Arquivo para Outubro, 2008

Cultivar Bagas Goji em casa

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Apresentamos algumas dicas simples para plantares as bagas gojis no teu jardim ou mesmo dentro de casa.
Os arbustos das bagas goji são fáceis de cultivar e de cuidar. São plantas extremamente adaptáveis a diferentes climas e uma vez estabelecidas não necessitam de cuidados especiais. 
Apresentam umas flores lindíssimas a partir do primeiro ano e no segundo ano já podes esperar cerca de 1 a 2 quilos de bagas por arbusto.

O que necessitas:
- sementes ou as próprias bagas goji (que contêm as sementes dentro delas)
- pequena área de cultivo no exterior e/ou vasos para cultivo dentro de casa
- terra, acesso a muita luz e sol
- um pouco de tempo, dedicação e entusiasmo!

As goji podem ser cultivadas no exterior em países onde as temperaturas não vão abaixo dos 15 graus negativos (Portugal incluído, claro!)

Como plantar:
Começa por demolhar algumas bagas goji cerca de 8 horas para facilitar o processo de germinação (alternativamente podes colocá-las no frigorífico).
Coloca as sementes em vasos num local protegido da chuva e do sol, de preferência num lugar quente. 
Nem todas as sementes germinarão, portanto será melhor colocar uma boa quantidade de bagas na terra.
Coloca as sementes a 1-2 cm abaixo do solo e espalha um pouco de composto/fertilizante orgânico por cima delas. Rega levemente. As sementes irão geminar em 5-10 dias, dependendo da temperatura. 
Depois de germinadas, as plantinhas deverão ser aclimatizadas ao sol directo até estarem bem estabelecidas. Quando as folhas se desenvolverem é tempo de as transplantar para o solo do jardim ou para vasos de cerca de 10 cm. Se, no entanto, o Inverno for muito rigoroso, espera pelo início da Primavera para colocá-las lá fora.

No exterior: 
Preparar uma área de solo numa parte do jardim que seja muito ensolarada, preferencialmente voltada a sul e sem árvores e/ou prédios que possam fazer sombra. As gojis adoram o sol! Escolhe um pedaço de terra livre de pesticidas. As goji, tal como todas as plantas, são muito mais nutritivas, bonitas e saborosas quando plantadas sem químicos, que são absolutamente desnecessários e prejudiciais à nossa saúde e à do Planeta.

Dentro de casa: 
Proceder da mesma forma, colocando as sementes em vasos, que serão substituídos a cada ano. Depois de germinadas, coloque os vasos em parapeitos de janelas onde as goji possam receber muito sol ou coloque os vasos no exterior.
Fertilizar 1-2 vezes por ano.

Tipo de terra: 
Moderamente rica, com matéria orgânica em abundância (composto, fertilizantes naturais) e sem tratamentos químicos. O solo deverá ter uma boa drenagem. Se a terra for muito compacta, junta areia. 

Água: 
É necessário manter a terra húmida até as gojis germinarem e estarem bem estabelecidas. Depois pode-se regar apenas quando o solo estiver seco. Não satures a terra de água e deixa-a secar até à proxima rega. Demasiada água (da rega ou da chuva) apodrece as goji e torna-as vulneráveis a doenças.

As tuas bagas goji irão aparecer no segundo ano, quando podes esperar cerca de 1 a 2 kg de bagas por arbusto. Come-as directamente da planta ou seca-as para consumo posterior. Delicia-te!


Fonte: Cláudia Sá –  Centro Vegetariano

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Suco de Romã com Espinafre



Aqui está uma delíciosa receita na luta contra o cancro: 

1 xícara (chávema) de sementes de romã
1 xícara (chávema) de espinafre
1 xícara (chávema) de água
Misturar todos os ingredientes bem.


Apreciar


Fonte: Raw Family

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Controlar o nível de um tipo de ácido gordo no cérebro pode ajudar a tratar a doença de Alzheimer, sugere um estudo americano agora conhecido.

Testes em ratos mostraram que reduzir os níveis excessivos de ácidos gordos diminuía os problemas de memória dos animais, bem como as suas alterações comportamentais.

Escrevendo na revista Nature Neuroscience, a equipa refere que os níveis de ácidos gordos podem ser controlados com a ajuda da dieta ou de medicamentos.

Existem actualmente 700 mil pessoas a viver com demência só no Reino Unido mas o seu número deve duplicar no espaço de uma geração, segundo as previsões dos peritos.

Cientistas do Instituto de Doenças Neurológicas de Gladstone e da Universidade da Califórnia analisaram os ácidos gordos de ratos normais e compararam-nos com os de ratos geneticamente modificados para apresentarem uma condição semelhante ao Alzheimer.

Identificaram níveis aumentados de um tipo específico de ácido gordo, o ácido araquidónico, nos cérebros de ratos com Alzheimer. A sua libertação é controlada pela enzima PLA2.

Os cientistas usaram novamente a engenharia genética para reduzir o nível de PLA2 nos animais e descobriram que mesmo uma redução parcial parava a deterioração da memória e outros problemas associados à doença.

Rene Sanchez-Mejia, que trabalho no estudo, refere: “A alteração mais importante que descobrimos nos ratos com Alzheimer foi um aumento do ácido araquidónico e metabolitos com ele relacionados no hipocampo, o centro de memória que é fortemente e precocemente afectado pela doença de Alzheimer.”

Ele sugere que demasiado ácido araquidónico pode estimular excessivamente as células cerebrais e que a redução dos níveis do ácido gordo lhes permitia funcionar normalmente.

Lennart Mucke, que liderou a investigação, acrescenta: “De modo geral, os níveis de ácidos gordos podem ser regulados através da dieta ou com a ajuda de medicamentos.”

“Os nossos resultados têm implicações terapêuticas importantes pois sugerem que a inibição da actividade da enzima PLA2 pode ajudar a evitar os danos neurológicos da doença de Alzheimer. Mas é necessário muito mais trabalho antes desta estratégia terapêutica puder ser testada em humanos.”

Rebecca Wood, executiva-chefe do Alzheimer’s Research Trust do Reino Unido, comenta: “Esta investigação em ratos sugere uma ligação entre ácidos gordos e uma actividade anormal do cérebro, como a que existe na doença de Alzheimer.”

“É razão para um optimismo moderado, pois os níveis de ácidos gordos podem ser controlados, dentro de certos limites, pela dieta e por medicamentos. No entanto, ainda não é claro se a descoberta pode ser aplicada a humanos e os testes clínicos estão a muitos estudos de distância.”

Clive Ballard, director de investigação da Alzheimer’s Society, considera o estudo “robusto e entusiasmante”. “Esta é uma nova e potencialmente gratificante área de investigação mas estamos apenas no início.”

“São necessários mais estudos para verificar se os ácidos gordos podem levar a um tratamento para os que vivem com os devastadores efeitos da doença de Alzheimer.”


Fonte: Simbiotica


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Vulcões podem ter sido o berço da vida na Terra


Experiência de MillerHá cinquenta anos, o químico Stanley Miller realizou a sua famosa experiência para investigar a forma como a vida teria surgido na Terra. Recentemente, os cientistas voltaram a analisar os seus resultados com a ajuda de tecnologia actual e descobriram uma nova implicação: as faíscas que teriam desencadeado todo o processo podiam ter tido origem em vulcões.

A experiência da década de 50 tinha como objectivo testar a forma como os blocos químicos de construção da vida teriam surgido. Miller e o seu mentor da Universidade de Chicago, Harold Urey, usaram um sistema de recipientes fechados contendo água e um gás de moléculas simples que se pensava ser comum na atmosfera da Terra primitiva.

Atingiram o gás com faíscas eléctricas (que representavam os relâmpagos da Terra primitiva) e descobriram que após algumas semanas a água ficava acastanhada. Quando analisada, continha aminoácidos, formados a partir dos ingredientes simples dos recipientes.

A descoberta foi apregoada de prova de que o processo de construção dos blocos químicos necessários ao surgimento de vida na Terra podia ser totalmente baseado em fenómenos naturais.

Recentemente, o investigador do Scripps Institution of Oceanography Jeffrey Bada, estudante de graduação de Miller quando a experiência foi realizada pela primeira vez, tropeçou em recipientes contendo resíduos dos testes. Numa variação da famosa experiência, tinha sido injectado vapor no gás para simular as condições na nuvem de um vulcão em actividade. Os resultados desta variação da experiência nunca tinham sido divulgados.

Nas amostras agora recuperadas, Bada encontrou 22 aminoácidos, 10 dos quais nunca tinham sido encontrados em experiências deste tipo.

“O dispositivo a que Stanley Miller prestou menos atenção foi aquele que revelou os resultados mais excitantes”, diz o membro da equipa Adam Johnson, estudante de graduação na Universidade do Indiana. “Suspeitamos que parte da razão para isto é que ele não tinha as ferramentas  analíticas que temos actualmente, logo ele teria falhado muita informação.”


Após reanalisar as amostras das experiências originais que foram publicadas em 1953, a equipa também descobriu que esses recipientes continham muito mais moléculas orgânicas do que Stanley Miller tinha detectado.

“Acreditamos que havia muito mais a aprender com a experiência original de Miller”, diz Bada. “Descobrimos que em comparação com a montagem que todos conhecem dos livros de biologia, a montagem vulcânica produz uma variedade maior de compostos.”

Ao longo dos últimos 50 anos, os cientistas tê alterado o seu modo de pensar acerca dos elementos que estariam presentes na atmosfera primitiva da Terra. Miller usou metano, hidrogénio e amónia nas suas experiências, mas agora os investigadores pensam que a atmosfera da Terra antiga seria essencialmente dióxido de carbono, monóxido de carbono e azoto.

“À primeira vista, se a atmosfera da Terra primitiva tinha muito pouco das moléculas usadas na experiência clássica de Miller, torna-se difícil perceber como a vida pode ter surgido através de um processo semelhante”, diz outro membro da equipa, Daniel Glavin, do Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Md. 

“No entanto, para além de água e dióxido de carbono, as erupções vulcânicas também libertam hidrogénio e metano. As nuvens vulcânicas também estão carregadas de electricidade, pois as colisões entre as cinzas vulcânicas e as partículas de gelo geram relâmpagos. Dado que a jovem Terra ainda estava quente da sua formação, os vulcões seriam muito comuns.” 


Fonte: Simbiotica


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Controvérsia sobre a origem da fotossíntese

Hamersley Ranges Karijini National ParkUma nova análise de rochas antigas na Austrália veio desafiar a sabedoria convencional acerca do momento em que a fotossíntese emergiu na Terra.

Em 1999, um xisto com 2,7 mil milhões de anos de idade do cratão de Pilbara na Austrália ocidental revelou conter moléculas que apenas podiam ter sido fabricadas por organismos fotossintéticos. Os geólogos concluíram que esses organismos deviam ter evoluído na mesma altura em que essas rochas se formaram.

Isto criou um quebra-cabeças: se a maioria do oxigénio da atmosfera da Terra primitiva proveio da fotossíntese, porque motivo tiveram que passar outros 300 milhões de anos antes que o nível de oxigénio subisse abruptamente, por volta dos 2,4 mil milhões de anos?

Os investigadores foram agora analisar novamente o xisto e alegam que não há nenhum quebra-cabeças a resolver. As tais moléculas foram depositadas na rocha quando muito há 2,15 mil milhões de anos, eliminando o misterioso intervalo.

A nova análise, liderada por Birger Rasmussen da Universidade de Tecnologia Curtin em Bentley, Austrália ocidental, foi publicada na última edição da revista Nature.

Jochen Brocks, da Universidade Nacional Australiana em Camberra, que participou em ambos os estudos, refere que sempre foi céptico em relação à primeira análise. “Os biomarcadores originais tinham um grande problema: os segundos mais antigos tinham apenas 1,6 mil milhões de anos.” Isso deixava um intervalo inexplicável com mil milhões de anos no registo molecular entre eles e os marcadores mais antigos.

Ambos os métodos de datação dependem do funcionamento de um enzima fixadora de carbono conhecida por RuBisCO, crucial para a fotossíntese. A enzima tem uma forte preferência pelo isótopo mais leve de carbono, logo as moléculas formadas com o carbono que ela processa são relativamente mais ricas em carbono-12 do que em carbono-13.

O artigo de 1999 relatava que as moléculas carbonatadas extraídas das rochas de Pilbara a 700 metros abaixo da superfície continham uma razão de isótopos de carbono com a assinatura da RuBisCO mas os investigadores tiveram que depender das moléculas que conseguiram extrair com a ajuda de solventes, o que colocava a possibilidade de essas moléculas poderem ter fluido para a rocha antiga desde rochas mais recentes. “Por isso, não havia provas de que a idade desses lípidos encontrados seria X ou Y, apenas provas circunstanciais não desmentidas.”

Brocks e Rasmussen repetiram agora a análise sem o uso de solventes, usando em vez disso um espectrómetro de massa para disparar um feixe de iões sobre a amostra sólida para deslocar os átomos. Mediram a razão de isótopos de carbono e, se a medida original fosse correcta, deveriam ter encontrado a mesma razão mas não foi assim.

Em vez disso, as novas amostras tinham razões que correspondiam a outra forma de matéria orgânica, o querogénio, originalmente produzido por bactérias metanogénicas e não fotossintéticas. Isso sugere que as moléculas referidas em 1999 tinham realmente sido lixiviadas a partir de outra rocha mais recente.

Mas a conclusão já foi questionada pelos co-autores de Brocks no estudo de 1999. Roger Summons, do Instituto de Tecnologia do Massachusetts em Cambridge, diz que os autores “não refutaram nem reconheceram a existência de outros trabalhos posteriores com isótopos de carbono e biomarcadores na mesma região da Austrália”. O trabalho posterior, diz ele, sugere que a fotossíntese evoluiu mais cedo do que os propostos 2,4 milhões de anos.

Peritos independentes também estão preocupados com o artigo daNature. David Catling, da Universidade de Bristol, diz que as evidências de que a fotossíntese evoluiu há pelo menos 2,7 mil milhões de anos foram basicamente “varridos para debaixo do tapete sem discussão adequada”. 

Ele salienta, por exemplo, que o artigo da Nature não refere a investigação feita em 1992 por Roger Buick sobre os estromatólitos com 2,7 mil milhões de anos. “Fico muito surpreendido que o artigo tenha sido publicado na actual forma”, acrescenta Jim Kasting, da Universidade Estatal da Pennsylvania em University Park.

Dada a quantidade de evidências contraditórias, o campo deve permanecer dividido durante algum tempo. “Este debate está longe de ter teerminado”, diz Summons

Fonte: Simbiotica

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Potente gás de efeito de estufa negligenciado


TVUm raro mas extremamente potente gás de efeito de estufa usado na industria electrónica é, pelo menos, quatro vezes mais abundante na atmosfera do que se pensava.

Para controlar melhor os níveis de trifluoreto de azoto (NF3), este gás tem que ser adicionado à lista de gases regulamentados pelos futuros acordos sobre as alterações climáticas, recomendam os cientistas.

O NF3 é 12 a 20 mil vezes mais eficiente a reter calor que o dióxido de carbono, o mais conhecido dos seis gases de efeito de estufa regulados pelo Protocolo de Kyoto sobre as alterações climáticas de 1997.

Nos últimos 10 anos, o NF3 tornou-se uma alternativa ambientalmente preferível aos perfluorocarbonetos mais voláteis. Actualmente é usado regularmente no fabrico de televisões plasma e outros dispositivos com monitores planos, como fonte de átomos de flúor reactivos usados para aplicar os chips de silicone nos dispositivos.

Dado que se pensava que apenas quantidades ínfimas do gás escapavam para a atmosfera durante estes processos, cerca de 2% de todo o NF3produzido, estava há muito assumido que a sua contribuição para o aquecimento global de origem humana era negligenciável.

Esta noção foi desafiada pela primeira vez no início deste ano, quando Michael Prather, químico atmosférico na Universidade da Califórnia em Irvine, questionou as taxas de emissão assumidas para o gás.

Agora, análises de amostras de ar recolhidas por duas estações costeiras na Califórnia e na Tasmânia, Austrália, confirmaram pela primeira vez que uma percentagem significativamente maior da produção total de NF3escapa para a atmosfera.

A equipa de investigadores, liderada por Ray Weiss, do Scripps Institution of Oceanography de La Jolla, Califórnia, usou uma combinação de cromatografia gasosa e espectrometria de massa para medir os níveis de NF3 nas suas amostras.

Descobriram que ao longo das últimas três décadas a concentração atmosférica do gás aumentou mais de 20 vezes, de 0,02 para 0,454 partes por trilião, com a maioria das emissões a ocorrerem no hemisfério norte. 

O teor global do gás na atmosfera, estimado em 2006 em menos de 1200 toneladas, é realmente 4200 toneladas e já subiu desde então para 5400 toneladas, relatam eles na última edição da revistaGeophysical Research Letters.

Dado o seu enorme potencial para o aquecimento global e um tempo de vida estimado em 740 anos, é o equivalente ao efeito de 67 milhões de toneladas de dióxido de carbono, aproximadamente as emissões anuais totais de CO2 de um país como a Finlândia.

“Eu diria ‘case encerrado’, já está demonstrado que este é um importante gás de efeito de estufa”, diz Prather, que não esteve envolvido neste segundo estudo. “Agora precisamos de obter números acerca de que quantidade está a escapar ao controlo do sistema, desde a produção até à eliminação dos aparelhos.”

“As industrias não ligaram grande coisa ao estudo original de Michael Prather, considerando-o especulação”, diz Piers Forster, químico atmosférico na Universidade de Leeds. “Este novo estudo mostra que o NF3 está presente em quantidades significativas e está a aumentar.”

Os dois estudos apanharam o problema em boa altura para as industrias corrigirem os seus erros, acrescenta ele. Os monitores de cristais líquidos (LCD), por exemplo, podem ser produzidos de forma mais amiga do ambiente e podem rapidamente substituir os monitores plasma.

“O problema pode desaparecer naturalmente”, concorda Jim Haywood, cientista atmosférico no Meteorological Office do reino Unido. “Mas entretanto vale a pena incluir o NF3 na lista de gases de efeito de estufa regulamentados.” 


Fonte: Simbiotica


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Poluição com ureia torna as marés tóxicas

A poluição com ureia pode desencadear a produção, por parte das algas oceânicas, de uma toxina mortal chamada ácido domóico, descobriram os cientistas.
A investigação pode ajudar a explicar várias mortandades em massa de animais, incluindo uma de aves que se diz ter sido a fonte de inspiração para Alfred Hitchcock realizar o famoso filme de terror “Os pássaros”.
Raphael Kudela, oceanógrafo na Universidade da Califórnia, Santa Cruz, fez a descoberta depois de estudar a alga Pseudo-nitzschia australis, uma espécie frequente em águas temperadas e subtropicais. Apesar de os florescimentos desta alga serem geralmente benignos, há muito que se sabe que por vezes originam ácido domóico.
À semelhança das gaivotas kamikaze retratadas no filme de terror de 1963, os animais envenenados com ácido domóico apresentam padrões comportamentais erráticos. A 18 de Agosto de 1961 os residentes da cidade de Capitola, Califórnia, acordaram com pardelas-pretas Puffinus griseus a chocar com os telhados e as ruas cobertas de aves mortas. De acordo com um jornal local, Alfred Hitchcock, que vivia a poucos quilómetros de distância, pediu cópias das notícias como “material de investigação para o seu último thriller”.
Apesar de os investigadores só poderem especular quanto à intervenção do ácido domóico neste acontecimento histórico, os toxicólogos modernos já associaram de forma conclusiva a toxina a casos mais recentes.
Em 1987 marisco contaminado envenenou 100 pessoas na ilha do Príncipe Eduardo no Canadá, matando três e causando muitos casos de amnésia. Em 1998, 400 leões-marinhos desorientados morreram ao longo das costas da Califórnia central, com o ácido domóico a ter origem num cardume de peixe contaminado ao nadar através de uma maré tóxica antes de ser devorado pelos leões-marinhos. “Com intervalo de alguns anos surge um grande surto que causa a morte de lontras, pelicanos ou leões-marinhos”, diz Kudela.
“O ácido liga-se fortemente a receptores superficiais de neurónios excitatórios, o que impede que estas células deixem de enviar impulsos nervosos”, diz Melissa Miller, veterinária do Departamento de Pesca e Caça da Califórnia em Santa Cruz. É verdade que a toxina não torna os animais homicidas mas os danos cerebrais provocam padrões comportamentais estranhos antes da morte, diz ela.
Pensa-se que a poluição de origem humana desempenha um papel nesta situação mas os investigadores não tinham sido capazes de identificar o contaminante que leva a P. australis a começar a produzir ácido domóico. “Certamente é uma combinação de factores, o que torna difícil mostrar a relação causa-efeito”, diz Kudela.
Por isso, ele e os seus estudantes testaram uma série de químicos presentes em fertilizantes, incluindo nitratos, amónia e ureia, para determinar os seus efeitos sobre as algas. A ureia foi o único químico que aumentou a produção de ácido domóico e em casos em que o plâncton tinha misteriosamente começado a produzir baixas quantidades do ácido, a adição de ureia duplicava a produção.
Depois de recolher amostras de água ao largo da costa da Califórnia, também descobriram que as concentrações de ureia nas baías de Monterey e San Francisco eram suficientemente altas para justificar alguns florescimentos nocivos recentes de algas.
A ureia não é comum em fertilizantes agrícolas mas está presente em muitos produtos de jardinagem. As estações de tratamento de águas residuais testadas no estudo de Kudela não libertavam grande quantidade de ureia mas tanques sépticos mal vedados já têm libertado ureia na baía de Chesapeake e no golfo do México. “Os animais marinhos libertam pequenas quantidades de ureia mas a questão da poluição é quase inteiramente de origem humana”, diz Kudela.
“Este trabalho associa directamente as actividades humanas às centenas de vítimas mortais entre os mamíferos marinhos que resultam da exposição ao ácido domóico”, diz Frances Gulland, director de ciência veterinária do Centro de Mamíferos Marinhos de Sausalito, Califórnia.
Ainda que não haja forma de saber de certeza se a ureia causou o famoso incidente que inspirou “Os pássaros”, Kudela considera que o poluente devia estar a ser lançado no mar na época. “Havia muita urbanização nova na época, com muitos tanques sépticos não regulamentares.”
Kudela tenciona agora analisar outros factores químicos que podem provocar as marés tóxicas de P. australis. 

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Internet empurra para mudança evolutiva do ser humano, diz cientista

A internet não está apenas transformando a forma como as pessoas vivem, mas também alterando a maneira como o cérebro funciona, com uma mudança evolutiva que coloca o internauta em uma nova ordem social. Essa é definição de um estudo produzido pelo neurocientista da Universidade da Califórnia, Gary Small, especialista em função cerebral.

Apesar da tecnologia acelerar a aprendizagem e desenvolver a criatividade, o cientista afirma que a internet pode gerar problemas como a criação de amizades exclusivamente virtuais e o aumento de diagnósticos de DDA (Distúrbios do Déficit de Atenção).

Segundo Small, as pessoas que serão beneficiadas na próxima geração serão aquelas que conseguirem aliar habilidades sociais e tecnológicas. “Estamos vendo uma mudança evolutiva”, diz.

O estudo com 24 adultos que usavam a web descobriu que os usuários mais experientes mostraram o dobro da atividade cerebral em áreas que controlam a tomada de decisões e de raciocínio.

“Nós estamos mudando o ambiente. O jovem médio já gasta nove horas por dia expondo seu cérebro à tecnologia”, afirma.

Small explica que existem medidas que podem resolver o problema da perda do contato humano e da capacidade de ler expressões emocionais e linguagem corporal. “Uma delas é diminuir o tempo com a tecnologia e ter um jantar em família, por exemplo, para encontrar um equilíbrio.”

Fonte: Noticias BOL

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Video: Creme de Tomate

Creme de Tomate – pratos elaborados para a entrevista da Supreme Master Television

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Creme para Salada

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