de outra praga, antes secundária e também quebra da cadeia alimentar; podem gerar resistência na população das pragas; os agrotóxicos persistentes ou com metais pesados vão se acumulando ao longo da cadeia alimentar, sofrendo magnificação biológica; alimentos por nós ingeridos podem ter resíduos, prejudicando nossa saúde.
Além destas conseqüências da utilização de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos, existem outras de cunho econômico e social, como os altos gastos e a dependência das grandes indústrias com a necessidade de repetidas aplicações e o balanço energético negativo devido às grandes quantidades de insumos utilizados.
Fonte: http://www.amaranthus.esalq.usp.br/prob_agrotox.htm
O que um alimento transgênico pode fazer com sua saúde?
Essa é uma questão muito interessante que os cientistas ainda não tem um parecer definitivo, mas vale a pena refletir sobre uma reportagem de 23 de maio deste ano exposta por diversos meios de comunicação sérios como O Estado de São Paulo:
“Milho transgênico tem efeito nocivo em ratos
Em entrevista ao jornal britânico The Independent, o pesquisador Michael Antoniu, do Guy´s Hospital Medical School, classificou os dados como “muito preocupantes do ponto de vista médico”
São Paulo – Em reportagem publicada neste domingo, o jornal britânico The Independent revelou resultados de um experimento segundo o qual uma variedade de milho transgênico da Monsanto produziu efeitos nocivos sobre a saúde de ratos. Citando um relatório “secreto” de 1.139 páginas, o texto diz que animais alimentados com o milho geneticamente modificado apresentaram alterações no sangue e rins menores, em comparação a animais alimentados com milho convencional.
Os resultados, segundo o jornal, colocam em dúvida a segurança do milho transgênico para alimentação humana. Os dados referem-se a uma variedade específica, chamada MON 863, que está nesse momento sendo avaliada para liberação comercial na União Européia. As plantas carregam em seu DNA o gene de uma bactéria que as torna resistentes ao ataque de lagartas.
Em entrevista ao jornal britânico, o pesquisador Michael Antoniu, do Guy´s Hospital Medical School, classificou os dados como “muito preocupantes do ponto de vista médico”.
A Monsanto, em resposta, disse que o estudo não é confidencial e que os resultados foram submetidos às agências reguladoras européias como parte do pedido de liberação comercial do produto. A variedade, segundo a empresa, foi aprovada pela Autoridade Européia de Segurança Alimentar (EFSA), que considerou “improvável que haja quaisquer reações adversas na saúde humana e animal e ao meio ambiente no contexto do seu uso proposto”.
O estudo, segundo o gerente de biotecnologia e sementes da Monsanto no Brasil, Geraldo Berger, foi encomendado pela empresa ao laboratório de toxicologia Covance, no EUA, em 2002. Levou 90 dias e foi feito com camundongos, e não ratos, como escreveu o Independent. “Não são resultados negativos. Alguns parâmetros apresentaram diferença significativa entre os animais com dieta transgênica e convencional. Porém, nada fora dos padrões normais”, disse Berger. “Não há efeito sobre a segurança do produto”.
Especialistas brasileiros em biotecnologia preferiram não comentar o caso sem ver a íntegra do estudo.
A Monsanto, segundo Berger, não tem interesse em comercializar a variedade MON 863 no Brasil porque o tipo de lagarta ao qual ela é resistente (diabrótica, que ataca as raízes) não é uma praga significativa no País. O produto, segundo a empresa, é cultivado desde 2003 nos EUA e Canadá e já foi aprovado para consumo no Japão, Coréia, Taiwan, Filipinas, Rússia e México.
Uma outra variedade, MON 810, aguarda parecer da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para liberação no Brasil. A CTNBio, que teve sua composição e atuação alteradas pela nova Lei de Biossegurança, em março, está com suas atividades paralisadas, aguardando regulamentação das normas. “
Fonte: http://www.amaranthus.esalq.usp.br/Transgenico2.htm
Pesquisa demonstra perigo no consumo de hidropônicos
Pesquisa recente conclui que o teor de nitrato nas folhas de alface é maior no cultivo hidropônico que no convencional, sendo que o cultivo orgânico apresenta a menor taxa de concentraçào de nitrato. Isto devido ao uso de fertilizantes com baixo teor de nitrogênio, como esterco bovino e vermicomposto. A pesquisa conduzida por pesquisadores do IAPAR (MIYAZAWA et. al., 2001) mostra que alfaces cultivadas em sistema hidropônico apresentam um teor de nitrato extremamente elevado: 70% das amostras tinham entre 6.000 a 12.000 mg/kg e apenas 3% das amostras tinham teor inferior a 3.000 mg/kg. Nesse cultivo, o fertilizante nitrogenado é fornecido nas formas nítrica e amoniacal facilmente absorvidos pela raiz em quantidades muito acima da capacidade da planta assimilar, acumulando, assim, o excedente no tecido vegetal. No organismo humano, o nitrato ingerido passa à
corrente sangüínea podendo reduzir-se a nitritos que são ainda mais venenosos. Quando combinados com aminas, formam as nitrosaminas, substâncias cancerígenas, mutagênicas e teratogênicas. O monitoramento dessas substâncias é essencial para garantir a qualidade dos alimentos. De acordo com a FAO, o índice de máxima ingestão diária admissível (IDA), de nitrato é de 5 mg/kg de peso vivo e, 0,2 mg/kg, para o nitrato. A ingestão admissível para uma pessoa de 70 kg seria de 350 mg de nitrato por dia. Assim, se considerarmos que quatro cabeças de alface pesam aproximadamente 1 kg e tem em média 160 folhas, concluí-se que uma pessoa de 70 kg comendo entre 4 e 9 folhas de alface hidropônica por dia, já estará atingindo a dose diária máxima de nitrato permitida. No caso de crianças, a quantidade de folhas ingeridas é proporcionalmente menor. Esta mesma pessoa poderia
comer em média mais de 50 folhas de alface produzida no sistema orgânico, para atingir o mesmo nível de nitrato. Sendo assim, o consumo de alface cultivadas no sistema hidropônico deve ser cauteloso, pois pode trazer riscos à saúde humana.
Fontes:(Jane Mazzarino) http://www.amaranthus.esalq.usp.br/hidroponic2.htm
Bibliog: http://www.portalorganico.com.br








