Arquivo para Junho, 2008

Cientistas suecos e japoneses produzem papel que é à prova de rasgo

Ao manipular tamanho das fibras que compõem o material, grupo as tornou mais fortes.

Produto, se fabricado comercialmente, poderia ter aplicações na construção civil.

Henry Fountain Do ‘New York Times’

Os jornais são impressos em papel feito de fibras de celulose obtidas da madeira. As fibras são razoavelmente grandes, da ordem de dezenas de micrômetros de largura, e o papel resultante é razoavelmente fraco – puxe-o e ele se rasga facilmente. Pesquisadores na Suécia e no Japão desenvolveram um papel muito mais resistente, feito de fibrilas muito menores de celulose. Este “nanopapel”, como relatam na revista científica “Biomacromolecules”, tem uma força de tração maior do que ferro fundido.

Marielle Henriksson do Instituto Real de Tecnologia em Estocolmo e seus colegas usaram enzimas e uma técnica de batidas leves para produzir fibrilas da ordem de dezenas de nanômetros de largura, aproximadamente um milésimo da largura das fibras convencionais. As nanofibrilas foram então misturadas com água, e a suspensão foi filtrada a vácuo para produzir papel.

Os pesquisadores relataram que os papéis eram particularmente porosos, ainda que bastante resistentes a serem rasgados. Eles sugerem que essa propriedade é resultado da alta força de fibrilas individuais e da forma como elas aderem umas às outras. Os pesquisadores afirmam que, se for desenvolvido comercialmente, o papel pode ter utilizações na construção ou como material de reforço.

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Macacos movem braço robot com o poder da mente

Investigadores americanos criaram um implante cerebral que permite a macacos alimentarem-se a si próprios usando um braço robótico apenas por pensarem nisso.
O dispositivo pode um dia ajudar pessoas paralisadas a operar membros prostéticos que lhes permitam comer, beber ou usar utensílios por si só.
Este vídeo (clique para ver, abre numa nova janela) mostra um macaco a usar com sucesso o braço robótico para agarrar pedaços de gomas de um suporte posicionado em várias posições.
O braço foi concebido para se mover de forma realística, com uma vasta gama de movimentos de ombro, um cotovelo que se desloca apenas numa direcção e um agarrar tipo garra para simular a mão.
O braço é controlado por uma rede de minúsculos eléctrodos chamados interface cérebro-máquina, implantados no córtex motor do cérebro dos macacos, a região que controla os movimentos. O interface capta os sinais emitidos pelos neurónios cerebrais à medida que geram comandos para o movimento e converte-os em sinais direccionais para o braço robótico.
Os investigadores, liderados por Andrew Schwartz, da Universidade de Pittsburgh, Pennsylvania, primeiro treino dois macacos a usar um joystick para manipular o braço. Depois, os braços dos macacos foram envolvidos por tubos, restringindo-lhes os movimentos, e o braço robótico foi passado a controlo mental.
Como relatam na última edição da revista Nature, os dois macacos alcançaram taxas de sucesso de 61% e 78%, respectivamente, e também foram capazes de dirigir o braço em volta de obstáculos de forma a garantir a entrega segura dos pedaços de alimento, que incluíam fruta como uvas.
Schwartz acredita que não demorará muito até a tecnologia ser testada em humanos, ainda que preveja que demore um pouco mais antes de o dispositivo poderem ser usados em pacientes com deficiências. “Penso que faremos testes durante dois anos”, diz ele.
Os interfaces cerebrais não são particularmente novos, versões humanas já existem há vários anos, mas esta é a primeira vez que um interface cérebro-máquina foi usado para desempenhar uma função útil, neste caso, permitir aos macacos alimentarem-se. “Até agora, quase todas as demonstrações deste tipo de tecnologia foram feitas num mundo virtual”, diz Schwartz.
Desenvolver com sucesso estes implantes cerebrais para humanos vai exigir eléctrodos mais resistentes e de longa duração, acrescenta Schwartz. “O maior problema é que os eléctrodos são frágeis e acabam por ficar embebidos no tecido cerebral, formando-se tecido de cicatriz à sua volta.”
Resolver estes problemas vai permitir aos técnicos desenvolver interfaces cerebrais que podem, potencialmente, duram anos ou mesmo décadas.
Fonte: Simbiotica

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