Amor, Medicina e Milagres – Bernie Siegel – excertos do livro

Creio que existem dentro de nós mecanismos biológicos de “vida” e de “morte”. A pesquisa científica de outros médicos e minha própria experiência clínica diária convenceram-me de que o estado de espírito altera o estado físico, agindo por meio do sistema nervoso central, do sistema endócrino e do sistema imunológico. A paz de espírito envia ao corpo uma mensagem de “viva”, ao passo que a depressão, o medo e o conflito por resolver transmitem-lhe a mensagem de “morra”. Portanto, todas as curas são científicas, embora a ciência ainda não seja capaz de explicar exatamente como ocorrem os inesperados “milagres”.

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A palavra “hospital” deriva de um vocábulo latino que significa “hospedaria”, mas raras vezes a instituição hospitalar é hospitaleira. Pouca atenção se dá ao carinho e à cura, como se fossem prejudiciais à medicação. Já meditei muitas vezes por que os arquitetos, pelo menos,

não pensam em tetos mais bonitos, já que os internados passam tanto tempo olhando para cima. Há um aparelho de televisão em cada quarto, mas onde está o vídeo musical, criador, meditativo ou humorístico que ajude a estabelecer um ambiente saudável? Que liberdade se dá aos doentes para que mantenham sua identidade?

Pag 19, 20

Refleti então nos índices de morbidade dos médicos, categoria profissional que acusa mais problemas com drogas e álcool, bem como uma taxa de suicídios mais elevada que a de seus pacientes. Sentem-se mais desamparados do que estes e morrem mais depressa após os 65 anos. Não admira que tanta gente evite consultar os clínicos gerais. Você levaria seu carro a um mecânico que não consegue fazer o dele pegar.

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depois de uma conversa na igreja de certa localidade, determinado homem entregou-me um cartão e me disse, em voz baixa, que o lesse mais tarde, saindo em seguida. Dizia a nota, manuscrita:Há coisa de dez anos, seu sócio operou meu pai, removendo-lhe parte do estômago. Nessa ocasião, o senhor descobriu que todo o sistema linfático de papai era canceroso. Como eu era o filho mais velho, o senhor me aconselhou a informar os outros membros da família sobre o estado de meu pai. Preferi não informar. No domingo passado, nós lhe oferecemos, de surpresa, uma bela festa de aniversário. Ele completava 85 anos, e mamãe, com seus 80, sorria a seu lado!

Fui ver no arquivo e, não havia dúvidas, nós tínhamos considerado terminal a doença daquele homem, mais de dez anos antes. Ele sofria de câncer no pâncreas, com metástases nos nódulos linfáticos.

Reexaminei as lâminas do laboratório de patologia e não havia erro diagnóstico. A resposta de qualquer médico a tal caso seria “tumor em desenvolvimento lento”. Atualmente, esse antigo paciente está com 90 anos. Portanto, o tumor deve ser daqueles que crescem bem devagar. É um dos tais casos em que os médicos deveriam correr à casa do doente e perguntar por que ele não morreu na data prevista. De outro modo, a cura espontânea não será registrada na literatura médica e nunca saberemos se não se trata de exemplos de boa sorte, erros de diagnósticos, tumores de desenvolvimento lento ou cânceres bem-comportados

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A meu ver, todos os médicos deveriam trabalhar, como parte de sua formação profissional, com pessoas portadoras de doenças “incuráveis”. Eles seriam proibidos de receitar medicamentos ou intervenções cirúrgicas; precisariam, isso sim, sair a campo e ajudar os doentes afagando-os, rezando com eles, participando, no nível emocional, de suas dores. Também seria conveniente organizar reuniões anuais de sobreviventes de moléstias graves, para que os médicos pudessem falar com os reabilitados, as pessoas para cuja saúde eles contribuíram.

Pag.28

Amor, Medicina e Milagres – Bernie Siegel

Título original:

Love, Medicine and Miracles

Copyright © B. H. Siegel, S. Korman e A. Schiff – curadoresdo The Bernard S. Siegel, M. D., Children’s Trust.

EDITORA BEST SELLER uma divisão da Editora Nova Cultural Ltda.Av. Brig. Faria Lima, 2000- CEP 01452 -Caixa PostaI 9442 São Paulo, SP ISBN 85-7123-105-7

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