Painéis solares cobrem edifício nas traseiras da Casa da Música

O edifício que está a ser construído nas traseiras da Casa Música, na Boavista, Porto, vai acolher a nova sede da EDP no Norte, apresentando “características inovadoras na área energética”. Telas de ensombramento das fachadas com capacidade para captação fotovoltaica, painéis de aquecimento solar e energia eólica na cobertura são elementos que vão marcar o imóvel, numa óptica de “auto-suficiência”.

Os painéis colocados nas fachadas deverão rodar de acordo com a orientação solar, emprestando um aspecto original ao edifício, cuja inauguração está prevista para o início de 2010, de acordo com as previsões da EDP.

“O objectivo é a auto-suficiência energética, prevendo-se que a nova sede Norte venha a ser o primeiro edifício com classificação energética superior”, acrescenta a informação da EDP.

Chegou a estar prevista a implantação da sede do BPN naquele imóvel, mas o edifício será, então, a sede da EDP. Rui Costa, responsável da Adicais, promotora do empreendimento, explicou que está a ser negociada com a instituição bancária a sua instalação num edifício do mesmo quarteirão (gaveto da Avenida da Boavista com a Rua de 15 de Novembro), que até já está pronto.

Sete pisos acima do solo

Na nova sede Norte do grupo “irão trabalhar cerca de 700 trabalhadores administrativos”. “A concentração de serviços num único edifício permite libertar alguns dos 27 imóveis que o grupo ocupa actualmente na cidade do Porto”, explica a empresa.

O edifício (um dos dois que compõem o imóvel que tanta polémica deu por causa das vistas do janelão das traseiras da Casa da Música) tem sete pisos acima do solo (seis de escritórios, com 10 mil metros quadrados, e um de comércio, com 1500 metros quadrados) e dois pisos subterrâneos, com 250 lugares para estacionamento, zonas de arquivo e áreas de armazenamento.

Voltado para a Avenida da Boavista e para a Casa da Música (cuja imagem poderá reflectir-se nos painéis solares), o prédio terá um “auditório com características técnicas inovadoras”, entre outras valências para a criação de “bom ambiente de trabalho”.

Os trabalhadores da EDP terão direito, então, a espaços de ambiente anti-stress, designadamente SPA, ginásio, salas de leitura, de audiovisual e zonas de restauração, entre outros.

Vizinhança por definir

“A qualidade e inovação urbanística do imóvel [o projecto é do arquitecto Ginestal Machado], bem como a localização central e junto a um equipamento cultural de referência garantem o reforço da visibilidade e do prestígio da marca EDP”, acredita a empresa.

Ainda não está definido quem ocupará o outro edifício nas traseiras da Casa da Música, que ficará ligado por uma pala e uma cave à sede do EDP. Esta configuração dos dois edifícios foi a solução encontrada para manter sem barreiras o janelão das traseiras do equipamento cultural.

Por: Hugo Silva – 27-04-2008

Jornal de Notícias

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