Arquivo para Agosto, 2008

2008 poderá ser o ano mais fresco do século até à data

Este ano parece decidido a tornar-se o mais fresco, globalmente, deste século.

Dados do Serviço de Meteorologia revelam que as temperaturas na primeira metade do ano foram mais de 0,1ºC inferiores às de qualquer outro ano desde 2000, no mesmo período de tempo.

A principal razão para esta situação é La Nina, parte do ciclo natural que também inclui o famoso El Nino, que arrefece o planeta.

Ainda assim, 2008 deverá ser o mais ou menos o décimo ano mais quente desde 1850 e os meteorologistas já avisaram que as temperaturas irão voltar a subir assim que as condições criadas pelo fenómeno La Nina abrandem.

TEMPERATURAS GLOBAIS

As temperaturas mencionadas são dadas sob a forma de variação relativamente à média do período 1961-1990:

Ano mais quente de que há registo – 1998: +0.515ºC

Ano mais frio de que há registo – 1862: -0.616ºC

Entre 2001 e 2007 as temperaturas variaram, em relação à média, entre +0.400 e +0.479ºC

Durante 2008, entre Janeiro e Junho: +0.281ºC

Dados fornecidos pelo Hadley Centre

“O fenómeno invulgar que tem acontecido este ano é o La Nina, que tem baixado as temperaturas globais em algum grau”, explica John Kennedy, investigador e analista climático no Hadley Centre, Reino Unido.

“O La Nina tem vindo a desvanecer-se nos últimos meses e agora já estamos em condições neutrais no Pacífico.”

Os cientistas da Organização Mundial de Meteorologia (WMO) também sugeriram que 2008 deverá ser mais frio que os últimos anos.

O fenómeno La Nina arrefece as águas do Pacífico oriental mas os seus efeitos estendem-se bem para além dessa zona do globo.

Faz parte de uma série de ciclos climáticos naturais que podem reforçar ou contrariar a tendência continuada de aquecimento global que resulta do aumento dos níveis de gases de efeito de estufa na atmosfera.

La Nina significa em espanhol ‘a menina’ e refere-se a um extenso arrefecimento do Pacífico central e oriental.

A subida das temperaturas do mar no Pacífico ocidental significa que a atmosfera tem mais energia e a frequência de fortes chuvadas e trovoadas aumenta.

Tipicamente, La Nina pode durar até 12 meses mas geralmente causa menos danos que o evento ‘irmão’ mais forte, o conhecido El Nino.

No início deste ano, um grupo de investigadores sugeriu que um outro ciclo natural, a Oscilação Atlântica Multidécada, deveria manter as temperaturas mais ou menos estáveis durante a próxima década, antes de reverter o seu efeito e permitir um aquecimento renovado.

“A tendência a longo prazo é que temos que analisar”, diz Kennedy.

“2008 ainda será significativamente acima da média a longo prazo. Tem ocorrido uma forte tendência de subida nas últimas décadas e é nisso que nos devemos focar.”

Um dos efeitos mais notórios da subida das temperaturas tem sido a rápida perda de gelo marinho árctico no Verão, que se tem vindo a acelerar desde o ano 2000.

Já este ano se tinha mencionado que havia indicações de que em 2008 se poderiam verificar perdas de gelo ainda superiores às registadas em 2007, que quebraram todos os recordes.

Actualmente, o gelo parece estar a aguentar-se melhor do que há um ano, ainda que os cientistas estejam preocupados com a percentagem dele que é relativamente frágil e se formou num único Inverno.

As autoridades canadianas declararam recentemente que a Passagem do Noroeste é “navegável”, ainda que reconheçam que algumas zonas ainda apresentem gelo flutuante.

Fonte: Simbiotica

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WMO

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Bactérias kamikase ilustram a evolução da cooperação

As bactérias podem cometer suicídio para ajudar as suas descendentes a estabelecer uma infecção mais danosa, e os cientistas pensam que são capazes de explicar porque motivo este comportamento evoluiu.

O fenómeno, conhecido por cooperação autodestrutiva, pode ajudar bactérias como a Salmonella typhimurium ou a Clostridium difficile a estabelecer a sua posição no intestino.

Ao estudar ratos infectados com S. typhimurium, investigadores suíços e canadianos vieram agora demonstrar como surgiu este comportamento ‘kamikaze’.

A equipa, liderada por Martin Ackermann, do ETH Zurique na Suíça, estudou a forma como S. typhimurium expressa os factores de virulência dos sistemas de secreção Tipo III (TTSS-1) que inflamam o intestino. Isto erradica a microflora intestinal que, de outra forma, competiria por recursos mas também mata a maioria das células de S. typhimurium da vizinhança. Depois deste assalto, o caminho está livre para as S. typhimurium sobreviventes tirarem partido o colonizarem ainda mais o intestino.

Mas no meio da cavidade intestinal, o lúmen, apenas cerca de 15% das S. typhimurium expressam o TTSS-1. Pelo contrário, no tecido da parede do intestino, quase todas as bactérias o expressam. À medida que mais bactérias invadem o tecido, a inflamação intestinal aumenta e mata os invasores (especialmente os que estão no tecido), juntamente com outra flora intestinal competidora.

“pensámos que isto era um fenómeno muito estranho”, diz Wolf-Dietrich Hardt, também do ETH Zurique. “As bactérias do lúmen são geneticamente idênticas mas algumas estão dispostas a sacrificar-se pelo bem comum. Podíamos comparar este acto aos pilotos Kamikaze japoneses.”

Esta cooperação autodestrutiva depende dos genes que controlam este comportamento suicida não serem sempre expressos. Este ‘ruído fenotípico’ significa que apenas uma fracção expressa o TTSS-1, permitindo aos genes kamikaze persistirem na população. Se todas as células expressassem os genes, todas se suicidavam e ninguém na população tirava partido disso.

A equipa
concluiu que os actos de cooperação autodestrutiva podem surgir desde
que o nível de “bem público”, neste caso a inflamação do
intestino, seja grande o suficiente. Fundamentalmente, os indivíduos
cooperativos também devem beneficiar de outros actos cooperativos mais
frequentemente que os não cooperantes.

No caso das
bactérias intestinais, a situação pode surgir se o número mínimo de
agentes patogénicos necessários à infecção do hospedeiro for
relativamente pequeno, tão reduzido como 100 células, como no caso de Escherichia coli.

As
descobertas, publicadas na revista Nature,
vão ao encontro de teorias há muito aceites sobre a evolução do
altruísmo e da cooperação.

Se um gene
para altruísmo entre irmãos for sempre expresso terá tendência a
desaparecer, pois os indivíduos que o possuem podem sacrificar-se em
benefícios daqueles que não o fazem. No entanto, se o gene estiver
presente mas nem sempre se expressar pode persistir, pois alguns dos seus
portadores podem sobreviver para o passar às gerações seguintes.

A
investigação também pode ajudar a conceber estratégias melhores contra
bactérias patogénicas. A Salmonella
é responsável por uma das infecções bacterianas mais comuns no
ocidente e é extremamente perigosa para os mais fracos e idosos. “Não
há dúvida que é necessária uma vacina contra a Salmonella“,
diz Hardt. “Para além do Homem, muitas outras estirpes da bactéria
que infectam o gado já estão a tornar-se resistentes aos
antibióticos.”

“Mas
com base nos nossos resultados, eu sugeria que a estratégia habitual de
ter um factor de virulência como alvo da vacina pode não ser o melhor
caminho, se apenas uma pequena fracção das bactérias o
expressarem.”

Fonte: Simbiotica

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Institute of Biogeochemistry and Pollutant Dynamics

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Moléculas egoístas podem estar por trás do surgimento da vida

Uma molécula pode assegurar que as cópias de si própria, e não qualquer outro produto possível da reacção, são produzidas a partir de uma sopa de moléculas menores.

Esta situação demonstra que estruturas complexas podem ter evoluído a partir de uma sopa de moléculas simples há milhares de milhões de anos, alegam os cientistas que a desenvolveram.

Douglas Philp, químico na Universidade de St Andrews, Reino Unido, já tinha demonstrado que uma molécula formada por duas metades que se reconhecem e unem pode actuar como modelo para a sua própria replicação.

Juntamente com o seu colega Jan Sadownik, ele descobriu agora que esta molécula modelo pode conduzir a sua própria formação numa sopa maior com muitos outros reagentes, rapidamente tomando conta de todos os processos e dominando o sistema de forma que nenhum outro produto tenha hipótese de se formar.

Este tipo de sistema auto-replicativo já foi proposto como explicação para a forma como moléculas complexas como o DNA se terão formado, em última análise desencadeando a emergência da vida. Versões artificiais destes sistemas, no entanto, não têm sido conseguidas.

O sistema de Philp depende de uma sopa de 25 moléculas diferentes, construídas a partir de diversas combinações de componentes simples, como diferentes aldeídos, alguns com o radical amidopiridina, e uma maleimida. As 25 moléculas resultantes na sopa podem todas interconverter-se.

Esta mistura não tem nada de especial até que uma maleimida ligeiramente diferente seja usada. Isso permite que apenas um dos 25 produtos tenha exactamente os blocos necessários a que se torne a molécula auto-replicadora que o laboratório de Philp já tinha desenvolvido anteriormente.

Uma vez esta molécula modelo formada como um dos 25 elementos da sopa, pode recolher os seus blocos componentes da mistura e juntá-los para criar uma cópia complementar de si própria. As moléculas modelo recolhem mais dos seus componentes e o processo repete-se.

Dado que todos os componentes originais da mistura são interconvertíveis, o equilíbrio da sopa altera-se de forma a que a os reagentes alimentem a formação da molécula auto-replicável. O resultado final é que 93% da mistura se transforma na molécula modelo.

“Apesar deste sistema ser capaz de produzir sabe-se lá quantos componentes diferentes, apenas obtemos um”, explica Philp. “Isto mostra como é possível obter ordem a partir do caos.”

O processo funciona logo que a maleimida certa é introduzida mas pode ser acelerado acrescentando uma quantidade diminuta do modelo completo.

Philp não tem uma utilização prática para este tipo de sistema mas isso não é o importante, diz Eric Anslyn, químico supramolecular na Universidade do Texas, Austin. Demonstrar a existência de um sistema que pode ter dado origem à vida é suficiente e pode inspirar outros químicos a descobrir a sua utilidade.

Ainda assim, Philp imagina uma altura em que um sistema auto-replicante possa ser utilizado para, quando se pretender, produzir uma variedade de diferentes compostos, dependendo do modelo que se introduza no início da reacção.

“Os sistemas auto-replicantes artificiais representam um dos tópicos mais estimulantes e desafiadores da química actual”, diz Fraser Stoddart, químico da Universidade Northwestern em Evanston, Illinois.

Não se sabe se o trabalho de Philp pode ajudar a explicar a origem da vida, diz Stoddart, mas “os processos da vida e a auto-replicação estão sempre juntos, como amor e casamento”

Fonte: Simbiotica

Saber mais:

Douglas Philp


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Aquecedor ecológico construído no Paraná reaproveita 100 quilos de plástico

Foi instalado esta semana no município de Palmas, no Paraná, o maior aquecedor ecológico já construído no Brasil. Foram utilizadas 3,3 mil embalagens para a montagem, sendo 1,8 mil garrafas PET e 1,5 mil embalagens longa-vida. As garrafas utilizadas na montagem representam o reaproveitamento de aproximadamente 100 quilos de plástico.

A coordenação do projeto é da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, aproveitando um sistema criado pelo catarinense José Alcino Alano. O aquecedor está ajudando a diminuir gastos com o fornecimento de energia elétrica para esquentar cerca de 8 mil litros de água consumidos diariamente no alojamento da 15ª Companhia de Engenharia de Combate do Exército Brasileiro, onde vivem 50 soldados.

O secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, destacou os benefícios desse sistema alternativo de aquecimento. “É uma energia que não traz impactos ao meio ambiente, é limpa. Evita que resíduos que podem ser reciclados ou reaproveitados se acumulem nos aterros, diminuindo a vida útil destes depósitos. E, ainda, quem o utiliza economiza dinheiro, pois seu uso reduz em 35% o valor da conta de luz”.

José Alcino Alano conta que desde 2004, recebe apoio do Programa Desperdício Zero, da Secretaria do Meio Ambiente, para divulgar sua obra, registrada como projeto-livre. “É livre porque pode ser reproduzido sem finalidades comerciais, apenas para melhorar o meio ambiente e a qualidade de vida daqueles que precisam”, explicou.

O Paraná já possui cerca de 6 mil aquecedores, mas segundo o coordenador do Desperdício Zero, Laerty Dudas, esse número pode ser maior, pois são ministradas oficinas que formam muitos multiplicadores. “O projeto caminha sozinho”. Os aquecedores estão sendo muito usados também para aquecer água para lavar galões de leite, além de dar banho nos animais.

Segundo Alano, para construir um aquecedor com capacidade para esquentar a água para banho de quatro pessoas, são utilizadas 240 garrafas PET e 200 embalagens longa vida, além de canos e conexões de PVC. Esses números levam o secretário Rasca Rodrigues a contabilizar que nos seis mil sistemas já existentes no estado, evitou-se que pelo menos 1,2 milhão de garrafas PET e quase 1,5 milhão de embalagens longa-vida fossem direcionadas aos aterros.

Dados da coordenadoria de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente mostram que de cada 100 garrafas PET comercializadas no Paraná, apenas 15 são recicladas . Já o consumo de embalagens longa-vida chega a 400 milhões de unidades por ano, das quais 240 milhões são lançadas no meio ambiente, causando forte impacto ambiental.

José Alcino Alano, responsável também por um projeto em Santa Catarina, feito com 1,7 mil garrafas, explica como são construídos os aquecedores, conhecimento que é repassado nas oficinas que formam os multiplicadores. “O sistema é o mesmo dos aquecedores solares produzidos industrialmente. A diferença é o material utilizado para montar o painel que aquece a água: garrafas PET, embalagens longa-vida e alguns metros de canos de PVC”.

Primeiro é preciso recortar as garrafas e caixas que irão formar o painel, depois pintar de preto os canos e embalagens longa-vida que irão absorver energia solar e transformá-la em calor. As garrafas envolvem os canos por onde passa a água e mantêm o calor através de efeito estufa. A água sai da caixa d’água em temperatura ambiente, passa pelo sistema, eleva a sua temperatura e volta para a caixa. Após seis horas, em média, nesse ciclo constante, a água pode chegar a uma temperatura de até 38 graus Celsius no inverno, e mais de 50 no verão.
(Fonte: Lúcia Norcio / Agência Brasil) - 26 de Julho de 2008

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Cientistas dos EUA criam câmera no formato de olho


J.Rogers/Uiuc)
Os cientistas usaram uma câmera côncava de 2 cm para tirar fotos melhores

Cientistas americanos dizem que desenvolveram uma câmera com o formato de um olho que pode revolucionar a fotografia digital e levar ao desenvolvimento de um olho biônico com um modelo próximo ao do órgão humano.

Em um estudo publicado na revista Nature, os pesquisadores dizem que solucionaram o antigo problema de como colocar componentes microeletrônicos em uma superfície curva para imitar a retina no olho humano, sem quebrá-los.

Os pesquisadores desenvolveram um material que forma uma espécie de malha flexível composta de pequenos quadrados que abrigam fotodetectores e componentes eletrônicos. Os quadrados são interligados por cabos que têm o equivalente a 1/100 da espessura de um fio de cabelo humano.

Parte do sucesso do artefato construído se deve à miniaturização de fotodetectores e elementos dos circuitos.

Os cientistas desenvolveram uma câmera de 2 centímetros de largura com uma única lente e um sistema de detecção de luz côncavo.

Curvatura

Segundo os pesquisadores americanos, a tecnologia pode dar ensejo a uma nova geração de câmeras com imagens mais nítidas.

“Os olhos dos animais não são assim (planos), a retina é curva”, disse o líder da pesquisa, John Rogers, da Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign, nos Estados Unidos.

“Esta curvatura permite aos animais verem o mundo sem distorção – ao contrário de imagens produzidas com câmeras, que perdem o foco na periferia.”

Sobre a possibilidade de um olho biônico, os pesquisadores afirmam que, para se ligar uma câmera ao cérebro humano para restaurar a visão, são necessárias mais pesquisas.

No futuro, contudo, eles esperam que estas membranas eletrônicas possam ser colocadas em volta de órgãos humanos e usadas para monitorar seu estado de saúde, dizem os cientistas.

Fonte: BBC Brasil – 07 de agosto, 2008

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Genoma do homem de Neanderthal é desvendado

Natural History Museum, London)
Ossadas preservadas ajudam a desvendar mistérios do homem de Neanderthal (foto: Natural History Museum, London)

Pesquisadores na Alemanha dizem que fizeram pela primeira vez um mapa do DNA de um Neanderthal, tido como um parente próximo do homem moderno na evolução das espécies.

Os cientistas esperam que a descoberta possa levar a mais revelações de como o homem moderno evoluiu.

“Pela primeira vez, nós construimos uma seqüência de um DNA antigo que é essencialmente sem erro”, disse Richard Green do Instituto Max-Planck para Antropologia Evolucionária, na Alemanha.

O material genético analisado – DNA mitocondrial – foi retirado de um osso de 38 mil anos encontrado em uma caverna na Croácia.

Este tipo de DNA é encontrado fora do núcleo, na mitocôndria, onde a célula gera energia. Como as células podem conter milhares de mitocôndrias, o DNA mitocondrial é mais abundante do que o DNA nuclear e pode ser encontrado em cabelos e em fragmentos de ossos antigos.

Adaptabilidade

A seqüência obtida na Alemanha revelou que o homem de Neanderthal teve menos mudanças evolucionárias do que o homem moderno, tornando-o menos adaptável e precipitando seu desaparecimento.

Acredita-se que o Neanderthal e o homem surgiram de um ancestral comum há mais de 660 mil anos.

Estudos anteriores sugeriram que humanos e Neanderthais não procriaram entre si e os cientistas alemães acreditam que a seqüência genética obtida agora confirma esta teoria.

A relação exata entre homem e o Neanderthal nunca ficou muito clara. Os pesquisadores esperam que diferenças significativas entre os genes de ambos possam indicar o caminho para descobrir o que torna os seres humanos únicos em relação aos outros primatas.

A pesquisa alemã foi divulgada na revista Cell.

Fonte: BBC Brasil – 08 de Agosto

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Consultoria prevê fim de uso doméstico do mouse



Primeiro mouse de computador
Mouse foi inventado 40 anos atrás por Douglas Engebart, na Califórnia

Uma das consultorias em tecnologia mais importantes do mundo, a Gartner, prevê que o mouse para uso doméstico está com os dias contatos.

Um dos consultores da empresa, Steve Prentice, afirma que o mouse, que já tem quase 40 anos de idade, poderá ser aposentado nas casas nos próximos três ou cinco anos.

Para substituir o dispositivo, Prentice diz que serão implantados computadores com os chamados mecanismos gestuais, como os operados por toques de tela e dispositivos de reconhecimento facial.

“O mouse trabalha bem em ambiente de escritório, mas, para o entretenimento doméstico ou para trabalhar em um notebook, está acabado”, afirma o analista.

Reconhecimento da face

Prentice afirmou à BBC que sua previsão foi gerada pelo surgimento de novos produtos com novas interfaces mais interativas, inspiradas pelo mundo dos games.

“Temos a Panasonic mostrando um novo dispositivo para o ambiente de entretenimento doméstico”, diz o consultor. “Ao invés de usar o controle remoto convencional, você levanta sua mão e o aparelho reconhece que você fez isso.”

“O aparelho também reconhece seu rosto e mostra isso na sua tela de televisão”, acrescenta. “Você pode mover sua mão para se mover pelo menu e escolher o que quiser.”

“Sony, Canon e outros fabricantes de equipamentos fotográficos e de vídeo estão usando reconhecimento de voz em tempo real”, afirma Prentice. “E reconhecem até quando você sorri.”

“Você tem até sistemas emotivos pelos quais você pode usar fones e controlar um computador simplesmente pelo pensamento, e isso deve chegar ao mercado em setembro.”

Exagero

Apesar das previsões de Prentice, nem todos concordam com o fim do mouse em ambiente doméstico.

Microsoft já lançou controle por toque de tela
Microsoft já anunciou lançamento de controle por toque de tela

“A morte do mouse é muito exagerada”, afirma Rory Dooley, vice-presidente e gerente-geral da unidade de dispositivos de controle da Logitech.

A empresa é a maior fabricante de mouses e teclados e já vendeu mais de 500 milhões de mouses nos últimos 20 anos. “Isso apenas prova como o mouse é importante”, afirmou Dooley.

O vice-presidente da Logitech reconhece, no entanto, que o número de formas para as pessoas interagirem com um computador está aumentando.

“Há anos, as pessoas estão falando da convergência”, diz Dooley. “Hoje, a TV funciona como um computador, e os computadores de hoje funcionam como uma TV.”

“Os dispositivos que usamos foram modificados para atender à mudança em nosso estilo de vida, mas isso não nega o valor do mouse”, acrescenta.

Mundo em desenvolvimento

De acordo com Prentice, da consultoria Gartner, milhões de pessoas já estão usando os substitutos do mouse graças a dispositivos como o iPhone e o videogame Wii, da Nintendo.

“Com o Wii, você aponta e se movimenta e o controle vibra em resposta”, afirma o consultor. “Até a interface de múltiplos toques é muito mais flexível e poderosa do que no passado, permitindo aproximação, movimentação rápida.”

Mas, com as comemorações dos 40 anos do mouse planejadas para 2008, Dooley diz que as previsões da consultoria são pessimistas demais, principalmente se levarmos em conta que muitos países em desenvolvimento ainda precisam entrar no mundo online.

“Levar tecnologia, educação e informações para estas partes do mundo será possível por meio de acesso a navegadores de internet e isso será feito da forma como conhecemos hoje, que é o mouse”, diz o executivo da Logitech.

“Existem cerca de 1 bilhão de pessoas online, mas a população do mundo ultrapassa os 5 bilhões”, completa Dooley.

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Microsoft inicia pesquisa para criar sucessor do Windows


PA
A Microsoft diz que o Midori ainda está começando a ser criado

A Microsoft iniciou um projeto de pesquisa com o objetivo de criar um sistema operacional que poderia substituir o Windows, apurou a revista americana especializada Software Development Times.

Segundo a revista, que afirma ter tido acesso a documentos internos da Microsoft sobre o novo sistema operacional, o projeto recebe o codinome de Midori e apresentaria diferenças radicais com relação aos programas anteriores da empresa.

O programa seria baseado na idéia de sistemas conectados e seria centrado na internet, ou seja, não precisaria ser instalado no hardware e eliminaria a relação de dependência que existe hoje entre o sistema operacional e os computadores pessoais.

Questionada sobre o novo sistema operacional pela BBC News, a Microsoft afirmou que o Midori era “um dos muitos projetos de incubação sendo feitos na empresa”.

“O processo ainda é muito prematuro para que falemos sobre ele”, disse a empresa em comunicado.

Mobilidade

Alguns especialistas acreditam que a empresa estaria desenvolvendo o novo sistema pela incapacidade do Windows em acompanhar o ritmo de mudança da tecnologia e o modo como as pessoas estão usando as novidades tecnológicas.

Entre as deficiências do atual sistema operacional, os especialistas destacam a falta de flexibilidade em um mundo em que as pessoas usam aparelhos cada vez mais variados para acessar conteúdo.

O Windows funcionou bem em uma época na qual as pessoas usavam apenas um computador para realizar todo o trabalho que precisavam. O sistema operacional, nesse caso, atuava concentrando os elementos comuns necessários ao Windows.

“O sistema operacional é carregado ao disco rígido fisicamente localizado dentro do computador. É conectado muito fortemente com o hardware”, afirma Dave Austin, diretor europeu de produtos na empresa de computação Citrix.

Segundo ele, por causa dessa relação de “dependência” com o hardware, o Windows não é o sistema ideal para o atual padrão de uso do computador, no qual os usuários têm mais mobilidade e usam diversas ferramentas para acessar as informações que precisam – sejam fotos, planilhas ou e-mail.

Austin ressalta ainda que atualmente, quando os usuários trabalham ou usam o computador para o lazer, acabam usando uma combinação de processos e informações que são armazenados na máquina ou online.

Virtualização

Além de maior mobilidade, o Midori é visto como uma tentativa ambiciosa da Microsoft em acompanhar a tendência de virtualização adotada pela indústria da tecnologia da computação.

A virtualização – processo que permite operar um computador com hardware “virtual”, não presente fisicamente na máquina – foi usada inicialmente em companhias que administravam vários servidores.

Ao colocar todos os servidores virtuais que precisam em um único equipamento, as empresas puderam reduzir o número de máquinas que gerenciavam e melhorar o desempenho dos computadores.

Além de economizar no gerenciamento físico de suas máquinas, as empresas ainda economizam no pagamento das licenças associadas aos sistemas.

As chamadas máquinas virtuais são nada mais do que a cópia, em forma de software, de um computador completo com seu sistema operacional e programas.

As condições de uso impostas atualmente pela Microsoft para o Windows não permite seu uso como máquina virtual.

Fonte: BBC Brasil

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Ecochato, não! Entram em cena os Scuppies


Quem já não cruzou com um ‘ecochato’ em sua vida? Pessoas que, por ver a crise ambiental que os hábitos humanos causaram no Planeta, passam a pregar, insistentemente, uma mudança de hábitos imediata? Muitas vezes, de forma acalorada, inflamada e ressentida até pela falta de consciência que percebem em seus semelhantes?

Pois este grupo pode estar desaparecendo. Entram em seu lugar, os Scupies, como destacou a jornalista Andrea Vialli, em seu blog, inspirada na análise do norte-americano americano Chuck Failla, que lançará em breve, O Manual dos Scupies.

Scuppie é a sigla para “Socially Conscious Upwardly-mobile Person”, algo como “Pessoa Socialmente Consciente em Ascensão”, isto é, alguém que valoriza o conforto e as conquistas tecnológicas, desde que respeitem o meio-ambiente e gerem benefícios sociais.

Entre seus hábitos, está consumir orgânicos, preferir carros menos poluentes, rejeitar produtos testados em animais, usar produtos reciclados, trocar descartáveis por produtos duráveis, inclusive fraldas e absorventes femininos por seus tradicionais modelos de pano, e por aí vai.

São os consumidores conscientes, que geram mudanças pelo seu exemplo, muito mais que por seus discursos.

Resta saber se eles estão fazendo as escolhas certas.

Há muitos elementos envolvidos, quando se trata de reduzir sua pegada ecológica.

É preciso pensar em cada elemento envolvido na produção do que consumimos, considerando os aspectos sociais (como foi tratada a mão de obra que gera aquele bem ou serviço?), os aspectos econômicos (este serviço ou produto distribui renda? fortalece a economia local?) e os aspectos ecológicos (utiliza os recursos naturais com responsabilidade? gera resíduos perigosos, não recicláveis?).

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Vassoura de PET


É muito fácil e bastam algumas pets, tesoura, dois pregos, arame e um cabo.

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