A subida às árvores dos nossos ancestrais

Os ancestrais dos humanos, macacos e grandes símios podem ter subido às árvores devido à sua pequena dimensão.

Há muito que os cientistas se interrogam acerca do motivo porque os primeiros primatas viviam na copa das florestas, dado que trepar parece consumir muito mais energia do que caminhar.

Investigadores americanos, no entanto, foram analisar a questão estudando primatas a trepar e a caminhar sobre passadeiras rolantes e dizem que as suas conclusões revelam que não há diferença no consumo de energia entre as duas situações para pequenos primatas, o que nos dá novas pistas para o motivo porque os seus ancestrais subiram às árvores há 65 milhões de anos.

Jandy Hanna, da Universidade Duke em Durham, Carolina do Norte, diz que os dados recolhidos sugerem que os primeiros primatas foram capazes de explorar um novo ambiente sem custos acrescidos, desde que permanecessem pequenos.

“Os primeiros primatas diferenciaram-se dos outros mamíferos em parte devido à sua capacidade de explorar um novo nicho ecológico arbóreo, o dos ramos terminais das árvores”, explica ela.

Os primeiros primatas, que devem ter sido mais ou menos do tamanho de ratos grandes, sofreram, em seguida, uma série de alterações evolutivas à medida que se adaptavam ao seu novo ambiente. Algumas destas alterações incluem o surgimento de unhas em vez de garras e mãos e pés com polegares oponíveis.

“O benefício, ou a recompensa, de invadir este novo ambiente (e o surgimento destas alterações anatómicas) foi a descoberta de um meio rico em insectos e frutos”, diz Hanna.

Robin Crompton, do Grupo de Evolução e Morfologia dos Primatas da Universidade de Liverpool, Reino Unido, refere que já foi observado na natureza que animais pequenos, como os lémures-rato, se deslocam basicamente da mesma forma na vertical ou na horizontal.

“Pela primeira vez, os investigadores americanos demonstraram que para os os primatas até aos 4 kg de peso, mais coisa menos coisa, a eficiência energética do movimento vertical aumenta muito pouco com o tamanho, enquanto trabalhos anteriores tinham demonstrado que a eficiência de andar aumenta drasticamente”, diz ele.

Os detalhes desta investigação foram publicados na última edição da revista Science.

Fonte: Science

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