Arquivo para Abril 8, 2008

Alimentos que ajudam a controlar o colesterol

Legumes ,verduras, azeite, alho e cebola: nos alimentos, o melhor cardápio para controlar o colesterol.

Quem vive de briga com o colesterol deve analisar muito bem o que leva á boca. Novos estudos vêm mostrando que certos alimentos têm o poder de desintoxicar o colesterol ruim (LDL), impedindo a sua ação nas artérias.

A dieta consiste em consumir alimentos que reduzam os níveis do colesterol perigoso (LDL) e aumentem o HDL, o bom colesterol.

Quanto mais HDL e menos LDL se concentrar no sangue, mais saudáveis serão as artérias pois, nesses índices pesquisas revelam que há uma redução de 50 á 70% de chances de manifestar arteriosclerose e até ajudar a reverter as obstruções já existentes.

Veja o potencial de alguns desses alimentos:

· Aveia: mais de 20 estudos comprovam o poder da aveia contra o colesterol. Se misturada ao trigo germinado seu poder triplica. Coma no café da manhã na forma de mingau, acrescentando linhaça com Omega três, que também faz bem ao coração. Adoce, de preferência com frutose (açúcar natural de frutas) ou mel. Dica: compre aveia integral e deixe de molho de um dia para o outro, depois use nas suas preparações

· Alho: 3 dentes de alho por dia são capazes de diminuir até 15% do colesterol em algumas pessoas. Seis componentes do alho foram identificados como desintoxicastes, pois suprimem a síntese de colesterol no fígado. Estudos mostram que 1 dose diária de óleo extraído de 3 dentes de alho diminui em 7% o colesterol ruim e aumenta em 23% o bom colesterol.

· Cebola: a cebola crua (usada em saladas)aumenta em 30% o bom colesterol.

· Linhaça: adquira o hábito de consumir linhaça, que conta com um alto teor de Omega três, gordura que aumenta a taxa de HDL.

· Azeite de oliva: sã inúmeros os benefícios do azeite de oliva para as artérias. Ele reduz o LDL e aumenta ligeiramente os níveis do bom colesterol.

Outros alimentos também auxiliam a controlar o colesterol:

Maçã, cenoura, frutas e vegetais ricos em vitamina C e beta-carotena (mamão, damasco), farelo-de-trigo, frutas com casca , verduras e legumes crus.

Adaptação de Luís Guerreiro

Fonte: cenafe.com.br
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Como evitar os temíveis radicais livres

Os anti-oxidantes são todos aqueles elementos que têm como função eliminar ou diminuir do organismo os radicais livres.

Para evitar a aparição dos radicais livres e necessário se evitar os elementos externos que aumentam o número de radicais livres. Entre estes fatores temos os seguintes:

– Ingestão de tóxicos (drogas, tabaco, álcool, etc.), produtos químicos (detergentes, inseticidas, herbicidas, conservantes e corantes dos alimentos, etc).

– Poluentes ambientais (fábricas, fumaça dos carros, etc).

– Stress. Uma situação de um estado de angústia pessoal rebaixa as defesas de nosso organismo, favorecendo o aumento de radicais livres e inibindo aquelas enzimas que poderiam neutralizá-los.

– Alimentação animal. Certos alimentos de origem animal, especialmente aqueles muito ricos em gorduras monoinsaturadas, provocam a aparição dos radicais livres.

Também se obtêm benefícios ao se trocar os hábitos alimentares adotando uma alimentação que inclua produtos vegetais, capazes de proporcionar aqueles princípios que neutralizassem seus efeitos perniciosos. Entre os componentes principais que aparecem nas frutas, verduras ou hortaliças com um valor anti-oxidante, temos:

– Betacaroteno : O betacaroteno é um carotenóide. Trata-se de um pigmento vegetal que, uma vez ingerido, transforma-se no fígado e no intestino delgado em vitamina A. Além disso, como se transforma em vitamina A, resulta uma maneira adequada de beneficiar-se das propriedades desta vitamina, sem o perigo de intoxicação que pode acontecer numa ingestão exagerada da mesma como pode suceder com o uso de vitaminas em cápsulas.

Um excesso de betacaróteno leva a um estado de hipercarotenodermia, que se caracteriza por uma coloração amarelada da pele, que é inócua e desaparece sem seqüelas quando se deixa de ingerir mantimentos ricos em betacarotenos Entre estes temos a cenoura, o espinafre, o agrião, o aspargo, a abóbora, o tomate, etc.

– Vitamina C : além de suas propriedades anti-oxidantes, é igualmente importante esta vitamina para a adequada absorção do ferro, do cálcio ou de outros aminoácidos. De igual maneira ajuda na recuperação das feridas. Sua deficiência provoca uma debilidade geral no organismo, manifestada em sintomas como cabelo frágil, gengivas que sangram e feridas que não cicatrizam, perdida do apetite, etc.

Entre as principais mantimentos ricos nesta vitamina temos a acerola, o pimentão, os cítricos (laranja, limão, tangerina, etc.). Não é recomendável sua ingestão em cápsulas, pois em excesso no fígado pode ajudar a aumentar os níveis de ferro aumentando os radicais livres.

– Licopeno : É um componente identificado pela coloração vermelha, como nos tomates. Com propriedades similares aos betacarotenos das cenouras, que tem propriedades anticancerígenas.

– Glutatión: O glutatión é outro componente com propriedades anti-oxidantes demonstradas, que ajuda a eliminar os radicais livres, responsáveis pela aparição de muitas enfermidades, entre as que se encontra o câncer. Este elemento, que aparece com maior quantidade nos brócolis, fundamentalmente na pele, pelo que deveremos comê-los crus em forma de saladas.

É um elemento muito adequado na eliminação das toxinas do corpo, especialmente dos metais pesados, que produzem deterioração do organismo por acumulação dos mesmos. Outros alimentos ricos neste componente são o alho, a batata, a espinafre e o milho. Também e necessário ressaltar sua capacidade para rebaixar a pressão arterial, favorecer o bom estado de nosso fígado.

– A Vitamina E: Protege as membranas celulares da oxidação mediante a proteção de seus ácidos gordurosos. Uma falta desta vitamina pode originar mudanças degenerativas nas células de alguns tecidos como as dos músculos e o coração.

As verduras e hortaliças de cor verde, assim como os vegetais ricos em óleos, são os que possuem mais quantidade desta vitamina, como, por exemplo as ervilhas, as nozes, o germe de trigo, os aspargos, o alface ou as sementes de girassol, que são as que têm o conteúdo mais alto.

– Flavonóides : São compostos polifenólicos que aparecem em frutas e verduras e em algumas bebidas, como a cerveja ou o vinho. Entre estes compostos o mais importante é a quercitina que aparece em muitos alimentos vegetais como o alho, a cebola, a maça, a pêra, a uva e a espinafre, e chá verde.

Os flavonóides são potentes anti-oxidantes, além de intervir em uma série de processos benéficos para o organismo como potencializar a memória, potencializar a atividade anti-oxidante da vitamina C, evitar a formação de coágulos no sangue, potencializar a sexualidade masculina e o sistema imunológico.

– Cobre: Potencializa o sistema imunológico. Intervém na formação da hemoglobina do sangue. Uma boa fonte deste mineral e encontrada nos frutos secos como as avelãs, nozes e nos legumes.

– Zinco: Além de suas propriedades anti-oxidantes, intervém na maturação dos órgãos reprodutores ao aumentar a testosterona, hormônio reprodutivo masculino pelo que ajuda no normal crescimento de uma pessoa. Alimentos ricos em zinco são: o aipo, os aspargos, o figo, os pêssegos, a batata, as berinjelas, etc.

– Selênio: além de proteger o coração, favorecer o sistema imunológico ou eliminar os metais pesados do organismo, provavelmente ajuda na prevenção do câncer, como o de cólon, próstata ou pulmões. Sem ele o organismo não pode produzir glutation, um dos melhores anti-oxidantes. Alimentos ricos em selênio são: a aveia, o arroz integral, os pêssegos e a Castanha do Pará.

Existem ainda dezenas de anti-oxidantes, todos eles disponíveis nos alimentos, sem necessidade de se ingerir complementos em cápsulas.

Adaptação de Luis Guerreiro

Fontes: hepato.com
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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Técnicas de relaxamento

O relaxamento é uma técnica física que auxilia nos estados de estresse, tensão muscular, ou ainda como meio revigorante que atua beneficamente sobre sua saúde física, mental e emocional.
O ambiente

Para fazer relaxamento, o ideal é estar num ambiente confortável, aquecido, à meia luz e silencioso.

Deite-se em uma cama, sofá, ou mesmo sobre o tapete. Use um travesseiro não muito alto sob a cabeça.

Técnicas

Respiração – Coloque as mão sobre as costelas e concentre-se nos seus movimentos de inspiração e expiração. Mantenha uma respiração rítmica e suave. Relaxe os ombros, solte os quadris, braços, pernas e a musculatura do rosto: solte os músculos da testa, as pálpebras, as mandíbulas e sinta a língua solta dentro da boca.

Você deve fazer esse tipo de relaxamento quando não tiver tempo suficiente ou se estiver em um ambiente impróprio para fazer o Relaxamento Muscular Progressivo.

Relaxamento muscular progressivo – Nesta técnica desenvolvida por um médico norte americano chamado Jacobson, é utilizada a contração muscular seguida de relaxamento, de diversos grupos musculares, iniciando nos membros, depois o tronco e a cabeça. Você precisa ter no mínimo vinte minutos para fazer esse tipo de relaxamento.

Deite-se de costas com os braços e pernas soltos e olhos fechados, respire normalmente.

1- dobre seus pés em direção ao seu corpo. Sinta a tensão, mantenha por alguns segundos e relaxe.

2 – estique seus pés, sinta a tensão nos músculos da barriga da perna, mantenha por alguns segundos e relaxe.

3 – Aperte o calcanhar contra o apoio, sinta os músculos da perna contraidos, mantenha e relaxe.

4 – Contraia os músculos das nádegas, mantenha por alguns segundos e relaxe.

5 – Expandir o abdômen abaulando a barriga. Mantenha e relaxe. Não prenda a respiração, respire normalmente.

6 – Contraia os músculos das costas como se quisesse se desprender do apoio. Mantenha e relaxe.

7 – Eleve os ombros na direção das orelhas, sinta a tensão e relaxe.

8 – Levante os braços estendidos em direção ao teto, mantenha e relaxe vagarosamente.

9 – Feche os olhos apertando-os, mantenha e relaxe.

10 – Franza as sobrancelhas, sinta as tensão dos músculos da testa e relaxe.

11 – Aperte os lábios, mantenha e relaxe. Os dentes devem estar separados e os lábios soltos.

12 – Olhe para o teto, para baixo, para os lados e relaxe.

Término do relaxamento:

Você deve sentir o seu corpo totalmente relaxado a respiração leve e a mente livre de pensamentos estressantes.

Fique deitado durante alguns minutos apreciando seu estado de relaxamento.

Faça uma contagem regressiva a partir do cinco e levante-se vagarosamente.


Fonte: dornascostas.
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Alho, nutrição e Saúde



O alho (Allium sativum) é um vegetal da família Liliacerae, sendo encontrado na forma de raiz. Seu bulbo, vulgarmente conhecido como cabeça, é constituído por vários dentes, os quais são empregados como condimento culinário e como medicamento há centenas de anos em todo o mundo. Este emprego na culinária o coloca em vantagem frente a outras ervas de efeito farmacológico conhecido e desejável, como o Ginkgo biloba, por exemplo.

Antigamente, no Egito, o alho era usado para remediar a diarréia e, na Grécia antiga, ele era empregado como medicamento no tratamento de patologias pulmonares e intestinais. Pesquisas recentes identificaram que o alho possui ainda diversas propriedades, dentre as quais se destacam as antimicrobianas, antineoplásicas, terapêuticas contra doenças cardiovasculares, imunoestimulatórias e hipoglicemiantes.

Pasteur relatou, em 1858, a atividade antibacteriana do alho, que tem sido confirmada por diversos autores até hoje. Em laboratório, mediante diluição em série, o extrato fresco de alho mostrou ser capaz de inibir o crescimento de 14 espécies de bactérias, entre as quais o Stafilococcus aureus, Klebsiella peneumoniae e Escherichia coli, que são bactérias potencialmente maléficas à saúde. Isto ainda se deu, mesmo usando o extrato de alho diluído 128 vezes.

Uma solução de 5% preparada com alho fresco desidratado mostrou atividade bactericida contra Salmonella typhimurium. Isto é atribuído à alicina, o componente chave da atividade antimicrobiana, que também é responsável pelo odor característico do alho. A atividade antimicrobiana do alho é reduzida com sua fervura pois a alicina é desnaturada durante o processamento térmico.

O alho ainda tem se mostrado capaz de combater o Helicobacter pylory, a maior causa de dispepsia, câncer gástrico e também de úlceras gástricas e duodenais. Foi observado recentemente que 2g/L de extrato de alho inibe completamente o crescimento do H. pylori. Os autores concluíram que este efeito bactericida pode contribuir para prevenir a formação de câncer gástrico.

Esta evidência foi comprovada num estudo epidemiológico efetuado na China, onde foi notado que: O risco de câncer gástrico é 13 vezes menor em indivíduos que consomem 20g/dia de alho em relação àqueles que consomem menos que 1g/dia. Em outro estudo, na Itália, foi observada uma correlação negativa entre o consumo de alho e o risco de câncer gástrico (risco relativo = 0,8). O efeito anticancerígeno do alho parece estar ligado à estimulação da enzima hepática glutationa S-transferase envolvida em processos de desintoxicação de muitos carcinógenos. A seguir, no quadro 1, podemos observar a composição centesimal do alho.

QUADRO 1 – “RAIO X DO ALHO”

ENERGIA

140 KCAL

Carboidratos 29,3g
Proteínas 5,3g
Lipídeos 0,2g
Fibras 1,66g
Potássio 400mg
Vitamina B 10,2 mg
Vitamina B 63,33mg
Vitamina C 31,1 mg
Ácido fólico 3,1mg
Cálcio 181 mg
Fósforo 150 mg
Ferro 1,7 mg
Cobre 0,26 mg
Zinco 8,83 mg
Selênio 24,9 mg

O que mais se destaca na composição nutricional do alho, são os altos teores dos elementos zinco e selênio, ambos metais antioxidantes. No organismo humano, estes nutrientes estão envolvidos tanto direta como indiretamente no funcionamento do sistema imunológico.

Diversos são os estudos que têm identificado baixos níveis sangüíneos tanto de selênio como de zinco, em pacientes portadores de patologias como a AIDS, onde o sistema imunológico encontra-se gravemente debilitado. A prescrição dietoterápica atualmente feita para tais pacientes preconiza o consumo de alho, entre outras coisas. Há estudos que apontam para uma atividade anti-viral do alho. Neste sentido, seu consumo também é indicado para casos de resfriado, gripe e nas viroses em geral.

A propriedade imunoestimulatória do alho está, também, relacionada à presença de substâncias encontradas no seu extrato (dialil trisulfito e dialil sulfito) que estimulam a imunidade de uma maneira geral (estimula a proliferação de células T e de citocinas produzidas por macrófagos). Neste sentido, estudos têm demonstrado que o alho atua estimulando tanto a imunidade humoral como a celular.

Outro efeito nutracêutico notável do alho está relacionado aos benefícios cardiovasculares que ele proporciona. O consumo regular de alho reduz o nível do colesterol sérico total, evita a agregação plaquetária e também possui atividade antioxidante, prevenindo aterosclerose e doenças cardiovasculares. Estudo canadense efetuado com homens moderadamente hipercolesterolêmicos (32 a 68 anos) mostrou que o consumo de 7,2g/dia de extrato de alho durante meio ano reduz em 5,5% a pressão arterial sistólica, em 7,0% o colesterol sérico total e em 4,6% o colesterol de baixa densidade (LDL).

A atividade hipocolesterolêmica do alho se deve à inibição de diversos passos enzimáticos da síntese hepática do colesterol e a um acréscimo na excreção de ácido biliar e de esteróis. Os componentes do alho alicina, alinina e S-alil sulfato exibem propriedades que inibem a agregação plaquetária. O efeito em rede de tais propriedades resulta na prevenção da aterosclerose e das doenças cardiovasculares.

Na prevenção de doenças, o alho também tem merecido destaque. Recentemente, um estudo epidemiológico efetuado em duas regiões distintas da China, uma que emprega o alho na culinária e outra que não o utiliza, mostrou que a região que usa regularmente o alho tem menores índices de morbidade e de mortalidade em relação à região que não utiliza o alho na alimentação.

Se não bastassem todos os benefícios à saúde aqui descritos, o alho ainda possui propriedades hipoglicemiantes. O extrato de alho mediante seu componente sulfóxido S-alilciteína, reduziu significantemente a glicose sangüínea. O mecanismo provável desta atuação se deve, ao menos em parte, ao estímulo à secreção de insulina pelas células ß do pâncreas.

Quadro 2 – Principais benefícios do consumo regular de alho na quantidade mínima de 8g/dia
Aumenta a longevidade

Reduz os riscos de infarto

Favorece o bom funcionamento do sistema imunológico

Reduz a glicose sangüínea

Reduz o colesterol DL (ruim)

Aumenta o colesterol HDL (bom)

Combate bactérias e vírus

Previne a aterosclerose

Previne o câncer

Melhora a qualidade de vida

Em resumo, os dados dos estudos apontam para diversos benefícios à saúde derivados do consumo regular do alho. Isto torna o alho uma especiaria extremamente atrativa de ser incluída no cardápio diário, não somente pelo seu aroma e sabor, mas também pelos seus benefícios medicinais.



PROFª KÉSIA DIEGO QUINTAES – NUTRICIONISTA
- Docente do Centro Universitário
- Adventista de São Paulo
- Mestre em Ciência da Nutrição
- Doutoranda em Ciência da Nutrição pela FEA/UNICAMP


Referencias:

ALDER, A. J.; HOLUB, B. J. Garlic and fish oil for reducing serum lipids and lipoproteins. American Journal of Clinical Nutrition, Bethesda, v. 65, n. 7, p. 445-450, 1997.

ARUOMA, O. I.; SPENCER, J. P. E.; WARREN, D.; JENNER, P.; BUTLER, J.; HALLIWELL, B. Characterization of food antioxidants illustrated using commercial garlic and ginger preparations. Food Chemistry, S.l., v. 60, n. 2, p. 149-156, 1997.

BLOCH, A. S. Pushing the envelope of nutrition support: complementary therapies. Nutrition, S.l.,

v. 16, n. 3, p. 236-239, 2000.

ESTUDO NACIONAL DE DESPESA FAMILIAR Tabela de composição dos alimentos. IBGE: Rio de Janeiro, 1977.

FRANCO, G. Tabela de composição química dos alimentos. Atheneu: São Paulo, 9 ed., 1992.

GRIMBLE, R. F. Modification of inflammatory aspects of immune function by nutrients. Nutrition Research, S.l., v. 18, n. 7, p. 1297-1317, 1998.

HEINERMAN, J. The healing benefits of garlic. Nutrition, S.l., v. 13, n. 2, p. 173-174, 1997.

OREKHOV, A. N.; GRÜNWALD, J. Effects of garlic on atherosclerosis. Nutrition, S.l., v. 13, n 7-8, p. 656-663, 1997.

PANTOJA, C. V.; MARTIN, N. T.; NORRIS, B. C.; CONTRERAS, C. M. Purification and bioassays of a diuretic and natriuretic fraction from garlic (Allium sativum). Journal of Ethnopharmacology, S.l., v. 70, n. 1, p. 35-40, 2000.

SIVAM G. .P. Garlic and Helicobacter pylori. Food and Chemical Toxicology, S.l., v. 5, n. 5, p. 582, 1997.

SATO, T.; MIYATA, G. The nutraceutical benefit, part IV: Garlic. Nutrition, S.l., v. 16, n. 9, p. 787-788, 2000.

Imagem: Wikipedia – Creative Commons


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Gripe ou resfriado?

//www.flickr.com/photos/pingnews/434420191/A gripe e o resfriado são infecções respiratórias causadas por vírus, e possuem algumas semelhanças. No entanto, contrariando o que muita gente pensa, não são a mesma doença: têm sintomas, causas e tratamentos distintos.

Ambas costumam ter maior prevalência no inverno. Em parte devido à aglomeração de pessoas em locais menos ventilados, o que facilita a disseminação do vírus. Boas medidas preventivas são evitar ambientes com tais características, além da boa alimentação.

O resfriado

Dos inúmeros vírus que causam o resfriado (mais de 200 tipos), o mais comum é o rinovírus.

O resfriado ocorre mais comumente. Não é grave e dura aproximadamente quatro dias. Um sintoma bem característico é a coriza, inicialmente aquosa e abundante, torna-se, progressivamente, viscosa, espessa e de cor amarelo-esverdeada. Normalmente também apresenta obstrução nasal e tosse, que podem durar até duas semanas. completa Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT):

“Espirros, dor de cabeça, dor de garganta, febre baixa, são outros sintomas do resfriado. É transmitido pelo contato direto pessoa-a-pessoa, por meio das gotículas eliminadas ao falar, tossir ou espirrar”.

Segundo José Eduardo Cançado, presidente da SPPT, o resfriado é viral, portanto, não há tratamento especifico, pois antibiótico não mata o vírus. Pondera Mauro Gomes:

“Quando os antibióticos são empregados com a intenção de prevenir complicações bacterianas, chega-se a um problema e não à solução. Há uma seleção natural de bactérias resistentes aos antibióticos, complicando o quadro clínico”.

O aconselhado é que o paciente repouse e use agasalhos, que melhoram o bem estar.

“Não há vacina para o resfriado devido ao grande número de vírus causadores …”.

A outra

A gripe é causada por um vírus da família Influenzae, de tipos A, B e C, que sofre constantes mutações. Devido à natureza inconstante do vírus, há o risco de desenvolvimento de compilações até fatais. Isso faz da gripe uma grande ameaça à saúde pública.

Costuma durar mais de uma semana e, além de apresentar os mesmos sintomas do resfriado, tem sintomas como febre alta, dores pelo corpo, fadiga, tosse. Pode comprometer também os brônquios e os pulmões, levando à pneumonia.

Outras consequências são a sinusite, otite média, descompensação do diabetes mellitus, agravamento de doenças pulmonares crônicas, insuficiência e/ou arritmias cardíacas. Explica Mauro:

“Os vírus da gripe disseminam-se principalmente pelo ar. Difundem-se por gotículas produzidas durante a tosse, pelos espirros, ao falar e ainda pela auto-inoculação, após o contato das nossas mãos com as superfícies como toalhas, corrimãos, maçanetas etc., previamente contaminadas com secreções respiratórias de pacientes com gripe”.

Para a gripe existe a vacina antiinfluenzae:

“É necessário lembrar que a vacina não confere 100% de proteção contra a gripe…”.

Outro fator essencial é o fato de que, devido ao vírus da gripe passar por diversas mutações, a vacina tem de ser tomada todos os anos, além de que os anticorpos produzidos diminuem com o tempo.

O papel da dieta na prevenção da gripe

Uma boa alimentação pode ajudar a prevenir gripes e resfriados, e mesmo para quem já está com os sintomas, alimentar-se bem pode encurtar a duração dessas doenças. A alimentação saudável, rica em alimentos fontes de vitaminas, minerais e substâncias antioxidantes, fortalece o sistema imunológico e cria defesas orgânicas para combater o vírus.

Por isso, para quem quer ficar livre desses dois problemas, a dica é adotar uma dieta equilibrada e variada, baseada em frutas, vegetais folhosos, legumes, grãos integrais (cereais e leguminosas).

Dentre as vitaminas e minerais que atuam fortalecendo nosso sistema imunológico destacaremos aqui as vitaminas A, C, E e os minerais zinco e selênio. Veja as principais funções imunológicas de cada um desses nutrientes e em quais alimentos são mais encontrados.

VITAMINA A = apresenta um papel muito importante na manutenção da integridade das membranas mucosas. Sua deficiência provoca uma redução do número de linfócitos T circulantes, aumentando a probabilidade de infecções bacterianas, virais ou parasitárias. Os alimentos vegetais ricos nessa vitamina são: cenoura, abóbora, batata doce, damasco seco, brócolis, melão.

VITAMINA C = estimula a resistência às infecções através da atividade imunológica de leucócitos. Aumenta a produção dessas células de defesa, que tem efeito direto sobre bactérias e vírus, elevando a resistência à infecções. Acerola, frutas cítricas (limão, laranja, lima), kiwi, caju, tomates e vegetais folhosos crus são fontes excelentes. Morangos, repolho e pimentão verde são boas fontes. É facilmente destruída pela luz e pelo calor. Um suco de laranja com acerolas, por exemplo, deve ser consumido imediatamente após preparo para que não haja grande perda da vitamina C.

VITAMINA E = tem a capacidade de interagir com as vitaminas A e C e com o mineral selênio, agindo como antioxidante. Sua função primordial é proteger as membranas celulares contra substâncias tóxicas, radiação e os temerosos radicais livres que são liberados em qualquer reação química do organismo e podem causar sérios danos às estruturas das células, detonando o processo de envelhecimento e desencadeamento de algumas formas de carcinogênese. Alimentos ricos em vitamina E são o germe de trigo (fonte mais importante), arroz, algodão, milho e girassol, amêndoas, nozes, castanha do Pará, vegetais folhosos e legumes.

ZINCO = esse mineral atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos. Uma deficiência de zinco resulta em diversas doenças imunológicas; a deficiência grave causa linfopenia (grande diminuição do número de linfócitos). Fontes vegetais importantes de zinco são cereais integrais, feijões e nozes.

SELÊNIO = assim como a vitamina E, esse mineral possui grande capacidade antioxidante, ou seja, neutraliza a ação dos radicais livres (formados devido a ação dos raios solares, poluição, fumaça de cigarro, entre outros) no nosso corpo, retardando o processo de envelhecimento e evitando o desencadeamento de algumas formas de câncer. Fonte se selênio – Castanha do pará (uma por dia é suficiente).

Probióticos e prebióticos: sua função no sistema imune

O intestino humano é um ecossistema microbiano intensamente populoso. Em condições normais, centenas de espécies de bactérias estão presentes, com números típicos de 1011-1012/g.

Essa microbiota intestinal tem um papel muito importante sobre o sistema imunológico. Uma microbiota saudável, constituída principalmente por lactobacilos e bifidobactérias promove o desenvolvimento de anticorpos e ativação de linfócitos, células de defesa do nosso corpo que atuam combatendo principalmente infecções virais. Ao contrário, uma microbiota desequilibrada, com predominância de bactérias prejudiciais como por exemplo as enterobactérias, permite a invasão da mucosa intestinal por microorganismos patogênicos, causadores de infecções e doenças. Estudos mostram que esse desequilíbrio pode também causar ativação de carcinógenos em nosso corpo.

Alimentos enriquecidos com probióticos (microorganismos vivos do tipo lactobacilos e bifidobactérias) e prebióticos (componentes extraídos de certos vegetais conhecidos como inulina, oligossacarídeos, frutooligossacarídeos) promovem a colonização do trato intestinal com bactérias benéficas, melhorando o funcionamento do sistema imunológico, reduzindo o risco de inúmeras doenças, entre elas, as gripes e resfriados.

Dicas para fugir da gripe

A seguir, algumas dicas que poderão ajudar a prevenir ou atenuar os sintomas de gripes e resfriados:

- Tenha hábitos alimentares saudáveis;
- Consuma pelo menos 5 porções de frutas e outros vegetais todos os dias;
- Consuma alimentos enriquecidos com probióticos e prebióticos;
- Ingira pelo menos de 8-10 copos de água/dia. A água deixa os cílios pulmonares mais fortes e amolece o muco, facilitando o trabalho desses cílios;
- Faça lavagens nasais com solução fisiológica e estimule, principalmente crianças, a assoar o nariz sempre que possível;
- Não administre descongestionantes, anti-inflamatórios ou xaropes sem consultar um médico;
- Se você estiver com gripe, o repouso é fundamental para uma recuperação mais rápida.

Adaptação de Luis Guerreiro

Fontes:
Pulmonar Blog
Jocelem Salgado – Nutricionista


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A mesma língua???

Para quem escreve em português para um publico misto (Brasileiros, Portugueses e o resto da comunidade de língua oficial Portuguesa), nem sempre é fácil escolher as palavras que todo mundo irá entender. Mas como se diz em Portugal – “por cá me amanho…” – Luís Guerreiro

Um texto delicioso do Ruben Braga…

Em Portugal se diz assim:

«(…) Pagar a renda do andar é pagar o aluguel do apartamento. O avião não decola, descola, e não aterrissa, aterra; e o sujeito que vem consertar a pia não é bombeiro, é canalizador. (…) Sua geladeira deve ser promovida a frigorífico e seu banheiro a casa de banho. (…) Caminhão é camião, e quando ele bate não bate, embate; seu motorista é camionista. A casa (mobilada e não mobilada) vende-se com “o recheio”. Oferecem-se marçanos e turbantes, e mulheres a dias. Lanterneiro é mais logicamente bate-chapas e cardápio é ementa; esquadra é a delegacia de polícia. (…) Caixa postal é apartado, aparelho de rádio é telefonia, parada é paragem e pedágio é portagem; carona é boléia, autoclismo é caixa de desgarga de latrina, que não é latrina, é retrete. (…) suéter é camisola, e meia de homem é peúga, (…) mamão é papaia, troco é demasia, presunto cozido é fiambre, sorvete é gelado, travão é freio, marcha a trás é marcha à ré, band-aid é penso, e durex é fita-cola, bonde é eléctrico, berlinde é bola de gude (mas é masculino: jogar ao berlinde), cabedal é couro. (…) a sopa não esfria, arrefece; tomada de electricidade é ficha; (…) a guimba ou bagana de cigarro no Brasil é beata em Portugal, e a equipa não deixa a concentração para fazer um excursão, deixa o estágio para uma digressão; papel carbono é químico, não se diz que um sujeito é monarquista, diz-se que o gajo é monárquico.

Quando dizemos que “tinha muita gente lá”, eles dizem que “tinha lá imensa gente”, quando falamos de “uma porção de coisas”, eles falam de “uma data de coisas”. Não se anuncia uma casa “em primeira locação”, mas simplesmente “a estrear”. (…) O final de um jogo de futebol de futebol não é “zero a zero”, é “zero-zero”. A nossa ducha é o duche deles, e o nosso toca-discos lá é gira-discos. (…) e não se dá uma surra ou uma sova, mas uma tareia. Pois, pois.»

«(…) Há diferenças conhecidas de todos, como “comboio” que é o nosso “trem”, “carruagem” que é o nosso “vagão” e “caminho de ferro”, que é a nossa “estrada de ferro”, mas a nossa “baldeação” lá é “transbordo”, coisa menos sabida.

Se você entrar em um teatro com seu “chapéu de chuva” (forma muito mais usada que o “guarda-chuva”) é obrigado a deixá-lo no “bengaleiro”, que é o nosso “chapeleiro”. Isto ao Irineu [Garcia] parece elegante, e fica a imaginar se o seu querido Fernando Pessoa usava bengala; acha que sim.

Acredita meu missivista que é uma falta de respeito chamar “gerânios” de “sardinheiras”; e completamente misteriosa a palavra “diospiro”, que designa a fruta que nós conhecemos por “caqui”. (…)

“Ventoinha” é o nosso “ventilador”, e “papeleira” é aquela “escrivaninha” de tampa inclinada e gavetas para guardar papeis. “Utente” é o mesmo que o nosso “usuário”, “herdade” é “fazenda”, e “carrinha” é “caminhonete”. A gente não pede comumente o “endereço” de uma pessoa e sim a sua “morada”, isto é, “endereço” de sua “residência”; esta última palavra é mais usada no sentido coletivo.

Candeeiro no Brasil a gente entende que é a querosene, óleo ou gás: lá é também o eléctrico, a nossa armação de abajur. O “caseiro” é mais conhecido com “quinteiro”, e “sertã” é o nome mais comum da nossa “frigideira”; “alguidar” é usado comumente no sentido de bacia de lavar roupa…

A nossa “turma” ou, em ipanemês, “patota”, lá é “malta” e às vezes se mete em algum “sarilho”, que é a palavra mais usada para “briga”, confusão.

Irineu me manda “refilar” no sentido de “estrilar”, “reagir”, e “fato macaco” no lugar do nosso feio “macacão”. No Brasil é muito raro o uso de “fato” com “roupa” e corrente no sentido de coisa feita, acontecimento — que lá é de “facto”, com “C”, que se escreve e pronuncia.

O vendedor de bilhetes de loteria, nosso “bilheteiro”, em Lisboa é “cauteleiro”, e não é raro ouvir “apitadela” no lugar de “telefonema”. Um tipo “gira” não é adoidado como no Brasil, é um bom tipo, é bonito. O amigo “legal”, “cem por cento” lá é “fixe”. No lugar de “vagem” usa-se mais “feijão-verde”, e, no lugar de “açougue”, “talho”.»

Ruben Braga [1913-1990], Pequena Antologia do Braga,
Editora Record, 7.ª Edição, 2004

Saber mais: Wikipedia – Português Brasileiro


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Caqui ou Dióspiro


O caqui(português brasileiro) ou dióspiro(português europeu) é o fruto do caquizeiro(português brasileiro) ou diospireiro(português europeu) (Diospyros kaki, L.f.), uma árvore da família Ebenaceae. O nome Diospyros tem origem no grego dióspuron que significa alimento de Zeus.

Originário da China e muito popular no Japão, o caqui (dióspiro, em Portugal) é uma fruta bastante doce. Sendo uma fruta de caldo, contém grandes quantidades de água em seu interior.

Existem diversas variedades: A variedade vermelha, quando maduro, é muito doce e mole, precisa de muito cuidado no transporte para não amassar. A variedade conhecida como caqui-chocolate é de cor alaranjada e no interior tem riscas cor de chocolate, é mais duro e resistente, e não é tão doce quanto o vermelho. Um caqui possui o tamanho aproximado de uma maçã, porém se assemelha muito com o tomate. Tem cerca de 80 calorias a cada 100 g, e possui vitaminas A, B1, B2 e E, além de cálcio, ferro e proteínas, é considerado alcalinizante e antioxidante. Por isso é bastante utilizada no cardápio de esportistas. Rico ainda em taninos (substância adstringente), especialmente quando não está demasiado maduro.
A pectina e a mucilagem que contem, conferem-lhe propriedades suavizantes e protectoras da mucosa intestinal.

O cultivo do caquizeiro é feito em várias partes do mundo de clima temperado e subtropical, uma vez que a planta se desenvolve em regiões mais amenas. O crescimento do caquizeiro ocorre de forma lenta se comparada com outras plantas, assim, a primeira colheita dos frutos geralmente ocorre no 3º ano após o plantio. É muito cultivada na região sul do Brasil e no estado de São Paulo, pois dá-se bem em climas amenos e frios (subtropical e temperado).

Adaptação: Luís Guerreiro

Fontes:

  • Wikipedia
  • Tiago Dantas – Equipe Brasil Escola
  • Dieta Certa
  • Imagem – Wikipedia

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Amor é mais importante do que nutrição!
O amor abre!
o medo fecha!
O stress torna-nos menos inteligentes!

Luís Guerreiro

O corpo é como uma máquina fotográfica assim como as células. Absorvemos aquilo que se passa no exterior, mas somos condicionados pelos filtros que colocamos.

As crenças interferem com a visão do mundo.

É preciso acreditar num mundo positivo para não afectarmos aquilo que vai dentro de nós.

As células tem duas escolhas – defesa ou aceitação.
Aceitam os nutrientes adequados e rejeitam as toxinas.

Mas não podem fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
Aceitam a energia positiva ou rejeitam a energia negativa.

Video “the new biology – where mind and matter meet “1 of 2

The new biology – where mind and matter meet 2 of 2

Publicado inicialmente no site Comida Viva


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