Óleo de Copaíba

Recolha de Luís Guerreiro

O Óleo de Copaíba age restabelecendo as funções das membranas mucosas, modifica as secreções e acelera a cicatrização. Agindo sobre as vias respiratórias e urinárias, torna-se um poderoso antisséptico. Tem ação expectorante, agindo em problemas pulmonares como tosses e bronquites, podendo ser aplicado externamente em feridas, eczemas, psoríases e urticárias.

O óleo de copaíba constitui um material resinoso extraído por meio de uma incisão também conhecido por: Bálsamo da Amazônia, Óleo da Vida, Óleo do Amazonas, Óleo do Jesuíta, Óleo de Cupaiba, é extraido do caule da árvore Copaifera R. Ducke (Mari-Mari).

É de grande importância para os indígenas e povos da floresta, pois utilizam o Óleo de Copaiba no seu dia-a-dia, o Óleo de Copaiba possui inúmeras propriedades, entre elas se destacam: regeneradoras, curativas, umectante, desintoxicante, nutritivas, lubrificante e tônica.

Conforme a tradição popular, o Óleo de Copaiba é eficiente em: queimaduras, feridas, micoses, urticárias, cicatrização, furúnculos, inflamações, má digestão, intestino preso e muito mais. Desintoxica e limpa o organismo humano, age sobre as vias respiratórias e urinárias, é um poderoso antisséptico, tem ação expectorante agindo em problemas pulmonares como tosses, bronquites e previne as gripes e resfriados.

O Óleo de Copaiba é composto por: Ácido Copálico, Alfa-Cariofileno, Beta-Cariofileno, entre outros.

Óleo de Copaiba In Natura, é extraido por aldeias indígenas do Alto Jamari-RO. A produção é toda manejada obedecendo os mais altos padrões de sustentabilidade ambiental dentro das normas internacionais de certificação florestal do Forest Stewardship Council (FSC), tem garantia de origem, qualidade na armazenagem, conservação e transporte.

Após a coleta passa por uma análise laboratorial na Fundação de Tecnologia do Acre (FUNTAC) que emite o laudo físico químico, atestando a qualidade e pureza do óleo coletado.

As informações acima provém de Instituições, Universidades e da Tradição e Uso Popular.

Pesquisas do IQ e do CPQBA
envolvem também o breu de pinheiro no combate à tuberculose

Óleo de copaíba é testado em 9 tipos de câncer


LUIZ SUGIMOTO

Substâncias sintetizadas no laboratório a partir de componentes isolados do óleo de copaíba e do breu de pinheiro apresentaram resultados importantes contra nove linhagens de câncer e contra a tuberculose, inibindo ou matando células doentes, segundo estudos de pesquisadores do Instituto de Química (IQ) e do Centro de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp. O processo com a copaíba, executado em nível de doutorado e patenteado em 2002, ainda carece de testes toxicológicos para averiguar se as substâncias não afetam também as células normais, o que exigiria estudos mais detalhados sobre dosagens até que se chegue a uma concentração que não seja tóxica.

Processo é patenteado para evitar apropriação

O professor Paulo Imamura, do Departamento de Química Orgânica, orientou a doutoranda Inês Lunardi em sua tese (Síntese do sesterterpeno hyrtiosal a partir do ácido copálico – Determinação da configuração absoluta do produto natural). Ele explica que uma série de reações químicas envolvendo o óleo de copaíba levou ao (-)-hyrtiosal, composto isolado da esponja marinha e patenteado por cientistas japoneses em 1992. “Aqueles testes foram dirigidos apenas contra células KB, da leucemia, com dosagens de 3 a 10 microgramas por mililitro em células doentes, o que é uma atividade razoável”, informa o professor.

A aluna do IQ, segundo Imamura, sintetizou o (-)-hyrtiosal e também compostos análogos, que passaram por testes no CPQBA, onde o professor João Ernesto de Carvalho constatou atividades contra células cancerígenas de ovário, próstata, renal, cólon, pulmão, mama, mama resistente e melanoma, mais a leucemia. Os resultados são próximos ou iguais aos encontrados na literatura envolvendo outras substâncias.

Quanto ao breu de pinheiro, transformações químicas de um ácido resínico nele existente permitiram a obtenção de ozonídio, um peróxido que é altamente reativo. “O ozonídio foi enviado aos Estados Unidos para um ensaio específico contra a tuberculose, apresentando um valor de inibição da doença em torno de 85%. Ele demonstrou boa atividade, mas os experimentos pararam por aí, pois era preciso chegar acima de 90%, índice exigido para seguir adiante até os testes in vivo”, diz Paulo Imamura.

Testes – O professor João Ernesto de Carvalho, coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA, realizou as culturas in vitro e recorda que uma das substâncias, (-)-hyrtiosal, foi a que apresentou atividade mais seletiva, sobre a linhagem do melanoma. “Se precisasse escolher um dos compostos para dar seguimento às experiências, com testes em animais, seria este”, afirma. Ele ensina que a seletividade é o que torna o material interessante. Uma substância que destrói todas as linhagens de células cancerígenas entra no primeiro critério de exclusão, pois provavelmente mata também as células normais, inviabilizando sua aplicação no paciente. “É impossível obter uma só droga que combata todos os tipos de câncer. Não se trata de uma patologia única, mas de mais de cem doenças, cada qual com etiologia, sintomas, progressão e tratamento próprios”, acrescenta.

No CPQBA, as quatro substâncias foram deixadas em contato com as linhagens de câncer por 48 horas, quando se interrompeu o processo para determinação de concentração de proteínas, mostrando se houve crescimento, inibição ou morte das células em relação às concentrações que variaram de 0,25 a 250 microgramas por mililitro – faixa adotada também para drogas já aprovadas. Para passar aos testes in vivo, Carvalho afirma que precisaria de quantidades maiores das substâncias sintetizadas.

Dosagem – Apesar da ausência de testes citotóxicos, a tese de Inês Lunardi preserva sua relevância enquanto pesquisa básica. “Caso as substâncias afetem também as células normais, a limitação aumentaria, já que precisaríamos detalhar os estudos sobre a dosagem. Contudo, isso acontece com muitos produtos conhecidos, como o veneno de cobra, muitas vezes letal numa picada, mas que em baixas concentrações funciona como remédio”, ilustra Paulo Imamura.

Uma vantagem deste processo está na obtenção das matérias-primas: a copaíba, cujo óleo é extraído com a perfuração do tronco (sem corte da árvore), e o pinheiro, abundante em projetos de reflorestamento. “Não raro, uma quantidade razoável de droga natural necessita de toneladas de matéria-prima. Um exemplo é o taxol, aplicado em câncer de útero ou cólon, que antes exigia o corte de oito árvores (Taxus brevifolia) de 100 anos de idade para atender a um único paciente. Isto foi resolvido com o aproveitamento e a transformação química de substância extraída de galhos e folhas de uma espécie européia, a Taxus baccata”, explica.

Imamura é pessimista quanto à possibilidade de a indústria farmacêutica nacional investir na pesquisa e viabilização de medicamentos à base do óleo de copaíba e do breu de pinheiro. Contudo, acha que a solicitação de patente do processo de transformação química foi um cuidado necessário: “No Brasil, costumamos sintetizar substâncias academicamente e publicar nossos trabalhos, quando há ocorrências de grandes indústrias do exterior que se apropriam dos estudos realizados no chamado terceiro mundo, principalmente na área de fitoquímica. Pelo menos no Instituto de Química, já vejo a preocupação de resguardar as pesquisas não apenas como forma de publicação”, finaliza.

Fonte: Unicamp

Caso Copaiba

Pelas propriedades químicas e medicinais, o óleo de copaíba é bastante procurado nos mercados regional, nacional e internacional.

Uso tradicional
A copaíba é incrivelmente poderosa, um antibiótico da mata, que já salvou vidas de muitos caboclos e índios seriamente feridos. Em algumas regiões, o chá da casca é bastante utilizado como anti-inflamatório. Em Belém, a garrafada da casca está sendo utilizada como substituto do óleo de copaíba. Isto porque é cada vez mais difícil encontrar o óleo. A casca entra na composição de todos os lambedores ou xaropes para tosse. Nos Andes do Peru, o óleo de copaíba é utilizado para estrangúria, sífilis e catarros.

Remédio universal da Amazônia
A Medicina tradicional no Brasil recomenda óleo de copaíba hoje como um agente antiinflamatório, para tratamento de caspa, todas tipos de desordens de pele e para úlceras de estômago. Copaíba também tem propriedades diuréticas, expectorantes, desinfetantes, e estimulantes, e vem sendo utilizado nos tratamentos de bronquite, dor de garganta, anticoncepcional, vermífugo, dermatose e psoríase, e ainda, como combustível para clarear a escuridão da noite, substituindo a função do tradicional óleo diesel nas lamparinas.
Na indústria, esse óleo pode ser usado para fabricação de vernizes, perfumes, farmacêuticos e até para revelar fotografias.

Bibliografia:
Taylor, Leslie. Herbal Secret’s of the Rainforest. Prima Publishing, Inc.. 1998Mahajan, J.R., and Ferreira, G.A., Ann. Acad. Brasil. Cienc., 43, 611 (1971) through Chem. Abstr., 77,. (1972)
ESTRELLA, E. Plantas Medicinales Amazônicas: Realidad y Perspectivas. Lima: TCA, 1995. 302p.
MING, L.C.; GAUDÊNCIO, P.; SANTOS, V.P. Plantas Medicinais: Uso Popular na Reserva Extrativista “Chico Mendes” – Acre. Botucatu: CEPLAN/UNESP, 1997. 165p.


PATENTES SOBRE A COPAÍBA

(Aqui estão listados apenas as patentes cujo titulo contem a palavra Copaíba. Pesquise esp@cenet para outras patentes.)

Registrado por
Registrado
onde
Data de publicação
Titulo
Numero
(Clique o numero para mais informação fornecida pela esp@cenet)
TECHNICO-FLOR (S.A.)* França 24/12/1993 NOUVELLES COMPOSITIONS COSMETÍQUES OU ALIMENTAIRES RENFERMANT DU COPAIBA
(Novas composições cosméticas ou alimentares incluindo Copaíba)
FR2692480
TECHNICO-FLOR (S.A.)* WIPO – mundial 06/01/1994 COSMETIC OR FOOD COMPOSITIONS CONTAINING COPAIBA
(Composições cosméticas ou alimentares incluindo Copaíba)
WO9400105
EP0601160
AVEDA CORP* Estados Unidos 30/03/1999 METHOD OF COLORING HAIR OR EYELASHES WITH COMPOSITIONS WHICH CONTAIN METAL CONTAINING PIGMENTS AND A COPAIBA RESIN.
(Método de colorir cabelo ou pestanas com composições com metal contendo pigmentas e resina de Copaíba. )
US5888251

*Não sabemos se, ou até que grau o termo biopirataria se aplica para cada um dos detentores de patentes e marcas aqui mencionados. Porém, consideramos questionável a pratica de patenteamento de plantas e cultivares tradicionalmente usadas pelas comunidades da Amazônia e o registro de seus nomes como marcas e convidamos os detentores destes direitos a se justificarem através de um comentário.
A Amazonlink.org por sua vez, não se responsabiliza por quaisquer erros ou omissões nas informações fornecidas nesse site.

Fonte: Amazonlink


O Olhar dos Primeiros Cronistas
da História do Brasil sobre a Copaíba

Angelo C. Pinto e Valdir F. Veiga Jr
Instituto de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Centro de Tecnologia, Bloco A
Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, RJ, 21945-970- Brasil

A Copaíba (Copaifera sp), ou Copaibeira, é uma árvore de grande porte da família Leguminosae encontrada em todo o Brasil. Os habitantes da floresta a procuram como local de tocaia para pequenos animais silvestres que se alimentam de seus frutos. A árvore, também chamada de Pau d’óleo, é facilmente encontrada na mata devido ao forte aroma de sua casca.

Chamada de copaíva ou copahu pelos indígenas (do tupi: Kupa’iwa e Kupa’u, respectivamente), o óleo da copaíba era bastante utilizado entre os índios brasileiros quando os portugueses chegaram ao Brasil. Tudo indica que o uso deste óleo veio da observação do comportamento de certos animais que, quando feridos, esfregavam-se nos troncos das copaibeiras. Os índios o utilizavam principalmente como cicratizante e no umbigo de recém-nascidos para evitar o mal-dos-sete-dias. Os guerreiros quando voltavam de suas lutas untavam o corpo com o óleo da copaíba e se deitavam sobre esteiras suspensas e aquecidas para curar eventuais ferimentos1.

No século XVII, os primeiros médicos do Brasil contornavam parcialmente a escassez de remédios, cujo suprimento à Colônia era irregular, recorrendo às drogas indígenas. Os viajantes se abasteciam dessas drogas, “comprovadamente eficazes”, antes de se aventurarem por lugares desconhecidos. Dentre essas drogas, o óleo das copaibeiras era uma das que desfrutava de maior prestígio entre os viajantes2.

A primeira citação sobre o óleo de copaíba talvez tenha sido feita numa carta de Petrus Martius ao Papa Leão X publicada em 1534, em Estrasburgo. Naquela carta, faz-se referência ao “Copei” como uma droga indígena3.

Não houve cronista importante na História do Brasil que não tenha se referido às virtudes do óleo de copaíba. Um dos primeiros foi Gabriel Soares de Sousa (c1540-c1592), que registrou em sua obra “Tratado Descritivo do Brasil” a utilização do óleo pelos índios, incluindo-o entre aqueles provenientes “das árvores e ervas da virtude”.

O padre Jesuíta José Acosta (c 1539-c1604) no seu livro “De Natura Novi Orbis”, traduzido em 1606 do latim para o francês, e depois por José Maffeu para o português, que o intitulou “História Natural e Moral das Índias”, assim se referiu ao óleo de copaíba4:



O bálsamo é celebrado com razão por seu excelente odor, e muito maior efeito para curar feridas, e outros diversos remédios para enfermidades, que nele se experimentam…

…nos tempos antigos os índios apreciavam em muito o bálsamo, com ele os índios curavam suas feridas e que delas aprenderão os espanhóis.

Não foram só os cronistas portugueses que descreveram as propriedades medicinais do óleo de copaíba. Ele não passou desapercebido a Jean de Lery, que veio para o Brasil com Bois-Le-Comte, sobrinho de Villegagnon. De Lery o descreveu na “Histoire d’un Voyage fait en la Terre du Brésil”, em que retratava a tentativa francesa no Rio de Janeiro de criação da França Antártica. Outro estrangeiro, o holandês Gaspar Barléu, em seu livro “História dos feitos recentemente praticados durante vinte anos no Brasil”, dedicado ao Conde Maurício de Nassau, assim se referiu à copaíba, que considerava uma das árvores próprias da terra mais notáveis 5:

Vêem-se estas plantas esfoladas pelo atrito dos animais, que, ofendidos pelas cobras, procuram instintivamente este remédio da natureza.

Peckolt6, um dos primeiros cientistas a investigar de modo sistemático as propriedades medicinais da flora brasileira, tinha a mesma opinião de Barléu sobre a copaíba. Ele a considerava uma das dez árvores genuinamente brasileiras mais úteis na Medicina.

O óleo de copaíba já constava em 1677 da farmacopéia britânica e em 1820 da farmacopéia americana (USP).

Ainda hoje o óleo de copaíba pode ser facilmente encontrado em toda a Amazônia, onde é vendido em mercados e feiras populares, com diferentes denominações, como por exemplo, Panchimouti, Palo de aceite, Cabimo, Copahyba, Copaibarana, Copaúba, Copaibo, Copal, Maram, Marimari e Bálsamo dos Jesuítas.

Seu uso tão difundido o torna o remédio mais usado e conhecido pelas populações mais pobres dessa imensa região, como diurético, laxativo, antitetânico, antiblenorroágico, anti-reumático, anti-séptico do aparelho urinário, antiinflamatório, antitussígeno, cicatrizante e remédio para o combate ao câncer. O que era uma droga indígena no passado é hoje um fitoterápico que pode ser encontrado em qualquer farmácia natural e de manipulação do País.

Estudos farmacológicos com o óleo de copaíba mostram que o uso do óleo pelos índios é plenamente justificado. Avaliação in vivo e in vitro vem demonstrando que os óleos de várias espécies de copaíferas possuem atividade antiinflamatória, cicatrizante, antiedematogênica antitumoral, tripanossomicida e bactericida.

Estudos fitoquímicos recentes mostram que os óleos de copaíba são misturas de sesquiterpenos e diterpenos. O ácido copálico (1) e os sesquiterpenos b-cariofileno (2) e a-copaeno (3) são os principais componentes do óleo. O ácido copálico, encontrado em todos os óleos de copaíba até hoje estudados, talvez possa vir a ser usado como um biomarcador para a autenticação desses óleos7.


O óleo de propriedades quase mágicas, com o qual valentes guerreiros untavam seus corpos para descansar após suas batalhas, e o espanto dos primeiros europeus quando viram árvores tropicais exuberantes jorrarem óleo aromático, pode ser sintetizado na descrição feita por Pero Magalhães Gandavo, um de nossos cronistas mais importantes, em seu livro “História da Província de Santa Cruz”, de 15768:

Um certo gênero de árvores há também pelo mato dentro da capitania de Pernambuco a que chamam copaíbas, de que se tira bálsamo mui salutífero e proveitoso ao extremo, para enfermidades de muitas maneiras, principalmente as que procedem a frialdade: causa grandes efeitos, e tira todas as dores por graves que sejam em muito breve espaço. Para feridas ou quaisquer outras chagas, tem a mesma virtude, as quais tanto que com ele lhe acodem, saram mui depressa, e tira os sinais de maneira, que de maravilha se enxergam onde estiveram e nisto se faz vantagem a todas as outras medicinas.

A história desse óleo não é feita só de virtudes. Hoje, constata-se com tristeza, os óleos de copaíba vêm sendo vendidos em muitas farmácias de todo o País adulterados com óleos vegetais, principalmente o de soja e até mesmo com óleo diesel nos locais de coleta dos óleos. Os cromatogramas abaixo ilustram as diferenças entre os óleos de copaíba autênticos e os óleos adulterados.





Às autoridades da vigilância sanitária cabe a fiscalização da venda dos fitoterápicos e o combate aos falsificadores, punindo-os exemplarmente. A nós, fitoquímicos, cabe a responsabilidade de demonstrar a autenticidade dos óleos de copaíba e dos fitoterápicos, em geral, e, nos momentos de lazer, contar algumas histórias sobre as plantas da maior e mais rica flora do planeta.

Para ler mais sobre o assunto:
1 – Salvador, V., História do Brasil, 1500-1627, 6a. edição, Edições Melhoramentos, São Paulo, 1975.
2 – Carrara Jr., E.; Meirelles, H.; A Indústria Química e o Desenvolvimento do Brasil – 1500-1889;
Metalivros; São Paulo, 1996.
3 – Dwyer, J. D.; Brittonia, 1951, 7, 143.
4 – Acosta, J.; História Natural e Moral das Índias, Madrid, 1792.
5 – Barléu, G., HISTÓRIA dos feitos recentemente praticados durante vinte anos no BRASIL. 1a. edição, Amsterdan, 1647; Coleção Reconquista do Brasil, Vol 15, Tradução e anotações de Cláudio Brandão
e prefácio e notas de Mário G. Ferri, Ed. Universidade de São Paulo, São Paulo, 1974, p. 141.
6 – Santos, N. P., Alencastro, R. B., Pinto, A. C., Quim. Nova 1998 21 (5), 666.
7 – Veiga Jr., V. F.; Pinto, A. C.; Patitucci, M. L.; Quim. Nova 1997, 20 (6), 612.
8 – Gandavo, P. M. Tratado da Terra do Brasil, Editora Anuário do Brasil, Rio de Janeiro, 1924.

Fonte: SBQ


Óleo de copaíba (Globo Reporter)


A farmácia da floresta é, hoje, um ganha-pão para quem mora na região. O seringueiro Raimundo Pereira leva o filho para aprender o ofício do futuro: usufruir dos bens da floresta e protegê-la. Eles moram na Reserva Extrativista Chico Mendes. Mina de ouro, que pode ser inesgotável, se for usada com prudência. Em poucos minutos, do furo feito no tronco, escorre o óleo dourado da copaíba. O remédio é antigo, mas o jeito de tirá-lo é novidade para seu Raimundo.

“É melhor assim, porque não tem perigo de a árvore morrer e não escorre o óleo todo”, ressalta o seringueiro. “Já tiramos 34 litros de uma árvore”.

Raimundo leva nas mãos o óleo milagroso da Amazônia. Ele vai transformá-lo em dinheiro. E o melhor disso tudo é que a floresta continua do jeito que sempre esteve.

No laboratório da Universidade Federal do Acre (Ufac), o óleo da copaíba é tratado como jóia a ser lapidada. Passa por filtros que eliminam resíduos e é classificado de acordo com a cor, limpidez e viscosidade. Os pesquisadores buscam um óleo que tenha mais valor no mercado farmacêutico e de cosméticos, e que possa render mais ainda para o povo da floresta.

“Os laboratórios pagam mais por um produto que tenha um certificado de qualidade e tenha a composição química descrita em laudo com respaldo científico”, explica a química Anelise Regiani.

Mas é preciso ter cuidado para que essa imensa fonte de riqueza se mantenha viva. Na mata, depois da coleta, os furos abertos na copaíba e no jatobá são fechados com pequenos tocos de madeira. Se isso não for feito, o resultado pode ser árvores agonizantes como um jovem jatobá, alvo de facão e machado, que a equipe encontrou.

“A árvore ficou assim porque parte da casca foi retirada para fazer remédio, e a casca não se regenera”, alerta a agrônoma Andréa Alechandre.

Fonte: Globo Reporter


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