Arquivo para Abril, 2008

Praia, sol e carvão

Fontes limpas de energia, como a eólica e a solar, ganham espaço diante das preocupações com o planeta. Enquanto isso, o Brasil está prestes a dar um passo para trás com a instalação de uma termelétrica de carvão mineral, no Ceará. O carvão mineral é uma das fontes de energia que mais poluem, pois liberam grande de CO2 na atmosfera.

A Defensoria Pública do Ceará recorreu a uma Ação Civil Pública para anular a construção da termelétrica. Segundo o autor da ação, Thiago Tozzi, o estudo de análise dos impactos ambientais que a usina causaria tem várias falhas que podem impedir o início das obras. Ele afirma que não foi apresentada uma solução para o grande problema do uso de carvão
mineral, que é a emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa.

A ação contesta que o estudo não considerou alternativas ao carvão mineral, como o gás natural que é menos poluente. Além disso, o estudo, aprovado pela Secretaria de Meio Ambiente do Ceará, foi encomendado e pago pela própria empresa da termelétrica, a MPX.

Tozzi disse ao jornal O Povo que a escolha do carvão mineral segue apenas à lógica de redução de
custos e não considera os danos ao meio ambiente e comunidades. A ação foi elaborada depois que cidadãos procuraram Tozzi. “A população está apreensiva com o empreendimento” disse.

As obras da termelétrica estão previstas para começar em maio.

(Thaís Ferreira) Blog do Planeta

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Ele vai voar cinco anos sem pousar

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está pesquisando aviões-robôs com turbinas movidas a energia solar. A iniciativa, batizada de Projeto Gavião, pretende desenvolver novos aviões-espiões. Três empresas estão aprimorando seus projetos: a Boeing, a Lockheed e a Aurora Flight Sciences. Esta última divulgou recentemente seu projeto. O avião Odysseus (na imagem acima) ainda é bastante misterioso. Suas longas asas podem se dobrar. Com isso, os painéis solares podem mudar de ângulo e aproveitar o máximo de luz solar, mesmo no nascer e no por do
sol, voando em linha reta. Saiu no EcoGeek.

(Alexandre Mansur) – Blog do Planeta

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Como Funciona

Canal com informação multimédia sobre os princípios basicos das ER’s.

Neste canal poderá encontrar animações com informação sobre os princípios básicos que estão por detrás do funcionamento de diversos tipos de Energia Renovável. Basta carregar nas imagens e aguardar uns segundos. Depois é só navegar com os botões e setas.

Como funciona: a Energia Eólica

Resumo: Animação com princípios fundamentais da energia eólica e principais sistemas de conversão.
Tamanho: 4.909 KB

Como funciona: a Energia Geotérmica

Resumo: Animação com princípios fundamentais da energia geotérmica e principais aplicações.
Tamanho: 757 KB

Como funciona: a Energia das Ondas

Resumo: Princípios fundamentais da energia das Ondas, e principais protótipos e sistemas de aproveitamento

Tamanho: 399 KB

Como funciona: o Sol

Resumo: Dados principais sobre a nossa estrela: O Sol. O princípio de “funcionamento”, a sua composição e outras informações.

Tamanho: 82 KB

Como funciona: o Fotovoltaico

Resumo: Princípio de funcionamento do módulo fotóvoltaico (princípio fotoeléctrico). Componentes e funcionamento básico de um sistema fotovoltaico.

Tamanho: 114 KB

Como funciona: um Colector e um Sistema Solar Térmico

Resumo: Principais tipos de colectores solares e suas componentes. Princípios de funcionamento dos colectores solares e dos sistemas solares térmicos.

Tamanho: 150 KB

Como funciona: a Energia Hídrica

Resumo: A fonte da Energia da Hídrica: O Ciclo da Água. Princípios de funcionamento das centrais hídricas (Grande Hídrica e Minihídricas).

Tamanho: 193 KB

Como funciona: uma Fuel Cell

Resumo: Princípio de funcionamento de uma Fuel Cell (Pilha de Combustível).

Tamanho: 23 KB

Para visualizar estes exemplos é necessário ter o flashplayer instalado, se não tem carregue aqui:

Fonte: Portal das Energias Renováveis

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Cidade Renovável

Esta é a área do nosso Portal dirigida especialmente ao público mais pequeno…

Neste espaço poderás encontrar a Cidade Renovável, um lugar imaginário
algures na Terra, onde as fontes de energia são o Sol, o Vento, as
Ondas e outras Energias Renováveis, é vai ser visitado por um amiguinho
muito especial!

Neste espaço poderás encontrar a Cidade Renovável,
um lugar imaginário algures na Terra, onde as fontes de energia são o
Sol, o Vento, as Ondas e outras Energias Renováveis, é vai ser visitado
por um amiguinho muito especial!




Entra na Cidade Renovável
Entra na Cidade Renovável

Se precisares, pede aos teus pais para que façam o download do plugin do Flash neste botãosinho…

Get Macromedia Flash Player

Fonte: Portal das Energias Renováveis

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Painéis solares cobrem edifício nas traseiras da Casa da Música

O edifício que está a ser construído nas traseiras da Casa Música, na Boavista, Porto, vai acolher a nova sede da EDP no Norte, apresentando “características inovadoras na área energética”. Telas de ensombramento das fachadas com capacidade para captação fotovoltaica, painéis de aquecimento solar e energia eólica na cobertura são elementos que vão marcar o imóvel, numa óptica de “auto-suficiência”.

Os painéis colocados nas fachadas deverão rodar de acordo com a orientação solar, emprestando um aspecto original ao edifício, cuja inauguração está prevista para o início de 2010, de acordo com as previsões da EDP.

“O objectivo é a auto-suficiência energética, prevendo-se que a nova sede Norte venha a ser o primeiro edifício com classificação energética superior”, acrescenta a informação da EDP.

Chegou a estar prevista a implantação da sede do BPN naquele imóvel, mas o edifício será, então, a sede da EDP. Rui Costa, responsável da Adicais, promotora do empreendimento, explicou que está a ser negociada com a instituição bancária a sua instalação num edifício do mesmo quarteirão (gaveto da Avenida da Boavista com a Rua de 15 de Novembro), que até já está pronto.

Sete pisos acima do solo

Na nova sede Norte do grupo “irão trabalhar cerca de 700 trabalhadores administrativos”. “A concentração de serviços num único edifício permite libertar alguns dos 27 imóveis que o grupo ocupa actualmente na cidade do Porto”, explica a empresa.

O edifício (um dos dois que compõem o imóvel que tanta polémica deu por causa das vistas do janelão das traseiras da Casa da Música) tem sete pisos acima do solo (seis de escritórios, com 10 mil metros quadrados, e um de comércio, com 1500 metros quadrados) e dois pisos subterrâneos, com 250 lugares para estacionamento, zonas de arquivo e áreas de armazenamento.

Voltado para a Avenida da Boavista e para a Casa da Música (cuja imagem poderá reflectir-se nos painéis solares), o prédio terá um “auditório com características técnicas inovadoras”, entre outras valências para a criação de “bom ambiente de trabalho”.

Os trabalhadores da EDP terão direito, então, a espaços de ambiente anti-stress, designadamente SPA, ginásio, salas de leitura, de audiovisual e zonas de restauração, entre outros.

Vizinhança por definir

“A qualidade e inovação urbanística do imóvel [o projecto é do arquitecto Ginestal Machado], bem como a localização central e junto a um equipamento cultural de referência garantem o reforço da visibilidade e do prestígio da marca EDP”, acredita a empresa.

Ainda não está definido quem ocupará o outro edifício nas traseiras da Casa da Música, que ficará ligado por uma pala e uma cave à sede do EDP. Esta configuração dos dois edifícios foi a solução encontrada para manter sem barreiras o janelão das traseiras do equipamento cultural.

Por: Hugo Silva – 27-04-2008

Jornal de Notícias

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Para onde foram as focas?

A última salva foi disparada numa rancorosa batalha sobre a causa dos abruptos declínios dos mamíferos marinhos do norte do Pacífico.

Já em 2003, Alan Springer, da Universidade do Alasca, Fairbanks, tinha proposto que a caça à baleia comercial tinha forçado as orcas (que se alimentavam de baleias) a mudar para outro tipo de presas. Isto, argumentava ele, desencadeou um colapso sequencial da megafauna, pois as orcas primeiro devoraram as focas vitulinas, depois passaram para as focas peludas, para os leões marinhos de Steller e finalmente para as lontras marinhas.

Esta teoria criou grande controvérsia, em parte porque ia fortemente contra o pressuposto anterior de que o declínio dos stocks pesqueiros eram os responsáveis pela situação, levando a restrições à pesca na região.

Outros dizem que há poucas evidências que as orcas alguma vez tivessem dependido das grandes baleias como base da sua dieta. “Pessoalmente eu não acredito que os dados apoiem a hipótese de que as grandes baleias eram presa principal das orcas”, diz Douglas DeMaster, perito em mamíferos marinhos da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) de Seattle, Washington.

DeMaster, e outros, também diz que os declínios em mamíferos marinhos não foram sequenciais. “Não digo que foram exactamente simultâneos mas para mim é claro que foram concomitantes”, diz O investigador da NOAA Paul Wade. Por isso, não eliminam a hipótese de a falta de peixe ser a causa do declínio.

No início deste ano, DeMaster publicou um artigo onde descreve causas antropogénicas, principalmente capturas secundárias da pesca comercial e a caça legal e ilegal, responsáveis pelo declínio do número de leões marinhos de Steller.

Dados históricos completos para o declínio destas espécies simplesmente não existem, admitem ambos os lados, o que força os investigadores a usar informações incompletas. Diferentes abordagens estatísticas parecem fornecer respostas diferentes sobre se os mamíferos marinhos caíram um após outro ou ao mesmo tempo.

“Não tomo partido neste debate”, diz Ian Boyd, um perito em mamíferos marinhos na Universidade de St Andrews. “O que ambos os lados precisam de fazer é sentar-se e chegar a um consenso acerca dos dados que devem ser analisados para que se possa decidir entre as hipóteses. Com a agrimónia actual é que não se vai a lado nenhum.”

O último trabalho de Springer fornece uma ideia do que fazer a seguir, o que é bom, diz DeMaster. Salienta que como a população de baleias cinzentas deve recuperar por não haver caça à baleia, as orcas podem voltar a preferi-las às focas, o que apoiaria a hipótese de Springer.

Entretanto, a Acta das Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos diz que a NOAA deve continuar a ter uma abordagem cautelosa, agindo de forma a restringir a pesca, mesmo que esta não de certeza a culpada pelo declínio dos mamíferos marinhos, diz DeMaster.

“Passaram mais de quatro anos desde que esta teoria foi publicada e ficámos espantados e desolados com a forma como ela polarizou um segmento da investigação e gestão das comunidades da zona”, dizem Springer e os seus colegas num novo artigo. “Muito do que foi escrito até à data foi acusatório, não se tentando encontrar terreno comum ou uma forma de avançar em direcção a uma melhor compreensão da situação.”

Os mamíferos marinhos sofreram um declínio abrupto no Pacífico norte. No intervalo 1970 a 2000, o número de leões marinhos de Steller na região reduziu-se em 80%, de acordo com o National Research Council americano. Declínios semelhantes foram registados nas focas vitulinas, peludas e lontras marinhas.

Enquanto muitos culpam factores múltiplos, incluindo o declínio dos stocks de peixe e caça, Springer aponta algumas evidências que não encaixam nesta teoria. As presas dos leões marinhos eram abundantes em muitas áreas onde eles estavam em declínio e as aves marinhas que se alimentam das mesmas espécies parecem estar bem.

A análise de Springer também mostrou que as populações de mamíferos tinham entrado em declínio de forma sequencial, com o número de focas vitulinas a cair no final da década de 70, os leões marinhos no final da década de 80 e as lontras marinhas no início da década de 90. Um declínio simultâneo seria de esperar se todos estes mamíferos fossem afectados pela mesma falta de alimento.

Para Springer, a predação parecia um culpado mais provável. Ele salienta que entre 1949 e 1969 os baleeiros capturaram mais de 62 mil baleias no Pacífico norte. Para os cerca de 10% de orcas que se alimentam de mamíferos em vez de peixe, o prato fico vazio. Springer propôs que este facto as teria levado a mudar de presa, de baleias para uma dieta à base de saborosas focas.

Fonte: Simbiotica

Saber mais:

Orcas fazem ondas para caçar

Orcas são os animais árcticos mais contaminados

Orcas do Alaska vão receber protecção

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Saint-Gobain em Vila Franca faz vidro para energia solar

Covilis, participada portuguesa da vidreira Saint-Gobain, vai anunciar hoje um investimento de 20 milhões de euros na sua unidade de Vila Franca de Xira, um projecto que recebeu o estatuto de PIN (Potencial Interesse Nacional).

A Covilis, participada portuguesa da vidreira Saint-Gobain, vai anunciar hoje um investimento de 20 milhões de euros na sua unidade de Vila Franca de Xira, um projecto que recebeu o estatuto de PIN (Potencial Interesse Nacional).

A unidade irá produzir espelhos curvos de alto rendimento destinados ao mercado da energia solar (CSP – Concentrate Solar Power), segundo informação divulgada pelo Ministério da Economia e Inovação.

Ou seja, a unidade irá produzir espelhos para aproveitar e concentrar a luz do sol, ficando a fábrica implantada nas actuais instalações da Covilis, que serão ampliadas em 12 mil metros quadrados, totalizando 20 mil metros quadrados de área. Será a maior (e única) fábrica de espelhos cilíndricos do mundo, com uma capacidade superior a cinco campos solares. O projecto inclui ainda o aumento da capacidade de produção de vidro temperado destinado a painéis térmicos e fotovoltaicos.

Por: Alexandra Noronha

Diário de Negócios

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Gabriel 21 meses – crudivoro…

Segundo o pai, Serge, o Gabriel começou logo por volta dos 6 meses a tomar sumo (suco) de clorofila, e hoje em dia ele adora.

Uma criança saudável livre dos venenos típicos da alimentação comum.

Tive o prazer de conhecer o Serge, a Rute e o Gabriel antes da minha vinda para o Brasil em Alvor onde morava. Vejam aqui fotos e vídeo da visita.
Eles são um bom exemplo de uma família devotada aos bons hábitos alimentares e à Alimentação Viva.

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Terapia génica melhora visão em rapaz inglês

Um rapaz de 18 anos que estava a perder a visão melhorou com a ajuda de uma operação pioneira feita no Hospital Oftalmológico Moorfields. Os investigadores londrinos usaram terapia génica para regenerar as células que estavam a morrer no olho direito de Steven Howarth, de forma a que ele possa agora andar confiantemente sozinho em locais escuros.

Steven, de Bolton, é a terceira pessoa que sofreu esta operação e os médicos esperam que os resultados melhorem ainda mais no futuro.

Antes da operação ele quase não via à noite e eventualmente perderia totalmente a visão. A sua doença, conhecida por amaurose congénita de Leber, deve-se a um gene defeituoso que faz com que as células da retina estejam mal formadas e degenerem ao longo da vida.

Mas através de uma operação delicada, cirurgiões do Moorfields injectaram cópias do gene na retina de Steven e, após alguns meses, foram detectadas melhorias. Ainda assim, Steven não se apercebeu destas alterações até ultrapassou facilmente um labirinto mal iluminado criado para testar a sua visão.

Robin Ali, do Instituto de Oftalmologia e que liderou o teste, refere: “Estes resultados apenas após três operações é absolutamente fantástico. Não me lembro da última vez que estive tão entusiasmado com a nossa ciência e com o que podemos alcançar com ela.”

A operação deu a Steven a confiança para testar a sua melhorada visão nocturna nas ruas perto de sua casa em Bolton. Antes ele apenas era capaz de ver luzes brilhantes de carros e prédios mas, para seu espanto, descobriu que pela primeira vez conseguia ver as fendas nos passeios e os sinais no chão.

James Bainbridge, o cirurgião que realizou a operação, comenta: “É imensamente compensador ver como este novo tratamento pode ter tal impacto na qualidade de vida de uma pessoa.”

Ainda há espaço para melhorias mas sem a operação era certo que Steven perdesse a visão completamente, perspectiva que o deprimia. “Quando pensava nisso sentia-me mesmo mal mas agora sinto que foi um peso que me retiraram das costas.”

Até agora, a terapia génica não melhorou a visão dos outros dois pacientes que a receberam mas pode ajudar, pelo menos, a impedir que sua visão continue a desaparecer.

Robert Johnson foi o primeiro a submeter-se a esta operação, em Maio de 2007, e revela-se satisfeito com estes resultados. “Fico muito feliz, pela equipa de investigadores e cirurgiões, devido ao trabalho que tiveram até agora. Quanto a mim, fico feliz de continuar com o que já tinha, um nível de visão que me permite ser independente.”

Ali diz que a equipa espera vir a tratar crianças no futuro: “O próximo passo é aumentar a dose do gene, o que esperamos melhore o resultado, e tratar pacientes mais jovens, com melhor visão residual e onde esperamos vir a fornecer maiores benefícios.”

Ainda que a doença genética tratada com esta operação seja rara, os investigadores acreditam que a técnica pode ser usada para tratar uma grande variedade de problemas de visão, possivelmente até a perda de visão associada com o envelhecimento.

Bainbridge acrescenta: “Isto é só o início. O que demonstrámos até agora foi só o princípio de que a terapia génica pode ser usada no tratamento de uma doença genética em particular.”

A investigação, que tem sido financiada pelo departamento de Saúde inglês e foi publicada na revista New England Journal of Medicine.

Fonte: Simbiotica

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