COMPOSIÇÃO E PROPRIEDADES DA PRÓPOLIS

Adaptado de APITHER ´99 – APIACTA XXXIII, 71-77 APIMONDIA (Cornelia ) (1998)

Autor: Stefan STANGACIU

Trad: Osvaldino Rosa Filho

O Dr. Stefan Stângaciu é um Médico apaixonado por Apiterapia. Ele luta com todas as suas forças para alargar a esfera de aplicação deste método para tratar e curar doenças. A própolis é extensivamente parte dos produtos da colméia na Apiterapia. Em 1997, o Dr. Stângaciu publicou um livro que leva o título acima e o dividiu em quatro partes das quais foram publicadas na APIACTA não mais que a segunda e a terceira parte.

Os componentes principais da própolis e suas propriedades.

Flavonóides:

– ação antimicrobiana (Ghisalberti, 1979);

– ação antinflamatória; aumentam a atividade do ácido ascórbico (vitamina C) e agem no sangue e vasos capilares (Gullyed, 1969);

– ação antioxidante

– diminuem a permeabilidade capilar sanguínea (ação do tipo da vitamina P) (Szent-Györgyi e coll., 1936);

– ação de estabilização do colágeno pela inibição da hialuronidase;

– ação anti-hemorrágica;

– in vitro, alguns flavonóides atuam no metabolismo enzimático influenciando mucopolisacaridases das veias safenas (Niebes e Laszt, 1971).
A crisina:

– é o componente que dá coloração à cera de abelhas (Jaubert, 1926);

– exerce um efeito cito-tóxico nas células cancerosas (Hladon e coll., 1987);

– é ativo contra Helicobacter pylori (Itoh e coll., 1994).
A apigenina:

– exerce uma ação curativa em úlceras do estômago (Chá de Mel, 1992)

A acacetina:

– efeito antiinflamatório (Bankova e coll., 1983)

A quercitina:

– ação anti-histaminica (Di Maggio e Ciaceri, 1961);

– ação antiviral (König e Dustmann, 1985);

– ação protetora da fragilidade capilar (Budavari, 1989)

– ação anticancerosa (Matsuno Tetsuya, 1991)

– ação espasmolítica ( Chá de Mel, 1992)
Kaempferidases:

– ação Epasmolítica ( Chá e Mel , 1992);

– ativo contra Mycobacterium phlei

– ativo em geral contra bactérias acido resistentes.

O kaempferol 7,4 ‘ dimetil – éter:

– ação antimicótica.

A ermanina:

– ativa contra os fungos microscópicos.

A galangina:

– ação bacteriostática (Villanueva e coll., 1964; Pepeljnjak, 1982);

– ação antimicrobiana e antimicótica (Metzner e coll., 1979);

– ativa contra Helicobacter pylori (Itoh e coll., 1994)

A pinocembrina:

– ação bacteriostática (Villanueva e coll., 1970);

– ativa contra mofos (Miya-kado e coll., 1976);

– ativa contra Blastomycetes (Metzner e coll., 1977);

– ação antimicrobiana e antimicótica in vitro e, em vivo, em aplicação externa (Metzner e coll., 1979);

– ativa contra Candida (Metzner e Schneidewind, 1978);

– ação anestésica local (Paintz e Metzner, 1979);

– ativa contra Helicobacter pylori (Itoh e coll., 1994)

A pinobanksina:

– de ação antimicrobiana e antimicotica (Metzner e coll., 1979).

A pinobanksina 3 acetato:

– ação antimicrobiana e antimicótica (Metzner e coll., 1979)

A pinostrobina:

– ação anestésica local (Paintz e Metzner, 1979).

Os 3′,4′-diidroxiflavonoïdes:

– reforça a parede dos vasos capilares ( Chá de Mel 1992).

Flavon-3-oles:

– reforça as paredes dos capilares (o Roger, 1988).

A pectolinaringenina:

de ação Espasmolitica (Chá de Mel, 1992).

A luteolina:

– ação antiviral (König e Dustmann, 1985);

– ação curativa em úlceras do estômago (Chá e Mel, 1992).

A artepillina de C:

– ação anticancerosa e antileucêmica.

O Eriodictiol:

– ação benéfica na insuficiência pulmonar;

– previne a instalação da insuficiência pulmonar aguda.

A pinosilvina (3,5-diidroxistilbene):

– ativa contra de Bacilo subtilis e de Bacilo cereus;

– ativa contra de Mycobacterium phlei e Sr. smegmatis.

O ácido ferulico:

– ação antibacteriana (bactérias para gran positivo e gran negativo) (Vilanova e coll., 1970; Cizmarik e Matel, 1970, 1973);

– exerce um efeito de aglutinação (muito útil no tratamento de feridas aumentando a velocidade cicatrização);

– efeito colagênico (descrito em 1938);

– estimula a produção de colágeno e elastina (dois componentes essenciais do tecido conjuntivo);

– confere penetrabilidade à própolis.

O ácido isoferulico:

– ativo contra de Staphylococcus aureus.

O ácido benzóico:

– ações bacteriostática e bactericida (Jane e Bumbas, 1978);

– ação balsâmica e antiséptica (Vanhaelen e Vanhaelen-Fastré, 1992).

O ácido cinamico:

– ativo contra de Staphylococcus aureus.

Derivado do ácido cinamico:

– estimula processos de granulação e regeneração do epitélio.

O ferulato de isopentil:

– ativo contra o vírus da Gripe do tipo A/Hong Kong (H3N2), in vitro;

– inibe a produção de hemaglutininas em ovo.

O ácido cinamilidene – acético:

– ativo contra de Bacilo subtilis, de Bacilo cereus e de Escherichia coli;

– ativo contra de Mycobacterium phlei, Sr. smegmatis e de Candida albicans.

Os ácidos aromáticos e seus esteres:

– está dotado de propriedades antifúngicas e antibacterianas.

Ester Benzílico do ácido p-cumárico:

– antimicrobiana de ação e antimicótica (Metzner e coll., 1979).

O ácido caféico:

– ação antiviral (König e Pó-mann, 1985);

– ação antibacteriana em microorganismos gram positivo e gram negativo (Villanueva e coll., 1970; Cizmarik e Matel, 1970, 1973);

– ação antiinflamatória (Bankova e coll., 1983).

O cafeato de prenil:

– é um alergênico potencial de contato.

O cafeato de 3 metil – meta 2:

– de ação antiviral.

Esteres do ácido caféico:

– ação anestésica local (Paintz e Metzner, 1979).

Ester Fenetilico do ácido caféico:

– de ação anticancerosa.

O cafeato de metil:

– ação inibitória às células cancerosas (Inayama e coll., 1984; Grunberger e coll., 1988).

O feruleato de metil:

– de ação inibitória às células cancerosas (Inayama e coll., 1984; Grunberger e coll., 1988).

O diterpenoïde de clerodane:

– de ação anticancerosa;

– de ação antibacteriana.

O pterostilbene:

– de efeito antidiabético (não confirmado) ( Chá de Mel , 1992).

As combinações voláteis (óleos essenciais):

– de ação antimicrobiana.

O bisabolol:

– ação antiinflamatória.

As substâncias voláteis da atmosfera da colméia:

– eficiente contra a febre do feno.

Aminoacidos :

– o arginina estimula a mitose e aumento a biossíntese de proteínas (Gabrys, 1986);

– o prolina induz a produção de colágeno e elastina (dois componentes essenciais do tecido conjuntivo) (Gabrys, 1986).

Minerais

Até mesmo em concentração muito fraca ( traços de elementos e elementos localizados), os minerais são extremamente importantes para o metabolismo celular.

Todo os processos biológicos ou fisiológicos que acontecem no organismo do homem necessitam da presença de elementos catalisadores que intervêm na manutenção de equilíbrio protéico, lipídico e glucídico, como também na síntese de proteínas e na manutenção do equilíbrio térmico do organismo; eles são importantes para a hematopoiése, na osteogênese, na multiplicação celular e reações imunitárias .

É estabelecido que o sangue humano contem 24 elementos que funcionam como catalisadores dos quais 23 também estão presentes na própolis; Da presença em quantidades suficientes destes elementos em nosso organismo depende da função de órgãos sadíos na realização normal dos processos biológicos; traços de elementos atuam de uma maneira seletiva ao nível dos diferentes órgãos do corpo, a saber,:

-o zinco atua principalmente ao nível das glândulas sexuais, na hipófise e no pâncreas;

– o cobre atua no fígado e medula óssea;

– o cádmio e o molibdenio em Gânglios…

– o níquel no pâncreas;

– estrôncio no tecido ósseo;

– o manganês e o cromo na hipófise;

A atividade biológica de um grande número de minerais deve-se à ação sinérgica com enzimas e vitaminas, a saber,:

– o ferro entra na composição de enzima respiratória;

– o zinco está presente na estrutura de enzimas responsáveis pelo equilíbrio de glicidios e proteínas no organismo; também contribui à redução da taxa de colesterol no sangue;

– o manganês é ligado à atividade da vitamina de B1; a ação da vitamina B1 aumenta em presença de uma quantidade suficiente de manganês no organismo;

– o cobalto é ligado a vitamina B12 e a formação do tecido ósseo; é um adjuvante eficiente no tratamento:

– de certas doenças do fígado;

– de doença hipertensiva (hipertensão arterial);

– do glaucoma;

(O médico B.M. Hecht mostrou que a adição de cobalto e iodo ao mel usados numa dieta resulta na intensificação do processo de fagocitose alcançado pelos glóbulos brancos e aumenta a resistência do organismo às doenças infecciosas.)

– o cobre é ligado a atividades de próvitaminas B, C, E e do ácido nicotínico; acelera a recuperação da endarterite e doenças de pele.

Propriedades farmacológicas dos componentes principais da própolis

Componentes da propolis para ação antimicrobina (Schneide-vento e coll., 1975)

Flavonas e flavanois (Ghisalberti, 1979) identificadas na propolis:

– a crisina,

– a tectocrisina,

– os 5-hidroxi-4′,7-dimetoxiflavona,

– a rhamnocitrina,

– a galangina,

– a galangina 3 metil – éter (5,7-di-hidroxi-3-metoxiflavona),

– a isalpinina,

– a pectolinaringenina,

– a quercétina 3,3 ‘ dimetil – éter.

Flavanonas identificadas na propolis:

– a pinostrobina,

– a pinocembrina,

– a alpinetina,

– o alnusitol,

– a pinobanksina,

– a pinobanksina-3-acetil,

– a pinobanksina 3 acetato,

– a sakuranetina,

– as 5-hidroxi-4′,7-dimetoxiflavanona.

Ácidos aromáticos e os esteres

– o ácido benzóico,

– o ester benzilico p-cumárico,

– ester benzilico do ácido – cumárico,

– o ácido cafeico,

– um ester do ácido cafeico com um álcool aromático.

isômero do ácido cinamico:

– o ácido cinamilidene – acético;

– exercem uma ação antimicrobiana em Bacilo subtilis, Bacilo cereus e Escherichia coli.

composto Hetero – aromático:

– a pinosilvina.

Combinações voláteis (óleos essenciais) do propolis:

– exercendo uma ação de antibacteriana:

– a pinocembrina,

– a pinobanksina,

– a isalpinina,

– a galangina,

– os ácidos aromáticos e os seus -esteres:

– o ácido ferulico,

– o ácido cafeico,

– um dipterpenoïde do clerodane;

– ativo contra Staphylococcus aureus:

– o ácido cinamico,

– o ácido isoferulico,

– o ácido caféico;

– ativo contra de Escherichia coli e de Streptomyces aureofaciens:

– várias substâncias contidas na propolis são capazes de absorver as radiações ultravioletas;

– de ação antimicótica:

– os ácidos aromáticos e os esteres

– o kaempferol 7,4 ‘ diméthyls – éter,

– a ermanina (5,7-dihidroxi-3,4′-di-metoxiflavona),

– a pinobanksina 3 acetato,

– a pinocembrina,

– ester benzilico do ácido cumárico,

– um ester do ácido caféico,

– o ácido caféico,

– a sakuranetina,

– a ptérostilbana,

– a pinosylvina (3,5-dihidroxistilbene),

– o ácido cinamilidene – acético, ativo contra de Mycobacterium phlei, Sr. smegmatis e de Candida albicans,

– ação contra Candida:

– a pinocembrina,

– o ácido cinamilidene – acético;

– ação contra Mycobacterium phlei:

– kaempferidesas (kaempférol 4 ‘ métil – éter) (3,5,7 triidroxi 4 ‘ més);

– estreptobacilos acido résistentes

– kaempferidases;

– substâncias ativas contra mofos:

– a pinocembrina (Miyakado e coll., 1976);

– substâncias ativas contra Blastomycetes:

– a pinocembrina (Metzner e coll., 1977);

– substâncias para ação anti-séptica:

– o ácido benzóico (Vanhaelen e Vanhaelen-Fastré, 1992);

– substâncias de ação antiviral (König e Dustmann, 1985):

– o ácido caféico,

– o caféato de 3 metil – meta 2 (Amros e coll., 1994),

– a luteolina,

– a quercetina,

– os 7-metoxiquercitina;

– substâncias de ação anti herpética

– extrato isopropilalcoólico de propolis;

– substâncias ativas contra o vírus da Gripe A/Hong Kong (H3N2) (in vitro) e inibitória da produção de hemaglutininas em ovo:

– o ferruleato de isopentil;

– substâncias para ação inibitória às celulas cancerosas (Grunberger e coll., 1998; Inayama e coll., 1984):

– ester fenetilico ácido caféico (cafeato de metil, ferruleato de metil),

ester fenetilico do ácido caféico; a quercetina e um diterpenoïde do clerodane (Matsuno Tetsuya, 1991, citado por Yamamoto, 1996),

– a artépillina,

– a crisina (Hladon e coll., 1987);

– substâncias para ação anestésica local:

– a pinocembrina (Paintz e Metzner, 1979),

– a pinostrobina (Paintz e Metzner, 1979),

– esteres do ácido caféico (Paintz e Metzner, 1979);

– substâncias que diminuem a fragilidade de vasos capilares:

– a quercetina (Budavari, 1989),

– os 3,4′-diidroxiflavonoïdes,

– flavon-3-oles (o Roger, 1988);

– substâncias que reduzem a permeabilidade de vasos capilares (ação do tipo vitamina P):

– flavonoïdeses (Szent-Györgyi e coll., 1936);

– substâncias para ação anti-hemorragica :

– flavonoides;

– substâncias que agem em vitro no metabolismo enzimático de mucopolisacaridases nas veias safenas:

– alguns flavonoides (Niebes e Laszt, 1971);

– substâncias de ação espasmolitica:

– a quercetina,

– kaempferidases,

– a pectolinaringenina;

– substâncias de ação anti – inflamatoria:

– o ácido cafeico (Bankova e coll., 1983),

– a acacetina (Bankova e coll., 1983),

– o bisabolol (Marinescu, 1982),

– flavonoides (Marinescu, 1982);

– substâncias para antioxidação:

– flavonoides;

– substâncias de ação anti-histaminica:

– a quercetina (Di Maggio e Ciaceri, 1961);

– substâncias ativas que se opõe as células leucêmicas:

– a artepilina de C;

– substâncias para efetuar ação antidiabética (não confirmado):

– o ptérostilbene;

– substâncias para ação curativa em úlceras do estômago:

– a luteolina,

– a apigenina,

– a pinocembrina, a galangina e a crisina (ativo contra de Helicobacter pylori) (Itoh e coll., 1994);

– substâncias eficientes na insuficiência pulmonar – (Aviado e coll., 1974):

– o eriodictiol;

– substâncias eficientes na prevenção da insuficiência pulmonar aguda:

– o eriodictiol;

– substâncias que estimulam a mitose e a biossíntese de proteínas:

– a arginina (Gabrys, 1986);

– substâncias que estimulam a produção de colágeno e elastina:

– a prolina (Gabrys, 1986),

– o ácido ferulico (1938) (Cizmarik e Matel, 1971, 1978);

– substâncias de efeito aglutinante:

– o ácido ferulico (Cizmarik e Matel, 1971, 1978);

– substâncias para ação balsâmica:

– o ácido benzóico (Vanhaelen e Vanhaelen-Fastré, 1992);

– substâncias que estimulam a granulação e a regeneração do epitélio:

– derivado do ácido cinamico;

– substâncias que estimulam a cicatrização de feridas:

– o ácido fenólico,

– flavonoides;

– alergênicos potenciais:

O cafeato de prenil;

– substâncias ativas contra a febre de feno:

– das combinações voláteis presentes na atmosfera interior da colméia.

Tecidos e órgãos que dependem dos minerais presentes na própolis

– Artérias: o cobre.

– O sistema ósseo: estrôncio, o cobalto.

– A medula óssea: o cobre.

– Olhos: o cobalto.

– A hipófise: zinco, o manganês, o cromo.

– Gânglios: o cádmio e o molibdênio.

– O fígado: o cobre, o cobalto.

– O pâncreas: zinco, o níquel.

– As glândulas sexuais: zinco.

– Pele: o cobre.

As atividades biológicas localizadas dos elementos da propolis

Os conteúdos de micro elementos na própolis têm atividades sinérgicas com as enzimas e vitaminas.

– O ferro entra na composição de enzima respiratória;

– O zinco entra na composição de enzimas que participam na manutenção do equilíbrio glicídico e proteico; também contribui à redução da taxa de colesterol sangue;

– o manganês é ligado à vitamina de B1; a atividade da vitamina de B1 aumenta quando o manganês estiver presente em quantidade suficiente no organismo;

– o cobalto é ligado à vitamina de B12; estimula o processo de fagocitose alcançado pelos glóbulos brancos do sangue nas doenças infecciosas e faz aumentar a resistência do organismo (o médico B.M. Hecht pôs em evidência este efeito da adição de cobalto, iodo e mel na comida);

– o cobre é ligado ativamente a pró-vitaminas B, C, E e o ácido para-nicotinico.

Doenças que podem ser tratadas com ajuda dos microelementos presentes na própolis

– A endarterite: pelo cobre.

– O glaucoma: pelo cobalto.

– de doença Hipertensiva (hipertensão arterial): pelo cobalto.

– A hipercolesterolemia: através de zinco.

– As doenças infecciosas: pelo cobalto.

– Doenças do fígado: pelo cobalto.

– Doenças de pele: pelo cobre.

Própolis: Revisão Bibliográfica.

28/05/04

Autor: Osvaldino Rosa Filho

Própolis designa uma série de substâncias resinosas, gomosas e balsâmicas, de consistência viscosa, de coloração amarela, esverdeada, castanho escuro ou avermelhada. É coletada pelas abelhas, (principalmente as do gênero Apis ), de certas partes de determinadas plantas de uma região ( principalmente gemas e cascas) e é transportada à colméia e modificada pela adição de secreções salivares das abelhas e cera, além de pólen e outros anti-plásticos orgânicos e minerais que constituem juntos, um cimento, com o qual fecham as aberturas, soldam os componentes internos das colméias racionais e revestem as celas onde se desenvolvem as larvas das três castas de abelhas da colônia. A coleta de própolis é resultado de uma mudança de comportamento das abelhas forrageiras durante o verão, e a propolização embora útil no inverno não se inicia por uma mudança de temperatura ou outros fatores meteorológicos (Gontarski,1955). Meyer, em 1956 observou que a maior parte da coleta de própolis ocorre pela parte da manhã em dias quentes. Morus – 1972 classificou a propolização como um meio de retenção de vapor na câmara de desenvolvimento da cria.

Indicação terapêutica.

A própolis é conhecida há muito tempo. Foi utilizada no antigo Egito e os Gregos compuseram seu significado: <pro> antes, <polis> cidade; “as muralhas de proteção da cidadela das abelhas”

A própolis é recomendada para prevenir enfermidades degenerativas, evitar envelhecimento prematuro e aumentar a resistência natural do organismo. No homem enfermo é indicada na prática estomatológica, higiene bucal, gengivites, estomatites ulcerosas, abcessos, gastrites, certas úlceras e colites diversas. Na esfera genito-urinária em infecções renais, transtornos prostáticos, cervicites, tricomoniase, inflamações das vias urinárias. Na esfera oftalmológica: Queratites, queratoconjuntivites, úlceras e queimaduras córneo–conjuntivais. Na respiratória: Faringites, rinofaringites, laringites, sinusites, bronquites, tuberculose, asma bronquial. Na esfera Cardiovascular: Anemia, hipotenção, hipertensão, hipercolesterolemia, aterosclerose, fragilidade capilar, hemorragia, úlceras varicosas. Na osteoarticular: Reumatismo, artrose, artrite. Na esfera dermatológica: Queimaduras, feridas, queratodermia, úlceras, verrugas, quelóides cicatriciais, eczemas, psoríasis, herpes. Nas esferas Parasitária, metabólica, endócrina, imunológica, oncológica e geriátrica. (GUERRA.A,G, 1996 Curso Nacional de Análise Química e Controle de Qualidade da Própolis. Florianópolis, SC.)

Propriedades terapêuticas da própolis

Antimicrobiano de ação tópica, não sistêmica, atua em sinergismo com antibióticos sintéticos, potencializando o tratamento de infecções respiratórias, renais e outras, constatando-se uma rápida evolução e cura com poucas complicações.(FIERRO MORALES.W, 1994 IV Congresso Iberolatinoamericano de Apicultura.Ar.). Alguns componentes estudados demonstram atividades biológicas sobre cepas de Heliobacter pylori, principal agente etiológico das úlceras duodenais. Ação Antimicótica é estabelecida por inúmeros autores e atribuída aos sesquiterpenos, sobretudo ao bisabolol e flavonas, especialmente a pinocembrina, ácido cinamico e crisina.

Estudos do Instituto Osvaldo Cruz em 1994 mostram que preparações de própolis são altamente ativas contra o Trypanosoma cruzi, inibindo a proliferação do parasita dentro das células do hospedeiro, bem como no meio axonêmico. Os amastigotas internalizados foram afetados por doses quatro vezes mais baixa do que as doses requeridas para o meio de cultura, sugerindo que fatores associados com a célula hospedeira intensificam o mecanismo de ação, o que não ocorre com antibiótico específico, que para obter o mesmo efeito in vivo, foi aplicado em doses de 50 vezes mais alta.(K.O.Higashi, S.L. de Castro)

As propriedades Antiparasitárias estão amplamente demonstradas em inúmeros trabalhos sobre o parasita intestinal Giardia lamblia, com resultados efetivos sobre o parasita e na elevação da imunidade celular e humoral, inclusive sobre a asma intrínseca, associada ao quadro clínico da giardíase. As reações ao tratamento foram escassas. (RAQUEL GARCIA, et col.,C.CASTAÑEDA et col., ILEANA HOLLANDS et col., J.A.MAS et col. 1988)

Ação Antiviral sobre a Herpes simples tipo I e II, responsáveis por lesões bucais e genitais e sobre Herpes Zoster, diminuindo o período eruptivo e doloroso quando aplicado precocemente. A ação é atribuída a alguns flavonóides em sinergismo com um éster do ácido caféico.

Propriedades Antiinflamatória, Cicatrizante e Epitelizante em ferimentos, queimaduras, e úlceras. Estudos histológicos demonstram que a própolis estimula os fibroblastos a produzirem colágeno e induz a chegada de células do sistema imunológico melhorando as defesas na zona da lesão

Sob a ótica da vigilância imunológica, por estimulo da própolis, a ação imunomoduladora específica e não específica atua sobre clones de células cancerosas eliminando-as assim que vão aparecendo, pela estimulação de macrófagos e linfócitos T e B. Ensaios com componentes isolados da própolis demonstram atividade antitumoral sobre cultura de células de fibrosarcoma e cólon, melanoma e carcinoma de pulmão.(Marcucci et col.)

Propriedades antioxidantes sobre os radicais livres, pelo seqüestro do oxigênio reativo ou pela inibição da sua formação, principalmente na presença de compostos polifenólicos (ácido benzóico, cinámico, caféico, ferúlico; quercitina, kaempferol e pinocembrina), chalconas e terpenos. A quercitina, um dos principais componentes da própolis atua em sinergismo com o ácido ascórbico protegendo a vitamina C de degradação. Esta propriedade é vista com muito interesse atualmente, pois age sobre o fator causal da isquemia, formação de placas ateromatosas, miocardiopatias, processos degenerativos do sistema nervoso central, lesões por radiações, infecções, substâncias tóxicas e mutações do ADN, e que por sua baixa ou nula toxidade constitui um importante preventivo nas patologias do envelhecimento. (FERREIRA.R, 2000 Congresso Internacional de Propoleos AR)

Atualmente, investiga-se a propriedade radioprotetora sob raios UV-B, principais responsáveis pelo câncer de pele e queimaduras superficiais, obtendo-se em ensaios proteção de nível 8 em certos tipos de própolis. (Lambert. Priscila, 1999)

Informações Técnicas sobre a Própolis.

A composição química da própolis brasileira varia de região para região e é muito complexa, contendo aproximadamente 160 substâncias identificadas, principalmente compostos fenólicos divididos em três grupos principais: Flavonóides agliconas, Ácidos fenólicos e Ésteres fenólicos em concentrações relativas ao local de origem.(YONG. K. PARK et al 1995.)

Análises de própolis oriundas do Brasil e Venezuela apresentem compostos incomuns às própolis européias demonstrando ausência da pinocembrina. Cromatografia líquida de alta eficiência, linear e tridimensional, da própolis da região de Santa Cruz, Paraná, e a resina de Álamo. 2-ácido cumárico, 3=ácido ferúlico,8=pinobanksina; 10=kamperol;11=apigenina;14=pinocembrina; 15=dimetil dietil ácido caféico; 16=pinobanksina-3-acetato; 17=crisina;18=galangina.

As demais amostras brasileiras evidenciaram alta concentração de ácido dihidrocinamico, acetofenonas preniladas e alguns terpenóides característicos. Outros compostos de importância foram isolados destacando-se o artepellin C, com atividade anti-neoplásica (KIMOTO et al 1996), e antileucêmica (STANGACIU-APIACTA XXXIII,71).

O éster feniletil do ácido caféico que é descrito como um potente inibidor específico do fator de transição nuclear NF Kappa B e inibidor do tumor de pele induzido por forbol. (NATARAJAN et al 1996; HUANG et al.,1996). Alguns destes compostos, entre outros identificados, foram agrupados por regiões por Marcucci.

As amostras do Sul do Brasil revelam compostos fenólicos com potencial terapêutico importante. Os principais são derivados prenilados do ácido cinámico, (ácido 3,5-diprenil-4-hidrocinamico; 2-[1-hidroximetil] vinil –6-acetil-5-hidroxido cumarano e 3-metoxi-4-hidroxicinamil aldeído). (MARCUCCI et al 2000). A autora sugere que Bachhharis spp e Araucaria spp são provavelmente as espécies vegetais mais visitadas pelas abelhas para a coleta de própolis na região Sudeste e Sul do Brasil. Atualmente, desenvolvem-se estudos comparativos do efeito de Baccharis draccunculifolia e flavonóides isolados da própolis “verde” sobre o metabolismo oxidativo de neutrófilos na Faculdade de Farmácia de Ribeirão Preto- USP.

O perfil Químico revelado por Yong Park e obtida por CCDAE-FR apresenta doze grupos de própolis da Mata atlântica, inclui amostras RS1 e RS2, alem de apontar a SP1 como a própolis do Sudeste mais exportada para países como E.U.A e Japão. Os perfis RS1 e RS2 podem ser incluídos no grupo BRG (o G refere-se a coniferaldeído), com grande quantidade de flavonóides, rara no Brasil, encontrada na própolis do Rio Grande do Sul. Este sistema de classificação esta baseado em um programa de gerenciamento denominado T.I.P e processa dados obtidos por cromatografia líquida ou gasosa.(Reg. Pat. PI 0006272 )

O perfil da Própolis Argentina está sendo traçado pelo INTA-Famaillá (Tucumán), CEDIA, INTA Castelar e Faculdade de Ciencias Veterinárias da UNCPBA desde 1999, tendo sido apresentado resultados de seis macro-regiões incluído 19 províncias e 11 regiões fitogeográficas para as seguintes características:- Organolépticas e Fisico-quimicas: umidade, cera, resinas, impurezas mecânicas, cinzas, compostos fenólicos e flavonóides totais. (Congreso Internacional de Propoleo-B.A, AR – set 2000)

Em atualização…

Fonte: Farmapi

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