Arquivo para Abril 7, 2008

Intoxicação Alimentar

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Escola Superior de Enfermagem da Guarda SUMÁRIO Pág. 1 – INTOXICAÇÕES ALIMENTARES………………………………………………………………3 1.1 – PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS…………………………………………………………….3 1.2 – DIAGNÓSTICO………………………………………………………………………………………….4 1.3 – TRATAMENTO………………………………………………………………………………………….5 1.4 – PREVENÇÃO…………………………………………………………………………………………….5 2 –TIPOS DE INTOXICAÇÕES ALIMENTARES…………………………………………..7 2.1 – INTOXICAÇÃO ESTAFILOCÓCICA………………………………………………………….7 2.2 – INTOXICAÇÃO BOTULINICA…………………………………………………………………..8 2.3– INTOXICAÇÃO POR SALMONELAS………………………………………………………….9 2.4 – INTOXICAÇÃO DO TIPO HISTAMINICO………………………………………………..10 2.5 – INTOXICAÇÃO POR PRODUTOS DE ORIGEM VEGETAL………………………11 2.7 – INTOXICAÇÃO POR PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL………………………..13 3 – BIBLIOGRAFIA………………………………………………………………………………………..14 Intoxicações Alimentares 2 Escola Superior de Enfermagem da Guarda 1 – INTOXICAÇÕES ALIMENTARES O termo genérico de intoxicações alimentares compreende todas as doenças intestinais agudas, de aparecimento brusco e evolução rápida, devidas ao consumo de alimentos contaminados por tóxicos, toxinas bacterianas ou determinadas espécies de bactérias, e que têm quadros clínicos característicos intoxicação (sem febre) ou de infecção, acompanhados de dores no estômago , vómitos e diarreia. Junta-se-lhes o botulismo, doença com características semelhantes, mas de localização nervosa e escassa sintomatologia digestiva. Na opinião de alguns autores, as intoxicações alimentares devem ser separadas do grupo das toxi-infecções alimentares, caracterizado por etiologia bacteriana e incluindo apenas os estados mórbidos gastro-intestinais de carácter agudo, de aparecimento e evolução brusca, produzidos por bactérias e suas toxinas, com exclusão, portanto, dos tóxicos não microbianos, orgânicos ou minerais. Nesta exposição serão consideradas as toxi-infecções e as intoxicações alimentares, assim como será feita referência às alergias alimentares. Também será feita alguma abordagem acerca de sinais e sintomas em geral, diagnóstico, tratamento e prevenção. Conhecem-se numerosas substância orgânicas e inorgânicas que podem originar intoxicações alimentares, assim como variadas espécies microbianas que podem causar infecções alimentares. 1.1 – PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS A cavidade bocal é sempre a porta de entrada do agente da toxi-infecção, o qual é levado pelo alimento em quantidade ou número suficiente para produzir efeito rápido. O início dos sintomas varia conforma a causa da intoxicação. Os sintomas desenvolvem-se geralmente passados 30 minutos no caso de intoxicação química, entre 1 hora a 30 dias depois no caso de toxinas bacterianas e entre 8 a 48 horas depois no Intoxicações Alimentares 3 Escola Superior de Enfermagem da Guarda caso de infecções por vírus e salmonelas (ver quadro 1). Os sintomas variam consideravelmente, dependendo do grau de contaminação dos alimentos, mas incluem geralmente náuseas, vómitos, diarreia, dores no estômago e abdominais calafrios, urticária, dores musculares e, em casos graves choque e colapso. Os sintomas do botulismo são muito diferentes, pois neste caso o sistema nervoso é afectado, provocando dificuldade em falar, distúrbios da visão, paralisia muscular. CAUSA Bacillus cereus Clostridium botulinum (botulismo) Campylobacter fetus Clostridium perfringens Intoxicação química Listeria monocytogenes Salmonelas Shigellas Estafilococos Vírus SINTOMAS Diarreia e vómitos Dificuldade na fala, APARECIMENTO 2 a 14 horas visão 12 a 36 horas 2 a 6 dias 6 a 12 horas No espaço de 30 minutos 7 a 30 dias 8 a 48 horas 2 a 3 dias 1 a 6 horas 12 a 48 horas distorcida e paralisia Diarreia Cólicas abdominais Diarreia e vómitos Parecidos com os da gripe Diarreia e vómitos Diarreia e cólicas abdominais Vómitos Diarreia e vómitos Quadro 1- Principais sintomas e seu tempo de manifestação segundo as principais causas. (Fonte:CLAYMAN, Charles, Biblioteca Médica da Família, Dieta e Nutrição, Civilização Editora,1992, Porto.pp140.) 1.2 – DIAGNÓSTICO O diagnóstico de intoxicação alimentar bacteriana pode ser feito geralmente a partir de uma cultura de uma amostra de vomitado ou das fezes do doente. As intoxicações alimentares químicas podem ser diagnosticadas a partir da descrição do que a vítima comeu nas horas anteriores, período de tempo do aparecimento dos sintomas e da análise de uma amostra do alimento suspeito, se possível. Intoxicações Alimentares 4 Escola Superior de Enfermagem da Guarda 1.3 – TRATAMENTO Se se suspeitar de intoxicação por uma toxina química ou bacteriana, pode ser efectuada uma lavagem ao estômago. Em geral, o tratamento tem por objectivo principal evitar a desidratação, repondo os líquidos perdidos por meio de infusão intravenosa ou oralmente. Os casos mais ligeiros podem ser tratados em casa. A pessoa afectada não deve comer alimentos sólidos e deve beber muitos líquidos, os quais devem incluir algum sal e açúcar de modo a prevenir possíveis alterações do equilíbrio hidroelectrolítico. Á excepção do botulismo e de alguns casos de intoxicação com cogumelos, a maior parte das intoxicaçôes não é grave. A recuperação ocorre geralmente em 3 dias. 1.4 – PREVENÇÃO Algumas medidas simples podem eliminar praticamente as hipóteses de intoxicação alimentar. Devem lavar-se sempre as mãos depois de ir á casa de banho, antes de se manusear alimentos e depois de pegar em carne crua, não pegar em alimentos sem calçar luvas plásticas se se tiver um corte infectado ou inflamação na mão, as hortaliças e a fruta fresca devem ser lavadas cuidadosamente em água corrente. As tábuas e os utensílios usados para cortar carne crua devem ser igualmente lavados com sabão e água muito quente antes de serem utilizados noutros alimentos, lavar regularmente panos da loiça, toalhas, aventais e pegas. As aves de criação devem ser completamente descongeladas antes de serem cozinhadas. Devem rejeitar-se produtos suspeitos como mexilhões que não abrem durante a cozedura, latas empoladas ou qualquer outro alimento que cheire mal ou esteja obviamente estragado. Intoxicações Alimentares 5 Escola Superior de Enfermagem da Guarda Por último, na utilização dos fornos de microondas as normas gerais e os tempos de aquecimento recomendados devem ser rigorosamente cumpridos para evitar que um aquecimento demasiado rápido e desigual dos alimentos permita a proliferação bacteriana. Intoxicações Alimentares 6 Escola Superior de Enfermagem da Guarda 2 – TIPOS DE INTOXICAÇÃO ALIMENTAR 2.1- INTOXICAÇÃO ESTAFILOCÓCICA A intoxicação estafilocócica é caracterizada por uma sintomatologia gastrointestinal aguda, surgindo bruscamente, pouco tempo depois da ingestão de alimentos contaminados (2-4 horas), com dor na região epigástrica, vómitos repetidos, diarreia profusa, prostração e colapso. A intoxicação é de curta duração e benigna, embora apresente em muitos casos aspecto alarmante. A recuperação faz-se então entre 1 a 2 dias e os casos de morte são raros. A sintomatologia deve-se à entorotoxina termoestável produzida pelas estirpes do Staphylococus aureus que são patogénicas para o homem e alguns animais. Estas estirpes têm características próprias que podem ser postas em evidência por métodos laboratoriais e a sua toxina é extremamente resistente ao calor não sendo, destruída pela ebulição durante 30 minutos e só, parcialmente por autoclavegem a 120º, durante 20 minutos. A identificação das estirpes patogénicas pode ser conseguida por fagitipagem. O estafilococo multiplica-se muito rapidamente à temperatura de 25-30º em diversos produtos alimentares como o leite, maionese, nata, queijo fresco, carne e peixe cozinhados, fiambre, manteiga e produtos de pastelaria, podendo em 4 ou 5 horas produzir quantidades elevadas da toxina. Tem ainda a característica de se poder multiplicar em meios ricos em cloreto de sódio de ordem de 11% e em meios ricos em açúcar, na concentração de 30-35%. Nas conservas em óleo (peixe, etc.), o estafilococo, que é facultativamente anaeróbio, pode multiplicar-se abuntemente em boas condições de temperatura (entre 20 a 30º). A toxina já formada não é destruída pelo aquecimento a que são submetidos os produtos enlatados nas condições correntes. Os produtos alimentares são contaminados pelas pessoas que os confeccionam ou manejam, portadores de infecções estafilocócicas (furúnculos, abcessos, rinite, Intoxicações Alimentares 7 Escola Superior de Enfermagem da Guarda angina,, etc.), ou ainda mais raramente por germens eliminados por animais, em caso de rinite, otite, angina são por vezes muito resistentes ao tratamento. A bactéria pode encontrar-se nos vómitos e fezes dos indivíduos atingidos. A profiláxia é difícil dado que, consiste em impedir o contacto das pessoas infectadas com os alimentos e evitar a sua entrada na indústria de produtos alimentares, e muitas infecções, bem como a sua origem, não são facilmente reconhecidas. Os alimentos sensíveis devem sermantidos a temperaturas baixas e só retirados do frigorífico para consumo imediato evitando a multiplicação dos germens com que tenham siso contaminados que, abaixo de 10º é praticamente nula. 2.2 – INTOXACAÇÃO BOTULÍNICA Este tipo de intoxicação alimentar é uma forma severa de toxi-infecção, causada pela ingestão de alimentos contaminados por bactérias do tipo Clostridium botulinum que ali produzem a sua toxina. É caracterizada por dores de cabeça, fraqueza geral, obstipação e sintomas nervosos, com paralisias do véu palatino, oftalmoplegia extensa, disfagia, disfonia e secura da boca. A temperatura é normal e o pulso rápido. Os sintomas desenvolvem-se em relação estreita com a quantidade de toxina ingerida. Nas formas mais graves, a morte ocorre em cerca de 75% dos casos, por paralisia respiratória ou cardíaca. A toxina é produzida em anaerobiose, especialmente nos alimentos pouco ácidos e pobres em açúcar. É facilmente destruída pelo calor elevado (2 a 4 minutos à temperatura de 100º). É dos mais violentos venenos orgânicos conhecidos. Isolaram-se pelo menos seis toxinas botilínicas. A sua acção é potencializada pelo suco pancreático. O período que decorre desde a ingestão do alimento até ao aparecimento dos sintomas vai de poucas horas até vários dias, sendo a gravidade proporcional á quantidade de toxina ingerida e variando o período de incubação na razão inversa da gravidade. Muitos dos casos têm sido relacionados com alimentos consumidos sem cozedura, como conservas enlatadas, produtos de salsicharia e carnes fumadas. Intoxicações Alimentares 8 Escola Superior de Enfermagem da Guarda É doença rara e no nosso País estão descritos poucos casos. A profilaxia consiste em evitar a contaminação dos alimentos pelos esporos de Clostridium que se encontram no solo e mais raras vezes nas fezes. 2.3 – INTOXICAÇÃO POR SALMONELAS A intoxicação alimentar por Salmonelas é caracterizada por quadros clínicos diversos em que predominam os sintomas de gastro-enterite aguda: náuseas, vómitos, diarréia, dores intestinais e febre elevada (39º-40º). O período de incubação é de 4-24 horas e a duração da doença de 2-5 cinco dias, terminando habitualmente com recuperação completa. A letalidade é baixa, na ordem dos 1-2 %. De mais de 300 tipos de salmonelas que são conhecidos, em Portugal, as salmonelas mais isoladas ultimamente é S. Typhi murium, a .enteritidis e a newport e a sua identificação é feita por cultura e reacções serológicas em laboratórios especializados. Durante a doença há bacteriémia e o agente infectante pode ser encontrado nas fezes, no produto do vómito e no sangue. Parece que alguns indivíduos podem tornar-se portadores e ficarem a eliminar o agente durante vários dias. As Salmonelas são na maior parte dos casos, de origem animal. A transmissão do agente ao homem é feita quase exclusivamente pelos alimentos: carne de vaca, vitela, porco, cavalo, enchidos, peixe, leite, queijo, ovos de pato e mais raras vezes de galinha, produtos de pastelaria, saladas, molhos, etc. A temperatura a que os alimentos são submetidos durante a preparação culinária é em geral suficiente para destruir as salmonelas. Estas são mortas em 1 hora a 60º e instantaneamente a 100º. As medidas principais de profilaxia incluem: 1) O controle dos animais abatidos e das condições higiênicas do material, instrumentos e instalações do matadouro; 2) O controle da preparação, transporte, armazenagem, frigorificação da carne e outros alimentos e a protecção contra roedores; Intoxicações Alimentares 9 Escola Superior de Enfermagem da Guarda 3) O controle eficiente da saúde das pessoas que lidam com alimentos ou que trabalham na industria alimentar. 2.4 – INTOXICAÇÃO DO TIPO HISTAMÍNICO A intoxicação histamínica é consequência da presença de bactérias que transformam o ácido aminado histidina, em histamina, por descarboxilação realizada pela enzima histidina-descarboxilase. As intoxicações histamínicas têm sido produzidas por atum e outras espécies de peixe (cavala), conservas de sardinha em óleo, moluscos e crustáceos (amêijoa, camarão, lagosta) e mais raramente por carne e vinho. O vinho pode conter histamina derivada da histidina natural, pela acção de organismos coliformes introduzidos sobretudo pelos pés, aquando do “calcamento” das uvas. Os sintomas surgem pouco tempo depois da ingestão, podendo estar o produto aparentemente fresco, e revestem a forma de fenómenos alérgicos, sobrevindo, em geral, nos indivíduos sensibilizados: mal-estar, vasodilatação periférica, urticária, taquicardia, hipotensão. As perturbações digestivas, com diarreia e vómitos, só raramente se observam. A histamina não é destruída por cozedura, nem por esterilização, e a profilaxia destas intoxicações consiste em evitar a multiplicação bacteriana, por refrigeração conveniente dos produtos, desde a pesca (peixe, mariscos) até ao momento de consumo. A contaminação pode ser extrínseca, no decurso das operações de pesca, no barco, no mercado, na fábrica, ou aquando das manipulações múltiplas de colocação na caixa; ou intrínseca, a partir do intestino do peixe, o que corresponderia a infecção do peixe em vivo, ou à passagem dos gérmens após a morte. A vigilância mais rigorosa do peixe fresco e das conservas tem feito diminuir as intoxicações severas deste tipo. Intoxicações Alimentares 10 Escola Superior de Enfermagem da Guarda 2.5 – INTOXICAÇÕES POR PRODUTOS DE ORIGEM VEGETAL Os envenenamentos por cogumelos são os mais frequentes deste grupo nos países civilizados. Quase sempre acidentais e limitados a número pequeno de pessoas, podem revestir carácter impressionante quando se produzem em estabelecimentos de alimentação colectiva. Podem ser de vários géneros e não apenas de dois tipos: faloidiano e muscariano, habitualmente referidos. Encontram-se na literatura diversas classificações, seguindo-se aqui uma das descrições toxicológicas: Cogumelos mortais – são representados por variedades como a Amanita phalloide, amanita primaveril, amanita virosa, etc. O tóxico principal – falina – é uma mistura de duas substâncias, pelo menos: amanita-hemolisina, de natureza glicosídica, termolábil, destruída em 30 minutos a 60-70º, de efeito hemolítico e que parece não desempenhar papel importante na intoxicação; amanita-toxina, resistente á temperatura de ebulição da água e que determina perturbações gastro-intestinais e nervosas tardias, após um periodo de incubação de cerca de 11 horas. Os sintomas nervosos são extremamente graves e causam a morte em 75% dos casos, conservando o doente a lucidez e a memória até á morte. A dose tóxica para o homem corresponde apenas 10 gramas de cogumelo. Cogumelos Perigosos – os mais importantes nas nossas regiões são: Amanita muscaria, Amanita pantera e diversos clinocybos e inocybus. O princío activo tóxico é uma amiceto-atropina, que actua sobre o tubo digestivo e sistema nervoso central, provocando perturbações gastro-intestinais precoces, ao fim de 2 hopras, excitação cérebro-espinal, incoordenação motora (embriaguez muscariana), delírio e anúria. Elimina-se pela urina. A dose tóxica para o homem é de 500 mg de alcalóide, correspondente a 3 Kg de cogumelos. Foram identificados outros venenos nestes cogumelos: ácidos cambódgico, agárico e micotoxina. Cogumelos Irritantes – o mais importante é o Entoloma lividum, que provoca o sindroma lividiano: perturbações intestinais associadas frequentemente a perturbações nervosas, quase sempre perigosas ou mortais. Dão por vezes na língua um sabor Intoxicações Alimentares 11 Escola Superior de Enfermagem da Guarda picante, amargo ou ácido. Os principais tóxicos são designados por ácidos lurídico e cambódgico. Cogumelos Hemolíticos – entram neste grupo os morilles e helvelles, de que é conhecido o tóxico, ácido helvético, veneno volátil, destruído por secagem do produto, cozedura, ou mesmo após lavagem cuidadosa. Actua por lise dos glóbulos vermelhos. Cogumelos com acção sobre as fibras musculares lisas – são representados maioritariamente pelos fungos cujo substrato é o centeio, nomeadamente a Claviceps purpurea, que contém alcalóides vários, representando cerca de 1-2,5% do peso total do produto. A intoxicação aguda é caracterizada por vómitos, sede ardente, cólicas, perturbações da visão, estado semelhante á embriaguez, vertigens, convulsões, perda do conhecimento, parestesias nos dedos das mãos e dos pés. A intoxicação crónica ou ergotismo pode apresentar-se sob duas formas: Convulsiva, devida à vasoconstrição das artérias cerebrais e que surge depois de parestesias, com contracturas e dores muito fortes que arrastam crises epileptiformes e por vezes asfixia; Gangrenosa, devida à vasoconstrição prolongada das artérias das mãos e dedos dos pés, que se traduz por edema, sensação de queimadura, dores, arrefecimento, terminando em gangrena. As principais substâncias tóxicas deste tipo de fungos são insolúveis na água, excepto a ergobasina. Desta forma, as substâncias solúveis exercem acções sobre o sistema nervoso simpático sob a forma de excitação inicial seguida de paralisia, provocam vasoconstrição acentuada e exercem excitação sobre o útero grávido. De efeitos menos frequentes entre nós, são de referir em alguns vegetais. O espinafre, por exemplo, pode conter grande quantidade de ácido oxálico, e outros, como a mandioca e o feijão da Birmânia, contêm glicosidos que libertam ácido cianídrico. Para o ácido oxálico, a dose tóxica é de algumas gramas (5 a 20g); a dose tóxica do ácido cianídrico começa a partir de 5mg e é mortal com 50mg. É um veneno celular, que inibe o funcionamento das enzimas com ferro férrico. Os glicosidos dos alimentos citados perdem, durante a preparação culinária, grande parte do ácido cianídrico que contêm após desdobramento por hidrólise, pelo que não oferecem habitualmente perigo. Intoxicações Alimentares 12 Escola Superior de Enfermagem da Guarda A batata mal conservada, especialmente no período de abrolhamento, pode originar acidentes tóxicos pela formação de um alcalóide (solanina), que existe principalmente na casca. A fava tem provocado em alguns países (Itália, Espanha) e raramente entre nós, por ingestão ou inalação do pólen, a doença chamada favismo, com anemia hemolítica febril, icterícia, hemoglobinúria e sintomatologia digestiva. O arroz na China e no Japão pode ser atacado por fungos do género Penicillium, que produzem toxinas com acção predominante sobre o fígado. Também o amendoim, em várias regiões do globo, é atacado por fungos que produzem as aflotoxinas, igualmente com acção tóxica e cancerígena sobre o fígado e cujos efeitos têm sido verificados recentemente em países da Europa. Alimentos como o leite e o milho podem igualmente ser contaminados pelas aflotoxinas. O mel pode conter várias substâncias provenientes das flores (ex.: pólen da flor da tília) com propriedades alucinatórias e euforéticas, ou diarreicas. 2.5 – INTOXICAÇÕES POR PEIXES E MARISCOS Estas intoxicações subdividem-se em três tipos; as originadas por Ciguatoxina, Escombrotoxina e Saxitoxina do marisco. Intoxicação Por Ciguatoxina Em relação a fisiopatologia esta intoxicação é um problema de saúde publica grave nas regiões do Caribe e indo-pacificas. A ciguatoxina é produzida pelo dinoflagelado Gambierdiscus toxicus e concentrada na cadeia alimentar de peixes predadores dos recifes dessas regiões. Quando os peixes contaminados são ingeridos pelos seres humanos, a intoxicação pode causar sintomatologia neurológica e gastrointestinal distinta, devido à actividade anticolinesterásica da toxina. Intoxicações Alimentares 13 Escola Superior de Enfermagem da Guarda Relativamente a sintomatologia, horas após a ingestão do peixe contaminado o paciente apresenta: alterações neurológicas; formigueiro peri-oral; parestesia difusa; inversão da sensação de calor e frio. desconforto e irritabilidade miose ptose espasmos musculares alterações gastro-intestinais (diarreia, vómitos e cólicas abdominais). No que diz respeito ao tratamento, este é basicamente de apoio. Se o paciente for atendido até uma hora após a ingestão do peixe suspeito e ainda não tiver vomitado fazse uma decontaminação gástrica, com lavagem gástrica e aplicação de carvão activado. Se o paciente já apresentar diarreia aquosa, não se recomenda o uso de catárticos, pois eles apenas agravam as perdas hídricas e os distúrbios electroliticos. Intoxicação Por Escombrotoxina Esta é uma intoxicação por escombroide transmitida por alimentos associado ao consumo de peixe de carne escura manipulado de forma inadequado como o atum, o bonito, a cavalinha. Ao contrario da ciguatoxina, a escombrotoxina não é contraída no ambiente marinho, mas directamente da pele do peixe, onde ocorre decomposição bacteriana devido a refrigeração inadequada. O paciente apresenta uma sintomatologia semelhante a intoxicação por histamina, com: eritema difuso; prurido; Intoxicações Alimentares 14 Escola Superior de Enfermagem da Guarda urticária; disfagia; cefaleias; palpitações; arritmias. Esta sintomatologia costuma durar cerca de 4 horas, e as vezes persiste 1 ou 2 dias. O tratamento é feito através de: reforço hídrico; decontaminação gástrica. Intoxicação Por Marisco Em relação a fisiopatologia, esta intoxicação é provocada pela saxitoxina contida em moluscos bivalves, como o mexilhão, marisco e ostras. Os seres humanos que consomem o molusco contaminado, podem desenvolver fraqueza muscular grave devido ao bloqueio dos canais condutores de sódio. Apresenta os seguintes sinais e sintomas: alterações gastrointestinais (vómitos, diarreia e cólicas abdominais); cefaleias; ataxia; parestesia facial; paralisia muscular (por vezes respiratórias). Em relação ao tratamento, este inclui: reforço hídrico; descontaminação gástrica; Em caso de paralisia muscular o utente é internado no sentido de ser observado para evitar depressão respiratória. Intoxicações Alimentares 15
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Evento faz conscientização sobre mudanças climáticas

[7/4/2008] A Divisão de Recursos Humanos do Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp, em parceria com o Caism, Gastrocentro, FCM, Cecom, Hemocentro, DGRH, Funcamp e com o apoio do GGBS, abriu hoje, no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), o Dia Mundial da Saúde. A data foi instituída já em 1948 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O enfoque deste ano são as mudanças climáticas.

Segundo a OMS, tais mudanças deverão afetar 150 milhões de pessoas no mundo e, em países tropicais, como o Brasil, doenças como a dengue e a asma já são epidêmicos. “É necessário cuidar do meio ambiente. O descuido com a Floresta Amazônica é sério e está diretamente ligado à saúde”, comentou durante o evento o superintendente do HC, Luiz Carlos Zeferino. Há anos ele é associado ao Greenpeace.

A coordenadora do Cipoi e do Centro Infantil ‘Dr. Domingos Boldrini’, Silvia Regina Brandalise, que representará a Unicamp junto à OMS nas áreas de meio ambiente e câncer, precisou ‘mergulhar’ nos hábitos alimentares, atividade sexual, esportes e epidemiologia genética da população para entender essa relação. “Precisamos criar, dentro da medicina e da enfermagem, um grupo multiprofissional para a preservação da saúde física, mental, social e ambiental onde o homem está inserido”, sugeriu ela.

O pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac), Mohamed Habib, alertou em sua palestra – “Aquecimento global: abrindo as portas para doenças humanas” – para a falta de atenção aos recursos naturais e à produção de lixo e objetos poluentes. “A natureza tem uma margem de tolerância para se recuperar. Se a temperatura do planeta ultrapassar 42ºC, a vida poderá desaparecer. Somos os seres vivos mais capacitados, mas também os mais frágeis”, disse.

As comemorações do Dia Mundial da Saúde prosseguem até amanhã em diversos locais da Unicamp. A data deve integrar o calendário anual da Universidade, conforme Edison Lins, coordenador do GGBS. A coordenadora da Divisão de Recursos Humanos do HC, Flora Marta Giglio Bueno, destacou que, além da confraternização da comunidade universitária, os dois dias de evento trarão orientações acerca da qualidade de vida.

Estão programadas atividades manuais, oficinas terapêuticas, peças de teatro, exames de saúde, palestras, exposições e música. A programação completa está disponível no site do GGBS. O Dia Mundial da Saúde é aberto à comunidade.
(Edimilson Montalti)
Foto: Antônio Scarpinetti
Edição de imagem: Natan Santiago

Fonte: Portal Unicamp



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Caixas que armazenam pescados abrigam bactérias tóxicas

RAQUEL DO CARMO SANTOS

As caixas plásticas usadas no armazenamento de pescados se mostraram importantes veículos de microorganismos patogênicos ao homem, segundo avaliação feita pela doutoranda da Faculdade de Engenharia de Alimentos, Késia Diego Quintaes. A pesquisadora retirou a amostragem para seu trabalho em quatro feiras livres, além de bancas do Mercado Municipal, em São Paulo, durante o mês de maio de 2002. A avaliação microbiológica foi feita em 16 caixas plásticas, sendo que todas continham ao menos um patógeno, chegando a ter até três simultaneamente. Seu objetivo foi justamente analisar microbiológica e microscopicamente as superfícies das caixas e verificar se poderiam servir de veículo de microorganismos patogênicos ao homem.

Entre os diversos tipos de microrganismos encontrados, se destaca o Staphylococcus aureus, identificado em 37,5% das caixas e que produz uma toxina potente que não é eliminada durante o cozimento. É encontrado naturalmente em humanos (nariz, boca, pele, etc), e não em ambiente marinho, indicando que a contaminação das caixas pode ser feita pelo manipulador. Outro microorganismo também detectado nas caixas plásticas é o Bacillus cereus, encontrado em 31,25% das amostras. Ele é conhecido por causar vômitos e diarréia. Em 18,75%, foram identificados o Shigella sp. – mesmo em pequena quantidade causa disenteria no consumidor – e o Proteus mirabilis, que freqüentemente está associado aos casos de intoxicação alimentar

De acordo com Késia, a falta de cuidado e higiene foi uma constante em todos os locais visitados, especialmente por parte dos manipuladores. “As caixas plásticas contendo pescados, muitas vezes são colocadas no chão e, mais tarde, empilhadas umas sobre as outras. Isto mostra a higienização deficiente do produto”, exemplifica. O que mais chamou a atenção da doutoranda, no entanto, foi o recipiente em si ser um potencial meio de cultivo das bactérias, algumas, inclusive, que podem ser tóxicas mesmo depois do cozimento. “As superfícies plásticas são favoráveis à adesão de microorganismos devido à porosidade do material”, explica Késia.

Para o desenvolvimento do estudo foi utilizado a técnica swab na superfície interna do fundo das caixas selecionadas. Esta técnica consiste em coletar o material e dispor em tubos de ensaios estéreis e transportados em caixa isotérmica até o laboratório para o cultivo microbiológico. A pesquisa apenas identificou se continha ou não certos microorganismos patogênicos e não dimensionou a quantidade deles no material.

Excesso de gelo – Outro fator analisado na pesquisa – feita em conjunto com a professora do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp) Daniela Strauss Thuler Vargas – foi a média de temperatura dos pescados dentro das caixas plásticas. Segundo ela, a temperatura excedeu em muito o máximo indicado para este tipo de produto. Késia esclarece que este aspecto também favorece a proliferação dos microorganismos deterioradores de alimentos e dos patogênicos ao homem. Em alguns casos, foi observado ainda que o gelo que eventualmente caía no chão era reaproveitado, retornando à caixa plástica e com isso contribuindo para a contaminação tanto da caixa como do pescado.

Como solução prática para o problema, a pesquisadora defende a necessidade urgente de um trabalho por parte dos órgãos competentes, no sentido de esclarecer e treinar os manipuladores que atuam no comércio de pescados. “A avaliação das superfícies usadas no transporte, armazenamento e comercialização dos pescados em feiras livres, bem como a temperatura, não tem sido realizada no Brasil”. Para ela, a conscientização ajudaria bastante para atenuar o problema. Durante a avaliação, Késia conta que teve muitas dificuldades porque os feirantes suspeitavam que o trabalho fosse uma espécie de fiscalização, mas lembra que muitos comerciantes acabaram acatando alguns conselhos práticos dados pelas pesquisadoras.

Fonte: Unicamp


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Óleo de Copaíba

Recolha de Luís Guerreiro

O Óleo de Copaíba age restabelecendo as funções das membranas mucosas, modifica as secreções e acelera a cicatrização. Agindo sobre as vias respiratórias e urinárias, torna-se um poderoso antisséptico. Tem ação expectorante, agindo em problemas pulmonares como tosses e bronquites, podendo ser aplicado externamente em feridas, eczemas, psoríases e urticárias.

O óleo de copaíba constitui um material resinoso extraído por meio de uma incisão também conhecido por: Bálsamo da Amazônia, Óleo da Vida, Óleo do Amazonas, Óleo do Jesuíta, Óleo de Cupaiba, é extraido do caule da árvore Copaifera R. Ducke (Mari-Mari).

É de grande importância para os indígenas e povos da floresta, pois utilizam o Óleo de Copaiba no seu dia-a-dia, o Óleo de Copaiba possui inúmeras propriedades, entre elas se destacam: regeneradoras, curativas, umectante, desintoxicante, nutritivas, lubrificante e tônica.

Conforme a tradição popular, o Óleo de Copaiba é eficiente em: queimaduras, feridas, micoses, urticárias, cicatrização, furúnculos, inflamações, má digestão, intestino preso e muito mais. Desintoxica e limpa o organismo humano, age sobre as vias respiratórias e urinárias, é um poderoso antisséptico, tem ação expectorante agindo em problemas pulmonares como tosses, bronquites e previne as gripes e resfriados.

O Óleo de Copaiba é composto por: Ácido Copálico, Alfa-Cariofileno, Beta-Cariofileno, entre outros.

Óleo de Copaiba In Natura, é extraido por aldeias indígenas do Alto Jamari-RO. A produção é toda manejada obedecendo os mais altos padrões de sustentabilidade ambiental dentro das normas internacionais de certificação florestal do Forest Stewardship Council (FSC), tem garantia de origem, qualidade na armazenagem, conservação e transporte.

Após a coleta passa por uma análise laboratorial na Fundação de Tecnologia do Acre (FUNTAC) que emite o laudo físico químico, atestando a qualidade e pureza do óleo coletado.

As informações acima provém de Instituições, Universidades e da Tradição e Uso Popular.

Pesquisas do IQ e do CPQBA
envolvem também o breu de pinheiro no combate à tuberculose

Óleo de copaíba é testado em 9 tipos de câncer


LUIZ SUGIMOTO

Substâncias sintetizadas no laboratório a partir de componentes isolados do óleo de copaíba e do breu de pinheiro apresentaram resultados importantes contra nove linhagens de câncer e contra a tuberculose, inibindo ou matando células doentes, segundo estudos de pesquisadores do Instituto de Química (IQ) e do Centro de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp. O processo com a copaíba, executado em nível de doutorado e patenteado em 2002, ainda carece de testes toxicológicos para averiguar se as substâncias não afetam também as células normais, o que exigiria estudos mais detalhados sobre dosagens até que se chegue a uma concentração que não seja tóxica.

Processo é patenteado para evitar apropriação

O professor Paulo Imamura, do Departamento de Química Orgânica, orientou a doutoranda Inês Lunardi em sua tese (Síntese do sesterterpeno hyrtiosal a partir do ácido copálico – Determinação da configuração absoluta do produto natural). Ele explica que uma série de reações químicas envolvendo o óleo de copaíba levou ao (-)-hyrtiosal, composto isolado da esponja marinha e patenteado por cientistas japoneses em 1992. “Aqueles testes foram dirigidos apenas contra células KB, da leucemia, com dosagens de 3 a 10 microgramas por mililitro em células doentes, o que é uma atividade razoável”, informa o professor.

A aluna do IQ, segundo Imamura, sintetizou o (-)-hyrtiosal e também compostos análogos, que passaram por testes no CPQBA, onde o professor João Ernesto de Carvalho constatou atividades contra células cancerígenas de ovário, próstata, renal, cólon, pulmão, mama, mama resistente e melanoma, mais a leucemia. Os resultados são próximos ou iguais aos encontrados na literatura envolvendo outras substâncias.

Quanto ao breu de pinheiro, transformações químicas de um ácido resínico nele existente permitiram a obtenção de ozonídio, um peróxido que é altamente reativo. “O ozonídio foi enviado aos Estados Unidos para um ensaio específico contra a tuberculose, apresentando um valor de inibição da doença em torno de 85%. Ele demonstrou boa atividade, mas os experimentos pararam por aí, pois era preciso chegar acima de 90%, índice exigido para seguir adiante até os testes in vivo”, diz Paulo Imamura.

Testes – O professor João Ernesto de Carvalho, coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA, realizou as culturas in vitro e recorda que uma das substâncias, (-)-hyrtiosal, foi a que apresentou atividade mais seletiva, sobre a linhagem do melanoma. “Se precisasse escolher um dos compostos para dar seguimento às experiências, com testes em animais, seria este”, afirma. Ele ensina que a seletividade é o que torna o material interessante. Uma substância que destrói todas as linhagens de células cancerígenas entra no primeiro critério de exclusão, pois provavelmente mata também as células normais, inviabilizando sua aplicação no paciente. “É impossível obter uma só droga que combata todos os tipos de câncer. Não se trata de uma patologia única, mas de mais de cem doenças, cada qual com etiologia, sintomas, progressão e tratamento próprios”, acrescenta.

No CPQBA, as quatro substâncias foram deixadas em contato com as linhagens de câncer por 48 horas, quando se interrompeu o processo para determinação de concentração de proteínas, mostrando se houve crescimento, inibição ou morte das células em relação às concentrações que variaram de 0,25 a 250 microgramas por mililitro – faixa adotada também para drogas já aprovadas. Para passar aos testes in vivo, Carvalho afirma que precisaria de quantidades maiores das substâncias sintetizadas.

Dosagem – Apesar da ausência de testes citotóxicos, a tese de Inês Lunardi preserva sua relevância enquanto pesquisa básica. “Caso as substâncias afetem também as células normais, a limitação aumentaria, já que precisaríamos detalhar os estudos sobre a dosagem. Contudo, isso acontece com muitos produtos conhecidos, como o veneno de cobra, muitas vezes letal numa picada, mas que em baixas concentrações funciona como remédio”, ilustra Paulo Imamura.

Uma vantagem deste processo está na obtenção das matérias-primas: a copaíba, cujo óleo é extraído com a perfuração do tronco (sem corte da árvore), e o pinheiro, abundante em projetos de reflorestamento. “Não raro, uma quantidade razoável de droga natural necessita de toneladas de matéria-prima. Um exemplo é o taxol, aplicado em câncer de útero ou cólon, que antes exigia o corte de oito árvores (Taxus brevifolia) de 100 anos de idade para atender a um único paciente. Isto foi resolvido com o aproveitamento e a transformação química de substância extraída de galhos e folhas de uma espécie européia, a Taxus baccata”, explica.

Imamura é pessimista quanto à possibilidade de a indústria farmacêutica nacional investir na pesquisa e viabilização de medicamentos à base do óleo de copaíba e do breu de pinheiro. Contudo, acha que a solicitação de patente do processo de transformação química foi um cuidado necessário: “No Brasil, costumamos sintetizar substâncias academicamente e publicar nossos trabalhos, quando há ocorrências de grandes indústrias do exterior que se apropriam dos estudos realizados no chamado terceiro mundo, principalmente na área de fitoquímica. Pelo menos no Instituto de Química, já vejo a preocupação de resguardar as pesquisas não apenas como forma de publicação”, finaliza.

Fonte: Unicamp

Caso Copaiba

Pelas propriedades químicas e medicinais, o óleo de copaíba é bastante procurado nos mercados regional, nacional e internacional.

Uso tradicional
A copaíba é incrivelmente poderosa, um antibiótico da mata, que já salvou vidas de muitos caboclos e índios seriamente feridos. Em algumas regiões, o chá da casca é bastante utilizado como anti-inflamatório. Em Belém, a garrafada da casca está sendo utilizada como substituto do óleo de copaíba. Isto porque é cada vez mais difícil encontrar o óleo. A casca entra na composição de todos os lambedores ou xaropes para tosse. Nos Andes do Peru, o óleo de copaíba é utilizado para estrangúria, sífilis e catarros.

Remédio universal da Amazônia
A Medicina tradicional no Brasil recomenda óleo de copaíba hoje como um agente antiinflamatório, para tratamento de caspa, todas tipos de desordens de pele e para úlceras de estômago. Copaíba também tem propriedades diuréticas, expectorantes, desinfetantes, e estimulantes, e vem sendo utilizado nos tratamentos de bronquite, dor de garganta, anticoncepcional, vermífugo, dermatose e psoríase, e ainda, como combustível para clarear a escuridão da noite, substituindo a função do tradicional óleo diesel nas lamparinas.
Na indústria, esse óleo pode ser usado para fabricação de vernizes, perfumes, farmacêuticos e até para revelar fotografias.

Bibliografia:
Taylor, Leslie. Herbal Secret’s of the Rainforest. Prima Publishing, Inc.. 1998Mahajan, J.R., and Ferreira, G.A., Ann. Acad. Brasil. Cienc., 43, 611 (1971) through Chem. Abstr., 77,. (1972)
ESTRELLA, E. Plantas Medicinales Amazônicas: Realidad y Perspectivas. Lima: TCA, 1995. 302p.
MING, L.C.; GAUDÊNCIO, P.; SANTOS, V.P. Plantas Medicinais: Uso Popular na Reserva Extrativista “Chico Mendes” – Acre. Botucatu: CEPLAN/UNESP, 1997. 165p.


PATENTES SOBRE A COPAÍBA

(Aqui estão listados apenas as patentes cujo titulo contem a palavra Copaíba. Pesquise esp@cenet para outras patentes.)

Registrado por
Registrado
onde
Data de publicação
Titulo
Numero
(Clique o numero para mais informação fornecida pela esp@cenet)
TECHNICO-FLOR (S.A.)* França 24/12/1993 NOUVELLES COMPOSITIONS COSMETÍQUES OU ALIMENTAIRES RENFERMANT DU COPAIBA
(Novas composições cosméticas ou alimentares incluindo Copaíba)
FR2692480
TECHNICO-FLOR (S.A.)* WIPO – mundial 06/01/1994 COSMETIC OR FOOD COMPOSITIONS CONTAINING COPAIBA
(Composições cosméticas ou alimentares incluindo Copaíba)
WO9400105
EP0601160
AVEDA CORP* Estados Unidos 30/03/1999 METHOD OF COLORING HAIR OR EYELASHES WITH COMPOSITIONS WHICH CONTAIN METAL CONTAINING PIGMENTS AND A COPAIBA RESIN.
(Método de colorir cabelo ou pestanas com composições com metal contendo pigmentas e resina de Copaíba. )
US5888251

*Não sabemos se, ou até que grau o termo biopirataria se aplica para cada um dos detentores de patentes e marcas aqui mencionados. Porém, consideramos questionável a pratica de patenteamento de plantas e cultivares tradicionalmente usadas pelas comunidades da Amazônia e o registro de seus nomes como marcas e convidamos os detentores destes direitos a se justificarem através de um comentário.
A Amazonlink.org por sua vez, não se responsabiliza por quaisquer erros ou omissões nas informações fornecidas nesse site.

Fonte: Amazonlink


O Olhar dos Primeiros Cronistas
da História do Brasil sobre a Copaíba

Angelo C. Pinto e Valdir F. Veiga Jr
Instituto de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Centro de Tecnologia, Bloco A
Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, RJ, 21945-970- Brasil

A Copaíba (Copaifera sp), ou Copaibeira, é uma árvore de grande porte da família Leguminosae encontrada em todo o Brasil. Os habitantes da floresta a procuram como local de tocaia para pequenos animais silvestres que se alimentam de seus frutos. A árvore, também chamada de Pau d’óleo, é facilmente encontrada na mata devido ao forte aroma de sua casca.

Chamada de copaíva ou copahu pelos indígenas (do tupi: Kupa’iwa e Kupa’u, respectivamente), o óleo da copaíba era bastante utilizado entre os índios brasileiros quando os portugueses chegaram ao Brasil. Tudo indica que o uso deste óleo veio da observação do comportamento de certos animais que, quando feridos, esfregavam-se nos troncos das copaibeiras. Os índios o utilizavam principalmente como cicratizante e no umbigo de recém-nascidos para evitar o mal-dos-sete-dias. Os guerreiros quando voltavam de suas lutas untavam o corpo com o óleo da copaíba e se deitavam sobre esteiras suspensas e aquecidas para curar eventuais ferimentos1.

No século XVII, os primeiros médicos do Brasil contornavam parcialmente a escassez de remédios, cujo suprimento à Colônia era irregular, recorrendo às drogas indígenas. Os viajantes se abasteciam dessas drogas, “comprovadamente eficazes”, antes de se aventurarem por lugares desconhecidos. Dentre essas drogas, o óleo das copaibeiras era uma das que desfrutava de maior prestígio entre os viajantes2.

A primeira citação sobre o óleo de copaíba talvez tenha sido feita numa carta de Petrus Martius ao Papa Leão X publicada em 1534, em Estrasburgo. Naquela carta, faz-se referência ao “Copei” como uma droga indígena3.

Não houve cronista importante na História do Brasil que não tenha se referido às virtudes do óleo de copaíba. Um dos primeiros foi Gabriel Soares de Sousa (c1540-c1592), que registrou em sua obra “Tratado Descritivo do Brasil” a utilização do óleo pelos índios, incluindo-o entre aqueles provenientes “das árvores e ervas da virtude”.

O padre Jesuíta José Acosta (c 1539-c1604) no seu livro “De Natura Novi Orbis”, traduzido em 1606 do latim para o francês, e depois por José Maffeu para o português, que o intitulou “História Natural e Moral das Índias”, assim se referiu ao óleo de copaíba4:



O bálsamo é celebrado com razão por seu excelente odor, e muito maior efeito para curar feridas, e outros diversos remédios para enfermidades, que nele se experimentam…

…nos tempos antigos os índios apreciavam em muito o bálsamo, com ele os índios curavam suas feridas e que delas aprenderão os espanhóis.

Não foram só os cronistas portugueses que descreveram as propriedades medicinais do óleo de copaíba. Ele não passou desapercebido a Jean de Lery, que veio para o Brasil com Bois-Le-Comte, sobrinho de Villegagnon. De Lery o descreveu na “Histoire d’un Voyage fait en la Terre du Brésil”, em que retratava a tentativa francesa no Rio de Janeiro de criação da França Antártica. Outro estrangeiro, o holandês Gaspar Barléu, em seu livro “História dos feitos recentemente praticados durante vinte anos no Brasil”, dedicado ao Conde Maurício de Nassau, assim se referiu à copaíba, que considerava uma das árvores próprias da terra mais notáveis 5:

Vêem-se estas plantas esfoladas pelo atrito dos animais, que, ofendidos pelas cobras, procuram instintivamente este remédio da natureza.

Peckolt6, um dos primeiros cientistas a investigar de modo sistemático as propriedades medicinais da flora brasileira, tinha a mesma opinião de Barléu sobre a copaíba. Ele a considerava uma das dez árvores genuinamente brasileiras mais úteis na Medicina.

O óleo de copaíba já constava em 1677 da farmacopéia britânica e em 1820 da farmacopéia americana (USP).

Ainda hoje o óleo de copaíba pode ser facilmente encontrado em toda a Amazônia, onde é vendido em mercados e feiras populares, com diferentes denominações, como por exemplo, Panchimouti, Palo de aceite, Cabimo, Copahyba, Copaibarana, Copaúba, Copaibo, Copal, Maram, Marimari e Bálsamo dos Jesuítas.

Seu uso tão difundido o torna o remédio mais usado e conhecido pelas populações mais pobres dessa imensa região, como diurético, laxativo, antitetânico, antiblenorroágico, anti-reumático, anti-séptico do aparelho urinário, antiinflamatório, antitussígeno, cicatrizante e remédio para o combate ao câncer. O que era uma droga indígena no passado é hoje um fitoterápico que pode ser encontrado em qualquer farmácia natural e de manipulação do País.

Estudos farmacológicos com o óleo de copaíba mostram que o uso do óleo pelos índios é plenamente justificado. Avaliação in vivo e in vitro vem demonstrando que os óleos de várias espécies de copaíferas possuem atividade antiinflamatória, cicatrizante, antiedematogênica antitumoral, tripanossomicida e bactericida.

Estudos fitoquímicos recentes mostram que os óleos de copaíba são misturas de sesquiterpenos e diterpenos. O ácido copálico (1) e os sesquiterpenos b-cariofileno (2) e a-copaeno (3) são os principais componentes do óleo. O ácido copálico, encontrado em todos os óleos de copaíba até hoje estudados, talvez possa vir a ser usado como um biomarcador para a autenticação desses óleos7.


O óleo de propriedades quase mágicas, com o qual valentes guerreiros untavam seus corpos para descansar após suas batalhas, e o espanto dos primeiros europeus quando viram árvores tropicais exuberantes jorrarem óleo aromático, pode ser sintetizado na descrição feita por Pero Magalhães Gandavo, um de nossos cronistas mais importantes, em seu livro “História da Província de Santa Cruz”, de 15768:

Um certo gênero de árvores há também pelo mato dentro da capitania de Pernambuco a que chamam copaíbas, de que se tira bálsamo mui salutífero e proveitoso ao extremo, para enfermidades de muitas maneiras, principalmente as que procedem a frialdade: causa grandes efeitos, e tira todas as dores por graves que sejam em muito breve espaço. Para feridas ou quaisquer outras chagas, tem a mesma virtude, as quais tanto que com ele lhe acodem, saram mui depressa, e tira os sinais de maneira, que de maravilha se enxergam onde estiveram e nisto se faz vantagem a todas as outras medicinas.

A história desse óleo não é feita só de virtudes. Hoje, constata-se com tristeza, os óleos de copaíba vêm sendo vendidos em muitas farmácias de todo o País adulterados com óleos vegetais, principalmente o de soja e até mesmo com óleo diesel nos locais de coleta dos óleos. Os cromatogramas abaixo ilustram as diferenças entre os óleos de copaíba autênticos e os óleos adulterados.





Às autoridades da vigilância sanitária cabe a fiscalização da venda dos fitoterápicos e o combate aos falsificadores, punindo-os exemplarmente. A nós, fitoquímicos, cabe a responsabilidade de demonstrar a autenticidade dos óleos de copaíba e dos fitoterápicos, em geral, e, nos momentos de lazer, contar algumas histórias sobre as plantas da maior e mais rica flora do planeta.

Para ler mais sobre o assunto:
1 – Salvador, V., História do Brasil, 1500-1627, 6a. edição, Edições Melhoramentos, São Paulo, 1975.
2 – Carrara Jr., E.; Meirelles, H.; A Indústria Química e o Desenvolvimento do Brasil – 1500-1889;
Metalivros; São Paulo, 1996.
3 – Dwyer, J. D.; Brittonia, 1951, 7, 143.
4 – Acosta, J.; História Natural e Moral das Índias, Madrid, 1792.
5 – Barléu, G., HISTÓRIA dos feitos recentemente praticados durante vinte anos no BRASIL. 1a. edição, Amsterdan, 1647; Coleção Reconquista do Brasil, Vol 15, Tradução e anotações de Cláudio Brandão
e prefácio e notas de Mário G. Ferri, Ed. Universidade de São Paulo, São Paulo, 1974, p. 141.
6 – Santos, N. P., Alencastro, R. B., Pinto, A. C., Quim. Nova 1998 21 (5), 666.
7 – Veiga Jr., V. F.; Pinto, A. C.; Patitucci, M. L.; Quim. Nova 1997, 20 (6), 612.
8 – Gandavo, P. M. Tratado da Terra do Brasil, Editora Anuário do Brasil, Rio de Janeiro, 1924.

Fonte: SBQ


Óleo de copaíba (Globo Reporter)


A farmácia da floresta é, hoje, um ganha-pão para quem mora na região. O seringueiro Raimundo Pereira leva o filho para aprender o ofício do futuro: usufruir dos bens da floresta e protegê-la. Eles moram na Reserva Extrativista Chico Mendes. Mina de ouro, que pode ser inesgotável, se for usada com prudência. Em poucos minutos, do furo feito no tronco, escorre o óleo dourado da copaíba. O remédio é antigo, mas o jeito de tirá-lo é novidade para seu Raimundo.

“É melhor assim, porque não tem perigo de a árvore morrer e não escorre o óleo todo”, ressalta o seringueiro. “Já tiramos 34 litros de uma árvore”.

Raimundo leva nas mãos o óleo milagroso da Amazônia. Ele vai transformá-lo em dinheiro. E o melhor disso tudo é que a floresta continua do jeito que sempre esteve.

No laboratório da Universidade Federal do Acre (Ufac), o óleo da copaíba é tratado como jóia a ser lapidada. Passa por filtros que eliminam resíduos e é classificado de acordo com a cor, limpidez e viscosidade. Os pesquisadores buscam um óleo que tenha mais valor no mercado farmacêutico e de cosméticos, e que possa render mais ainda para o povo da floresta.

“Os laboratórios pagam mais por um produto que tenha um certificado de qualidade e tenha a composição química descrita em laudo com respaldo científico”, explica a química Anelise Regiani.

Mas é preciso ter cuidado para que essa imensa fonte de riqueza se mantenha viva. Na mata, depois da coleta, os furos abertos na copaíba e no jatobá são fechados com pequenos tocos de madeira. Se isso não for feito, o resultado pode ser árvores agonizantes como um jovem jatobá, alvo de facão e machado, que a equipe encontrou.

“A árvore ficou assim porque parte da casca foi retirada para fazer remédio, e a casca não se regenera”, alerta a agrônoma Andréa Alechandre.

Fonte: Globo Reporter


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Unha-de-gato (Uncaria tomentosa)

A planta medicinal unha-de-gato (Uncaria tomentosa) não deve ser confundida com outra planta também conhecida popularmente como unha-de-gato (Ficus pumila), uma trepadeira muito utilizada em paisagismo aqui no Brasil para cobrir muros e paredes.

A unha-de-gato (Uncaria tomentosa) é uma planta medicinal muito popular no Peru. Trata-se de uma trepadeira arbustiva que cresce apoiada geralmente em uma árvore, com folhas compostas, opostas e ovais. Seu nome popular foi inspirado na semelhança de seus espinhos com as unhas do gato – nos Estados Unidos ela é conhecida como Cat’s claw.
Sabe-se que os incas foram os primeiros a tirar benefícios de seus princípios ativos e, ao passarem os seus conhecimentos para os índios, deixaram uma riqueza medicinal utilizada no tratamento de doenças como artrite, gastrite, reumatismo e inflamações em geral. Descrita pela primeira vez em 1830, a unha-de-gato pode ser encontrada em toda a amazônia peruana e principalmente nas bacias dos rios da selva central do Peru.
A planta começou a despertar o interesse científico somente em 1970, quando foram realizadas inúmeras pesquisas na Europa que acabaram comprovando o seu valor terapêutico. Pesquisas comprovaram a eficácia da unha-de-gato nas ações antiinflamatórias. Vários estudos realizados na Áustria, Alemanha, Inglaterra, Hungria, Itália, Peru e Brasil mostram efeitos benéficos da unha-de-gato (Uncaria tomentosa) no tratamento de amigdalites, artrite, sinusite, bursite e rinite.
A planta também é benéfica para o tratamento de doenças reumáticas e musculares, principalmente na terceira idade. Os princípios ativos de maior interesse são os alcalóides oxindólicos e os compostos glicosídeos do ácido quinóvico que demonstram ser os responsáveis pelos efeitos antiinflamatórios.
As propriedades medicinais da unha-de-gato (Uncaria tomentosa) vêm surpreendendo o meio científico a cada dia. Em 1995, essa selvagem planta peruana foi de grande importância no tratamento das vítimas do acidente nuclear ocorrido em Chernobil, na Ucrânia.
Atualmente, unha-de-gato está sendo estudada no tratamento de doenças como o câncer e a Aids (SIDA em Portugal), em razão de seu poder modulador do sistema imunológico.

Fonte de pesquisa: Boletim do Herbarium Laboratório Botânico

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Própolis contra Dengue


Segundo um pesquisador de Florianópolis, basta tomar algumas gotas diárias para que o mosquito nem se aproxime! Ninguém divulga porquê não há interesse, a própolis é barata e não enriquece ninguém, as indústrias farmacêuticas ganham
fortunas com remédios para amenizar os sintomas da dengue, a Johnson ganha fortunas vendendo o Off, que é repelente de insetos…

Biólogo explica como usar Própolis contra Dengue
Publicado em 02/04/07

O biólogo Gilvan Barbosa Gama, de Florianópolis, explica como usar a própolis contra a dengue.
Segundo ele, a própolis exala na sudorese dois dos seus princípios ativos (flavona e vitamina B) que repelem os insetos.

Composição da Própolis
A própolis é uma cera produzida pelas abelhas a partir cascas, resinas e botões de flores.
Sua composição: além das vitaminas do complexo B, C, H e O, a própolis também possui em sua composição a Flavonóides, galangia, resinas com bálsamo, cera e pólen.

Uso Preventivo
A tintura de Própolis na prevenção aos mosquitos da dengue, deve ser ingerida da seguinte forma:
Adultos: de 30 a 40 gotas diluídas em água (ausente de cloro).. Um copo a cada 6hs.
Crianças: crianças de 0 a 10 anos deverão tomar a metade do peso corporal em gotas diluídas em água sem cloro (quantidade a critério).

Uso com a Dengue Instalada (TRATAMENTO RADICAL)
Adultos: tomar 7,5ml do extrato de própolis diluído em água (sem cloro). 1/2 copo na crise febril, ou seja, quando a febre se mostrar mais elevada. A partir daí, repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.
Crianças:
- crianças de 0 a 3 anos: 1,5 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade da água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.
- crianças de 3 a 6 anos: 3,0 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.
- crianças de 6 a 10 anos: 5,0ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTÍSSIMAS
Gilvan alerta, para não esquecer de fazer o teste ALÉRGICO para ver se quem vai tomar a própolis não é alérgico a ela. É muito rara esta sensibilidade mas pode ocorrer.
Caso queira trocar a água sem cloro pela água de coco, é uma excelente pedida.

Fonte: Unicamp
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Índice de obesos aumentou entre 2006 e 2007

O percentual de obesos passou de 11,4% em 2006 para 12,9% em 2007 entre os brasileiros. A capital onde foi registrada a maior frequência de obesidade foi Macapá (AP), com 16,1%. A menor incidência foi em Palmas (TO), com 8,8%. Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde.

A pesquisa considerou como obesas as pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior que 30. O IMC é calculado dividindo-se o peso (em quilos) pela altura elevada ao quadrado (em metros).

Quem tem IMC igual ou maior que 25, mas inferior a 30, é considerado com excesso de peso. Segundo a pesquisa, 43,3% das pessoas estavam nessa faixa em 2007, quando a pesquisa foi realizada.

O excesso de peso é mais comum entre os homens, segundo o estudo. Os dados mostram que, em 2007, 49,2% deles estavam com IMC acima de 25, enquanto o índice entre as mulheres ficou em 37,8%.

O estudo do Ministério da Saúde também mostrou que 15,5% das pessoas entrevistadas costumavam fazer atividade física suficiente, ou seja, pelo menos 30 minutos diários de atividade de intensidade leve ou moderada em cinco ou mais dias da semana ou 20 minutos diários de atividade física de intensidade vigorosa em três ou mais dias da semana. Os homens costumam praticar mais exercícios que as mulheres – 19,3%, contra 12,3% no sexo feminino.

Já 29,2% é o percentual de pessoas que não praticam qualquer atividade física no lazer, não realizam esforços físicos intensos no trabalho, não se deslocam para o trabalho a pé ou de bicicleta e não são responsáveis pela limpeza pesada de duas casas.

Entre os entrevistados, 22,9% disseram ter tido diagnóstico médico prévio de hipertensão arterial e 5,3% de diabetes.

O Vigitel é feito por meio de entrevistas telefônicas realizadas por amostras em todos os estados brasileiros. Em 2007, foram feitas 54.251 entrevistas, entre julho e dezembro. O estudo é feito anualmente, desde 2006, com adultos maiores de 18 anos.

Fonte: Sabrina Craide / Agência Brasil

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Estados Unidos ponderam proibição da pesca do salmão no Pacífico

O governo americano vai decidir esta semana se proíbe totalmente e durante toda a época a pesca de salmão ao largo da costa do Pacífico.

A proposta surge em resposta a um colapso drástico no stock desta espécie mas os pescadores já estão a alegar que a proibição irá devastar a industria e custar à economia local milhares de milhões de dólares.

Phil Bentivegna é comandante do Butchie B e depende do oceano há 41 anos, a maioria dos quais alugando o seu barco para pescadores desportivos, uma industria importante na zona de San Francisco.

Mas a pesca desportiva tem estado em baixa e Bentivegna considera que o ano passado foi provavelmente o pior de que se lembra na captura de salmão.

Os pescadores comerciais não estão em águas mais pacíficas. A Califórnia e o Oregon, estados com industrias comerciais e recreativas de pesca consideráveis, enfrentam a possibilidade muito real de não pescarem nenhum salmão este ano, o que teria prejuízos de mais de $3 mil milhões.

A razão para esta situação é o facto de os stocks de salmão selvagem do Pacífico, um prato emblemático da costa oeste dos Estados Unidos desde há centenas de anos, estarem em queda livre de forma alarmante.

Um bom indicar da saúde da população é o número de salmões que se dirigem para o oceano a partir dos terrenos de desova dos seus pais nos cursos de água doce da costa oeste, um processo conhecido por ‘o regresso’.

Este ano, o regresso de salmão Chinook deve alcançar os 56 mil animais, quando se considera que o mínimo necessário para manter a industria de pesca do salmão sustentável é de 122 mil animais. Em anos passados, o regresso de mais de 200 mil animais era comum.

A época da pesca desportiva de salmão já devia ter tido início mas está em vigor uma proibição temporária, enquanto os peritos decidem como reagir a esta crise.

Esta semana, o governo americano deve decretar a proibição total da pesca do salmão, afectando tanto as variedades Chinook como a Coho, ao longo de 1200 milhas ao largo da costa oeste dos Estados Unidos. A proibição deve estender-se a toda a época, que dura até 7 meses. Uma alternativa seria permitir capturas muito limitadas.

Duncan Maclean, conselheiro da industria pesqueira da Califórnia, diz que os pescadores compreendem que não existem alternativas. “É suposto eu lutar por todos os peixes que capturamos mas este ano não há peixe por que lutar, os números são tão baixos.”

Para variar, os pescadores não estão a ser os principais culpados desta situação. Não se trata apenas de uma questão de exploração excessiva das capturas, várias factores estão em jogo, alguns naturais, outros de acção humana. Alterações nas condições dos oceanos, talvez causadas pelo aquecimento global, significam menos alimento para o salmão logo menos animais conseguem chegar em boas condições aos locais de desova.

Os salmões que alcançam os locais de desova também não estão a salvo pois as águas estão poluídas pela agricultura e ela industria, criando ambientes tóxicos, e os níveis dos rios estão frequentemente demasiado baixos pois a água é cada vez mais desviada para irrigação de culturas ou para consumo humano em cidades como Los Angeles.

E pode não haver alívio num futuro próximo.

O ribeiro Putah é um pequeno tributário do rio Sacramento, exactamente o tipo de curso de água onde a maioria dos salmões selvagens começam a vida.

O ictiólogo Peter Moyle lidera uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia, Davis. Eles arrastam redes de 6 metros através do ribeiro e examinam o seu conteúdo. O processo é uma forma rudimentar de avaliar o número de jovens salmões num rio. Num ano normal contam-se entre 5 a 10 jovens salmões mas este ano não encontraram nenhum.

Segundo Moyle, o número de jovens salmões este ano deve rondar, quando muito, um quarto do que deveria ser. Ele, como muitos outros peritos, não prevê nada de bom para os próximos tempos: “As capturas devem ser completamente encerradas pelo menos durante dois anos.”

Bentivegna considera que a proibição das capturas de salmão podem ser uma solução neste momento mas o problema é mais profundo e tem origem na humanidade: “Temos que começar a olhar para nós próprios, temos que deixar de poluir e proteger mais os nossos recursos naturais.”

Fonte: Simbiotica

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