Arquivo para Abril 28, 2008

É possível ser 100% verde durante um dia?

No dia 22 celebrou-se mais um Dia da Terra. Desde 1970, ano em que se celebrou pela primeira vez este dia, muito mudou no pensamento ecológico. Em 1970 a ideia deste dia emergiu de um caldo fervilhante de ideias progressistas dos opositores à guerra do Vietnam. 38 anos depois, muitas das lutas e reivindicações foram ganhas, ou pelo menos conquistaram a consciência da maioria dos cidadãos ocidentais. Entre os sucessos na consciencialização encontram-se os problemas dos resíduos, da poluição atmosférica, dos resíduos nucleares ou, mais recentemente, das alterações climáticas.

Infelizmente, uma das áreas fundamentais para a própria existência do ser humano continua a ser largamente ignorada e espezinhada no dia-a-dia, em particular no nosso país. Trata-se da área da alimentação. O modelo agro-industrial desenvolvido pela Revolução Verde trouxe-nos as mais diversas ameaças, que entram no nosso corpo a cada dia. A opção de escolha é cada vez menor e somos obrigados a consumir tudo, porque comer é algo que ninguém pode dar-se ao luxo de rejeitar. Pesticidas, fertilizantes, conservantes, aditivos e rações animais com medicamentos ou com próprios restos animais (que deram origem à BSE ou doença das vacas loucas), contaminaram a nossa cadeia alimentar ao longo das últimas décadas.

A última ameaça surgiu com os transgénicos e o direito à escolha de uma alimentação natural pode estar a ser posto em causa com a libertação destes organismos vivos (e, como tal, potencialmente incontroláveis) nos nossos campos agrícolas. Infelizmente, a consciência ecológica da nossa sociedade ainda não atingiu um dos bens mais essenciais para a Humanidade: os alimentos. Prova disso é o artigo que há 2 dias atrás saiu no Diário de Notícias, intitulado “Ser 100% por um dia”. No artigo, uma peça aliás muito interessante, a jornalista tenta assumir um comportamento ecológico a todos os níveis – desde os transportes até aos alimentos no supermercado. Em tudo o que procura, encontra mais ou menos sempre o que precisa para ser pelo menos um pouco mais ecológica. Tudo, menos na pergunta sobre transgénicos, onde a jornalista, ao perguntar se têm cereais com garantias de que o milho não é transgénico, recebe um “Ui, isso não sei…”, com um sorriso do funcionário que estava a ser tão prestável.

É sobretudo por esta razão, pela falta do nosso direito à escolha, que a luta contra os transgénicos é hoje uma luta tão importante e urgente de travar. Porque é agora que temos que mostrar e gritar que queremos decidir aquilo que comemos e não ser forçados a consumir alimentos que foram manipulados em laboratório por um punhado de multinacionais de interesses duvidosos. Porque devemos dizer que os seres vivos e a alimentação são um bem de cada ser humano e do planeta Terra e não devem ser propriedade de uma empresa que detém uma patente. Porque os agricultores têm direito às suas sementes e nós temos direito ao nosso prato.

Se não agirmos agora, quando os transgénicos estiverem por todos os campos, fazendo sorrir os CEOs da Monsanto, da Pioneer, da Syngenta ou da Bayer, então será tarde demais. Numa Natureza em que não há fronteiras, também os nossos pratos serão uma parte do gigantesco laboratório de ensaios destas empresas. É tempo de dizer basta e de enfrentar os interesses obscuros da indústria e a sua infiltração na esfera política. A vontade dos cidadãos deve ser respeitada, para que o Dia da Terra também seja um dia dos seres humanos!

Gualter Barbas Baptista
22 de Abril de 2008

Fonte: http://gaia.org.pt/node/14414

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Razões Ambientais para o Vegetarianismo

Nota:(Luís Guerreiro) Na Alimentação Viva e crua gastamos ainda muito menos água sendo esta sem duvida uma alimentação mais sustentável…

O vegetarianismo não é apenas uma solução para os problemas éticos
associados à produção de carne. É também uma forma de resolver graves
problemas ambientais que existem em todo o Mundo, incluindo Portugal.

Em primeiro lugar, e de especial interesse para os defensores dos
direitos dos animais, está a diminuição da biodiversidade (1). Esta
decorre de uma degradação e destruição de habitats naturais, para a
produção animal que consome cerca de 70% da superfície agrícola mundial
e um terço da superfície da Terra (2). O aumento gradual do consumo de
carne tem levado nos últimos anos à progressiva destruição de habitats
únicos como a floresta amazónica, com mais de 20 milhões de hectares
destruídos para a criação de terrenos de pastoreio desde 1970 (1). A
destruição da vegetação para a criação de terrenos para pastoreio
provoca um segundo problema gravíssimo (2). Desprotegidos, os terrenos
são facilmente degradados com o aumento da erosão, estando entre 700
milhões e 3 biliões de hectares em todo o Mundo em risco de se perderem
(1). Quando um solo já não serve para o pastoreio, novos habitats
naturais são destruídos para continuar a produção de carne (2). A
produção animal é apontada como a principal causa para a desertificação
(3). Num terreno onde é produzido 1 kg de carne, podem ser produzidos 30
kg de cenouras mais 20 kg de maçãs mais 50 kg de tomates e mais 40 kg de
batatas (2).

Outro grave problema associado à produção animal é a destruição de
recursos hídricos, seja pelo elevado consumo de água (provocando seca),
seja pela poluição que é lançada aos rios. Para produzir um quilo de
produtos vegetais são necessários cerca de 100 litros de água mas para
produzir um quilo de carne é necessário gastar entre 2000 e 15000 litros
de água potável (2). Por outro lado, o estrume e urina lançados nos rios
provocam a contaminação dos lençóis de água tanto por amónia que é
altamente tóxica para os peixes como pelo nitrogénio e fósforo que
provocam “booms” (grande e repentino aumento da população) de algas que
levam à destruição total dos ecossistemas aí existentes (3). Em Portugal
as suiniculturas, com uma criação nacional anual superior a 2 milhões de
porcos, são o principal problema de poluição fluvial (4).

Por fim, tendo em conta todo o processo de produção animal, pode
dizer-se que esta actividade provoca um efeito no aumento do aquecimento
global ao mesmo nível que a poluição automóvel ou industrial (2). Por
exemplo, anualmente a criação de animais é responsável pela libertação
de 15 milhões de toneladas de metano, sendo que este gás contribui 25
vezes mais para o efeito de estufa do que o dióxido de carbono (2). O
aumento previsto de cerca de 2ºC para os próximos anos afecta, não só a
vida humana como também a dos animais, provocando a desregulação entre
vários ciclos de vida de animais e plantas (1).

Pela abordagem ambiental a dieta vegetariana gasta muito menos recursos
(área arável e água), polui muito menos e conserva melhor os
ecossistemas terrestres e aquáticos onde habitam animais e plantas.

É mais um óptima razão para deixarmos de comer seres sencientes e
optarmos pelo vegetarianismo.

Hugo Evangelista
(Associação Vegetariana Portuguesa 2005)

Referências:

1. “Livestock & the environment: Finding a balance”, FAO (Organização de
Alimento e Agricultura das Nações Unidas), 1997. 2. “The Ecological and
Economical Consequences of a Meat Orientated Diet”, União Suiça para o
Vegetarianismo, 2003. 3. Vegan Outreach, www.veganoutreach.org [2]. 4.
“Quercus quer revolução na agro-pecuária e na actuação do Governo nos
aspectos ambientais deste sector”, Quercus, 2004.

Curiosidade:

Só no Reino Unido, com uma população de cerca de 58 milhões de pessoas
e, felizmente, já com um número significativo de vegetarianos, são
torturados e mortos por ano 2,3 milhões de bovinos, 18 milhões de
ovinos, 14,2 milhões de suínos, 723 milhões de galináceos (12,5 vezes a
população do Reino Unido) , 39 milhões de perus e 13 milhões de patos,
entre outros mamíferos e aves (os quais são, de acordo com a biologia
moderna, tão sensíveis à dor como um ser humano)

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Produção Animal / Degradação Ambiental e Fome no Mundo

Introdução

Nos países desenvolvidos é impossível ignorar a relação entre a produção
animal e o desastroso impacto económico-ambiental. O custo da criação
intensiva de gado, aves, porcos, cabras, carneiros e peixes, para
alimentar uma população humana excessiva e em contínuo crescimento,
inclui a fome nos países do terceiro mundo, o uso indevido da água e do
solo, o alto nível de contaminação produzido por fezes de animais, o
aumento nas taxas de doenças cardíacas assim como outras enfermidades
degenerativas e a destruição das florestas. A permanência desta situação
contribuirá para a desertificação, a extinção de muitas espécies animais
e vegetais e as alterações climáticas. Desmesurada e consumidora
excessiva de recursos, a produção animal é portanto, incompatível com os
recursos naturais e ecossistemas da Terra.

Números….

Degradação Ambiental

Consumo e contaminação da água e ar:

A produção de ração e de forragem para o gado requer uma enorme
quantidade de água, resultando na escassez de água em certas áreas. Só
nos Estados Unidos, mais de metade da água consumida para todos os fins
é gasta na produção animal. Consequentemente, lençóis de água como o
gigantesco aquífero Ogalalla (Estados Unidos), estão a ser rapidamente
esgotados. Em paralelo, um dos factores mais poluentes da água é a
acumulação e descarga de resíduos animais. O nitrogénio proveniente
destes resíduos é convertido em amónia e nitrato e infiltra-se nas águas
do subsolo e da superfície, poluindo a atmosfera, contaminando poços,
rios e riachos e matando a vida aquática. De acordo com a Agência de
Protecção do Meio Ambiente dos Estados Unidos, cerca da metade dos poços
e todos os riachos do país estão contaminados por poluents oriundos da
pecuária. Na Holanda, os 14 milhões de animais que ocupam os estábulos
do sul produzem tanto esterco que o nitrato e o fosfato saturam camadas
da superfície do solo e contaminam a água. A amónia proveniente da
indústria de criação de animais é sozinha a maior fonte de deposição
ácida nos solos holandeses, provocando mais prejuízos que os automóveis
e as fábricas, segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública e Protecção
Ambiental do país.

- Produção de excremento pela criação de animais dos EUA: 104.000 Kg por
segundo.
- Resíduos criados por um rebanho de gado de 10.000 cabeças: igual a uma
cidade de 110.000 habitantes.
- Poluição da água atribuível à agricultura, incluindo a vazão de solo,
pesticidas e estrume: maior do que todas as fontes industriais e
municipais combinadas.
- Num só gole, uma vaca bebe até 2 litros de água; ao fim de um dia
consome cerca de 100 litros. Para produzir 1kg de carne de vaca
gastam-se 43.000 litros de água, enquanto que um 1kg de batatas requer
menos de 50 litros de água.

-Número de litros de água necessários, na Califórnia, para produzir 1 kg
comestível de: Tomates – 39 ; Alface – 39 ; Batata – 41 ; Trigo – 42 ;
Cenoura – 56 ; Maçã – 83 ; Laranja – 111; Leite – 222 ; Ovos – 932 ;
Galinha – 1.397 ; Porco – 2.794 ; Carne de gado – 8.938

- Tempo que leva para uma pessoa usar 20.000 litros de água no banho (5
duches por semana, 5 minutos por banho, com um gasto em média de 15
litros por minuto): um ano.

Desflorestação e desertificação:

Todos os anos, cerca de 200.000 quilómetros quadrados de florestas
tropicais são destruídas de forma permanente ocasionando a extinção de
aproximadamente 1000 espécies de plantas e animais. A exploração e
devastação constante de novos solos (muitas vezes abandonados poucos
anos depois) para criação de pastos para gado, leva à utilização
excessiva da terra o que resulta na contínua perda da camada fértil do
solo. Pressões da competição levam os donos das unidades de produção
animal a optar por métodos de produção de baixo custo que deixam o solo
exposto ou a submeter terras fracas à produção intensiva, resultando na
sua destruição permanente. Por todo o planeta, a terra, que é a própria
base da produção de alimentos, está a ser rapidamente desertificada.
Desertificação é o empobrecimento de ecossistemas áridos, semi-áridos e
sub-áridos pelo impacto das actividades humanas. As regiões mais
afectadas pela desertificação são as áreas produtoras de gado, inclusive
o oeste americano, a América Central e do Sul, a Austrália e a África
Sub-saariana. A desertificação dos campos e florestas deslocou a maior
massa migratória na história do mundo. No virar deste século, mais de
metade da população irá viver em áreas urbanas.

- Perda corrente anual da camada fértil da terra na agricultura nos
Estados
Unidos: mais de 5 biliões de toneladas.
- Terra própria para o cultivo nos Estados Unidos que foi
permanentemente removida devido à excessiva erosão: um terço.
- Terra fértil perdida na produção de um quilo de carne: 77 quilos.
- Erosão do solo associada a culturas destinadas à alimentação do gado e
à produção de pastagens: 85%.
- Camada superior de solo perdida anualmente no mundo em terras
utilizadas para a agricultura: 26 biliões de toneladas. -Tempo
necessário para a natureza formar cada 2,5 cm de terra fértil: 200 a
1000 anos.
- Causa mortis histórica de muitas grandes civilizações: esgotamento do
solo.
- Quantidade de terra tornada improdutiva pela desertificação anualmente
no
mundo: 21 milhões de hectares.
- Percentagem de solos que sofrem desertificação: 29% .

- Principais causas de desertificação:
Pastoreio excessivo, cultivo intensivo da terra, técnicas impróprias de
irrigação, desflorestamento, falta de reflorestamento – factor principal
em todos os casos: produção animal.

- Na América Central as unidades de produção animal destruíram mais
florestas do que qualquer outra actividade.
- 90% dos novos fazendeiros da Amazónia abandonam as terras em menos de
8 anos, em razão do solo se encontrar totalmente esgotado.
- Florestas devastadas na América Central para dar lugar a unidades de
produ ção animal: 25%.
- Taxa actual da extinção das espécies devido à destruição das florestas
tropicais e seus habitats: 1000/ano.
- Remédios disponíveis hoje derivados das plantas: um quarto.

Fome no Mundo

A fome no mundo é uma realidade dolorosa, persistente e desnecessária.
No momento, existe suficiente terra, energia e água para bem alimentar
mais do que o dobro da população humana, contudo metade dos cereais
produzidos é destinada aos animais enquanto milhões de seres humanos
passam fome. Em 1984, quando centenas de etíopes morriam diariamente de
fome, a Etiópia continuava a cultivar e exportar milhões de dólares em
alimento para o gado do Reino Unido e outras nações da Europa.

- Número de pessoas que morreram como resultado de desnutrição e fome em
1992: 20.000.000.
- Número de crianças que morrem em decorrência da desnutrição e fome a
cada
dia: 38.000.
- Frequência com que morre uma criança na terra como resultado de
desnutrição e fome: a cada 2,3 segundos. -Quantidade de cereal e soja,
em quilos, necessária para produzir um quilo de carne actualmente nos
Estados Unidos: 7.
- Pessoas que podem ser nutridas usando a terra, a água e a energia que
seriam libertadas se os norte-americanos reduzissem seu consumo de carne
em
10%: 100.000.000.

Um estudo realizado aos recursos populacionais demonstrou que se toda a
população mundial fosse vegetariana, tudo aquilo que é despendido na
produção animal, dava para alimentar 10 biliões de pessoas, ou seja,
mais do que a população que é prevista em 2050.

Conclusão:

O que se pretende aqui é chamar atenção para um importante aspecto da
vida diária, que são os hábitos alimentares, e mostrar como eles se
encontram hoje estreitamente ligados ao quadro da miséria, subnutrição e
fome. Estão também ligados a um enorme desperdício, à degradação do meio
ambiente e à má saúde da população como um todo.

Muitos estão preocupados com os graves problemas ambientais e sociais
com os quais nos defrontamos a nível global, contudo, poucos estão
cientes das enormes implicações que o simples acto de comer tem sobre
vários destes problemas. Ao investigarmos esta questão, vemos que
existem efeitos de amplo alcance na mudança fundamental das nações
ocidentais, que se deu, sobretudo, depois da II Guerra Mundial, de uma
dieta composta principalmente de alimentos de origem vegetal para uma
dieta à base de alimentos de origem animal.

Analisando estes problemas até à raíz – os hábitos alimentares -
conseguimos concluir que ao modificar as nossas dietas, podemos
desempenhar um importante papel no sentido de ajudar a curar a Terra e a
criar um mundo sustentável para os futuros habitantes.

Referências:

http://www.vegetarianismo.com.br/artigos/producao.htm [3]
http://www.avozanimal.com.br/index1.htm [4]
http://www.vegetarianismo.com.br/artigos/pecuaria-moderna.html [5]
http://www.vegetarianismo.com.br/artigos/agricultura-moderna.html [6]

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1 litro de água pelo seu carro limpo

Deixar seu automóvel limpo com um litro de água? Sim, dá para fazer isso. Guilherme Motta Lima, montou uma empresa, em São Paulo, que vende triciclos (foto) equipados com um kit de limpeza para lavar carros onde eles estiverem estacionados. Com flanelas e uma espécie de cera diluída, é necessário apenas um litro de água para fazer a chamada “lavagem a seco”.

A proposta além de ecológica, ajuda na geração de renda, criando oportunidade de emprego. Os lavadores compram o triciclo por 500 reais, mais o kit de limpeza separadamente. Lima explica que a lavagem a seco é mais rápida e barata que a convencional que gasta até 300 litros de água. Quando o carro está muito sujo de lama, deve-se usar um pouco de água antes para tirar o excesso de sujeira.

O desperdício de água no Brasil é enorme. Em um ano, 38 milhões de pessoas poderiam ser abastecidas com a água perdida pelo mau uso. Só nas capitais, são 2,5 milhões de litros d´agua desperdiçados todos os dias. No começo desse mês, a Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou projeto de lei para punir o uso irracional da água com multa de até R$1.488,00. O projeto considera desperdício lavar calçadas, veículos e regar jardins com mangueira e máquina de pressão a jato. O projeto ainda não foi aprovado pelo governo do Estado.

(Thaís Ferreira)

Fonte: Blog da Terra

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Visite a Amazônia em Nova York

A maior mostra mundial sobre a floresta chegou essa semana a Nova York. É a oitava edição da exposição “Amazônia Brasil”, que já passou por São Paulo, França e Suíça. Músicos e artesãos brasileiros também participam do evento. Uma instalação com um mapa vivo da floresta é a grande atração. A recriação de ambientes e moradias típicas da região pode ser conferida no South Street Seaport, no Píer 17, em Manhattam. Eventos culturais e uma feira de artesanato acontecem em outros 11 pontos da cidade. A exposição começou essa semana e vai até o dia 13 de julho. O projeto é uma iniciativa da ong Saúde e Alegria em parceira como Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), que representa cerca de 600 entidades da região. A estimativa é que 400 mil pessoas participem do evento.

Além da programação cultural, também acontece durante o evento uma conferência das Nações Unidas (ONU) sobre o aquecimento global e a Amazônia. Na sede da ONU, uma parte da exposição é dedicada aos efeitos das mudanças climáticas na maior floresta tropical do mundo.

Para quem não pode visitar Nova York, nem a Amazônia, o Blog do Planeta faz uma prévia da exposição do fotógrafo Araquém Alcântara, que acontece no Píer 17.

(Juliana Arini) – Blog daTerra Link da nota
A mato-grossense Juliana Arini cobre meio ambiente há 12 anos. Já trabalhou para ONGs, como o WWF, e produziu reportagens para a National Geographic. Tenta convencer os paulistas a parar de comer hambúrguer para salvar a Amazônia.

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A culpa é do sabonete?


O Greenpeace começou ontem (23)uma campanha global responsabilizando a empresa Unilever, em especial a marca de sabonetes Dove, por parte do desmatamento na Indonésia. Assim como o Brasil, a Indonésia guarda uma das maiores porções de floresta tropical e é uma das campeãs mundiais de desmatamento. Segundo o Greenpeace, haveria provas de que firmas indonésias cortam a floresta para plantar palmeiras que fornecem óleo vegetal para a Unilever fazer produtos de higiene, como o sabonete. A organização fez um vídeo (acima) com a denúncia, que está circulando entre os internautas.

Em nota oficial, a Unilever diz que se preocupa com a produção sustentável do óleo. “Utilizamos óleo de palma em alguns de nossos produtos, mas também temos um longo histórico na promoção de sustentabilidade, por exemplo, em chá e pesca. Somos a empresa líder na busca de soluções de longo prazo para a obtenção de óleo de palma sustentável”, diz a nota da empresa.

A Unilever também afirma que está em processo de certificar a produção do óleo de palma. “Presidimos a Mesa Redonda sobre Óleo de Palma Sustentável (Roundtable on Sustainable Palm Oil) ou RSPO, uma coalizão abrangente de organizações que inclui OXFAM, WWF, proprietários de plantações, fabricantes e varejistas. Em novembro, a RSPO acordou um sistema de certificação para a produção sustentável de óleo de palma. Este novo sistema de certificação engloba muitas das preocupações da Greenpeace”, afirma a nota da Unilever. Mais informações, em inglês, no site internacional da empresa.

(Alexandre Mansur<!–
BRASIL | POLÍTICA | SENADO | MENSALÃO

–>) Link da fonte

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Os 10 melhores sites verdes do Brasil

28/04/2008

O movimento ambiental brasileiro tem uma rede crescente de colaboração na Internet. As principais organizações ambientalistas oferecem sites especiais com informação e militância ecológica. A Época participa com o Blog do Planeta dentro da seção especial Pense Verde, com nossas reportagens ecológicas. Essas iniciativas inspiraram cidadãos comuns a montarem blogs individuais ou coletivos que organizam campanhas e debatem os principais dilemas de quem busca uma vida mais sustentável para o planeta. Repare como todos esses ciberativistas verdes linkam-se uns aos outros. Na militância pela Internet, um apóia o outro e todos crescem juntos. Mais ecológico, impossível. A seguir, os dez sites mais ativos no ecossistema virtual do país.

Instituto Sociambiental

A organização tem a mais completa base de dados sobre os povos indígenas do Brasil, mapas com o estado da Amazônia e informações sobre as áreas de conservação.

O Eco

A agência de notícias ambientais sem fins lucrativos montou uma rede de colaboradores que traz reportagens exclusivas dos recantos mais escondidos do país.

Greenpeace Brasil

A ONG militante sabe cativar os internautas. Oferece vídeos engraçados, blogs dos ativistas e notícias das ações do Greenpeace pelo mundo. É um convite à ação ecológica.

Faça sua parte

A empresária carioca Silvia Schiros começou um blog que acabou virando uma ação coletiva com mais outros 11 blogueiros. Gente comum que ganhou relevância na rede.

WWF Brasil

A organização ambientalista montou um site com informações atualizadas sobre as principais questões ecológicas do mundo. É uma fonte de referência completa.

Mude o Mundo

O blog do escritor e ilustrador Fábio Yabu é movimentado. Dá dicas para uma vida ecologicamente correta, sem perder a elegância.

Esquecimento Global

Os autores do banco de fotos Imagem Brasil Fotoarquivo, especializado em paisagens naturais, montaram um blog para promover a preservação dos belos cenários nacionais.

Outra agricultura

Gabriela Vuolo, especialista em alimentação do Greenpeace, criou um blog pessoal para debater agricultura orgânica e alimentação saudável, do ponto de vista militante.

Apocalipse Motorizado

Inspirado no Movimento Ludita, revolta operária inglesa do século XVIII contra a mecanização, o blog prega alternativas para a cultura do automóvel.

Ambiente Brasil

O portal de notícias especializada em ecologia apresenta a cobertura mais completa do tema. Você pode até buscar por assunto específico.

(Alexandre Mansur) Blog do Planeta
Editor de Ciência & Tecnologia da revista Época. Cobre meio ambiente há 16 anos. Já ganhou alguns prêmios, como o Reuters-IUCN Media Award.

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Os 10 melhores sites verdes internacionais

28/04/2008

Nos últimos meses, a evolução da consciência ecológica global foi acompanhada pela multiplicação de sites e blogs com notícias, serviços e ativismo ambiental. A Internet, como seu espaço natural para participação democrática – qualquer um pode criar o seu blog e virar um militante ambiental influente – é o terreno mais fértil para cultivarmos os novos valores, hábitos e tecnologias rumo a um planeta mais hospitaleiro e saudável. Preparei uma lista com os melhores sites sobre meio ambiente e vida ecologicamente inspirada.

Grist

Virou o principal portal de ecologia americano. É bastante centrado nos problemas e soluções dos Estados Unidos. Mas traz novidades instigantes para todos nós.

Tree Hugger

Você não precisa abraçar árvores para ficar em paz com a natureza. O Tree Hugger é um dos melhores pontos de referência para levar uma vida com menos impacto ambiental.

Dot.earth

Em seu blog, o repórter Andrew C. Revkin do jornal New York Times investiga os esforços para que nosso planeta sustente 9 bilhões de pessoas com conforto.

New Scientist

O blog é alimentado pelos repórteres e colaboradores da revista britânica New Scientist. Tem posts originais e provocantes sobre o tema.

Real Climate

O meteorologista americano Roger Pielke montou um blog para desfazer as confusões em torno da ciência das mudanças climáticas. É um dos pontos de encontro entre os pesquisadores e o público interessado.

EcoGeek

O blog conta o dia-a-dia da revolução tecnológica que promete ajudar a salvar o planeta e ainda preservar o nosso confortável estilo de vida.

Greenpeace Internacional

A ONG montou um time criativo de ativistas que usa bem as armas da internet para pressionar empresas e governos. Experimente tentar ficar impassível diante deles.

Edouard Stenger

O blog independente do pesquisador francês Edouard Stenger sempre traz alguma análise sensata e diferente do que você está lendo nos outros lugares.

Natural History Museum

Conhecer e entender o mundo natural nos dá motivos para defendê-lo. O site do Museu de História Natural de Londres é uma expedição sem fim.

Planet Nature

A elite da ciência publica suas pesquisas na revista britânica Nature e troca idéias no blog. É ali que está a fronteira do conhecimento sobre natureza, genética e ciência em geral.

(Alexandre Mansur) – Blog do Planeta
Editor de Ciência & Tecnologia da revista Época. Cobre meio ambiente há 16 anos. Já ganhou alguns prêmios, como o Reuters-IUCN Media Award.

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O mito da falta de terra cultivável

25/04/2008

O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), defendeu o direito ao desmatamento –desde que não o ilegal– como forma de enfrentar a crise global de alimentos, em entrevista a Folha de S. Paulo. “Com o agravamento da crise de alimentos, chegará a hora em que será inevitável discutir se vamos preservar o ambiente do jeito que está ou se vamos produzir mais comida. E não há como produzir mais comida sem fazer a ocupação de novas áreas e a retirada de árvores.”

O problema desse tipo de discurso é que ele estimula o desmatamento ilegal. Afinal, ninguém precisa discursar para defender o que já está na lei. E Mato Grosso tem um quarto das 36 cidades apontadas pelo ministério como as campeãs do desmatamento ilegal.

Além disso, o discurso de Maggi também dá força para a base parlamentar que discute na Câmara um projeto de lei para reduzir a proteção da floresta. Hoje, só é possível desmatar 20% da área. Os fazendeiros querem mudar para 50% da área, e ainda conseguir o perdão do que foi desmatado ilegalmente até hoje.

O discurso de Maggi se ampara em uma falsa premissa: a de que falta terra para expandir a produção no país. Isso é um mito alimentado pelos que lucram com a devastação. O Brasil já tem áreas desmatadas, abandonadas ou mau aproveitadas, que somam um território equivalente aos Estados do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Cerca de 56 milhões de hectares são ocupados por uma pecuária de baixa produtividade. Ali, cada boi pasta num terreno equivalente a dois campos de futebol. Em fazendas mais modernas, em São Paulo, a mesma área sustenta seis cabeças. Isso foi publicado em reportagem recente da Época.

A principal razão para o desmatamento não é necessariamente aumentar a produção agrícola. Isso seria possível com investimentos em produtividade. A expansão da agricultura e da pecuária na Amazônia ainda ocorre porque é fácil e lucrativo se apropriar de terra pública. Os invasores invadem áreas de floresta pública (a maior parte da Amazônia) e roubam madeira. Com lucro da venda ilegal das toras, desmatam a terra e levam bois para lá para garantir sua ocupação – que lhes daria direito de posse.

(Alexandre Mansur) – Blog do Planeta
Editor de Ciência & Tecnologia da revista Época. Cobre meio ambiente há 16 anos. Já ganhou alguns prêmios, como o Reuters-IUCN Media Award.

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Ratos cegos vêm a luz inserindo uma proteína retirada de algas

Conseguiu-se que ratos cegos reagissem à luz inserindo uma proteína retirada de algas nos seus olhos.

Um método semelhante poderá um dia ser utilizado no tratamento de certo tipo de cegueira em humanos, esperam os investigadores responsáveis pela descoberta.

A proteína sensível à luz, chamada canal-rodopsina-2 (ChR2), é utilizada pelas algas para detectar luz para a fotossíntese. Alguns investigadores estão interessados na sua utilização para substituir fotorreceptores danificados ou ausentes nos olhos de animais.

Esta situação acontece em várias doenças humanas, incluindo os últimos estados de uma forma relativamente comum de cegueira: a degeneração macular relacionada com a idade. Actualmente não existe cura para estes pacientes, ainda que tratamentos incluindo terapia génica e cirurgia laser estejam a ser testados.

A proteína das algas têm sido usada pelos neurocientistas em laboratório em várias ocasiões, como forma de obter ‘interruptores de luz’ que activam ou desactivam neurónios em estudo em animais mas a sua utilização como terapia contra a cegueira está nos seus primeiros passos.

Se a técnica puder ser aperfeiçoada, pode permitir a pessoas que ficaram totalmente cegas pela perda de fotorreceptores voltar a ver, ainda que a preto e branco.

Botond Roska, do Instituto de Investigação Biomédica Friedrich Miescher de Basileia, Suíça, analisou ratos completamente sem fotorreceptores nos olhos. Os fotorreceptores geralmente enviam sinais acerca da luz à camada seguinte de células, as células bipolares, antes de o sinal ser encaminhado para o cérebro, fornecendo uma imagem visual.

Os investigadores usaram um vírus inofensivo para transportar a proteína para as células bipolares dos ratos mas esta acabou por alcançar apenas 7% das células. Ainda assim, foi o suficiente para que sinais luminosos fossem transmitidos para a camada seguinte da retina, as células ganglionares, e eventualmente para o cérebro, como se determinou através de estudos de actividade cerebral.

Enquanto os ratos cegos não tratados não reagiram à luz de forma alguma, os ratos tratados desta forma e mantidos no escuro, entraram imediatamente em acção quando se acendia uma luz, relatam os investigadores na última edição da revista Nature Neuroscience.

É difícil avaliar exactamente até que ponto dos ratos conseguiam ver após o tratamento pois a equipa testou visão em não apenas percepção de luz, mostrando aos ratos uma série de riscas em movimento e verificando se eles as seguiam.

Os ratos tratados desempenharam melhor a tarefa que os ratos não tratados, mas “não se pode perguntar ao rato”, explica Roska. A visão dos ratos já não é grande coisa logo à partida, acrescenta ele, o que ainda dificulta mais uma confirmação.

Uma tentativa anterior de conferir visão a ratos cegos realizada por uma equipa sediada na Escola de Medicina da Universidade Estatal Wayne de Detroit, mostrou que a mesma técnica podia activar o córtex visual do cérebro mas estes ratos não alteraram o seu comportamento quando as luzes foram acendidas, como fizeram os ratos do actual estudo de Roska.

A razão para esta diferença de comportamento, sugere Roska, pode ser que no estudo anterior a ChR2 foi inserida ao acaso em demasiadas células da retina. Existem mais de 60 tipos de células na retina, algumas activadas pela luz, outras inibidas por ela. Despejar uma proteína sensível à luz em todas elas pode significar que os efeitos opostos acabam por se cancelar ou confundir de tal forma o sinal enviado ao cérebro que este não pode ser interpretado.

Ainda assim, diz Zhuo-Hua Pan, que liderou o anterior estudo em Detroit, “muitos dos resultados deste estudo confirmam as nossas descobertas anteriores”.

Roska e a sua equipa já estão a estabelecer uma colaboração com grupos clínicos para desenvolver a técnica para humanos mas mesmo aí, provavelmente este será um tratamento em último caso, diz ele. Se restar um mínimo que seja de visão, outros tratamentos serão mais úteis, “este método apenas deve ser usado se não restar absolutamente nenhuma visão”, diz ele.

Fonte: Simbiotica

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Orvalho nas pétalas de uma rosa

Por trás da beleza natural de um botão de rosa coberto de orvalho está um mistério velho de décadas: porque é que as minúsculas gotinhas de água não caem, mesmo quando viramos a flor de cabeça para baixo?

Agora, os investigadores deslindaram o segredo do truque da rosa e replicaram-no num material feito pelo Homem.

As gotas de água formarem pequenas contas em materiais naturais não é algo raro mas em muitas flores e folhas essas contas deslizam ao mais pequeno toque, arrastando poeiras e insectos com elas. O efeito é conhecido dos biólogos por ‘auto-limpeza’ e tem sido muito bem estudado pelos investigadores que buscam materiais mais eficientes a repelir a água.

A água desliza porque as superfícies são muito ásperas a uma escala microscópica e as extremidades angulosas estão cobertas de cera. As moléculas de água apenas ficam em contacto com uma minúscula fracção da superfície e mesmo essa coberta por ceras repelentes de água.

Lin Feng, da Universidade de Tsinghua em Pequim, descobriu que ainda que as pétalas de rosa estejam cobertas por projecções semelhantes, apresentam sulcos de declive suave entre elas e não estão cobertas de cera. As projecções mantêm as gotas de orvalho numa forma esférica mas a água escorre parcialmente para os sulcos, causando uma certa adesão e impedindo a pequena gota de rolar.

Uma vez percebido o que as pétalas de rosa faziam para manter a água sobre elas, a equipa ficou curiosa e resolveu tentar replicar o efeito.

Colocaram álcool polivinílico sobre pétalas de rosa e deixaram secar, de modo a obter um molde plástico da superfície da pétala. Este filme, descobriram eles, tinha as mesmas propriedades da pétala da rosa: conseguia manter gotículas entre 3 a 5 microlitros, mesmo quando de cabeça para baixo.

“É muito interessante que os autores tivessem conseguido fazer um molde da superfície natural da pétala que revelasse o mesmo comportamento, mesmo com materiais diferentes”, diz Ronald Fearing, engenheiro biomimético da Universidade da Califórnia, Berkeley.

Tal como com as patas das osgas, parece que a forma física da superfície é muito mais importante que as propriedades químicas do material para a criação da aderência.

Para uma rosa, esta aderência pode ser útil se as gotículas reflectoras de água ao brilharem ao Sol atraírem mais insectos polinizadores. Em laboratório, pode ser útil para dispositivos que necessitem de manter pequenas quantidades de líquidos em sua volta sem verter ou ser contaminado. “Estas descobertas apresentam-nos muitas aplicações interessantes na manipulação de microfluidos”, diz Fearing.

Fonte: Simbiotica

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